quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cosmopolis, por Tiago Ramos


Publicado originalmente no split screen


Título original: Cosmopolis (2012)
Realização: David Cronenberg

Em Cosmopolis estamos mais perto do universo de David Cronenberg que em A Dangerous Method (2011). Um mundo (falso e especulativo) em colapso, em iminente implosão, criado por Don DeLillo quase que parece propositadamente para Cronenberg. Um universo e um filme altamente simbólicos onde permanece, à cabeça, um debate extremamente actual da sociedade contemporânea, uma crítica feroz ao (ciber)-capitalismo, um mundo onde os alvos mais importantes são precisamente quem detém o dinheiro, é Wall Street e todo o seu poder especulativo. "Ainda matam Presidentes hoje em dia?" questiona o protagonista no início do filme, pondo precisamente em causa o verdadeiro poder dos nossos dias. David Cronenberg recria bem essa sensação, partindo dos símbolos únicos como a limusine, passando por variados símbolos que criam a iminência da destruição pessoal e colectiva. Uma destruição que começa por ser exterior, enquanto o protagonista vive na sua existência fechada, aborrecida quase até ao ponto da sua inexistência e que Cronenberg aproveita através de uma sucessão de personagens que passam pela sua limusine para dar corpo aos males da sociedade contemporânea: o dinheiro, o sexo, a mentira, o padrão, a norma, o medo. O medo, sempre o medo (o médico, o guarda-costas, a impenetrabilidade de uma limusine), mas uma tentativa de constante desafio desse medo, uma noção auto-consciente (e ingénua) do poder absoluto, uma vaidade constantemente atordoada pela realidade que teima em afectar a sua estrutura, primeiro externamente (os graffitis, o fogo) e depois internamente (a noção de doença, o próprio medo interior, a paranóia). "Um espectro que assombra o mundo inteiro".

Cosmopolis gira sempre em torno desse forte poder político, de um argumento deliciosamente estruturado à base de diálogos simbólicos e bem actuais (o poder especulativo do dinheiro e a força do mercado chinês) e uma noção bem evidente que nem tudo se pode gerir através da matemática, dos padrões e das normas, porque existem (até na próstata) ligeiras variações assimétricas. É esse argumento adaptado por David Cronenberg que é simultaneamente o ponto forte e fraco do filme, onde por vezes os diálogos e noções mais fortes e importantes são rapidamente interrompidos e onde a sucessão de actores reconhecidos para as personagens secundárias desvia atenção do que é realmente importante, estragando o ritmo e mesmo o impacto que o seu surgimento deveria ter. Ponto forte ainda para a calma, mas tensa banda sonora criada por Howard Shore e pela banda Metric. Já Robert Pattinson como protagonista surpreende. Longe de se revelar um grande actor (ao contrário de outros grandes nomes que já protagonizaram filmes do cineasta) parece revelar-se uma interessante escolha de casting, já que a própria linguagem corporal e facial do actor se liga perfeitamente ao conceito da própria personagem: um homem confiante, mas completamente atordoado, quase inexistente, quase robótico e que vai gradualmente ganhando uma intensidade quase animal e que curiosamente se relaciona com a sua intenção inicial: a do corte (de cabelo?).

Longe de ser o filme que se esperava, Cosmopolis continua a ser um interessante regresso de David Cronenberg às suas origens e um dos filmes mais actuais dos últimos anos. Um estudo complexo do homem ciber-capitalista, da nossa própria existência atordoada, enquanto o mundo em ruínas existe à nossa volta e nós permanecemos à beira da implosão.



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Jimi Hendrix: imagens de Andre 3000 como guitarrista



As primeiras fotos do rapper Andre 3000 de peruca e fantasiado, supostamente para sua performance como Jimi Hendrix no filme "All is By My Side", foram reveladas, e parece que eles encontraram o cara certo.

A Entertainmentwise tirou várias fotos do rapper caracterizado em algum lugar perto de Dublin, Irlanda, lugar onde o filme está sendo filmado. Como você pode ver nas fotos, 3000 tenta esconder o rosto das câmeras, a fim de preservar a surpresa para os espectadores. Mas, infelizmente, nesta época em que todo mundo tem uma câmera e uma conexão à internet, os presentes de Natal são abertos cedo demais.



Como foi informado recentemente, a família da lenda da guitarra se recusou a deixar que as música originais de Hendrix apareçam no filme, declarando que para qualquer produção conseguir uma aprovação e cooperação da família, os cineastas teriam de trabalhar com ela "desde o início" do referido projeto.

Outras fotos podem ser acessadas no link abaixo.


The Walkmen - tão perto do céu...

Publicado originalmente aqui
As fotos do novo álbum de The Walkmen mostram os respectivos membros em ambiente familiar: a capa do primeiro single, Heaven (a canção que dá o título ao novo registo) é um pormenor eloquente de uma dessas fotos. São deambulações muito terrenas, tocadas pela bênção do Céu, tudo com a serenidade tocante de quem dispensa a exibição de "modernismos" mais ou menos postiços [video: trailer promociomal] — para escutar, na íntegra, no site da NPR.




>>> The Walkmen estarão no Porto, a 8 de Junho, no Optimus Primavera Sound.

Sean Durkin adapta "The Exorcist" à televisão

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O realizador Sean Durkin (Martha Marcy May Marlene) irá adaptar à televisão a obra "The Exorcist" de William Peter Blatty e que já foi adaptada ao cinema por William Friedkin, num filme que venceu dois Óscares (Melhor Som e Melhor Argumento Adaptado) e nomeado para outros oito.


Em formato de minissérie de 10 episódios, pretende seguir os eventos que levaram à possessão demoníaca e a reacção da família quando descobre que um dos seus membros está possuído pelo demónio. Após várias tentativas falhadas em conseguir a ajuda de médicos e psiquiatras, acabam por recorrer ao padre Damien Karras, que realiza um exorcismo.


A minissérie não tem ainda canal associado, encontrando-se à procura de ofertas nesse sentido.

Jack White - Blunderbluss


 

Jack White tem qualquer coisa de Quentin Tarantino, no conhecimento enciclopédico da história da sua área, na capacidade de trabalho, na paixão frenética pelo que faz, no impacto no seu tempo e no respeito que tem incutido nos seus colegas de profissão (incluindo nos veteranos). Se os filmes de Tarantino têm mexido com muita gente, os vários actos de Jack White também nunca conseguem passar despercebidos no seu mundo que é o rock & roll. 


Antes de terminar a aventura daquela que foi a sua rampa de lançamento para a imortalidade, os White Stripes, Jack White foi-se desdobrando em mil e um projectos, incluindo os supergrupos Raconteurs e Dead Weather, e as múltiplas produções e colaborações de estúdio. Mesmo que a sua qualidade fosse indesmentível em tudo o que pusesse as mãos, o seu talento parecia ultimamente dispersar-se numa multitude de ramificações que não parecia ter fim. 


Mas agora que chega finalmente aos escaparates o seu álbum de estreia, Jack White parece concentrar-se novamente, e sem cedências, na plenitude das suas potencialidades, fazendo de "Blunderbluss" o melhor e mais eficaz álbum desde o último longo dos White Stripes, "Icky Thump". 


"Blunderbluss" são os White Stripes sem a icónica Meg White. O que Jack White acaba de fazer, mais próximo do seu universo pessoal, é outro livro de estilo do que deve ser a música americana (ou a música a sério), naquele tríptico com rock & roll ao centro, e blues e country nos painéis do lado. Os picos de oscilação são sequenciais e esmagadores. A seguir a uma balada bluegrass ao modo pessoal de White com coros femininos, pode vir sempre novo furacão eléctrico - com guitarra em chinfrineira e vocalizações mais temperamentais - a que apenas sobrevive o piano blues, que não desarma em todo o disco. Das melodias calmas à cowboy de 'Love Interruption' e 'Hip (Eponymous) Poor Boy' ao nervosismo garageiro de 'Sixteen Saltlines' e 'Weep Themselves to Sleep', Jack White passa a música da sua terra a pente fino. 


O morno 2012 acaba de sofrer um esticão qualitativo graças a um dos suspeitos do costume. A música voltou a ser o que interessa: persuasiva, directa, entusiasmante. 

    Track List
1. Missing Pieces 
2. Sixteen Saltines 
3. Freedom at 21
4. Love Interruption
5. Blunderbuss 
6. Hypocritical Kiss 
7. Weep Themselves to Sleep 
8. I'm Shakin'
9. Trash Tongue Talker
10. Hip (Eponymous) Poor Boy
11. I Guess I Should Go to Sleep
12. On and On and On 
13. Take Me with You When You Go

terça-feira, 29 de maio de 2012

Cannes 2012- Prémios principais

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Amour, de Michael Haneke, ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes. É a segunda vez que o realizador austríaco arrebata a distinção máxima do maior festival de cinema do mundo (a primeira foi com O Laço Branco, em 2009). Eis os prémios principais do certame:


* Palma de Ouro - AMOUR, de Michael Haneke


* Grande Prémio - REALITY, de Matteo Garrone


* Realização - Carlos Reygadas, por POST TENEBRAS LUX


* Argumento - Cristian Mungiu, por AU-DELÀ DES COLLINES


* Interpretação feminina - Cristina Flutur e Cosmina Stratan, em AU-DELÀ DES COLLINES


* Interpretação masculina - Mads Mikkelsen, em LA CHASSE, de Thomas Vinterberg


* Prémio do Júri - THE ANGELS' SHARE, de Ken Loach


O palmarés completo pode ser consultado no site do festival.

Imagem promocional da quinta temporada de "True Blood" com Anna Paquin e Christopher Meloni

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O grande acontecimento da quinta temporada de True Blood é a chegada de um novo vilão à trama, interpretado por Christopher Meloni (Law & Order: SVU). Entretanto a HBO divulgou uma imagem promocional onde este divide o protagonismo com Anna Paquin.




A quinta temporada de True Blood, a última com Alan Ball como produtor executivo, estreia a 10 de Junho na HBO.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Prémios BAFTA

Publicado em splitscreen

Decorreram há pouco os prémios BAFTA TV 2012. A série The Fades - curiosamente, foi cancelada - venceu o prémio de Melhor Série Dramática, enquanto que Mrs. Brown's Boys vence na categoria de Melhor Série de Comédia.


Melhor Série Dramática
The Fades


Melhor Actor em Série Dramática
Dominic West em Appropriate Adult


Melhor Actriz em Série Dramática
Emily Watson em Appropriate Adult


Melhor Série de Comédia
Mrs. Brown's Boys


Melhor Actor em Série de Comédia
Darren Boyd em Spy


Melhor Actriz em Série de Comédia
Jennifer Saunders em Absolutely Fabulous


Melhor Minissérie
This Is England '88

Melhor Telefilme
Random

Melhor Novela
Coronation Street


Melhor Actor Secundário
Andrew Scott em Sherlock


Melhor Actriz Secundária
Monica Dolan em Appropriate Adult


Melhor Série Internacional
Borgen (Dinamarca)


Prémio Youtube
Celebrity Juice

Melhor Programa
The Great British Bake Off


Novos Media
Psychoville - BBC Online

Prémio Companheirismo
Rolf Harris

Prémio Especial
Steven Moffat

Ler mais: http://splitscreen-blog.blogspot.com/#ixzz1w9SwQA6m

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ezra Miller pode protagonizar filme de Shion Sono sobre banda black metal norueguesa

Publicado originalmente no splitscreen





O jovem actor Ezra Miller (We Need To Talk About Kevin) pode vir a colaborar com o cineasta japonês Shion Sono (Suicide Club). As palavras foram do próprio em entrevista à Vulture onde afirma que conversou com o cineasta para participar num dos próximos filmes do cineasta.


Aparentemente Shion Sono pretende realizar um filme sobre a banda black metal norueguesa Mayhem, conhecida pelos eventos polémicos que a rodearam: desde o suicídio do vocalista Dead, o homícidio do guitarrista Euronymous pelo baixista Varg Vikernes e o incêndio de várias igrejas norueguesas. Não existem mais detalhes acerca da produção do filme.

Beach House na BBC

A banda Beach House apresentou a música Myth no programa de Jools Holland. Esta música abre o já aclamado álbum Bloom. A fórmula para este álbum parece repetir-se em relação aos álbuns anteriores. Para já um dos álbuns do ano.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

It reminds me the Summer... with a cold true blood




"Don't cry. It's back" é o mote do mais recente teaser trailer da HBO a promover a quinta temporada de True Blood, mesmo não usando novas imagens da série:






A quinta temporada de True Blood estreia a 10 de Junho.

Ler mais: http://splitscreen-blog.blogspot.com/2012/05/novo-teaser-trailer-da-quinta-temporada_23.html#ixzz1vmZIjAJC

Por velhas heranças do rock'n'roll


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Chama-se Willy Moon e dele já aqui escutámos I Wanna Be Your Man (que apesar do título não é uma versão da canção que os Beatles deram aos Stones em 1963). Revivalista com viço, imagem e voz, Willy Moon apresenta novo single em Yeah Yeah, onde junta ecos de soluções que escutámos nos Animal Collective e Panda Bear a solo a uma canção que mantém no âmago uma identidade herdada de velhas herançasrock'n'roll. Aqui fica o teledisco.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Um pequeno filme de Polanski


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A Prada apresentou esta segunda-feira em Cannes Therapy, um filme publicitário realizado por Roman Polanski. No elenco encontramos Ben Kingsley e Helena Bonham Carter. A música é de Alexandre Desplat. A direção de fotografia, de Eduardo Serra... Um pequeno herdeiro de Carnage...

terça-feira, 22 de maio de 2012

Oberhofer, Time Capsules II


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Oberhofer 
“Time Capsules II” 
Glassnote / Coop 
2 / 5 
Um produtor não faz um disco. E há alturas em que serve mesmo um efeito de terraplanagem que arruma ideias sob um menor denominador comum. Esse é um dos dramas que fazem de Time Capsules II de Oberhofer, um daqueles discos que cativam à faixa um, intrigam à segunda, desmotivam à terceira e desmoronam por aí adiante... Antes de mais o nome. Oberhofer é o nome de família de Brad Oberhover que hoje, aos 21 anos, faz de Brooklyn o seu habitat (a banda com o seu nome juntando três outros músicos que, a avaliar pela ficha técnica, não terão qualquer papel na escrita das canções). Se pelas canções não passa senão uma agenda muito característica de narrativas de amores, desamores e arredores, pelas referências que o disco sugere podemos encontrar uma pequena multidão de nomes. O primeiro problema do disco surge quando, em vez de as assimilar, Brad e seus três parceiros parecem antes mais dados a vestir as ideias que citam, como que fazendo um baile de máscaras onde, ora são Animal Collective (como, logo a abrir, no agradável, mas muito coisa de pastiche que escutamos em Heart), ora surf rock (em Cruisin’ FDR) ou, como alguém chegou a descrever, algo que ficaria entre um Ben Fold e um Wayne Coyne (ou seja, os Flaming Lips), sem esquecer uma luminosidade estival à la Beach Boys que cruza muitos dos momentos do disco (onde há mais “oooohs” concentrados por metro quadrado que na restante produção pop do ano, aplaudindo-se o que parece a auto-ironia de quem chama mesmo a um tema oOoO). O segundo problema chega com a produção de Steve Lillywhite que aqui nivela tudo num patamar de intensidade que retira à música a espaços de respiração e trégua. Ou seja, Brad Oberhofer tem uma interessante carteira de referências e capacidade técnica evidente. Resta-lhe tempo para que se encontre a si e não àqueles que aqui toma como os seus guias espirituais.

360 de Fernando Meireles

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Com a péssima recepção nos festivais de Toronto e de Londres em 2011, o mais recente filme do brasileiro Fernando Meirelles (Blindness) acabou por não ter sido ainda distribuído comercialmente, nem sequer no Brasil. Contudo, parece que será agora que 360 finalmente verá a luz do dia e foi já divulgado um poster oficial:




Com argumento de Peter Morgan (The Queen), o filme inspira-se na peça austríaca Reigen, de Arthur Schnitzler, onde dez personagens de classes sociais distintas reflectem sobre a importância do sexo, na cidade de Viena. O elenco é composto por Jude Law (Cold Mountain), Rachel Weisz (The Constant Gardener), Anthony Hopkins (The Silence of Lambs), Ben Foster (3:10 to Yuma), Maria Flor (Som e Fúria - O Filme), Juliano Cazarré (VIPs), Jamel Debbouze (Hors-la-loi), Vladimir Vdovichenkov (The Man at the Window), entre outros.


360 deverá estrear em Portugal a 23 de Agosto deste ano.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Lawless

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Depois de ter sido exibido na competição oficial de Cannes, foram divulgados sete posters das personagens de Lawless, o mais recente filme de John Hillcoat depois de The Road (2007):






Foi também divulgado o primeiro clip do filme situado no período da Lei Seca, acompanhando uma família de contrabandistas de bebida que se vê ameaçada pela ganância das autoridades, que querem também uma percentagem pelo negócio.





O músico e argumentista Nick Cave assina o argumento e a banda sonora do filme que conta com Shia LaBeouf (Disturbia), Tom Hardy (Inception), Jason Clarke (Texas Killing Fields), Jessica Chastain (The Tree of Life), Mia Wasikowska (Jane Eyre), Gary Oldman (Tinker Tailor Soldier Spy), Guy Pearce (Memento), Dane DeHaan (Chronicle) e Noah Taylor (Submarine).

Lawless estreia a 29 de Agosto nos Estados Unidos.


Ler mais: http://splitscreen-blog.blogspot.com/#ixzz1vUnEfu3F
 

domingo, 20 de maio de 2012

Divulgadas imagens do reencontro em 2011





Momentos registrados durante a participação de David Gilmour e Nick Mason no show de Roger Waters na O2 Arena de Londres, em 2011.

XX - Novas Músicas!



thequietus.com
Oa The XX  tem feito esta semana em Londres uma série de 3 shows intimistas para plateias de 200 pessoas. Aos sortudos que conseguiram um ingresso, o recompensa é ainda maior do que o esperado, já que o setlist  está sendo consistente em apresentar as músicas do disco sucessor do premiado  homônimo, com 6 do novo álbum. O último dos três shows acontece amanhã no Battersea Arts Centre e por enquanto surgiram na internet dois vídeos, com trechos de duas destas novidades animadoras e ainda sem título, imagens relativas ao primeiro show, na última terça-feira. O disco novo é aguardado para este ano.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

JEFF the Brotherhood produzido por Dan Auerbach


Dia 22 de maio sai um novo EP do JEFF the Brotherhood, O novo trabalho, intitulado Hypnotic Knight, precede o lançamento de um LP, programado ainda para este ano. A faixa divulgada hoje “Sixpack“, foi produzido pelo Dan Auerbach do The Black Keys e constará tanto no EP quanto no futuro disco. Confira:

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Album Number 10 For Pearl Jam




Pearl Jam is back writing and recording material for their 10th studio album. And the grunge legends have told fans to expect the unexpected.

According to a report on the Musicrooms website, guitarist Stone Gossard told Rolling Stone: "It's just us in the studio screwing around, not taking it too seriously. I think that's one of the biggest problems in rock is people thinking too much, putting too much emphasis on getting things perfect."

The timing is about right for a new Pearl Jam album. They usually release one every 2-3 years with 2009's Backspacer being their last effort.

"The most important thing is that we put something out that continues to expand our boundaries rather than trying to follow what we've done in the past," he said. "I think it's a good time to hopefully continue to experiment, and continue to shake it up."

"We want people to go 'Wow, that's kind of weird for Pearl Jam,' and then 10 years later they can go, 'Oh, that's my favourite period'."

And you know what a new album means? An Aussie tour! Bring it on, boys. We can't wait.

Currently, Pearl Jam is about to headline the upcoming Isle of Wight festival in June before doing dates across Europe in the summer.

Beach house - Bloom





Beach House 
“Bloom” Bella Union / Coop 
4 / 5


É como se, chegados ao fim de Take Care, o tema que encerra o alinhamento do álbum de 2010 Teen Dream, a música afinal continuasse... E se o fizermos, juntando as canções do novo Bloom à audição desse outro (e magnífico) álbum de há dois anos, sentiremos uma clara continuidade. Como que se em dois anos o disco ganhasse um irmão... quase gémeo. Mas vamos por partes. Revelados em 2006, os Beach Housesão uma dupla com “casa” em Baltimore (no estado norte-americano do Maryland, logo abaixo de Nova Iorque). Eles são Alex Scally e a vocalista Victoria Legrand e, depois de terem encontrado com maior nitidez o azimute que definia seu caminho entre algumas das mais marcantes faixas do álbum de 2008 a que chamaram Devotion, apresentaram em 2010 o marcante Teen Dream, disco que não só se afirmou como uma referencia maior em terreno dream pop como deles fez um dos casos maiores de admiração entre os mais atentos aos espaços da invenção indie. A sua música é luminosa e atraente, mas transporta uma incontornável melancolia. É coisa mais quente que fria. Aconchegada. Elegante e sedutora. As guitarras, que ecoam a memória de texturas mais densas de uns Cocteau Twins, os ambientes que evocam o que poderia ser uma abordagem pop ao ideário de uns This Mortal Coil e uma leveza e encanto na voz que lembra a suavidade de uma Françoise Hardy, encontravam emTeen Dream um encontro ímpar. Um daqueles momentos em que todas as melhores ideias se juntam para criar um daqueles raros instantes em que nada corre mal. Convenhamos que o feito não passou despercebido e os Beach House reforçaram a sua plateia de seguidores. Dois anos depois mostram, em Bloom, pouca vontade em escapar ao clima que encontraram em Teen Dream, a escrita, as guitarras, a voz, as cores e climas, e a própria produção (novamente entregue a Chris Coady) em tudo seguindo as sugestões fixadas pelo disco anterior. O alinhamento (que junta uma faixa escondida no final) define um espaço concreto e não procura pontos de fuga. Mesmo assim, há instantes que se destacam como os que escutamos em Myth (que, tal comoZebra do disco anterior garante uma bela entrada para o disco) ou Wishes (mas isto é o gosto de cada um a falar)... Pode não trazer surpresas nem nenhuma canção que descole das outras para afirmar protagonismo maior. Não acrescenta ideias ao que deles já conhecíamos. Mas é uma bela coleção de canções.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Sony Pictures contrata Aaron Sorkin para adaptar biografia de Steve Jobs ao cinema




A Sony Pictures lançou hoje um comunicado oficial que dá conta da contratação de Aaron Sorkin (The Social Network) como o argumentista que adaptará ao cinema a biografia autorizada de Steve Jobs, escrita por Walter Isaacson.


O projecto é produzido por Mark Gordon (Saving Private Ryan), Scott Rudin (No Country for Old Men) e Guymon Casady (Game of Thrones), mas não tem ainda um realizador ou actores associados. Recorde-se que outra biopic de Steve Jobs, de um produtor independente, encontra-se já a ser filmada, com Ashton Kutcher como co-fundador da Apple.


Steve Jobs deverá estrear em 2014.

Poster e imagens de "Passion", de Brian De Palma, com Rachel McAdams e Noomi Rapace

Foram hoje divulgadas imagens e o poster de Passion, novo filme de Brian De Palma depois de Redacted (2007).



O filme é um remake do filme francês Crime d'amour (2010), de Alain Corneau, com Ludivine Sagnier e Kristin Scott Thomas. A história centra-se na confiante Christine e a sua inocente e ingénua assistente Isabelle. Christine inicia um jogo de sedução e dominação para roubar as ideias que Isabelle traz para a multinacional em que trabalham. Na versão de Brian De Palma, Christine é interpretada por Rachel McAdams (Midnight in Paris), enquanto que Noomi Rapace (Millennium) será Isabelle.









Passion estreia em 2013, tendo data de distribuição apenas na Holanda (21 de Fevereiro de 2013).

terça-feira, 15 de maio de 2012

Versão original de "On the Road" é exposta antes da estreia de filme


Paris exibe rolo de papel de 36 metros onde romance de Jack Kerouac foi datilografado; Cannes mostrará adaptação de Walter Salles

A primeira versão do romance "On the Road" ("Pé na Estrada", no Brasil), de Jack Kerouac, escrito em um rolo de telex de 36 metros de comprimento e 22 centímetros de largura, foi apresentada nesta segunda-feira (14) em Paris, por conta da exibição no Festival de Cannes de "Na Estrada", adaptação dirigida pelo brasileiro Walter Salles. 

"A epopeia, da escrita para a tela" é o título da exposição que será aberta ao público francês na quarta-feira e seguirá até 19 de agosto. Na mostra, o Museu de Letras e Manuscritos celebra o escritor norte-americano, cujo romance é considerado o manifesto da geração Beat.

"Na realidade, trata-se de folhas de telex presas e adaptadas ao tamanho da máquina de escrever", explicou à Agência Efe a curadora da exposição, Estelle Gaudry. Ela acredita que, longe de buscar a transgressão, a intenção de Kerouac era datilografar rápido, sem perder energia criativa.

O resultado foi um único parágrafo de 320 páginas e 125 mil palavras, sem margens nem capítulos, escrito em apenas 20 dias. Um mês após acabá-lo, em maio de 1951, o escritor disse que ao desenrolar o manuscrito pelo chão do quarto, achou o resultado parecido com uma estrada.

"On the Road", no entanto, vai além de sua condição de mero diário da viagem de Kerouac pelos Estados Unidos e México junto a seu amigo, o também escritor Neal Cassidy, no início dos anos 1950a. "A obra abraça a literatura de poetas americanos, como Whitman e Blake, de clássicos franceses como Proust e Balzac, ou de literatos russos", disse Estelle.

O livro narra a aventura de dois jovens, Sal Paradise e Dean Moriarty, versões fictícias de Kerouac e Cassady, na busca de novas experiências. A obra se transformou em um símbolo para muitas gerações e foi traduzida no mundo inteiro – a exposição apresenta capas do livro em dezenas de idiomas.

"'On the Road' é fruto da anotação rigorosa de quatro anos de aventuras e conversas", acrescentou Estelle. Para a curadora, Kerouac soube falar aos jovens e traduzir as ânsias de uma geração, além de descobrir o que ocorria fora de seu entorno e fugir do conformismo dessa época.

O manuscrito foi comprado por US$ 2,5 milhões em maio de 2001 por Jim Irsay, proprietário da equipe de futebol americano Colts, de Indianápolis (EUA).

A exposição pretende apresentar a vida de Kerouac, seu amor pela literatura, seus encontros, e finalmente, uma prévia do filme de Walter Salles.

Julianne Moore participa em remake de 'Carrie'


Está em preparação um remake do clássico de horror Carrie (1976), um projecto que contará com o desempenho da actriz Julianne Moore no papel de Margaret White, mãe da personagem principal cujo nome serve de título à película.
O filme original foi realizado por Brian De Palma, também realizador de Scarface. Desta feita, contará com Kimberly Pierce na direcção, autora do filme Boys Don’t Cry.
A personagem principal, uma adolescente com poderes sobrenaturais que era alvo de bullying em tempos interpretada por Sissy Spacek (na foto em baixo), será agora interpretada por Chloe Grace Moretz, que conta no seu currículo com participações em filmes como Kick-Ass e o aclamado As Invenções de Hugo. O argumento inspira-se no conto homónimo de Stephen King.
Julianne Moore participa em remake de 'Carrie' | © DR

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O miúdo da Bicicleta



O Miúdo da Bicicleta

um filme dos Irmãos Dardenne

«Depois do “quase-melodrama” que era “O Silêncio de Lorna”, “O Miúdo da Bicicleta” vem confirmar que os irmãos Dardenne encontraram, algures, um coração: já não filmam seres humanos compenetrados na “animalidade” de uma luta pela sobrevivência, filmam seres humanos no momento em que, justamente, a “humanidade” se lhes impõe.» - Luís Miguel Oliveira, Público

Sinopse: Cyril, de quase 12 anos, tem um único plano: encontrar o pai, que o deixou temporariamente num orfanato. Por acaso, conhece Samantha, uma cabeleireira que aceita acolhê-lo aos fins-de-semana. Mas será este amor suficiente para acalmar a raiva que tanto sente?

Festival de Cannes 2011:
Vencedor do Prémio Especial do Júri 
Prémios do Cinema Europeu 2011:
Vencedor do Prémio de Melhor Argumento 
Nomeado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Actriz

domingo, 13 de maio de 2012

Thom Yorke - This

Thom yorke continua por caminhos sonoros que, em mim, se começam a entranhar. Lá dizia o Pessoa," primeiro estranha-se depois entranha-se". O vídeo é muito bom. Vejam!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

ABC renova "Revenge", "Once Upon a Time", "Grey's Anatomy" e mais quatro séries






A ABC anunciou também algumas das suas renovações para a próxima temporada: Revenge, Once Upon a Time, Grey's Anatomy, Suburgatory, Castle, The Middle e Modern Family.


Revenge, Suburgatory e Once Upon a Time são renovadas para a sua segunda temporada, após uma primeira temporada bem sucedida. Grey's Anatomy consegue a sua nona temporada: o que já estaria de certo modo garantido após o anúncio que Ellen Pompeo e outros actores do elenco original teriam assinado renovação do contrato por mais dois anos. Contudo esta notícia pode indicar um fim não auspicioso para algumas das personagens no final desta temporada, já que não constam na lista de actores que assinaram renovação. Já Castle, depois de ter terminado esta temporada, com uma audiência de 12.5 milhões de espectadores, garantiu também uma quinta temporada, enquanto que The Middle e Modern Family irão para a sua quarta temporada.


A ABC ainda não se pronunciou acerca de séries como Don't Trust That B---- in Apartment 23, Happy Endings ou Last Man Standing.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Stream: The Walkmen – “We Can’t Be Beat”

Published here

The Walkmen realize music fans can be an impatient bunch, especially in regard to anticipating an album. So it’s great they haven’t been reluctant in streaming new material off their upcoming album Heaven, out May 29th. Last month it was the self-titled cut, and just a week later the excellent “Heartbreaker“. Now we get the joyous and crispy-clean “We Can’t Be Beat”.

It’s not quite as stripped-down as the twangy “Your Southern Soul”, another Heaven slow-churner, but the introduction of “We Can’t Be Beat” relies solely on trickling acoustics and Leithauser’s vocals. The sound is initially more restrained than usual, making Leithauser’s voice even more prominent, and less buried behind guitars like on most Walkmen tracks. But when he lets out a big “Ohhh-ohhhh” proclamation about mid-way through (02:40), and the track picks up steam, it resembles what we know and love from The Walkmen — with a bit more perkiness and optimism than usual.

Here’s a video I took of a track off Heaven, “Your Southern Soul”, when the band performed for free in Hoboken on 10/16:


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Jack White, Blunderbuss



Jack White 
“Blunderbuss” Third Man Records / Popstock
4 / 5
Passaram cinco anos desde Icky Thump, aquele que seria o derradeiro álbum de originais dos White Stripes (cabendo contudo ao posterior registo ao vivo Under Great White Northern Lights o fechar da loja). Pelo caminho Jack White lançou um segundo álbum com os Raconteurs, dois com os Dead Weather e colaborou numa série projetos pontuais. E foi precisamente de uma sessão agendada para mais uma parceria que nasceu a primeira mão cheia de canções das quais acabaria por emergir o seu primeiro álbum a solo. Criado na sequência de uma separação, todo um mundo de reflexões e auto-críticas que daí decorrem habitando as letras das canções,Blunderbuss tem recebido frequentes comparações ao clássico Blood on The Tracks, um paradigma clássico da noção de breakup album assinado por uma das referências maiores para o músico: Bob Dylan. Mas a personalidade de White é tão evidente de fio a pavio no alinhamento de um disco que não carece do convocar da caução de quem quer que seja para se afirmar como um dos (raros) grandes momentos que a culturarock’n’roll escutou nos últimos tempos. Sem convocar o caráter minimalista que morava em muitas das gravações dos White Stripes, porém encontrando talvez em Get Behind Me Satan algumas possíveis raízes, Blunderbuss é um disco feito de grandes canções por um autor que conhece bem as linguagens que aqui visita. Cruzam-se aqui caminhos diferentes de referencias várias do grande livro do rock’n’roll (dos ecos mais remotos que cita em Trash Tongue Talker ao reencontrar da alma motriz dos próprios White Stripes em Sixteen Salteens), os momentos mais marcantes do alinhamento acontecendo contudo sob o clima rítmica e eletricamente menos intenso de um Love Interruption, Hip (Eponymous) Poor Boy ou o belíssimo On and On and On.Blunderbuss é um disco de ideias seguras moldadas por quem conhece a linguagem que fala e que sabe como a usar

terça-feira, 8 de maio de 2012

The Doors: o que realmente aconteceu com Jim Morrison?

 
 A nova edição da revista Classic Rock mostra até agora o mais detalhado relato dos últimos dias de Jim Morrison, incluindo uma entrevista com Sam Bernett, o homem que reivindica que Morrison morreu na boate que estava gerenciando naquela noite, a Rock’N’Roll Circus. E a Classic Rock Magazine publicou em um texto online os relatos de Bernett do que aconteceu naquela noite fatal, cuja tradução segue abaixo: Entrevista: Max Bell Sam Bernett: Eu estava na boate aquela noite, 2 de julho, e Jim entrou por volta da uma da manhã, 3 de julho. Ele estava no bar, como era usual. Ele estava com alguns amigos que eu não conhecia. Ele estava esperando as pessoas trazerem alguns produtos para Pamela (nota do tradutor: ex-namorada de Jim Morrison). Ele estava esperando. Ele bebia, nós nos falamos, eu o ouvia. Eu estava ocupado como o gerente do clube. Eu não estava sempre próximo a ele. Eu trouxe a ele alguns drinks. Alguns caras vieram e então, por uns 20 minutos, ele não estava mais no bar. Ele desapareceu. Então a garota responsável pela chapelaria do andar de cima… me procurou. Ela estava preocupada porque uma porta tinha sido trancada já havia um bom tempo e as pessoas estavam reclamando que não conseguiam entrar. Eles bateram na porta, alguém aí? Sem resposta. Então eu verifiquei com ela. Nenhuma resposta mesmo. Eu não sabia que Jim estava atrás da porta. Eu chamei meu segurança para arrombar a porta e lá dentro estava Jim. Sentado no banheiro sem reação, como se estivesse dormindo ou nocauteado, suas calças ligeiramente abaixadas. Ele estava sentado com sua cabeça para baixo e seus braços para baixo, como um cara morto. Eu o agitei. Eu o olhei no rosto, sem reação. Ele tinha espuma no nariz e nos lábios. Eu falei para a garota conseguir um médico. Eu tinha um amigo, um cliente, lá toda noite – ele estava no clube. Ele veio, olhou para Jim, e começou um pequeno check-up. (Então) ele me olhou e disse: “Esse cara está morto”. Eu disse imediatamente: “Chamem os bombeiros, os paramédicos!” De repente dois caras que tinham estado no clube com Jim vieram e disseram: “Ele não está morto, ele só está um pouco acabado. Não chamem a polícia, não chamem sua família, nós o levaremos de volta pra casa” Eu disse: “Não, isto é impossível. Nós temos que chamar a polícia e os médicos”. “Não”, eles disseram, “esqueça. Nós o levaremos para fora do clube. Nós podemos usar a porta dos fundos? Não a porta da frente”. “Não! Não podem”. Então o dono da boate foi chamado, todo mundo se dispersou – não Paul Pacini (o dono da boate), o braço direito de Jim. Ele disse: “Não chamem a polícia, nós não queremos encrenca. Eles fecharão o clube e nós teremos um escândalo” Eu disse: “Você não pode fazer isso“. E ele disse: “Eu sou o chefe, você faz o que eu digo”. Os dois caras o pegaram e o levaram para fora do clube através do Alcazar (o clube vizinho ao Circus), então o levaram para a porta de entrada do clube oposto à Rua de Seine e que dá entrada para o Circus. O clube estava fechado, o cabaré tinha acabado, exceto poucas pessoas que olhavam para ver o que estava acontecendo. A partir daí eu não sei o que aconteceu. Eles o levaram para o apartamento. Eles me contaram que o colocaram na banheira e esperaram por uma hora e meia as pessoas chamarem os paramédicos. Pâmela estava no apartamento, fora de si, gritando. Estava completamente transtornada. Quando eu escrevi meu livro (publicado na França em 2007, The End – Jim Morrion) (nota do tradutor: O fim – Jim Morrison) eu fui à polícia e aos paramédicos. O bombeiro me contou que ele sabia que Jim tinha morrido mais cedo. “Esse cara já estava morto por algumas horas”. O comissário de polícia me contou a mesma coisa: “Nós sabíamos que havia alguma coisa errada com a história”. Eu não sei o porquê, mas ele disse: “É verão – olhe, eu estou saindo de férias amanhã”. Ele queria encobrir algo rapidamente, então ele assinou os papéis. Ele não acreditou na história que lhe contaram no apartamento. Foi estranho e falso, mas ele já tinha ido. Eu não pude te contar [os nomes de] algumas pessoas que estavam no clube. Eu não pude colocá-los no meu livro [por razões legais]. Mas eu estou dando a vocês meu relato de vítima. O que aconteceu depois e o porquê dos policias e todo mundo mais que não me contaram a verdade, que encobriram algo, eu não entendo. Meu amigo médico estava certo de que Jim estava morto. Eu não irei dizer seu nome porque ele está morto, mas sua família ainda está viva. Eu esperei 35 anos para contar minha história porque eu fiquei de saco cheio com as pessoas me fazendo perguntas toda as vezes em que a data da morte de Jim está próxima. Minha esposa disse: “Pare de se lamentar e escreva seu livro então”. Eu não mantive minha boca fechada antes disso – eu apenas não fui à imprensa por vontade própria. Eu me lembro de um jantar em que eu estava sentado próximo à mãe do Oliver Stone – isso foi quando ele estava fazendo o filme de Jim e dos The Doors. E eu contei a ela: “Olhe, eu sei o que aconteceu, se seu filho estiver interessado”. Eu contei a ela o que eu sabia, porém Stone não se incomodaria com aquela versão. Talvez ela nunca tenha lhe contado. Mas você sabe, a versão americana da morte do Jim é tolice. Sem sentido. A versão francesa está perto da verdade. Os americanos são ingênuos.

Você já chegou a pensar que o episódio da heroína foi apenas um horrível engano? Que ele pensou que estivesse tomando cocaína, por exemplo?
Sam Bernett: Sim, eu penso freqüentemente que ele tomou heroína por engano. É possível, claro. Ou era a heroína para Pâmela ou na verdade para ele? Mas não foi a primeira vez que ele se drogou. Eu não acho que ele estava tentando cometer suicídio. Não havia razão para ele cheirar heroína 90% pura, mas talvez aquilo foi seu erro. Aquela coisa era forte o suficiente para matar você em menos de um minuto se você não soubesse o que estava fazendo. Mas você vê, a heroína era muito comum no cenário underground em Paris, especialmente entre os músicos. Muito mais comum do que a cocaína que ainda era muito rara. A heroína era grande com o “demi monde, a la mode” com pessoas como Chet Baker (nota do tradutor: trompetista famoso de jazz norte-americano), a droga circulava especialmente com os caras do jazz nos clubes no Latin Quarter. Quanto a Morrison, eu sei que ele ficava de saco cheio de ser um artista pop. Ele queria ficar em Paris e escrever sua poesia. Isso é o que ele sempre me contou. "Estou cansado de The Doors. Eu quero desistir". E ele fez isso. Ele desistiu para sempre. 
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Ainda este ano:
A música encontrada pelo produtor Bruce Botnick é o principal atrativo da edição comemorativa dos 40 anos do álbum “L.A. Woman”, e ano passado circulou incompleta na web. A edição comemorativa será lançada dia 23/01 e trará versões inéditas de músicas que saíram no álbum original, “L.A. Woman 40th Anniversary Edition” e um DVD, “Mr. Mojo Risin’: The Story of L.A. Woman”, com um documentário sobre os bastidores da gravação do disco.

Link para ouvir She Smells So Nice - The Doors:


 Fonte: The Doors: o que realmente aconteceu com Jim Morrison?
- Curiosidades http://whiplash.net/materias/curiosidades/112728-doors.html#ixzz1uGlPG1Ag

segunda-feira, 7 de maio de 2012

FESTin 2012: Os destaques

Publicado em Split Screen


Começa já esta quarta-feira (dia 9 de Maio) a terceira edição do FESTin - Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa no Cinema São Jorge que terminará a 16 de Maio. O FESTin 2012 trará algumas novidades desde já o facto de passar a ser um festival pago (bilhetes entre 2,50€ e 3€) e de se ter fundido com a Mostra de Cinema Brasileiro, anteriormente organizada pela Fundação Luso-Brasileira. Aproveitando esta fusão e no âmbito das comemorações do Ano do Brasil em Portugal, esta edição do festival dedicar-se-á especialmente ao cinema brasileiro. O festival apresenta ainda uma retrospectiva do argentino Hector Babenco (Kiss of the Spider Woman) e do brasileiro Jardel Filho (Pixote). Este ano o festival apresentará uma secção musical com exibição dos documentários brasileiros As Batidas do Samba (2010) e Mamonas Para Sempre (2009), mantendo a secção Mostra Inclusão Social pelo Cinema, que entre doze curtas-metragens de âmbito social, exibirá o filme Nada Fazi, de Joao Miller Guerra e Filipa Reis, vencedor do Prémio de Cinema Português do Fantasporto 2012.
O Split Screen passa a apresentar os seus destaques do certame:


VIPs (2010), de Toniko Melo
Filme de abertura. Wagner Moura (Tropa de Elite) protagoniza a biopic de Marcelo Nascimento da Rocha, conhecido como o maior vigarista do Brasil, acusado de ter forjado dezasseis identidades, entre as quais ter fingido ser o filho do dono da transportadora aérea brasileira, Gol, conseguindo fazer amizade com famosos numa grande festa no Recife. Venceu o prémio de Melhor Filme, Melhor Actor, Melhor Actor Secundário e Melhor Actriz Secundária no Festival do Rio 2010.


Filme de encerramento do festival, marca a estreia no cinema de Tadeu Jungle. O filme é uma comédia centrada na história de um homem (Lazaro Ramos) que não sabe dizer "não", acabando por se envolver numa série de peripécias para agradar ao seu chefe e à sua família. 


Copa Vidigal (2010), de Luciano Vidigal
Documentário estreado no Douro Film Harvest 2011, centrado no campeonato de futebol de favelas no monte do Vidigal (Rio de Janeiro), com o objectivo de trazer a paz de volta numa área em constante disputa entre traficantes de droga.


Eu Eu Eu, José Lewgoy (2009), de Cláudio Kahns
Documentário sobre a trajectória profissional do actor José Lewgoy, traçando fases da história do cinema e da televisão brasileira. Falecido em 2003, o actor é conhecido pelo percurso internacional, raro no cinema brasileiro, tendo até participado no filme Fitzcarraldo (1982), filme de Werner Herzog.


Comédia sobre uma família em dificuldades financeiras que tentam que a filha (Marisol Ribeiro) engravide do cantor famoso Ivan Carlos (Caco Ciocler), para que assim garantam uma pensão. O problema é que não contavam com a mulher ciumenta do cantor, interpretada por Luana Piovani.


Primeira longa-metragem do cineasta Pola Ribeiro, que se foca em temas como o preconceito e os conflitos religiosos. A narrativa-se centra-se num bancário, negro e bissexual, casado com uma mulher branca e evangélica.


Comédia de humor negro na qual o narrador é um liquidificador que ganhou vida quando lhe foi trocada a hélice. No filme, a rotina de um casal é alterada quando o marido desaparece e a esposa vai à polícia comunicar o seu desaparecimento.


Primeira longa-metragem de Gustavo Pizzi sobre a vida de uma actriz que vê a sua carreira mudar depois de uma audição para um filme estrangeiro. Karine Teles (Madame Satã) ganhou o prémio de Melhor Actriz no Festival do Rio 2010.


Adaptação do livro homónimo de Ziraldo sobre uma professora com métodos didácticos muito diferentes do normal, nos anos 40. Protagonizado por Paola Oliveira, o filme marca o último trabalho do recém-falecido Chico Anysio.


A Antropóloga (2011), de Zeca Nunes Pires
O filme retrata Florianópolis com um novo olhar, falando da memória colectiva, usos e costumes da vida de uma comunidade localizada na Lagoa da Conceição, no mesmo cenário onde há 260 anos chegaram povoadores açorianos. O filme conta com co-produção da RTP Açores.


Primeira longa-metragem do português João Marco, produzida de forma independente e inteiramente filmada no Algarve. O filme centra-se em Tomás (Mário Spencer) e Sofia (Joana Costa), casados há cinco anos, mas que acabam por entrar numa grande crise emocional.


Amor? (2011), de João Jardim
Do co-realizador de Lixo Extraordinário (2010), chegam oito histórias diferentes de casos de violência, física ou psicológica, contra a mulher. Numa fusão entre cinema documental e ficção, baseia-se em depoimentos reais, reproduzidos por actores profissionais.


Dez anos após a sua separação e um dia antes da mudança de Júlio para a Noruega, Ana reencontra-o e a seu convite, visita lugares do seu passado e que poderão reacender a chamar desse amor.


Baseado no livro Por Trás do Véu de Isis, de Marcel Souto Maior, o filme segue três mulheres com problemas familiares que recorrem à ajuda do médium Chico Xavier (Nelson Xavier). A actriz Tainá Müller (Tropa de Elite 2) venceu o prémio do Público para Melhor Actriz Secundária, nosPrémios Contigo 2011.


Clara di Sabura, de José Lopes
Da Guiné-Bissau, o filme é inspirado num poema do jornalista Mussá Baldé e centra-se na história de uma menina que apesar de ter sido criada pela sua avó com carinho e protecção, acabou por não acatar os seus conselhos.


Estreia do português Bruno Cativo, centra-se num jovem estudante de cinema que escreve o seu primeiro best-seller aos 21 anos. Pedro Barroso (Doce Tentação) interpreta esse jovem, para quem os bens materiais têm pouco significado, ao contrário da sua namorada (Diana Nicolau).


Febre do Rato (2010), de Cláudio Assis
Vencedor de oito prémios do Festival de Paulínia 2011, incluindo Melhor Filme, centrado em Zizo, um poeta inconformado e de atitude anarquista. "Febre do rato" é uma expressão popular típica da cidade de Recife que designa alguém que está fora de controlo.


Sequela de O Bandido da Luz Vermelha (1968), que imagina a personagem principal trinta anos depois dos acontecimentos, como um presidiário que descobre que tem um filho e resolve encontrá-lo.


O Guri (2011), de Zeca Brito
O filme centra-se na maldição do lobisomem que paira sobre as terras da fronteira gaúcha, em tempos de guerra, sob o ponto de vista do menino Lucas.


O filme aborda a realidade de um jovem que vê o seu estilo de vida mudar quando acaba por ser posto fora de casa dos tios, por quem foi criado. É aí que acaba por conhecer um produtor musical que mudará o seu destino.


O filme relata os dramas sociais vividos no submundo da cidade de Salvador, entre exploração sexual, tráfico de drogas, pedofilia, trabalho infantil e delinquência, num registo da infância brasileira na primeira década do século XXI.


A programação completa pode ser consultada no sítio oficial.