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sábado, 5 de maio de 2012

Morreu Adam Yauch, co-fundador dos Beastie Boys



Adam Yauch, co-fundador e membro da banda norte-americana Beastie Boys, morreu esta sexta-feira nos Estados Unidos, avança a revista Rolling Stone. O músico tinha 47 anos e lutava há três contra um cancro na glândula salivar.

Também conhecido no mundo do hip-hop como MCA, Adam Yauch foi diagnosticado com cancro em 2009 e foi imediatamente sujeito a uma intervenção cirúrgica, iniciando-se então uma pausa nos Beastie Boys, que ainda em 2007 passaram por Portugal com um concerto no Alive e outro na Aula Magna, em Lisboa. Desde então, o músico andava a fazer radioterapia, tratamento que o impediu no mês passado de participar na cerimónia do "Rock and Roll Hall of Fame", que introduziu este ano os Bestie Boys. A doença de Yauch provocou ainda um atraso no lançamento do último trabalho da banda, o álbum “Hot Sauce Committee, Pt. 2”, que chegou às lojas em 2011. Na impossibilidade de juntar os três membros na rodagem do videoclipe “Don't Play No Game That I Can't Win”, realizados por Spike Jonze, tiveram de ser usados bonecos. Nessa altura, o músico explicou que, ao contrário do que se andava a dizer, ainda não estava curado. “Agradeço a energia positiva, mas as notícias de que estou totalmente livre do cancro são muito exageradas”, disse então, explicando que iria continuar com os tratamentos. Adam Yauch fundou os Beastie Boys em 1981 com Mike D (Mike Diamond) e Ad-Rock (Adam Horowitz). Iniciaram-se na música como uma banda de punk rock, mas foi depois no rap que conquistaram um lugar de destaque. Foi em 1984 que chegou às lojas o álbum de estreia “Licensed To Ill” que, com singles como “(You Gotta) Fight For Your Right (To Party)” e “No Sleep Till Brooklyn”, foi muito aclamado pela crítica. Como uma vez Adam disse numa entrevista ao PÚBLICO, os Beastie Boys eram “maluquinhos da música”, e no segundo álbum “Paul's Boutique" (1989), começaram “à procura de samples" e apaixonaram-se "por funk, Jimmy Smith, velhos singles soul...” Em 1996 editaram "The In Sound From The Way Out", disco de versões instrumentais de temas de "Check Your Head", álbum de 1992, e Ill Communication”, de 1994. Adam Yauch foi ainda o responsável pelo filme “Awsome: I Fuckin' Shot That” (2006), com imagens da banda captadas pelos seus fãs. O grupo distribuiu entre os fãs 50 câmaras digitais no concerto no Madison Square Garden, em Nova Iorque, em 2004, e pediu-lhes que fizessem o que bem entendessem, desde que não parassem de filmar. O desafio foi aceite e o resultado foi um filme. 
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sábado, 14 de maio de 2011

Dolores Fuller (1923 - 2011)










Célebre pelas suas colaborações com o realizador Ed Wood, a actriz Dolores Fuller faleceu no dia 9 de Maio, em Las Vegas — contava 88 anos.
De seu nome verdadeiro Dolores Eble, participou em títulos como It Happened One Night/Uma Noite Aconteceu (1934), de Frank Capra, e The Blue Gardenia/A Gardénia Azul (1953), de Fritz Lang, mas sempre em papéis muito secundários. A sua fama lendária, eminentemente kitsch, nasce da participação em filmes de Ed Wood, "o pior cineasta de sempre", autor do célebre Glen or Glenda (1953), sobre um homem que se transfigura em mulher — na altura namorada de Wood, Dolores Fuller assume a personagem da companheira do protagonista, interpretado pelo próprio realizador. Sob a sua direcção, participou ainda em Jail Bait (1954) e Bride of the Monster (1955).
Com uma carreira televisiva especialmente ligada à música, tentou, sem êxito, obter um papel num filme, Blue Hawaii (1961), com Elvis Presley. Acabaria por compor uma das respectivas canções, Rock-A-Hula Baby [ver video]. Seria o começo de uma colaboração que se traduziu na gravação, por Elvis, de uma dúzia das suas canções, incluindo I Got Lucky — entre os que, na época, gravaram canções de Fuller incluem-se Nat King Cole e Peggy Lee. No ano de 2008, publicara a sua autobiografia: A Fuller Life: Hollywood, Ed Wood and Me.



>>> Obituário no Los Angeles Times.
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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Yvette Vickers (1928 - 2011)



Actriz americana, "Playmate" da revista Playboy, Yvette Vickers foi encontrada morta numa situação particularmente chocante — o seu corpo mumificado foi descoberto por uma vizinha no dia 27 de Abril, na sua casa de Beverly Hills, supondo-se que poderá ter falecido vários meses antes.


Formada em jornalismo pela UCLA, ficou célebre pelo seu portfolio da Playboy (Julho 1959, com fotografias assinadas por Russ Meyer), tendo começado no cinema num pequeno papel em Sunset Boulevard/Crepúsculo dos Deuses (1950), de Billy Wilder, integrando também o elenco de Short Cut to Hell (1957), única realização do actor James Cagney. Veio a conseguir alguma popularidade como heroína de filmes de terror, de série B, nomeadamente Attack of the 50 Foot Woman (1958) e Attack of the Giant Leeches (1959), dirigidos por Nathan Juran e Bernard L. Kowalski, respectivamente. Surgiu ainda em Hud/O Mais Selvagem Entre Mil (1963), de Martin Ritt, com Paul Newman, tendo mantido uma carreira regular, sobretudo em televisão, até meados da década de 70.






>>> Attack of the 50 Foot Woman é um exemplo clássico de uma produção trash, sustentada por orçamentos minimalistas e colada à vaga de ficção científica da década de 50 — eis o cartaz original e o trailer; Allison Hayes era a protagonista (recorde-se que, em 1993, Daryl Hannah interpretou um remake dirigido por Christopher Guest, entre nós chamado A Mulher Gigante).







quarta-feira, 27 de abril de 2011

Poly Styrene (1957 - 2011)




Segundo as palavras lendárias da revista Billboard, foi o "arquétipo da moderna feminista punk": figura emblemática da banda X-Ray Spex, a cantora e compositora inglesa Poly Styrene faleceu em Sussex, no dia 25 de Abril, vitimada por cancro da mama – contava 53 anos.


De seu nome verdadeiro Marianne Joan Elliott-Said, viveu, segundo as suas próprias palavras, a adolescência de "uma hippie descalça". Terá sido um concerto dos Sex Pistols que a levou a colocar um anúncio num jornal, convocando quem com ela quisesse formar uma banda punk – foi assim que, em 1976, nasceram os X-Ray Pex [video]. Depois da dissolução da sua formação original, Poly prosseguiu, a solo, lançando-se em 1980 com o álbum Translucence. Com o passar dos anos, a sua música adquiriu uma sonoridade diferente, mais jazzy e contemplativa. O seu derradeiro registo surgiu no passado mês de Março de 2011, com o título Generation Indigo.


O nome "polystyrene" designa uma das mais frequentes formas de plástico, comercializada em grande escala a partir da década de 1950 – na sua forma sólida, é o material correntemente empregue nas caixas de CDs e DVDs.



>>> Obituário na BBC.
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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Zé Leonel 1961 - 2011


Morreu Zé Leonel, membro fundador dos Xutos & Pontapés e dos Ex-Votos -


Morreu Zé Leonel, membro fundador dos Xutos & Pontapés e dos Ex-Votos

Músico português tinha 50 anos e sofria de cancro no fígado. Funeral é sexta-feira, 22 de abril, na Póvoa de Santa Iria.

Zé Leonel, um dos membros fundadores dos Xutos & Pontapés e dos Ex-Votos, faleceu esta madrugada, aos 50 anos.

Segundo notícia da agência Lusa, o vocalista padecia de cancro do fígado, doença que lhe fora diagnosticada há cinco meses.

Zé Leonel (na foto, entre Zé Pedro e Kalu) faleceu em sua casa, na Póvoa de Santa Iria, avançou à Lusa fonte da sua família.


O corpo de Zé Leonel ficará em câmara ardente hoje, 21 de abril, a partir do meio-dia, na Igreja da Póvoa de Santa Iria (Loures). O funeral realiza-se amanhã (22 de abril), às 10h da manhã, na mesma localidade.

Ainda este mês, o músico que fez parte dos Xutos & Pontapés entre 1978 e 1981 subiu ao palco com os Ex-Votos para um último concerto no Centro Cultural da Malaposta. Nesse espetáculo participou também Kalu, seu antigo companheiro dos Xutos & Pontapés.


Para conhecer o percurso de Zé Leonel, siga este link.
fonte: blitz online

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Kurt Cobain morreu há 17 anos: recorde o líder dos Nirvana em imagens

Kurt Cobain morreu há 17 anos: recorde o líder dos Nirvana em imagens -


Músico norte-americano foi encontrado na sua casa de Seattle, três dias depois de morrer. Estávamos em abril de 1994 e Kurt Cobain tinha 27 anos. Também a 5 de abril, mas de 2002, morria Layne Staley, dos Alice in Chains, vítima de overdose. 


Kurt Cobain, vocalista e guitarrista dos Nirvana e uma das mais carismáticas figuras do rock dos últimos 20 anos, faleceu há 17 anos. 


O músico ter-se-á suicidado a 5 de abril de 1994, sendo encontrado sem vida na sua casa de Seattle três dias depois. 


Em 2011, o legado dos Nirvana continua a influenciar bandas em todo o mundo e a conquistar ouvintes, mesmo junto daqueles que nasceram após a sua morte. 


A 16 de abril, data em que se assinala o Dia das Lojas de Discos, o EP de 1992 dos Nirvana, Hormoaning , vendido durante uma digressão na Austrália, regressa às lojas numa edição limitada e especial. Dentre os projetos que nasceram após o fim dos Nirvana, envolvendo os outros dois membros da banda, aquele que obteve mais sucesso são os Foo Fighters, de Dave Grohl. 







quarta-feira, 9 de março de 2011

Suze Rotolo (1943-2011)



Suze Rotolo, activista política e ex-namorada de Bob Dylan, faleceu na semana passada vítima de doença prolongada.

Rotolo é tida como uma das grandes musas do histórico cantautor norte-americano, tendo inspirado a composição de temas como 'Don't Think Twice, It's All Right' e 'Boots of Spanish Leather'. A activista política ficou imortalizada na capa do disco de 1963 de Dylan, "Freewheellin' Bob Dylan" (na imagem).


A morte de Rotolo foi confirmada pelo crítico do Village Voice, Jim Hoberman: «Suze faleceu no seu apartamento em Nova Iorque nos braços do seu marido de 40 anos, Enzo Bartoccioli».

Suze Rotolo e Bob Dylan conheceram-se quando o músico tinha 17 anos. A sua relação amorosa durou três anos. «Ela tinha um sorriso que podia iluminar uma rua cheia de gente... uma estátua de Rodin que ganhou vida», disse Dylan sobre este encontro.


Depois de deixar a actividade política, Rotolo tornou-se artista e professora. O clássico 'Don't Think Twice, It's All Right', foi uma canção escrita em 1962 durante o Verão em que Rotolo deixou Dylan sozinho e amargurado no seu apartamento em Nova Iorque: «amei uma vez uma mulher. Uma criança disseram-me. Dei-lhe o meu coração, mas ela queria a minha alma», diz Dylan a certa altura do tema.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pete Postlethwaite


Actor inglês, celebrado pela sua versatilidade e subtileza em muitos papéis secundários, Pete Postlethwaite faleceu a 2 de Janeiro, vítima de cancro, no hospital de Shropshire, a região onde habitava — contava 64 anos.

Começou a sua carreira no palco do lendário Everyman, de Liverpool, aí trabalhando, entre outros, com Bill Nighy, Jonathan Pryce e Julie Walters. No cinema, o seu primeiro papel de destaque ocorreu em Distant Voices, Still Lives (1988) , de Terence Davies. Em Nome do Pai (1993), de Jim Sheridan — sobre os "Guildford Four", quatro pessoas erradamente condenadas por um atentado do IRA, em 1974 — valeu-lhe uma nomeação para o Oscar de melhor actor secundário. Entre os títulos mais importantes da sua filmografia incluem-se Os Suspeitos do Costume (1995), de Bryan Singer, Os Virtuosos (1996), de Mark Herman, Romeu + Julieta (1996), de Baz Luhrmann,Amistad (1997) e O Mundo Perdido (1997), ambos de Steven Spielberg, e O Fiel Jardineiro (2005), de Fernando Meirelles. Os seus derradeiros trabalhos foram A Origem, de Christopher Nolan, A Cidade, de Ben Affleck, ambos lançados em 2010, eKilling Bono, de Nick Hamm — tendo como pano de fundo o processo de formação dos U2, este último deverá estrear, no Reino Unido, no mês de Abril.


Como muitos dos maiores actores britânicos, Pete Postlethwaite nunca abandonou o teatro. A sua interpretação do Rei Lear, sob a direcção de Rupert Gould, precisamente no Everyman, em Liverpool, no âmbito da Capital Europeia da Cultura de 2008, ficou como um momento de apoteose e consagração — aqui recordamos o respectivo spot promocional, quando a peça foi apresentada, em 2009, no Young Vic de Londres

domingo, 20 de junho de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Erich Segal ( 1937 - 2010)



Se há filme que pode simbolizar a decomposição do imaginário hippie no cinema americano dos anos 60 e o retorno das matrizes românticas, é este: Love Story (1970), uma realização de Arthur Hiller, com o par Ryan O'Neal/Ali MacGraw. Uma das suas linhas de diálogo — "o amor significa nunca ter de pedir desculpa" [incluída no cartaz] — ficou como emblema de um tempo e uma geração. Quem a escreveu foi Erich Segal, autor do romance em que o filme se baseia — hoje chegou a notícia da sua morte, ocorrida a 17 de Janeiro, contava 72 anos.

Natural de Nova Iorque, formado pela Universidade de Harvard, Erich Segal iniciou-se no cinema como argumentista de O Submarino Amarelo (1968), o célebre filme de animação com os Beatles (Robert Zemeckis trabalha, actualmente, num remake com lançamento previsto para 2012). Love Story começou por ser um projecto de argumento: a sua transformação em romance transformá-lo-ia no maior sucesso literário nos EUA, em 1970; a adaptação cinematográfica, lançada no final desse ano, viria a ser recordista de receitas em 1971. Segal prosseguiu o seu trabalho em cinema, nomeadamente em Oliver's Story (1977), uma continuação de Love Story, publicando também mais alguns romances, embora nunca abandonando a actividade docente: deu aulas de Latim e Grego nas universidades de Harvard, Yale e Princeton, até integrar o Wolfson College (Oxford) como investigador e professor honorário. Atingido já há muitos anos pela doença de Parkinson, faleceu em Londres, vitimado por um ataque cardíaco.

>>> Obituário no New York Times.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Recorde aqui parte da entrevista de António Sérgio à BLITZ, publicada em Outubro de 2007.


O anúncio da sua saída de antena gerou uma onda de reacções, desde figuras públicas, como Miguel Esteves Cardoso, ao ouvinte anónimo.

Surpreendeu-o esse apoio?

Ainda ontem pensei: em 2008 faço 40 anos de rádio. Já não é o bichinho da rádio que morde, já sou eu que sou o bicho da rádio! Todos estes anos a morder as pessoas em relação a uma forma de fazer rádio, ligada à divulgação musical. Senti-me um bocadinho babado com o texto do Miguel Esteves Cardoso. Em rádio, estamos habituados a sentir-nos sozinhos. Sabemos lá se nos estão a ouvir dez ou dez mil pessoas. Ao longo dos anos o que percebi é que boa parte das pessoas de determinada idade atribui-me uma boa parte da sua formação musical, do "abrir a orelhinha". O apoio é uma festa no ego - e eu agradeço. Só espero que aquilo que alguns desejavam nas mensagens, que é ouvirem-me noutro lado qualquer, venha a suceder. A força com que eu fazia rádio mantém-se inalterada, e a vontade de descobrir música, enquanto houver saúde e orelhas, mantém-se intacta.

Não sente que parte dos que o apoiaram nem sequer sabiam que ainda fazia rádio?

É natural que sim. Os horários em que trabalhei em rádio foram sempre terríveis para quem tem de se levantar cedo. Nos tempos em que certa música era mais difícil - uma boa parte da década de 80 e 90 - havia ouvintes que se davam ao trabalho de gravar para ouvirem ao fim-de-semana e anotarem os nomes. Uma coisa que é tristemente verdade é que a rádio há anos que vai perdendo uma fatia do auditório. Isto não é por acaso - boa parte das pessoas que ouviam rádio para descobrir música arranjaram outros métodos, muito antes dos iPods. Isto é uma facada que sinto em mim mesmo - a rádio, para mim, é a primeira-dama. Aquilo que me veio a acontecer é triste para mim, é mau para os ouvintes que ainda me acompanhavam - e que não eram assim tão poucos pelo que se vai vendo-, mas a emissão em si não correspondia ao mau serviço que a Rádio Comercial ia prestando àqueles ouvintes. As pessoas que a ouvem, ouvem aquilo que nós ouvimos nos supermercados ou na bomba de gasolina.

Quais foram para si os anos áureos da rádio em Portugal?

Os anos dos programas de autor na antiga Rádio Comercial, ainda pertencente à RDP. A rádio era ouvida com uma clubite muito especial. Uma das funções da rádio é espalhar magia: nós não temos cara, temos vozes, e isso ajuda a incendiar o imaginário dos ouvintes. E esta rádio de hoje, coitada, não incendeia absolutamente nada. Põe o ouvinte a um canto e diz-lhe: ouve isto, que não te maça, não te assusta, não te provoca, não te faz comprar discos. Outra verdade: a rádio de hoje não te faz comprar discos - as rádios de autor conseguiam fazer as pessoas ter paixão por comprar música.
Foto: Rita Carmo/Arquivo

António Sérgio 1950 ~ 2009



Antes de tudo o meu obrigado ao António Sérgio... sem ele este blogue de certeza que não existiria...

Morreu este sábado o radialista António Sérgio, vítima de problemas cardíacos. Ficou conhecido com programas como «Som da Frente», «Lança-Chamas» ou «A Hora do Lobo».

Com 59 anos António Sérgio fazia actualmente o programa «Viriato 25» na Rádio Radar. O «mestre da rádio», como lhe chamou Luís Montez, dono da Radar, começou na Rádio renascença em 1968 e esteve mais de 40 anos em antena.

A voz mítica de António Sérgio foi a protagonista de programas como «Som da Frente», «Lança-Chamas» ou «A Hora do Lobo» mas ao trabalho da rádio juntou também um percurso de produtor e editor discográfico.

António Sérgio é unanimemente reconhecido como "o maior divulgador da música da frente" dos anos 70 e 80 em Portugal, através de programas que marcaram gerações e abriram o país à música mais vanguardista então produzida. À carreira de radialista juntou também um percurso de produtor e editor discográfico. O lançamento da mais antiga banda portuguesa esteve sustentado por António Sérgio.

A garantia de que será colocado no ar o programa da próxima semana, que António Sérgio deixou gravado, foi dada por Luís Montez à TSF.

sábado, 31 de outubro de 2009

Taylor Mitchell morta por coiotes


Taylor Mitchell tinha 19 anos e sucumbiu ao ataque de dois coiotes, num parque natural no Canadá.
A cantora canadiana Taylor Mitchell, de 19 anos, faleceu esta semana após ser atacada por dois coiotes. A jovem encontrava-se a passear sozinha num parque natural do Canadá quando os animais a atacaram. Um dos coiotes fugiu e outro acabou por ser abatido pelos guardas do parque, alertados para a situação por outros visitantes do parque, que ouviram a vítima gritar. As mortes causadas por coiotes acontecem com tão pouca frequência que há quem especule que os animais que atacaram a cantora estivessem infectados com raiva, ou que fossem arraçados de lobos. Os admiradores da cantora têm deixado mensagens de condolência no myspace de Taylor Mitchell , que recentemente fora nomeada para os prémios de Música Folk do Canadá, na categoria de Revelação do Ano. Fã de Led Zeppelin, Emmylou Harris ou Neil Young, Taylor Mitchell deixa um álbum, de título For Your Consideration .

domingo, 1 de março de 2009

Clube dos 27


























É um fenómeno recorrente os ícones da cultura popular serem imortalizados quando morrem. Mesmo que sejam famosos e talentosos em vida, se morrerem jovens e, sobretudo, de causa trágica e misteriosa (suicídio, acidente, homicídio), é certo e sabido que se tornam ícones eternos no imaginário popular. O fenómeno só podia ter começado com uma arte de massas: o cinema. Rudolfo Valentino, primeiro ídolo do cinema mudo morreu aos 31 anos em 1926 e deixou em total histeria milhões de admiradoras (conta-se que várias mulheres cometeram suicídio devido ao desespero). Depois, foi James Dean que morreu vítima de um acidente de carro com 24 precoces anos, em 1955, imortalizando a sua figura como referência incontornável da cultura do século XX. De resto, foi com Dean que se incutiu no imaginário das estrelas pop a máxima : "live fast, die young and leave a good-looking corpse". Muitos levaram à risca esta filosofia de vida.
Mas seria a partir de 1969 que a morte de artistas famosos - nomeadamente músicos - tomaria um rumo verdadeiramente iconográfico. Começou em 1960 com a morte de Brian Jones (Rolling Stones), seguiu-se a morte de Jimi Hendrix e Janis Joplin em 1970. O líder carismático dos The Doors, Jim Morrison, morreria em circunstâncias misteriosas um ano depois. Este quarteto de mortes foi apelidado de "Clube 27" (nas imagens), pelo facto de todas estas figuras da música terem morrido com a idade de 27 anos. Mera coincidência?
Conta-se que foi um desejo mórbido de se juntar a este clube que o líder dos Nirvana, Kurt Cobain, se matou em 1994, também com 27 anos. Que insondável e misterioso desígnio se esconde por detrás deste fenómeno que leva à morte artistas populares como estes aos 27 anos? Apesar deste ser o quinteto mais famoso deste fatídico e mórbido clube, muitos outros artista/músicos se podiam incluir no rol dos falecidos com 27 anos. A saber:
- Pete de Freitas, guitarrista dos Echo and The Bunnymen
- Robert Johnson, guitarrista de blues
- Dave Alexander, baixista dos The Stooges
- Gary Thain, baixista dos Uriah Heep
- Kristen Pfaff, baixista das Hole
- Jeremy Michael Ward, músico dos The Mars Volta
- Mia Zapata, vocalista do grupo punk The Gits
- Ron McKernan, teclista dos Grateful Dead
- D. Boon, vocalsita do grupo punk Minutemen
- Rupert Brooke, poeta inglês
- Jean-Michel Basquiat, artista plástico
- Jonathan Gregory Brandis, actor americano
- (...)
Só Ian Curtis não quis esperar para entrar no "Clube 27" e, 4 anos antes de chegar a essa idade, cometeu suicídio. Mesmo não havendo nenhum "Clube 23" no qual pudesse estar representado, não é por este facto que o espírito do cantor dos Joy Division não vive no panteão mais alto dos ícones musicais de toda a história.



















sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Walter Dwayne Midkiff (aka Dewey Martin) (1942-2009)


Faleceu Dewey Martin (o segundo a contar da direita na foto da capa do último disco, "Last Time Around" da carreira do grupo), baterista dos Buffalo Springfield, uma das bandas mais importantes, senão a mais importante, nos anos sessenta, do folk-rock norte-americano, apesar da sua existência ter sido apenas entre 1966 e 1968 e terem editado somente três discos, todos eles brilhantes graças ao trio de compositores: Stephen Stills, Neil Young e Richard Furay.

Dewey Martin, depois da morte dos Buffalo Springfield, fez parte de diversas formações algumas das quais fazendo alusão ao nome Springfield (New Springfield, Buffalo Springfield Revisited, Buffalo Springfield Again) o que resultou em batalhas judiciais com os membros originais da banda, nomeadamente Stills, Young e Furay.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

João Aguardela ( 1969 - 2009 )


Foi com saudade e tristeza que ontem soube da notícia da sua morte. Desde 1992, tempo em que chegámos a beber uns copos no Morbidus Bar na Rua do Crime que segui a carreira do João. Sempre gostei muito do projecto A Naifa, mas a Vida de Marinheiro será sempre um ícone dos anos 90. Deixou um legado rico, poético e musical. O Cancro levou-o cedo...

"Death makes angels of us all & gives us wings where we had shoulders smooth as raven's claws ... " Jim Morrison

Aqui fica a notícia retirada do site da Blitz:
Morreu João Aguardela, fundador dos Sitiados e membro d' A Naifa. O músico português desapareceu aos 39 anos, vítima de cancro.
"Foi uma força muito positiva", disse Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, do homem detrás de numerosos projectos nas últimas duas décadas."Era uma força muito positiva no meio musical". Foi com estas palavras que Zé Pedro, o guitarrista dos Xutos & Pontapés, homenageou hoje João Aguardela. O músico faleceu ontem, Domingo, no Hospital da Luz, em Lisboa.O fundador em 1987 dos Sitiados e mentor durante as últimas duas décadas de projectos como Megafone, Linha da Frente e mais recentemente A Naifa, desapareceu aos 39 anos, vítima de cancro. Além de Zé Pedro, Viviane dos Entre Aspas e Carlos Moisés dos Quinta do Bill recordaram à Lusa o músico e amigo."Era um músico singular que teve uma profunda paixão pelas raízes da cultura e da música portuguesa e isso reflectia-se na música que fazia", lembrou Viviane."Era um criativo à procura de novos roupagens para as nossas raízes da música tradicional", acrescentou Carlos Moisés, a voz de "Filhos da Nação".A cerimónia fúnebre terá lugar amanhã, Terça-feira, pelas 16h00, no cemitério do Alto de São João, em Lisboa."Firme nas convicções, determinado nos objectivos, invulgar na forma de ser e estar na vida, desde sempre grangeou respeito e admiração no meio musical, ainda que nunca tivesse procurado o estrelato", escreveram família e amigos em comunicado no site d'A Naifa.Em 1994, João Aguardela foi distinguido com o Prémio Revelação da Sociedade Portuguesa de Autores.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Feast of Friends


Leiam, vejam e oiçam... não mexe convosco?
Feast Of Friends

Wow, I’m sick of doubt
Live in the light of certain South Cruel bindings
The sevants have the power
Dog-men & their mean women
Pulling poor blankets over Our sailors
I’m sick of dour faces Starong at me from the t.v. Tower,
I want roses in My garden bower; dig?
Royal babies, rubies
Must now replace aborted
Strangers in the mud
These mutants, blood-meal
For the plant that’s plowed
They are waiting to take us into The severed garden
Do you know how pale & wanton thrillful
Comes death on a stranger hour
Unannounced, unplanned
for Like a scaring over-friendly guest you’ve Brought to bed
Death makes angels of us all & gives us wings
Where we had shoulders
Smooth as raven’s claws
No more money, no more fancy dress
This other kingdom seems by far the best
Until it’s other jaw reveals incest &
loose obedience to a vegetable law
I will not go Prefer a feast of friends
To the giant family

Jim Morrison ( An American Prayer )

quarta-feira, 19 de janeiro de 2005

the first post...the first album

A tremendous debut album, and indeed one of the best first-time outings in rock history, introducing the band's fusion of rock, blues, classical, jazz, and poetry with a knockout punch. The lean, spidery guitar and organ riffs interweave with a hypnotic menace, providing a seductive backdrop for Jim Morrison's captivating vocals and probing prose. "Light My Fire" was the cut that topped the charts and established the group as stars, but most of the rest of the album is just as impressive, including some of their best songs: the propulsive "Break On Through" (their first single), the beguiling Oriental mystery of "The Crystal Ship," the mysterious "End of the Night," "Take It as It Comes" (one of several tunes besides "Light My Fire" that also had hit potential), and the stomping rock of "Soul Kitchen" and "Twentieth Century Fox." The 11-minute Oedipal drama "The End" was the group at its most daring and, some would contend, overambitious. It was nonetheless a haunting cap to an album whose nonstop melodicism and dynamic tension would never be equaled by the group again, let alone bettered.

The End is really song that never end.




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