terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Tindersticks e Low no Festival para Gente Sentada

Os norte-americanos Low actuam no dia 24 de Março


A edição de 2012 do Festival para Gente Sentada, que acontece em Santa Maria da Feira, já tem datas marcadas e nomes anunciados. Os Tindersticks e os Low são as primeiras bandas confirmadas para o festival marcado para os dias 24 e 25 de Março, no Cineteatro António Lamoso.
O concerto dos britânicos Tindersticks em Santa Maria da Feira acontece no dia 25 de Março, na véspera do concerto que têm marcado para o cinema São Jorge, em Lisboa, anunciado na segunda-feira.

Neste regresso a Portugal, a banda de Stuart Staples vem apresentar o último trabalho “The Something Rain”, gravado entre Maio de 2010 e Agosto de 2011 e que inclui nove canções, entre elas “Medicine”. O álbum chega às lojas no dia 20 de Fevereiro.

Com uam carreira de quase 20 anos, os norte-americanos “Low”, que actuam no primeiro dia do festival, vêm a Santa Maria da Feira apresentar o seu nono álbum, “C’mon”, editado em 2011. O álbum, que conta com 10 temas originais, foi gravado numa antiga igreja católica do Minnesota, aproveitando em absoluto as condições únicas do espaço.

Os bilhetes estão à venda nos locais habituais e custam entre 22 euros (um dia) e 33 (dois dias).

Leonard Cohen - Old Ideas


Publicado em http://cotonete.clix.pt/noticias/body.aspx?id=49432 por Gonçalo Palma



Há mais de 20 anos que Leonard Cohen não fazia um álbum tão bom. Embora esta possa parecer uma afirmação retumbante, não estamos a falar de nenhum grande feito se pensarmos na escassez da colheita ­- apenas três álbuns de originais nas duas décadas anteriores ­- e na inconsequência da mesma. Se The Future (de 1992) e Ten New Songs (de 2001) são álbuns medianos com algumas grandes canções, Dear Heather (de 2004) é uma mera declaração presencial com 12 músicas a mais.
Como a criação musical é pouco amiga da estabilidade e de reclusões espirituais em mosteiros (budistas ou não), foi preciso uma pequena tragédia para despertar Leonard Cohen outra vez para a excitante vida artística -­ quem sabe mesmo, para a vida. A descoberta de um brutal desfalque financeiro na conta de Cohen provocado por uma manager burlona obrigou o cantor setentão a sair da hoje designada "zona de conforto", ao recuperar a juventude numa digressão mundial de três anos que surpreendeu tudo e todos, sobretudo no período de arranque, em 2008. 
Dentro da mesma leva, nesta nova vida de Cohen, surge-nos Old Ideias, que de feio só tem a capa. O álbum tem o mesmo tipo de virtudes de I'm Your Man (de 1988), o longo que melhor redefiniu a imagem de Cohen enquanto um gentleman galã, uma espécie de Sinatra da trova, que não renega os luxos de bons hotéis ou de uma banda numerosa bem apetrechada.
O módulo de Old Ideas, com toques de kitsch, é reconhecível mas aberto e exploratório. Um violino chorão embrenha-se com um órgão de qualidade caseira; a bateria parece tocada por um jazzman preguiçoso, lado-a-lado com um piano smooth bem desviado para a Cohenlândia e um saxofone pontual que avista Kenny G só que do outro lado da barricada onde se encontra o bom gosto. O toque de conforto vem da voz sussurrante de Leonard Cohen, o homem de spoken-word que tenta cantar. A alavanca para o supremo vem do incontornável amparo feminino dos coros, quais sereias ao serviço do charmoso trovador numa terra de sonhos que não existe.
Old Ideas, que faz da terceira idade de Cohen a terceira juventude, é uma sucessão de guinadas, algumas bem poderosas como Going Home e Show Me the Place que dão um diagnóstico prematuro da saúde do disco. Há também algum blues-rock desacelerado ao modo de um espectáculo de casino (Darkness). Crazy to Love You dá-nos o Leonard Cohen acústico vindo directamente dos seus primeiros álbuns; Come Healing é folk de gala com perfume feminino, no qual o cantor-mor confia quase tudo ao poder das harmonias vocais femininas (numa aproximação sensorial às recentes versões ao vivo de If It Be Your Will que Cohen entregou às vozes das Webb Sisters). 
Em 2012, as canções novas de Leonard Cohen voltam a ser algo de vital para as pessoas. Old Ideas é um dos primeiros álbuns do ano, senão o primeiro, a que vale a pena empregar o nosso tempo. Repetidamente.

Sundance. Os heróis indie para o cinema de 2012



“Beasts of the Southern Wild”


O título distinguido com o prémio mais desejado, “Beasts of The Southern Wild”, segue as desventuras de Hushpuppy, uma rapariga que vive com o pai, doente terminal, numa pequena comunidade do Delta do Mississippi. O realizador, Benh Zeitlin, de 29 anos, estreou-se nas longas-metragens com esta produção de três anos, co-escrita pelo próprio e apoiada pelo Sundance Institute (a organização criada por Robert Redford em 1981 para apoiar realizadores e argumentistas em início de percurso). Ao receber o prémio, Zeitlin destacou a prestação de Quvenzhane Wallis, a protagonista de oito anos, que disse estar pronta para ser uma estrela, mas não antes de acabar a terceira classe. Os direitos de distribuição do filme – que também venceu o prémio de Melhor Fotografia – já foram comprados pela Fox Searchlight.

"The House I Live In”


Eugene Jarecki já tinha recebido este prémio em 2005, quando levou a Sundance “Why We Fight”, sobre a relação entre a diplomacia americana e a sua supremacia militar. Desta vez, o tema abordado foi a despesa humana e financeira da luta contra a droga. O irmão do também realizador Andrew Jarecki criticou, na cerimónia de encerramento, as políticas sociais norte-americanas: “Se procuramos mudanças neste país, deixar pessoas na prisão por crimes não violentos, em muitos casos prisão perpétua, sem liberdade condicional, com penas superiores às que são dadas a assassinos, tudo isso tem de acabar.” “The House I Live In” – um dos vários documentários que em Sundance se debruçou sobre os dilemas da América actual – procura também criticar o sistema judicial americano, o funcionamento das prisões e o impacto de ambos junto das minorias.

“Violeta Se Fue a Los Cielos”


Violeta Parra (1917-1967) é um dos nomes maiores da música tradicional chilena, sobretudo daquela que ficou para a História como contributo para o movimento “La Nueva Canción”, gerado um pouco por toda a América Latina e que acabou também por influenciar a Península Ibérica (dos anos 60 à década de 80). O filme de Andrés Wood procura contar a história da cantora, destacando a sua intervenção social e política mas sem nunca se deixar prender por uma linearidade biográfica. Da música às artes visuais, a criatividade de Parra – tal como a sua dimensão mais íntima – é reinterpretada pela actriz Francisca Gavilán, nesta co-produção que juntou Brasil, Argentina e Espanha ao Chile. Este último contou com mais um filme distinguido, “Young & Wild”, que conquistou o prémio de Melhor Argumento (Cinema Mundial).

"The Law In These Parts”


Ra’anan Alexandrowicz não deixou dúvidas ao afirmar “nunca um filme tinha sido tão difícil de fazer durante toda a minha carreira”. Anos de pesquisa cuidadosa resultaram numa observação profunda sobre a estrutura legal e judicial de Israel em relação aos palestinianos e de que forma foi influenciada por eventos decisivos como a Guerra dos Seis Dias e, nos dias de hoje, pelas dificuldades diplomáticas registadas na região. “Este é um momento incrível para mim como realizador, mas trata-se de um filme sobre um assunto doloroso e que ainda está por resolver”, reconheceu Alexandrowicz. “O que se descobre com este filme, e com outros deste festival, é que a lei nem sempre leva à justiça. Pode mesmo ser utilizada como uma ferramenta contra certos segmentos da sociedade. Temos de nos opor a esta situação e, se necessário, anulá-la.”

“The Surrogate”


Foi classificado como o mais comercial e mediático dos filmes a concurso. A explicá-lo está o elenco, que junta William H. Macy, John Hawkes e Helen Hunt (o elenco foi distinguido com um prémio especial do júri). Realizado por Ben Lewin, “The Surrogate” conta a história de Mark O’Brien, um homem com um pulmão de aço que decide perder a virgindade aos 36 anos, contratando para o efeito uma especialista na matéria. Ainda que o argumento, assinado por Lewin, seja baseado numa história verdadeira, o realizador confessou não acreditar “que a maioria das pessoas tenho visto alguma vez uma história como esta”. “É tudo muito novo e inesperado. Pela experiência que tive de ver o filme junto do público, parece resultar como uma verdadeira viagem emocional”, disse. O filme – o mais caro no festival – foi comprado também pela Fox, por 4,5 milhões de euros.

“The Invisible War”


O resultado de uma investigação sobre os casos de violação nas forças armadas dos EUA, e as instituições que procuram ocultar informações sobre os crimes e os impactos pessoais e sociais de tais acontecimentos. As primeiras críticas falam de uma produção que procura trazer a público uma discussão que tem sido minimizada pelas autoridades militares americanas. Segundo o “Hollyood Reporter”, o filme não preteatingir a imagem das forças armadas – não existe a intenção de estabelecer uma relação entre os casos de violação citados e as operações no Iraque ou no Afeganistão, mas abordar o drama das violações. The Invisible War foi realizado por Kirby Dick, que esteve em Sundance pela sexta vez. Fê-lo primeiro em 1997, quando apresentou “Sick: The Life & Death of Bob Flanagan, Supermasochist”. 

"Valley of Saints"


Um enredo que parte da complexa situação política e militar da região de Caxemira para se focar na descoberta de uma relação improvável entre apaixonados de mundos opostos. Um jovem da classe operária que deixa a sua cidade natal e que conhece uma cientista que faz estudos numa reserva natural em Dal Lake. Tudo porque o caminho inicialmente traçado foi interrompido por um recolher obrigatório imposto pelas autoridades militares. O filme foi também elogiado pela forma como está representado o encontro do esplendor visual da região – e as suas tradições culturais – com o argumento. “Valley of Saints”, realizado por Musa Syeed, tinha já sido distinguido no início da semana passada, quando a Fundação Alfred P. Sloan o premiou com dez mil dólares, pela forma como o filme retrata os cientistas. 

“Searching For Sugar Man”


Rodriguez esteve quase lá, quando em 1970 se aproximou da posição de estrela rock. Nesse ano o músico de Detroit editou “Cold Fact”, rock’n’roll infectado de psicadelismo, gravado em conjunto com elementos dos Funk Brothers (banda residente da Motown) e que produziu o sucesso “Sugar Man”. Mas ao segundo álbum, gravado em Londres, Rodriguez, afectado pela fraca divulgação da sua música e pelos problemas financeiros da editora, desapareceu. É com a edição tardia do disco na África do Sul que dois fãs resolvem partir em busca do paradeiro do artista, com muito pouca informação como ponto de partida. A demanda foi acompanhada pelo realizador Malik Bendjelloul: “Isto está mesmo a acontecer?”, perguntou ao receber o prémio. “Searching For Sugar Man” foi também distinguido com um Prémio Especial do Júri.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Chega hoje a Portugal



O álbum "Born to Die", que apresenta a cantora norte-americana Lana Del Rey, é editado hoje em Portugal, meses depois da artista se ter dado a conhecer com uma música na Internet.


A história de Lana del Rey, nome artístico de Elizabeth Grant, nova-iorquina de 25 anos, começa em 2011 quando a música "Video Games" é colocada no Youtube, interpretada então por uma desconhecida.

A cantora tinha gravado em 2008 um álbum que nunca chegou a sair, mas foi depois no verão passado que deu nas vistas com aquela canção, que registou cerca de vinte milhões de visualizações na Internet.

"Video Games", que tinha sido rejeitado por várias editoras e apenas saiu por uma pequena chancela independente, acabou por lhe render depois um contrato como a editora Interscope Records, outro com uma agência de modelos, e a garantia de publicação de um álbum em 2012.

Lana Del Rey compôs os novos temas sempre em parceria com outros autores e o resultado é "Born to Die", um álbum melancólico, dolente e influenciado por um hip hop mais minimal.

A BBC diz que o álbum podia ser a banda sonora perdida de um filme negro e Lana Del Rey é uma mulher fatal: "Marylin Monroe e Marlene Dietrich competem pela posse do microfone".

“As Serviçais” triunfaram nos prémios do Sindicato de Actores


Contrariando a onda dos prémios de cinema que tem premiado constantemente “O Artista”, o filme histórico “As Serviçais” foi o grande vencedor dos prémios do Sindicato de Actores (Screen Actors Guild). O filme de Tate Taylor conquistou três troféus, entre eles o de Melhor Elenco, o equivalente a Melhor Filme.Elenco do filme "As Serviçais" (AFP)A norte-americana Viola Davis, que está nomeada para os Óscares, venceu o galardão de Melhor Actriz, deixando para trás Meryl Streep. E Octavia Spencer, também na corrida aos Óscares, foi distinguida com a estatueta de Melhor Actriz Secundária, prémio que já conquistou nos Globos de Ouro. 

Os três prémios conquistados pelo filme, sobre o racismo na região sul dos Estados Unidos no início dos anos 1960, foram uma surpresa, uma vez que o filme mudo francês de Michel Hazanavicius era apontado como o grande favorito. Desta vez, porém, arrecadou apenas um galardão, o de melhor actor para Jean Dujardin.

Christopher Plummer, de 81 anos, que representa em “Assim é o Amor” um homem que assume a homossexualidade depois de a mulher morrer, foi premiado na categoria de melhor actor secundário.

À semelhança do que acontece nos Globos de Ouro, os prémios do Sindicato de Actores distinguem também as melhores representações e interpretações na televisão. Os prémios foram para as séries do costume: “Boardwalk Empire” (Melhor Elenco num Drama) e “Uma Família Muito Moderna” (Melhor Clenco numa Comédia).

Steve Buscemi, protagonista da série de Martin Scorsese (“Boardwalk Empire”), arrecadou o prémio de Melhor Actor Drama, e Jessica Lange venceu na categoria feminina, Melhor Actriz, pelo papel em “American Horror Story”. 

Alec Baldwin, estrela de “Rockefeller 30”, venceu o galardão de Melhor Actor em Comédia, e Betty White, da série “Hot in Cleveland” conquistou o troféu de Melhor Actriz na mesma categoria.

O prémio de Melhor Actor num Telefilme ou Minissérie foi para o norte-americano Paul Giamatti, pelo seu papel em “Too Big to Fail”, sobre a crise financeira de 2008. Kate Winslet venceu na categoria de Melhor Actriz num Telefilme ou Minissérie por “Mildred Pierce”, prémio que já tinha conquistado nos Globos de Ouro.

Os prémios do Sindicato de Actores, votados pelos actores, são um indicador dos possíveis vencedores dos Óscares, uma vez que a grande parte destes, por serem membros da Academia, também votam nos Óscares.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Lana Del Rey: Born to Die – review

'There’s always the chance that she’s playing a character, although that seems doubtful' … Alexis Petridis on Lana Del Rey. Photograph: Photographer: Shivy K


It's hard not to feel a twinge of sympathy for Lana Del Rey. She's hardly the first pop star in history to indulge in a spot of pragmatic reinvention that muddies her comfortable background, but you'd certainly think she was. You can barely hear the music over the carping, which appears to be getting louder as her debut album approaches: a cynic might say that's just as well, given the recent Saturday Night Live appearance in which she demonstrated her uncanny mastery of the vocal style deployed by Ian Brown during the Stone Roses' later years – she honked like the foghorn on Portland Bill lighthouse. But one off-key TV spot is surely not a career-ending disaster. Perhaps the arrival of Born to Die will silence the controversy and shift attention to the songs.

Buy it from
Lana Del Rey
Born to Die
Polydor
2012
Tell us what you think:Rate and review this album

Or perhaps not. There's something impressive about her desire to brazen it out, but you do wonder at the wisdom of including Radio, one of those how-do-you-like-me-now? songs in which the singer revisits their terrible struggle to achieve fame. "No one even knows how hard life was," she sings, "no one even knows what life was like," which does rather invite the response: indeed not, but given that your father was not only extremely wealthy but so supportive that he took to the pages of the Adirondack Daily Enterprise to promote your debut album I'll hazard a guess at (a) probably not that hard and (b) basically quite nice.

There's always the chance that she's playing a character, although that seems doubtful, because when Lana Del Rey is in character, she really lets you know about it. The one truly disappointing thing about Born to Die isn't the sound, which understandably sticks fast to the appealing blueprint from Video Games andBlue Jeans: sumptuous orchestration, twangs of Twin Peaks-theme guitar and bum-bum-TISH drums. Nor is it her voice, which is fine: a bit reedy on the high notes, but nothing to get you reaching for the earplugs. It's the lyrics, which in contrast to Video Games's beguiling description of a mundane love affair, are incredibly heavy-handed in their attempts to convince you that Lana Del Rey is the doomed but devoted partner of a kind of Athena poster bad boy, all white vest, cheekbones and dangling ciggie. The reckless criminality of their lifestyle is expressed via hip-hop slang – "yo", "imma ride or die", and, a little Ali Gishly, "booyah" – and the depth of their love through romance-novel cliches ("you are my one true love"). It's Mills and Booyah.

The problem is that Del Rey doesn't have the lyrical equipment to develop a persona throughout the album. After the umpteenth song in which she either puts her red dress on or takes her red dress off, informs you of her imminent death and kisses her partner hard while telling him she'll love him 'til the end of time, you start longing for a song in which Del Rey settles down with Keith from HR, moves to Great Yarmouth and takes advantage of the DFS half-price winter sale.

The best thing to do is ignore the lyrics; easy enough given how magnificently most of the melodies have been constructed. Video Games sounded like a unique single, but as it turns out, it was anything but a one-off: the album is packed with similarly beautiful stuff. National Anthem soars gloriously away from a string motif that sounds not unlike that sampled on the Verve's Bitter Sweet Symphony. There's something effortless about the melodies of Diet Mountain Dew and Dark Paradise: they just sweep the listener along with them. The quality is high throughout, which is presumably what you get if you assemble a crack team of co-writers, including Heart FM king Rick Nowels, author of Ronan Keating's Life Is a Rollercoaster, Dido's White Flag and Belinda Carlisle's Heaven Is a Place on Earth.

You could argue that his presence recontextualises Born to Die, drawing it away from the world of the indie singer-songwriter she was initially thought to inhabit and firmly into the mainstream. It fits better there, where no one bores on about authenticity and lyrics matter less than whether your songs' hooks sink deep into the listener's skin. What Born to Die isn't is the thing Lana Del Rey seems to think it is, which is a coruscating journey into the dark heart of a troubled soul. If you concentrate too hard on her attempts to conjure that up, it just sounds a bit daft. What it is, is beautifully turned pop music, which is more than enough.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Afinal já não há T-shirt para ninguém...

 
A t-shirt Disney inspirada no álbum «Unknown Pleasures», dos Joy Division, deixou de estar à venda. Segundo avança a Pitchfork, um representante da marca afirmou: «Assim que percebemos que podia ser um problema, retirámos das prateleiras e da loja online para revermos a situação».

Peter Hook, ex-baixista da banda, tinha dito ao «NME» que sentia que a utilização da imagem dos Joy Division era «um elogio engraçado» à banda.

A t-shirt utilizava a capa clássica do álbum «Unknown pleasures», originalmente retirada da «Cambrige Encyclopedia Of Astronomy» e escolhida pelo guitarista Bernard Summer, com ajuda do designer gráfico Peter Saville.

Ao «NME», Hook disse que não deu permissão para que a Disney utilizasse a imagem, mas que esta era do domínio público: «D e um ponto de vista legal, a imagem é do domínio público, como a Disney sabe, é um elogio que uma grande empresa como a Disney pegue numa pobre banda de Manchester que só existiu durante um par de anos. Estou espantado que eles tenham que pegar em pequenas bandas indie, mas sinto que alguém o fez como um elogio engraçado».

O rato Mickey (e os Joy Division)

Postado originalmente em sound+vision







Causou alguma sensação a T-shirt que a Disney lançou baseada na memória do grafismo que recordamos da capa de Unknown Pleasures, dos Joy Division, cruzando-a com a silhueta do rato Mickey. A MTV falou com Peter Hook, que declinou qualquer ligação à criação desta T-Shirt, demonstrando contudo que em nada a ideia o incomodou... Os restantes ex-membros dos Joy Disvion não quiseram comentar, mas também deixaram claro que não tiveram qualquer relação com a T-shirt...





Aqui fica a imagem da capa de Unknown Pleasures (versão CD). Editado em 1979, este foi o álbum de estreia dos Joy Division (que o tempo transformou numa referencia do pós-punk), hoje recordado como um clássico. O grafismo foi uma criação de Peter Saville, designer de resto ligado à história da própria Factory Records, a editora que lançou os Joy Division.









Entenda-se que esta não é a primeira vez que Unknown Pleasures estimula ideias que vão além da mera estampagem da imagem da capa em T-shirts de fundo negro. Estas três outras variações são apenas alguns exemplos da forma como uma imagem icónica ganhou lugar em peças de roupa e calçado.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Os Famosos e os Duendes da Morte


um filme de Esmir Filho

Um jovem de 16 anos, residente numa pequena cidade rural do sul do Brasil, relaciona-se com o resto do mundo através da Internet. Fã de Bob Dylan, refugia-se entre blogs e salas de chat. Mas a chegada à cidade de um misterioso rapaz que se assemelha a Bob Dylan fá-lo mergulhar em lembranças e num mundo para além da realidade.


Festival do Rio de Janeiro
Prémio FIPRESCI

Festival de Guadalajara
Melhor Fotografia

Festival de Havana
Prémio Melhor Contribuição Artística
Realizador
Esmir Filho
Actores
Áurea Baptista
Ismael Caneppele
Tuane Eggers
Ano
2009



J. Edgar O INIMIGO SECRETO

No novo Eastwood, um grande ausnte dos Oscars, não há uma mistificação gloriosa como em Invictus, existe antes uma desmistificação inglória de uma figura controversa, mas demasiado opaca para nos aproximarmos dela.

Se não fosse John Edgar Hoover, ninguém entrava com ar apressado nas cenas de crime dos thrillers a gritar 'FBI', enquanto enxuta os policias locais. Não haveria Ficheiros Secretos, nem investigações policiais com recurso a escrupulosas análises científicas. Também não haveria escutas nem escândalos que dão biópicos controversos. O contributo de John Edgar Hoover, considerado por alguns o homem mais poderoso do planeta, para o cinema é mais do que muito. Só que ele não foi um herói, apenas um crápula, o crápulas mais temido da América. Assim o pinta Clint Eastwood, que revela o ficheiro secreto da sua vida privada,num filme que passará ao lado da corrida aos Óscares, e que está nos antípodas de Invictus.

Os vilões têm o seu encanto. Não há dúvida. Desde Bonnie and Clyde (Arthur Penn, 1967) que nos apercebemos que é muito mais romântico e empolgante torcer pelo bandido do que pelo xerife. Na altura da grande depressão, foras-da-lei, assaltantes de bancos, como John Dilinger, tornaram-se muito populares, autênticos heróis, como se tornou visível nos filmes da época, com James Cagney (O Inimigos Público, 1931, William A. Wellman), mais recentemente, emInimigos Públicos, de Michael Mann (2009). E essa inversão do lado do bem e do lado do mal repete-se com mais insistência nos nossos dias. Gostamos do estilo dos gangsters de Pulp Fiction (1994)e até mesmo nos deixamos levar por psicopatas, como Hannibal, de O Silêncio dos Inocentes (1991).

Mas este J. Edgar, 'inventor' da FBI, aparece como um vilão do lado dos bons, apenas um crápula, mas que nem por isso ganha algum encanto. É uma personagem medíocre, que se move por objectivos curtos, infeliz. Uma personagem desencantada e desmoralizada nos seus preceitos morais.

Estamos perante um biópico atípico. Não há uma mistificação gloriosa como em Mandella, existe antes uma desmistificação inglória de uma figura controversa, mas demasiado opaca para nos aproximarmos dela.

O filme de Eastwood adota assim uma postura semelhante à de Luc Moulet nalgumas curtas-metragens, em que faz panfletos turísticos, com o efeito contrario, que nos levam a não querer vistar a terra em questão. J Edgar é um filme sobre uma personagem que não nos fascina nem queremos conhecer. Mas claro, e talvez seja este o ponto mais importante, leva-nos a refletir sobre o poder oculto das secretas.

J. Edgar notabilizou-se ao deportar centenas de imigrantes com ligações a movimentos comunistas e anarquistas. Enquanto construi a FBI, com critérios de excelência e um investimento na ciência e formação, fez da perseguição aos emigrantes e aos negros uma obsessão. Terá tentado inclusive fazer com que Martin Luther King recusasse o Prémio Nobel. Abusando do poder, resistiu a oito presidentes americanos, que chantageava através dos seus arquivos secretos. Edgar foi um monstro que se criou.

Leonardo DiCaprio é competente num papel difícil. A opção por manter os mesmo atores em diferentes idades obriga a uma caracterização demasiado pesada, que por vezes incomoda. O filme é longo e mastigado, mas tem aqueles momentos fortes de emoção que só Eastwood sabe fazer. Proporcionados em grande parte pela semi-assumida relação homossexual com Clyde Tolson (Armie Hammer), através da qual o realizador dá a Edgar uma dimensão frágil e humana.

J. Edgar, de Clint Eastwood, com Leonardo DiCaprio, Armie Hammer, Judi Dench, Noami Watts, 137 min

Ler mais: http://aeiou.visao.pt/j-edgar-o-inimigo-secreto=f643806#ixzz1kbU115T1

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

The Doors na Blitz de fevereiro



THE DOORS NA CAPA DA BLITZ 68, NAS BANCAS A 27 DE JANEIRO
2012 está aí e a BLITZ apresenta-lhe as celebrações, os discos e concertos mais esperados, e os artistas de que vamos ouvir falar. Rolling Stones, Bruce Springsteen, José Afonso, Sétima Legião, Smashing Pumpkins, Lana Del Rey, B Fachada, Leonard Cohen e Andrew Bird em destaque. DVD de Tigerman ainda disponível.

The Doors , na pessoa de Jim Morrison , estão na capa da BLITZ de fevereiro de 2012, nas bancas a 27 de janeiro . 




A BLITZ 68, a 27 de janeiro nas bancas


A reedição do álbum L.A. Woman , um livro novo sobre os Doors e a possibilidade de uma digressão com o baterista John Densmore a bordo: todas estas novidades colocam os Doors no centro das atenções em 2012. A BLITZ celebra a ocasião com uma entrevista de oito páginas onde falam, sem medos, os grandes protagonistas desta história rock: Densmore, Ray Manzarek, Robby Krieger e demais participantes no circo demente outrora comandado por Jim Morrison. 




Oito páginas sobre os altos e baixos de uma das mais amadas bandas rock de sempre


Este mês, a BLITZ apresenta-lhe um dossiê de quase 50 páginas sobre aquilo que 2012 lhe reserva. 

No bloco das celebrações, debruçamo-nos sobre o "plano de festas" dos Rolling Stones, que em 2012 completam 50 anos de atividade e deverão voltar aos palcos; sobre a reedição de 12 discos de José Afonso - para o efeito, falámos com José Mário Branco , que com ele trabalhou de 1971 em diante; sobre os Sétima Legião , que falaram à BLITZ sobre as melhores (e piores) recordações da primeira fase da sua carreira e o regresso aos concertos, em 2012, deixando-se também fotografar por Rita Carmo; e sobre os vindouros espetáculos de Beach Boys ou Ornatos Violeta . 




Rolling Stones: uma "montanha" a caminho da sua cidade, este ano"





Importa recuperar o músico além do ícone, defendem José Mário Branco e Gonçalo Frota


Encontrará também a informação sobre os concertos que aí vêm (o de Bruce Springsteen no Rock in Rio Lisboa, o dos Coldplay no Estádio do Dragão e o dos Radiohead no Optimus Alive'12 são alguns dos destaques), como um levantamento dos discos mais importantes dos próximos meses (neste "departamento", poderá ler sobre Madonna, Air, Garbage, Leonard Cohen, Queens of the Stone Age, Carminho ou David Fonseca - que, em primeira mão, anuncia à BLITZ os seus planos de editar um álbum novo muito em breve - entre outros. 




2012 vai ser um ano rico em concertos...





... e Bruce Springsteen será um dos grandes "patrões" dos nossos palcos


No Sangue Novo, capítulo dedicado às promessas de 2012, Lana Del Rey, Michael Kinawuka, Azealia Banks, Julie and the Carjackers e Peter Broderick são algumas das nossas apostas. E explicamos porquê. 




Algum do Sangue Novo que correrá na música em 2012


Nas entrevistas, destaque para B Fachada , que conversou com a BLITZ sobre o segredo dos seus concertos ao vivo e os muitos fachadas que habitam em Bernardo; para os Tindersticks , que, pela voz de Stuart Staples, nos contam tudo sobre o álbum novo, The Something Rain , e partilham truques para evitar a crise; para Rita Redshoes que, na rubrica A Música que Mudou a Minha Vida, nos confessa que discos adora e que "clássicos" não consegue entender; e para os Killers, que na mesma rubrica falam de Dylan, Springsteen e de como Brandon Flowers soava ridículo quando tentava imitar o sotaque "brit". 




"Não existe um anti-Fachada", aponta o homem de "Estar à Espera ou Procurar"


Billy Corgan, o Senhor Smashing Pumpkins , é outro dos entrevistados mais notáveis desta edição, falando sem pudor ou reservas sobre o percurso da banda de Siamese Dream , confessando que se arrepende de não ter acabado com o grupo a determinada altura, e que muito do seu comportamento nos anos 90 se deve à infância e à juventude complicadas que viveu. Uma grande entrevista em que nenhuma fase da vida de Corgan fica por abordar (e isso inclui o próximo disco dos Pumpkins, Oceania ). 




Sem medos nem reticências, Corgan passa a carreira em revista


Nos Quase Famosos , elegemos Frank Ocean e Os Lacraus ; em P&R, Legendary Tigerman explica-nos por que razão filmou o seu DVD mais recente - que ainda pode comprar com a BLITZ deste mês - no Coliseu do Porto e não no de Lisboa. 

No Guia, os destaques são os discos novos de Leonard Cohen e Andrew Bird , mas falamos-lhe também de Ena Pá 2000, The Gift, The Doors (reedição de L.A. Woman ), Rammstein (best of), Leila, My Brightest Diamond, DNTEL (reedição de Life if Full of Possibilities ), Drake, Carlos Tê e Manuel Paulo, Michael Jackson (compilação), Snow Patrol, The Beach Boys, Osso Vaidoso, Os Lacraus, Tindersticks, Melech Melaya, Korn e Lenine, além da já habitual coluna de Psych & Folk, a cargo de Luís Peixoto. 

PJ Harvey, Aurea, Lady Gaga e Kaiser Chiefs são os DVDs analisados na página respetiva. 

A BLITZ de fevereiro chega às bancas a 27 de janeiro e custa 2,90 euros. Por mais 6,90 pode levar para casa o DVD de Legendary Tigerman ao vivo no Coliseu, com numerosos convidados e quase 30 músicas gravadas ao vivo em janeiro de 2011.

All the nominations



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Actor in a Leading Role

Demián Bichir in "A Better Life"
George Clooney in "The Descendants"
Jean Dujardin in "The Artist"
Gary Oldman in "Tinker Tailor Soldier Spy"
Brad Pitt in "Moneyball"


Actor in a Supporting Role


Kenneth Branagh in "My Week with Marilyn"
Jonah Hill in "Moneyball"
Nick Nolte in "Warrior"
Christopher Plummer in "Beginners"
Max von Sydow in "Extremely Loud & Incredibly Close"


Actress in a Leading Role

Glenn Close in "Albert Nobbs"
Viola Davis in "The Help"
Rooney Mara in "The Girl with the Dragon Tattoo"
Meryl Streep in "The Iron Lady"
Michelle Williams in "My Week with Marilyn"


Actress in a Supporting Role

Bérénice Bejo in "The Artist"
Jessica Chastain in "The Help"
Melissa McCarthy in "Bridesmaids"
Janet McTeer in "Albert Nobbs"
Octavia Spencer in "The Help"


Animated Feature Film

"A Cat in Paris" Alain Gagnol and Jean-Loup Felicioli
"Chico & Rita" Fernando Trueba and Javier Mariscal
"Kung Fu Panda 2" Jennifer Yuh Nelson
"Puss in Boots" Chris Miller
"Rango" Gore Verbinski


Art Direction

"The Artist"
Production Design: Laurence Bennett; Set Decoration: Robert Gould
"Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2"
Production Design: Stuart Craig; Set Decoration: Stephenie McMillan
"Hugo"
Production Design: Dante Ferretti; Set Decoration: Francesca Lo Schiavo
"Midnight in Paris"
Production Design: Anne Seibel; Set Decoration: Hélène Dubreuil
"War Horse"
Production Design: Rick Carter; Set Decoration: Lee Sandales

Cinematography

"The Artist" Guillaume Schiffman
"The Girl with the Dragon Tattoo" Jeff Cronenweth
"Hugo" Robert Richardson
"The Tree of Life" Emmanuel Lubezki
"War Horse" Janusz Kaminski

Costume Design

"Anonymous" Lisy Christl
"The Artist" Mark Bridges
"Hugo" Sandy Powell
"Jane Eyre" Michael O'Connor
"W.E." Arianne Phillips


Directing

"The Artist" Michel Hazanavicius
"The Descendants" Alexander Payne
"Hugo" Martin Scorsese
"Midnight in Paris" Woody Allen
"The Tree of Life" Terrence Malick

Documentary (Feature)

"Hell and Back Again"
Danfung Dennis and Mike Lerner
"If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front"
Marshall Curry and Sam Cullman
"Paradise Lost 3: Purgatory"
Joe Berlinger and Bruce Sinofsky
"Pina"
Wim Wenders and Gian-Piero Ringel
"Undefeated"
TJ Martin, Dan Lindsay and Richard Middlemas

Documentary (Short Subject)

"The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement"
Robin Fryday and Gail Dolgin
"God Is the Bigger Elvis"
Rebecca Cammisa and Julie Anderson
"Incident in New Baghdad"
James Spione
"Saving Face"
Daniel Junge and Sharmeen Obaid-Chinoy
"The Tsunami and the Cherry Blossom"
Lucy Walker and Kira Carstensen


Film Editing

"The Artist" Anne-Sophie Bion and Michel Hazanavicius
"The Descendants" Kevin Tent
"The Girl with the Dragon Tattoo" Kirk Baxter and Angus Wall
"Hugo" Thelma Schoonmaker
"Moneyball" Christopher Tellefsen


Foreign Language Film

"Bullhead" Belgium
"Footnote" Israel
"In Darkness" Poland
"Monsieur Lazhar" Canada
"A Separation" Iran


Makeup

"Albert Nobbs"
Martial Corneville, Lynn Johnston and Matthew W. Mungle
"Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2"
Nick Dudman, Amanda Knight and Lisa Tomblin
"The Iron Lady"
Mark Coulier and J. Roy Helland


Music (Original Score)

"The Adventures of Tintin" John Williams
"The Artist" Ludovic Bource
"Hugo" Howard Shore
"Tinker Tailor Soldier Spy" Alberto Iglesias
"War Horse" John Williams


Music (Original Song)

"Man or Muppet" from "The Muppets"
Music and Lyric by Bret McKenzie
"Real in Rio" from "Rio"
Music by Sergio Mendes and Carlinhos Brown; Lyric by Siedah Garrett


Best Picture

"The Artist" Thomas Langmann, Producer
"The Descendants" Jim Burke, Alexander Payne and Jim Taylor, Producers
"Extremely Loud & Incredibly Close" Scott Rudin, Producer
"The Help" Brunson Green, Chris Columbus and Michael Barnathan, Producers
"Hugo" Graham King and Martin Scorsese, Producers
"Midnight in Paris" Letty Aronson and Stephen Tenenbaum, Producers
"Moneyball" Michael De Luca, Rachael Horovitz and Brad Pitt, Producers
"The Tree of Life" Nominees to be determined
"War Horse" Steven Spielberg and Kathleen Kennedy, Producers


Short Film (Animated)

"Dimanche/Sunday" Patrick Doyon
"The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore" William Joyce and Brandon Oldenburg
"La Luna" Enrico Casarosa
"A Morning Stroll" Grant Orchard and Sue Goffe
"Wild Life" Amanda Forbis and Wendy Tilby


Short Film (Live Action)

"Pentecost" Peter McDonald and Eimear O'Kane
"Raju" Max Zähle and Stefan Gieren
"The Shore" Terry George and Oorlagh George
"Time Freak" Andrew Bowler and Gigi Causey
"Tuba Atlantic" Hallvar Witzø


Sound Editing

"Drive" Lon Bender and Victor Ray Ennis
"The Girl with the Dragon Tattoo" Ren Klyce
"Hugo" Philip Stockton and Eugene Gearty
"Transformers: Dark of the Moon" Ethan Van der Ryn and Erik Aadahl
"War Horse" Richard Hymns and Gary Rydstrom


Sound Mixing

"The Girl with the Dragon Tattoo"
David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce and Bo Persson
"Hugo"
Tom Fleischman and John Midgley
"Moneyball"
Deb Adair, Ron Bochar, Dave Giammarco and Ed Novick
"Transformers: Dark of the Moon"
Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush and Peter J. Devlin
"War Horse"
Gary Rydstrom, Andy Nelson, Tom Johnson and Stuart Wilson


Visual Effects

"Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2"
Tim Burke, David Vickery, Greg Butler and John Richardson
"Hugo"
Rob Legato, Joss Williams, Ben Grossman and Alex Henning
"Real Steel"
Erik Nash, John Rosengrant, Dan Taylor and Swen Gillberg
"Rise of the Planet of the Apes"
Joe Letteri, Dan Lemmon, R. Christopher White and Daniel Barrett
"Transformers: Dark of the Moon"
Scott Farrar, Scott Benza, Matthew Butler and John Frazier


Writing (Adapted Screenplay)

"The Descendants" Screenplay by Alexander Payne and Nat Faxon & Jim Rash
"Hugo" Screenplay by John Logan
"The Ides of March" Screenplay by George Clooney & Grant Heslov and Beau Willimon
"Moneyball" Screenplay by Steven Zaillian and Aaron Sorkin; Story by Stan Chervin
"Tinker Tailor Soldier Spy" Screenplay by Bridget O'Connor & Peter Straughan


Writing (Original Screenplay)

"The Artist" Written by Michel Hazanavicius
"Bridesmaids" Written by Annie Mumolo & Kristen Wiig
"Margin Call" Written by J.C. Chandor
"Midnight in Paris" Written by Woody Allen
"A Separation" Written by Asghar Farhadi

Oscars: Scorsese está, Fincher não...

Publicado originalmente em sound+vision




A Invenção de Ugo, de Martin Scorsese, e O Artista, de Michel Hazanavicius, são os filmes com maior número de nomeações para a 84ª edição dos Oscars de Hollywood (cerimónia a 26 de Fevereiro), respectivamente em onze e dez categorias. São também dois dos nove títulos nomeados para o Oscar de melhor filme do ano (entre parêntesis os respectivos produtores):


* O ARTISTA (Thomas Langmann), de Michel Hazanavicius (+)
* OS DESCENDENTES (Jim Burke, Alexander Payne e Jim Taylor), de Alexander Payne (+)
* EXTREMAMENTE ALTO, INCRIVELMENTE PERTO (Scott Rudin), de Stephen Daldry
* AS SERVIÇAIS (Brunson Green, Chris Columbus e Michael Barnathan), de Tate Taylor
* A INVENÇÃO DE HUGO (Graham King e Martin Scorsese), de Martin Scorsese (+)
* MEIA-NOITE EM PARIS (Letty Aronson e Stephen Tenenbaum), de Woody Allen (+)
* MONEYBALL - JOGADA DE RISCO (Michael De Luca, Rachael Horovitz e Brad Pitt), de Bennett Miller
* A ÁRVORE DA VIDA (nomeados a anunciar), de Terrence Malick (+)
* CAVALO DE GUERRA (Steven Spielberg e Kathleen Kennedy), de Steven Spielberg


Os cineastas assinalados (+) repartem as nomeações na categoria de melhor realização. A lista completa de nomeados pode ser consultada no site oficial da Academia, por categoria ou por filme.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

George Clooney: uma viagem emocional

Publicado originalmente em  sound+vision



A tradição melodramática está viva e recomenda-se: eis o saldo mais evidente do novo e magnífico filme assinado por Alexander Payne — este texto foi publicado no Diário de Notícias (19 Janeiro), com o título 'Regras para enfrentar a verdade'.


Muitas vezes, os melodramas caminham em direcção a uma ruptura: um elemento crítico, eventualmente catastrófico, manifesta-se, pondo à prova o espaço familiar e as suas relações internas. A narrativa evolui como uma demonstração mais ou menos nostálgica: até que ponto os protagonistas saberão repor a ordem que conhecemos no início?
O argumento de Os Descendentes experimenta uma variação que, não sendo original (lembremos a herança admirável dos filmes de Joseph L. Mankiewicz, em particular A Condessa Descalça, de 1954), é sempre surpreendente: quando o filme arranca, algo de trágico já está consumado. Logo na introdução, sabemos que a existência de Matt King, um advogado sediado no Hawai, está irremediavelmente marcada pela situação da mulher: Elizabeth teve um acidente num barco de recreio e está em coma. Perdido nas lides familiares e, em particular, na relação com as duas filhas, Matt formula perante o corpo inerte de Elizabeth uma súplica angustiada: que ela acorde para resolverem os problemas acumulados por uma relação cada vez mais distante.
Este é um cinema que vive, em tudo e por tudo, da dádiva dos actores. Veja-se a composição central de George Clooney e o modo como ele próprio sabe distanciar-se de qualquer cliché que lhe queiram colar. E registe-se a presença visceral de Shailene Woodley (a filha mais velha), por certo uma grande actriz em formação.
Alexander Payne, cineasta de filmes como Election (1999) e Sideways (2004), filma a viagem emocional de Matt como um doloroso reencontro com tudo aquilo que ele quis esquecer ou ocultar. É esse, afinal, o tema fulcral destes universos melodramáticos: a existência (ou não) de regras para enfrentar a verdade dos factos e das relações, a meio caminho entre a intimidade e as trocas sociais.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Lana Del Rey: The strange story of the star who rewrote her past

Lizzy Grant was a flop, changed her name to Lana Del Rey and was acclaimed as a new star. But the backlash from fans who felt duped has been unprecedented

Critics of Lana Del Rey have turned insults about her into an art form, speculating for example that her pout is down to collagen.  Photograph: Nicole Nodland


You can still find traces of Lizzy Grant online. There is a video, dated 8 June 2009, that shows a young, casually dressed blonde woman in agreen T-shirt and jeans singing alone on stage at a New York music show called The Variety Box. Grant's voice was strong, but she seemed shy and spoke quietly to the audience to a smattering of applause.

Grant looked like any one of hundreds of young artists trying to make it in the clubs and bars of New York, singing their hearts out in the hope that one day they would be spotted. After all, that's how big names from Bob Dylan to Lady Gaga got their breaks. But success never happened to Lizzy Grant. Her one and only album sank virtually without trace.

However, fame did happen to someone called Lana Del Rey, a 25-year-old sultry, seductive songstress who is the current hottest name in US music and whose debut album is one of the most eagerly awaited events in the industry this year. It comes out on 31 January.Born to Die video.

Del Rey's image is nothing like Grant's. The video for her new song, provocatively called Born to Die, is slick and lavishly produced. The short film begins with her posing half-naked with a tattooed, shirtless man in front of the stars and stripes, then shows her sitting on a throne in a figure-hugging white dress flanked by two tigers. By the end of the video, she is covered in blood, wearing only a red bra. It is over-the-top and wildly eccentric.

But that suits Del Rey's sound. Her soaring vocals and melodies, reflecting genres as diverse as hip hop and indie music, have won millions of fans. And Del Rey has quite a story to tell. After first appearing on the internet last year with an apparently home-produced video of a song called Video Games, she became a cult hit. She married her music to a mysterious image, self-styled as a "gangster Nancy Sinatra", that paid homage to 1960s fashions and seedy showbiz glamour. In an interview recently shot poolside at the Chateau Marmont in Los Angeles, Del Rey explained her attraction to the notorious celebrity haunt. "It's a place that has inspired so many of my videos and influenced a lot of my visuals," she said through a mouth now framed by pouting, bee-stung lips.

Of course, Lana Del Rey and Lizzy Grant are the same person.



That revelation has made Grant/Del Rey one of the most controversial figures to emerge in US music for years. Some people feel victims of an immense confidence trick. When Video Games first went viral it became an underground sensation praised for its authentic feel. Del Rey's amazing voice crooned the haunting song against a backdrop of grainy out-takes of home movies and Hollywood scenes. It currently has a staggering 20 million views on YouTube. The follow-up, Blue Jeans, with a similar feel, netted 6 million views. Del Rey's few live gigs suddenly sold out. She won the Next Big Thing prize at the Q awards. She seemed set for the big time. But then questions were asked. A few critics began to wonder if, far from being some organic wunderkind, the transformation from Grant to Del Rey had been planned all along. Her stage name was chosen by her management. Rather than being an outsider struggling for recognition, Del Rey is in fact the daughter of a millionaire father who has backed her career. People were suspicious of the way Grant's failed album, and all her social media websites, appeared to have been scrubbed from the internet just before Del Rey appeared. There has been much speculation as to exactly when Del Rey teamed up with her current label Interscope and how much influence their savvy marketers might have put into her original emergence.

"There are a lot of things that don't seem organic about it," said Steven Horowitz, who wrote a cover story about Del Rey for Billboard magazine. "She's putting on a show. She's here to entertain us."

Suddenly, many of the fans that had boosted Del Rey turned on her in spectacular fashion. Music blogs poured vitriol on her talents. Some influential music websites, such as Hipster Runoff, have turned insulting Del Rey into an art form. Last weekend Del Rey appeared as the musical guest on Saturday Night Live. She gave a hesitant, uncertain performance – suddenly more Lizzy Grant than Del Rey – that triggered brutal criticism.

Celebrities even got in on the act. Actress and musician Juliette Lewis tweeted: "Watching this 'singer' on SNL is like watching a 12-year-old in their bedroom when they're pretending to sing and perform." Even news anchor Brian Williams weighed in, sending an email that was later published on gossip website Gawker that called Del Rey's performance one of the "worst outings in SNL history".

But it is not just Del Rey's music and SNL performance that is being hauled over the coals. It is also her appearance.

Pictures of Lizzy Grant when contrasted to Del Rey have led many to speculate that she has had collagen injections in her lips and perhaps even plastic surgery. It is a charge she vehemently denied in a recent interview. "I haven't had anything done at all… I'm quite pouty. That's just how I look when I sing," she insisted.

Del Rey has many defenders too. "She is just a gorgeous creature," said Noah Levy, senior news editor at In Touch Weekly magazine. Horowitz said that whatever the truth of her emergence there is little doubt about her talent or commitment. "I think she cares about the art that she is creating. I don't think that is fake at all," he said.

Despite the outrage directed at her, Del Rey is employing one of the oldest tricks in the book: the creation of a stage persona. Some of the greatest names have done it. David Bowie and Madonna are notorious shape-shifters. So is Lady Gaga. Changing from Lizzy Grant to Lana Del Rey is not unusual when you consider that Bob Dylan's real name was Robert Zimmerman and Iggy Pop was born James Osterberg. "I think Lana Del Rey is manufactured. But when Lizzy Grant came out with music it failed. So she reinvented herself and it worked," said Levy.

In fact, Lana Del Rey's rise says much about the nature of modern fame in the US. The internet has allowed figures like her to come rapidly to the fore of the cultural landscape, whether or not their emergence is planned by a record executive or happens spontaneously from someone's bedroom. It has speeded up the fame cycle. It is worth noting that the huge backlash to Del Rey is happening before her first album has even been released. This reveals a cultural obsession with the "authenticity" that fans, artists and corporations all prize above all else.

Cultural critics say genuine authenticity is almost impossible to achieve. "The whole idea of authenticity is elusive. It is in many ways a complete illusion," said Professor Robert Thompson, a pop culture expert at Syracuse University. Others have simpler explanations for the stir Del Rey has caused, seeing misogyny against a female artist so willing to use sexuality as a way of selling her music. "There is a 'mean girls' attitude to some of it," said Horowitz.

Either way it does not seem likely that Del Rey will be leaving the music scene any time soon. Sales of her new album are set to be astronomical. It has crept into Amazon's top 25 in the US on pre-sales alone. She is booked for appearances on major talk shows. "Lana Del Rey can go anywhere that she wants to," said Levy. "She's going to one day be the cover of Rolling Stone." Lizzy Grant may have failed to make it. But her next creation seems ready for stardom.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Gus van Sant filma a morte como a maior graça da vida







‘Inquietos’, o novo filme do autor de ‘Milk’, é um conto romântico sobre o amor ideal


O novo filme de Gus van Sant é descrito, em termos simples, como uma história sobre um jovem casal de namorados com uma preocupação com a mortalidade. A verdade é que o autor de Milk já havia abordado o tema da finitude humana na sua denominada “trilogia da morte” – formada por Gerry (2002), Elefante (2003) e Last Days – Últimos Dias (2005). Todavia, essa tríade de filmes, apesar da sua vertente “estetizante”, tratava o tema da morte com uma relativa dose de gravidade que está ausente de Inquietos, a sua 14.ª longa-metragem.


O mais inesperado neste filme rodado em Portland (cidade onde o realizador vive e onde costuma filmar) é o tom alegre, vivo e tranquilo com que as personagens encaram a morte. Inquietos é a história de um amor vivido a prazo, mas intensamente, por dois jovens solitários: Annabel (Mia Wasikowska), uma rapariga com um tumor cerebral e apenas três meses de vida, e Enoch (Henry Hopper, filho de Dennis Hopper), um rapaz que perdeu os pais num acidente de viação e que, além de ter por obsessão assistir a funerais de pessoas que não conhece, tem como único amigo o “fantasma” de um piloto kamikaze. Dito desta forma, parece um tanto mórbido, mas a virtude e diferença do filme de Van Sant reside no modo como o realizador trata a morte: como a maior dádiva da vida.


Inquietos é um filme sobre a morte como criadora de vida. Enoch, que no passado foi tentado pelo suicídio, “desistiu” da vida no sentido do apego pernicioso e do interesse “interesseiro”. Tal como diz o Novo Testamento, “é preciso que a semente deitada à terra morra para poder germinar e dar fruto”. E Annabel é “revitalizada” pela proximidade da sua própria morte. É caso para dizer que, se não fosse a Morte (e a dádiva da morte, nas suas diversas formas), não viveríamos. E as personagens deste filme vivem, querem viver, estão vivas e reclamam o seu direito à Vida.


Van Sant explicou em entrevistas que a razão de se sentir tão atraído por histórias sobre pessoas jovens (comuns na sua obra) prende-se sobretudo com o facto de a juventude ser o período mais vibrante das nossas vidas, o qual, segundo o cineasta, começa a “arrefecer” por volta dos 23/25 anos, talvez porque seja a altura em que somos obrigados a entrar na vida “real”. E a peça do estreante Jason Lew (autor com menos de 30 anos) que o filme adapta prefere o idílio romântico e perfeito da vida ideal ao prosaísmo cinzento e triste da vida real. Porque essa, quando vivida sem sonho, é a verdadeira morte.


(Texto publicado na edição de 12 de Novembro do Diário de Notícias)

Janis Joplin: The Pearl Sessions chega a Portugal a 16 de Abril


Para assinalar o aniversário de Janis Joplin, que se celebraria ontem, 19 de Janeiro, a Legacy Recordings vai colocar à venda a edição de “The Pearl Sessions”. É uma edição completa com dois discos do último álbum de estúdio com mais 9 faixas nunca ouvidas, além de extras e raridades. Chega às lojas portuguesas a 16 de Abril.


Originalmente lançado a 11 de Janeiro de 1971 (três meses após a sua morte a 4 de Outubro de 1970), “Pearl” estreou as gravações de estúdio terminadas de Joplin, dando uma amostra daquilo que a cantora de country/soul/blues/rock era capaz de apresentar.



O único álbum que Joplin gravou com a Full Tilt Boogie Band, a banda de digressão que acompanhou a cantora no Festival Express (uma mítica digressão de concertos de 1970 por comboio pelo Canadá com os Grateful Dead, The Band, entre outros), “Pearl” tem gravações de estúdio icónicas dos temas que tinham sido apresentadas ao público durante as digressões.

O disco chegou a número 1 do Top 200 da Billboard, posição que manteve durante nove semanas.

Ao reunirem material para uma edição do 40.º aniversário do disco, os investigadores encontraram cassetes de áudio das sessões de gravação do álbum, com produção de Paul Rothschild. Sendo uma lenda da indústria, talvez mais conhecido por ter produzido os cinco primeiros álbuns dos Doors, Rothschild consolidou ainda mais a sua posição na história da música com o seu trabalho em Pearl.

Assim “The Pearl Sessions” reúne, pela primeira vez e numa só embalagem, as versões originais mono do vinil de 45 rotações do álbum, para além das faixas do LP original e também versões alternativas, gravações de estúdio e gravações vocais dos temas clássicos de Pearl.

O Disco 1 de “The Pearl Sessions” inclui o álbum original bem como os singles originais em mono do disco ("Cry Baby", "Get It While You Can", "Me and Bobby McGee").

O Disco 2 é uma compilação de gravações de bastidores que explicam as sessões de gravação de Pearl com destaques e perspectivas num diálogo honesto de estúdio, demos de canções e versões alternativas, incluindo nove faixas nunca antes editadas.

Janis Joplin – The Pearl Sessions

DISCO 1

Pearl – produzido por Paul Rothschild

Move Over

Cry Baby

A Woman Left Lonely

Half Moon

Buried Alive In The Blues

My Baby

Me and Bobby McGee

Mercedes Benz

Trust Me

Get It While You Can

Faixas bónus – masters em mono – produção de Paul Rothschild

Me and Bobby McGee

Half Moon

Cry Baby

Get It While You Can

Move Over

A Woman Left Lonely

DISCO 2:

The Pearl Sessions e mais…

Overheard in the Studio…

Get It While You Can (take 3) – inédito

Overheard in the Studio…

Get It While You Can (take 5) – inédito

Overheard in the Studio…

Move Over (take 6) – inédito

Move Over (take 13) – inédito

Move Over (take 17) – inédito

Me and Bobby McGee (versão demo)

Me and Bobby McGee (take 5 – alternativo) – inédito

Cry Baby (versão alternativa)

A Woman Left Lonely (voz alternativa)

Overheard in the Studio…

My Baby (take alternativo) – inédito

Overheard in the Studio…

Get It While You Can (take 3) – inédito

My Baby (take alternativo)

Pearl (instrumental) – Full Tilt Boogie Band

Faixas bónus

Tell Mama (Ao vivo) – 28 de Junho de 1970 – Toronto

sábado, 21 de janeiro de 2012

Revelado poster final e nova imagem de "The Hunger Games"


A revista Entertainment Weekly revelou uma nova imagem de The Hunger Games, onde surgem as personagens Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) e Peeta Mellark (Josh Hutcherson) com os seus fatos para a parada de apresentação antes do grande evento, conhecido por Jogos da Fome.


Os tributos de cada distrito que competem nos Jogos da Fome ganham o estatuto de celebridade e têm uma equipa responsável pela sua imagem, desde estilistas a maquilhadores. Na imagem encontramos o primeiro vislumbre do famoso vestido em chamas de Katniss, aqui ainda por acender. As roupas de Katniss são desenhadas por Cinna (Lenny Kravitz) e as de Peeta por Portia (Latarsha Rose). Em The Hunger Games, Judianna Makovsky (nomeada para três Óscares) é a responsável pelo guarda-roupa.


Foi hoje também revelado o poster final do filme:




Com o título português Os Jogos da Fome, o filme estreará em Portugal a 29 de Março.

Variações em Filme

O projectado filme sobre António Variações está agora bem encaminhado com a escolha do actor que vai interpretar o carismático cantor português.
Segundo a Time Out Lisboa, Sérgio Praia vai dar corpo ao desaparecido intérprete no futuro filme. A película chama-se "Variações" e vai ser realizada por João Maia.
A história centra-se na vida de Variações (cujo verdadeiro nome é António Joaquim Rodrigues Ribeiro), antes de alcançar a fama. O guião começa com uma viagem do cantor a Nova Iorque, onde terá sido infectado com o vírus da SIDA, para depois voltar atrás até à sua infância em Amares. No final, a câmara foca no cantor já em estado debilitado ainda a «cantar canções para o gravador».
Os temas de Variações vão aparecer ao longo da história, cantados pelo próprio actor, Sérgio Praia.

A pesquisa sobre a vida do cantor começou em 2003, com a colaboração da jornalista e empresária Catarina Portas. João Maia registou o guião inicial em 2008. O argumento ainda começou a ser filmado até a produção ser interrompida devido a um desentendimento entre Maia e o produtor Alexandre Valente.
O realizador e o produtor chatearam-se no início das filmagens devido a diferenças de opinião sobre o guião.

O realizador interpôs então uma providência cautelar que impediu o filme de continuar a ser filmado. Seguiu-se uma acção judicial que terminou agora, dois anos depois. O veredicto foi favorável a Maia, que vai agora procurar financiamento para filmar a sua história.
A produtora Utopia foi «impedida de continuar e de alterar, directa ou indirectamente» a obra "Variações", tal como foi inscrita na Inspecção-Geral das Actividades Culturais.
Maia pretende concorrer ao subsídio do Instituto do Cinema e Audiovisual em 2012, embora reconheça que «nesta conjuntura de crise seja possível não haver concurso». O realizador pretende começar a produção no ano que está prestes a começar.
António Variações faleceu em 1984, devido a complicações ligadas ao vírus da imunodeficiência adquirida.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Festivais 2012: saiba aqui quem vem a Portugal nos próximos meses

Festivais 2012: saiba aqui quem vem a Portugal nos próximos meses (atualizado) -


Novo festival reggae em Lisboa e no Porto, em março. Sumol Summer Fest já tem datas. Radiohead, Metallica, Bruce Springsteen e Florence and the Machine em vários festivais ao longo de 2012.

Vodafone Mexefest 
Local: Coliseu do Porto, Cinema Passos Manuel, Maus Hábitos, Garagem Passos Manuel, Pitch Club, Teatro Sá da Bandeira, Ateneu Comercial do Porto e FNAC de Santa Catarina 
Data: 2 e 3 de março 
Bilhete: 40 euros 
Nomes anunciados: St. Vincent, Supernada, Hanni El Khatib, Foals (DJ set), Ladrões do Tempo, Fink, Beatbombers, Capitão Fausto, Tiger & Woods, Best Youth, Salto 

Reggae Blast 
Locais: Campo Pequeno, Lisboa, e Coliseu do Porto 
Datas: 23 de março (Lisboa) e 24 de março (Porto) 
Bilhetes: 25 euros (Lisboa) e entre 17,50 euros e 27,50 euros (Porto) 
Nomes anunciados: Dub Inc, Bushman, Omar Perry 

Rock in Rio Lisboa 2012 
Local: Parque da Bela Vista, Lisboa 
Data: 25 e 26 de maio; 1, 2 e 3 de junho 
Bilhete: 58 euros (bilhete diário) até 31 de dezembro, 61 euros em 2012 
Nomes anunciados: Metallica (25 de maio); Lenny Kravitz, Maroon 5, Expensive Soul e Ivete Sangalo (1 de junho); Bruce Springsteen (3 de junho) 

Optimus Primavera Sound 
Local: Parque da Cidade do Porto; baixa do Porto 
Data: de 7 a 10 de junho 
Bilhete: 75 euros até 31 de dezembro, 85 euros em 2012 
Nomes anunciados: Björk, Spiritualized, The xx, Beach House, The Walkmen, Afghan Whigs, Shellac, Wilco, Death Cab For Cutie, The Dirty Three, Explosions in the Sky, Veronica Falls, Yo La Tengo, Olivia Tremor Control, The Drums, Washed Out, Jeff Mangum, Codeine, Neon Indian, Other Lives, SISKIYOU, Numbers Showcase 

Optimus Alive'12 
Local: Passeio Marítimo de Algés, Oeiras 
Data: de 13 a 15 de julho 
Bilhete: 50 euros (um dia) e 99 euros (três dias) até 31 de dezembro, 53 euros (um dia) e 105 euros (três dias) em 2012 
Nomes anunciados: Stone Roses, Snow Patrol e Justice (13 de julho); Florence and the Machine (14 de julho); Radiohead, Mazzy Star, Metronomy e Caribou (15 de julho) 

Festival Músicas do Mundo de Sines 
Castelo de Sines e outros espaços da cidade 
Data: de 19 a 21 de julho e de 26 a 28 de julho 
Ainda sem nomes anunciados 

Festival Milhões de Festa 
Barcelos 
Data: 27, 28 e 29 de julho 

Sumol Summer Fest 
Local: Ericeira Camping, Ericeira 
Data: 29 e 30 de junho 
Ainda sem nomes confirmados 

Sudoeste TMN 2012 
Local: Zambujeira do Mar, Alentejo 
Data: de 1 a 5 de agosto 
Bilhete: 90 euros (passe geral) até 31 de dezembro, 95 euros em 2012 
Nomes confirmados: David Guetta 

Vagos Open Air 
Local: Lagoa de Calvão, Vagos (Distrito de Aveiro) 
Bilhete: 50 euros (passe de dois dias) 
Data: 3 e 4 de agosto 
Nomes confirmados: Arch Enemy, Arcturus, Overkill, Enslaved, Textures, Northland 


Paredes de Coura 
Local: Paredes de Coura, Minho 
Data: de 13 a 16 de agosto 
Bilhete: 70 euros (passe geral) até 31 de dezembro, 80 euros em 2012 
Sem nomes confirmados

Musical "Spider-Man"

Apesar de ter ficado marcado por diversos acidentes, abandonos de artistas do elenco, ter recebido críticas desfavoráveis, ter ficado sem Julie Taymor (a directora artística), e dos constantes adiamentos da estreia, o musical "Spider-Man", cuja banda sonora é composta por Bono Vox e The Edge, dos U2, tornou-se no espectáculo da Broadway com maior receita de bilheteira apenas numa semana.

"Spider-Man: Turn Off The Dark" rendeu cerca de dois milhões e 300 mil euros, em apenas nove apresentações. O anterior recorde pertencia ao espectáculo "Wicked", que há um ano, durante o mesmo período de tempo (uma semana), conseguiu um milhão e 700 mil euros.

Tido como o musical mais caro de sempre da Broadway, a produção de "Spider-Man: Turn Off The Dark" custou mais de 57 milhões de euros. O musical foi alvo de várias críticas, nomeadamente devido aos números arriscados que obrigam os actores a fazerem muitas acrobacias. Algumas resultaram em acidentes graves, inspeccionados pelas autoridades de segurança nova-iorquinas.

Depois da saída de Julie Taymor, produtora artística do muito aclamado espectáculo "Rei Leão", o "Homem-Aranha" passou a contar com Philip William McKinley, director e figurinista experiente da Broadway, e Roberto Aguirre-Sacasa, director e autor de banda desenhada, onde trabalhou para a Marvel. Foi depois desta grande mudança que o espectáculo estreou e conseguiu impressionar a crítica e o público, tornando-se num sucesso em bilheteiras. O preço dos bilhetes é de cerca 130 euros. Segundo os produtores, em 2011 mais de 600 mil pessoas viram o musical.

Legendary Tigerman



Paulo Furtado sempre fez tudo à sua maneira. Tanto como líder dos Tédio Boys e Wraygunn, como sob a capa de Legendary Tigerman, há algo que paira sempre sobre a obra do músico de Coimbra: a liberdade.
Com cinco álbuns na bagagem, os três primeiros editados sem filiações limitativas com editoras, Tigerman permaneceu durante largo tempo um certo segredo que o público português foi acarinhando até o guitarrista explodir com a sua ode ao feminino em "Femina", de 2009.
Este disco levou Tigerman aos palcos dos Coliseus do Porto e de Lisboa, para a devida aclamação. Chega agora o DVD que imortaliza esses concertos. E como Tigerman só se rege pelas suas regras, a edição chega ao público através de uma publicação especializada, a revista Blitz, e não no circuito normal do mercado de lançamento de música. Significa isto, que o DVD é, para já, uma edição limitada e destinada aos fãs mais atentos.

A escolha recaiu sobre o concerto na Invicta, a primeira das duas noites de blues, rock and roll e sensualidade que o guitarrista preparou para o público. Ao todo, são 27 os temas que Furtado interpreta a solo ou muito bem acompanhado das meninas Cláudia Efe (o clássico 'Honey You're Too Much', o atrevido 'Light Me Up Twice'), Lisa Kekaula dos Bellrays (o longínquo 'I'll Make You Mine', a explosão de 'The Saddest Thing to Say' e a escuridão de 'Jockey Full of Bourbon' de Tom Waits), Rita Redshoes (o intimista 'Hey, Sister Ray' e a tradição de 'Lonesome Town') e Phoebe Killdear ('& Then Came the Pain').
No DVD, as câmaras fazem o seu melhor para honrar os pontos fortes de cada intérprete. Cláudia Efe e Lisa Kekaula aparecem como as femme fatales que são e Redshoes é filmada sob uma luz cândida, com alguma marotice quando se senta à bateria para 'Jockey Full of Bourbon'.

Se a presença feminina antecipava-se depois da escuta de "Femina", as surpresas do concerto são as presenças dos Dead Combo («a banda mais bem vestida de Portugal», como os descreve Furtado), de Mick Collins e Jim Diamond, que vêm dar um banho de fumo e whisky a 'Big Black Rusty Pussyboat' e 'Girls', canções nunca antes tocadas ao vivo, e a verdadeira trip de beat, blues, dub, hip hop, electro e rock que Nel Assassin, Dj Ride, João Doce e o próprio Tigerman oferecem a 'Say Hey Hey' e 'Rock'n'Roll Freakout!'.
Entrelaçados pelo humor irónico mas tímido do guitarrista, os temas vão fluindo até desembocarem na entrada em palco dos Wraygunn e a energia de 'She's a Go-Go Dancer'. O olhar para o passado, acaba por ser um lançamento para o futuro com o grupo a apresentar um novo tema chamado 'Kerosene Honey', outra estreia.

No final, voltamos a Tigerman a solo para interpretar a arrepiante versão de 'True Love Will Find You in the End', de Daniel Johnston. Porque o melhor blues nasceu na beira de estrada entre o cantor e a sua guitarra.
Esta é uma edição obrigatória para quem segue a religião Tigerman e como registo de um dos melhores concertos que os Coliseus de Porto e Lisboa receberam no ano que passou.