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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Manchester's Hacienda nightclub announces 30th anniversary celebration plans

Manchester's Hacienda nightclub announces 30th anniversary celebration plans
Manchester's influential Hacienda nightclub has announced that it will be hosting three one-off events to celebrate the club's 50th anniversary.

The events, which are named X1, X2 and X3, will take place in late May and early June. The first will take place in the car park of the Hacienda, which is now a block of apartments. The other events will happen in the city's Sankeys nightclub.

X1 will take place on May 21 in the Hacienda's car park, X2 on June 2 in Sankeys with former Hacienda residents Laurent Garnier and Justin Martin among the line-up. Finally, X3 will happen on June 4, with a stellar cast that includes Peter Hook, Dave Haslam, Graeme Park and John Da Silva.

As well as the three events, there will also be a new clothing collection named 'Label, Location, Legacy' launched to coincide with the anniversary and a photography exhibition. 

The line-up for the Hacienda's 30th anniversary celebrations is as follows:

X1 – Haçienda 30 @ The Haçienda Apartments Car Park - May 21
Line-Up TBC

X2 – Haçienda 30, Sankeys – June 2
Laurent Garnier, Justin Martin, Oli Furness and Special Guests 

X3 – Haçienda 30, Sankeys – June 4
Kevin Saunderson, Graeme Park Allister Whitehead, Tom Wainwright, Jon Da Silva, 808 State DJ’s, Peter Hook, Mc Tunes, Dave Haslam, Dave Booth, Jason Boardman

Scroll down and click below to watch an NME video interview with Hacienda co-founder Hook, where he talks of his memories of his former Joy Division bandmate Ian Curtis.

Published here

sexta-feira, 20 de abril de 2012

27 anos depois, New Order reeditam «Elegia» a Ian Curtis


O negócio da música, as reedições não são nada de novo. Afinal, o que há de mais simples do que capitalizar à custa de revivalismos, de paixões antigas e da familiaridade de fãs para com os seus artistas favoritos? Agrada a gregos e a troianos, a coleccionadores e a novos apreciadores, sendo certo e sabido que nem todas as reedições e remasterizações são bem vindas – sim, estamos a olhar para ti, reedição do «God Save the Queen» para o jubileu de diamante da Raínha de Inglaterra. Not cool.

Garantimos que não foi de propósito, mas era precisamente a Inglaterra que queríamos chegar, mais precisamente a Manchester. Isto porque queremos falar da reedição em vinil que os New Order vão fazer de «Elegia», a faixa/tributo a Ian Curtis que editaram pela primeira vez no LP «Low-Life», no longínquo ano de 1985, embora com uma duração reduzida.

Agora, quase três décadas volvidas os rapazes voltam a fazer a sua homenagem ao vocalista dos Joy Division, editando a faixa na sua totalidade de 18 minutos num EP disponível pela Slow to Speak e Dope Jams. O para os indecisos ou desconhecedores, o ilícito disponibiliza aqui a faixa na sua totalidade.



O EP em causa contém ainda uma versão gravada ao vivo nas Peel Sessions de «5-8-6» e uma outra faixa dedicada à memória de Curtis, «The Him», retirada do álbum «Movement».


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Gravações raras dos Joy Division encontradas na cave do novo restaurante de Jamie Oliver

Num dos cofres encontrados estavam gravações com imagens raras dos Joy Division

O cozinheiro Jamie Oliver, conhecido pelos seus inúmeros programas televisivos, fez uma descoberta incrível. Nas obras de remodelação de um novo restaurante em Manchester, em Inglaterra, o chef britânico encontrou vários cofres, com jóias, dinheiro, armas e, nada mais nada menos que, cassetes com gravações raras dos Joy Division e dos New Order.




O novo restaurante, que está a ser construído no edifício de um antigo banco, estava a ser escavado quando na cave descobriram os cofres, datados de 1935. Segundo a edição britânica do Huffington Post, o valor total do achado é de 1,1 milhão de libras (cerca de 1,3 milhões de euros).

Ainda não são conhecidos pormenores. Desconhece-se quem é proprietário dos cofres, mas sabe-se que muitos deles tinham ouro, jóias, e até armas. Porém, o achado que mais tem dado que falar é as gravações raras dos Joy Division e dos New Order, formados depois da morte do vocalista dos Joy Division, Ian Curtis. 

Escondidos nas paredes da cave do edifício, os cofres estavam fechados e tiveram de ser arrombados pelas autoridades de Manchester e com a autorização do Bank of England (Banco de Inglaterra).

Segundo a descrição do restaurante no site de Jamie Oliver, o edifício de três andares, construído em 1928 pelo arquitecto Edwin Lutyens, foi a partir de 1935, a sede do banco Midland. O chef explica que na cave era o local onde as pessoas de Manchester guardavam os seus bens valiosos, “como heranças, lembranças e artigos de colecção”.

A notícia surgiu na imprensa britânica na terça-feira, no mesmo dia em que Jamie Oliver inaugurou o novo espaço. Por isso, a descoberta terá acontecido nos últimos meses, não se sabendo ao certo quando.

O “tesouro” foi agora entregue às autoridades, que procuram desvendar o mistério e descobrir os proprietários ou familiares.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Afinal já não há T-shirt para ninguém...

 
A t-shirt Disney inspirada no álbum «Unknown Pleasures», dos Joy Division, deixou de estar à venda. Segundo avança a Pitchfork, um representante da marca afirmou: «Assim que percebemos que podia ser um problema, retirámos das prateleiras e da loja online para revermos a situação».

Peter Hook, ex-baixista da banda, tinha dito ao «NME» que sentia que a utilização da imagem dos Joy Division era «um elogio engraçado» à banda.

A t-shirt utilizava a capa clássica do álbum «Unknown pleasures», originalmente retirada da «Cambrige Encyclopedia Of Astronomy» e escolhida pelo guitarista Bernard Summer, com ajuda do designer gráfico Peter Saville.

Ao «NME», Hook disse que não deu permissão para que a Disney utilizasse a imagem, mas que esta era do domínio público: «D e um ponto de vista legal, a imagem é do domínio público, como a Disney sabe, é um elogio que uma grande empresa como a Disney pegue numa pobre banda de Manchester que só existiu durante um par de anos. Estou espantado que eles tenham que pegar em pequenas bandas indie, mas sinto que alguém o fez como um elogio engraçado».

O rato Mickey (e os Joy Division)

Postado originalmente em sound+vision







Causou alguma sensação a T-shirt que a Disney lançou baseada na memória do grafismo que recordamos da capa de Unknown Pleasures, dos Joy Division, cruzando-a com a silhueta do rato Mickey. A MTV falou com Peter Hook, que declinou qualquer ligação à criação desta T-Shirt, demonstrando contudo que em nada a ideia o incomodou... Os restantes ex-membros dos Joy Disvion não quiseram comentar, mas também deixaram claro que não tiveram qualquer relação com a T-shirt...





Aqui fica a imagem da capa de Unknown Pleasures (versão CD). Editado em 1979, este foi o álbum de estreia dos Joy Division (que o tempo transformou numa referencia do pós-punk), hoje recordado como um clássico. O grafismo foi uma criação de Peter Saville, designer de resto ligado à história da própria Factory Records, a editora que lançou os Joy Division.









Entenda-se que esta não é a primeira vez que Unknown Pleasures estimula ideias que vão além da mera estampagem da imagem da capa em T-shirts de fundo negro. Estas três outras variações são apenas alguns exemplos da forma como uma imagem icónica ganhou lugar em peças de roupa e calçado.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Peter Hook to play Joy Divison's 'Unknown Pleasures' and 'Closer' in their entirety - ticket details



Photo: Richard Johnson/NMEPeter Hook is set to play Joy Division's 'Unknown Pleasures' and 'Closer' in their entirety for two homecoming shows in November.

The former New Order bassist will perform both of the albums each night at The Lowry Theatre with his band, Peter Hook's The Light, in Salford on November 18 and 19.

Former Happy Mondays singer Rowetta will also perform with the band at both shows. For more information about the gigs go to Thelowry.com.



The bassist recently announced his dismay after former members of New Order Bernard Sumner, Stephen Morris and Gillian Gilbert revealed that they are to reform for two benefit shows this year without him.

The gigs, which are booked to take place atBrussels Ancienne Belgique on October 17 and Paris La Bataclan the following night, are taking place to help with medical expenses for sick friend Michael Shamberg.

Relations between the remaining members and their former bassist have been bitter since Hook left for the final time in 2007, following the album 'Waiting For The Siren's Call'.

To check the availability of Peter Hook tickets and get all the latest listings, go toNME.COM/TICKETS now, or call 0871 230 1094


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Total: From Joy Division to New Order,

Total: From Joy Division to New Order, issued by Rhino U.K. in 2011, attempts to distill the output of two connected bands to a single disc. Should you happen to want the biggest hits and an assortment of highlights, this might do the trick: “Love Will Tear Us Apart,” “Blue Monday,” and “Bizarre Love Triangle” are all included. There is one previously unreleased outtake, recorded by New Order in 2005.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Toy Division - Transmission

Muito haveria para dizer sobre este post. O trabalho do autor é irrepreensível, a sincronia do som e movimentos é muito boa. Até juntaram uma parte da introdução que pertence a outro vídeo da estreia dos Joy Divison no programa So It Goes de Tony Wilson (quando fizeram Shadowplay). Mas o melhor é mesmo verem e deliciarem-se com os "Toy Division"

Ah!... escusado será dizer que esta música é qualquer coisa! Os bonecos playmobil também não estão mal...


Comparem com o "original..."

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Joy Division em fotos




Trinta anos passados sobre a morte de Ian Curtis (a 18 de Maio de 1980, contava 23 anos), a memória dos Joy Division faz-se também pelas imagens — lembremos o filme de Anton Corbijn (Control, 2007) e o documentário de Grant Gee (Joy Division, 2007). Agora, é a vez das fotografias de Kevin Cummins, reunidas no livro Joy Division(Rizzoli, Nova Iorque), incluindo mais de duas centenas de imagens e uma conversa com Bernard Sumner; o prefácio é de Jay McInerney, que evoca a banda a partir da sua ligação ao período em que ele próprio escrevia o primeiro romance (Bright Lights, Big City).


Um acontecimento editorial e iconográfico de que podemos conhecer algumas componentes — parte do prefácio e um pequeno portfolio — através das páginas daVanity Fair.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Ask the indie professor: What is indie? And how does rainfall make it better?

This month we look at how gloomy Manchester indie could be linked to the expressive ritual cycles of Northwest Coast Indians. Oh, and I try and answer the question you all wanted to know ...


If your question wasn't answered this week (I was excited to see there were hundreds to go through) don't worry, I'm keeping them all in my old-fashioned spiral notebook. And if you've got a new question, please post below (or send to theindieprofessor@gmail.com).


Why is it that certain places tend to have flourishing indie scenes and others not so much. Seattle, Glasgow and Manchester, for example?


timbocrimbo


When I lived in Manchester, musicians regularly told me why their city produced so much good music (I never asked this). The answer was always the same: the rain. The basic rationale is lots of time inside; gloomy weather, and the need to self-entertain. Interestingly, there could be something to this explanation as one of the culture regions with the most complex and elaborate art and expressive ritual cycles is Northwest Coast Indians. On the Northwest Coast of Canada, the rainfall exceeds even Seattle. Here extended families, living traditionally in longhouses spend months inside with all of their relatives (or all of their in-laws) in small villages wedged between the rugged ocean and impenetrable cedar forests abutting rocky cliffs. Imagine this living situation as a form of Big Brother with all of your relatives, only it lasts forever. From this society, where expressions need to be contained, emerged a breathtakingly dynamic artistic tradition that extended to the adornment of every functional object, mortuary poles, and architectural forms representing the relationships between humans, animals, cosmology and reflexivity commentary on man's place in the world.


It never rained much when I was in Glasgow, but local musicians frequently discussed the wealth of venues and other places to play, and the support of fellow musicians. Having locations where bands can practise and make a lot of noise seems to be an alternative means to creating a fertile music scene. As Ann Powers mentioned to me over burgers, "Sam Coomes of Quasi told me that the entire Portland scene was because of basements". Portland houses have basements that are basically soundproof, providing ample free rehearsal and recording space for budding artists. Bands need places to play relatively undisturbed and having the support of fellow musicians creates a subterranean economy of reciprocity and inbreeding that seems to develop a local sound.

What's the most effective way of getting people to be quiet at gigs, especially as people who don't like music that much tend to be going to gigs more often these days?


badbeard


It's not that people who don't like music are going to more gigs, it's that you are getting older (not that there is anything wrong with that). People have always talked during shows. In venues without seats, there is a clear pattern of distribution of audience members correlated with age, interpersonal distances and talking. The youngest and most active audience members are at the front and they rarely talk during a band's set (other than the odd fan yelling out the titles of obscure B-sides). As audience members age, they move farther back in the venue where they have more space and tend to be involved in other activities that are not directly related to what is happening on stage. People also move during shows; if you don't like a band, you move back to talk and drink. When you are into it, you want to be in front where it's hot and your personal space is the limits of your body. Talking in the back is tolerated. Talking in the front is not. So if you want to get away from people talking, you just have to move up or go to a seated venue. Of course, that means being squashed up against a lot of younger music fans that can be a bit awkward for all involved. Now, if people are talking in the front, it means you are at a music industry showcase and you need to figure out how you ended up there in the first place.


This may be a dumb question, but what criteria are you using for "indie" here – musical/hairstyle, or artists who aren't signed to a major?


Simianbaffin

Not a dumb question, and one that lots of people asked in one form or another. I'll try and tackle the question that takes 57 pages to answer in my book in the shortest way possible. "What is indie" is the issue that is most contested, dissected, and passionately debated by journalists and fans alike. For me, indie is found in the arguments people have. For example, no one argues about ownership in hip-hop and nobody worries about who wrote the music to decide if you are "jazz" or not. For indie, there are five major arguments. I like to think about them as teams. First is "Team Independent Label/Distribution". For people who use this definition, it doesn't matter what you sound like or your practices. You just need the label (US) or distribution (UK) of the artist to be not owned by one of the four major international record corporations. The ideal is that independent labels interfere less, are more ethical, are "small" and reflect a local scene. However, no one seems to worry about the ownership of artists' publishing companies or booking agencies. This tells you independent ownership is more about perception of autonomy rather than actual autonomy. Second is "Team Attitude". For "Team Attitude" it is about the spirit of independence, the most punk criterion. This would include artists with creative control, DIY practices, egalitarian non-conformists who value individualism. Third is "Team Aesthetics/Genre". This is the one that creates the most exasperation for purists. Here, indie would be stylish four-piece beat combos with skinny guys and skinny girls in skinny jeans wearing their everyday clothes on stage, a twee, retro, or lo-fi sound, simple songs with intelligent, nostalgic, escapist, or depressing lyrics. This team allows audience members to be indie as well. Fourth is "Team Taste". These elitists claim to recognise the most authentic and quality music, it's just that the best music is the music that they like. It's a question of "artistic merit" and it is why Mr Tomfoolery "indie kids pretend to like rap music". They are the aesthetically elect. They are also the objects of collective ire.



Finally, there is "Team Non-Mainstream" (whatever the mainstream is, I am not). The mainstream is seen as a bloated centralised authority run by corrupt bureaucrats more concerned with sales than artistic expression. Therefore, indie would be anything that is the opposite of what we perceive as mainstream: diminutive, intimate, local, personalised, modest, original, intelligent, raw, austere, and substantive. I'm not privileging any of these teams. People want you to choose a side. Yet, if you take these premises together, you'll find out that they have more in common than you might initially think.



Where is the actual landfill? Is it toxic? Is it full yet? Do the neighbours complain?


TerminalDecline



Yes, there is a landfill. It's non-toxic. It's not full, and the only people who complain don't live nearby. The indie landfill is found at your local festival. The glut of festivals in Europe (now in America as well) has meant that not only do promoters need big headlining acts, but also moderately popular bands to fill the many slots on the various stages throughout the day and night: Bands on the way up; touring stalwarts, reunited bands and groups with only a single ride on the pony.


Why is this? In the late 1980s, there were relatively few popular "destination" music festivals: the UK's Glastonbury and Reading, Denmark's Roskilde, Belgium's Rock Werchter and Pukkelpop, Netherlands' Pinkpop, and Spain's Benicassim. In 1989, Mean Fiddler took over Reading Rock selecting a radically different lineup. It gathered an entirely different festival crowd. A new style and market was seen as attracting a large young audience for live music.


Initially, with relatively few festivals, each booker could be selective regarding which bands they chose to play. So if a band were playing Reading, then Glastonbury wouldn't choose them. With success, festivals have proliferated, a trend that continues unabated in 2010s. The competition for popular bands by bookers is more marked. Promoters stopped caring if they have exclusivity for a particular artist. This has created the generic festival bill with lineups that are interchangeable and the exact same bands playing at many overlapping festivals. Destination festivals need bands to play early and mid-level slots during the daytime. There has always been a place in music for one-hit or one-album wonders. As part of indie's system of authenticity, a band needs to be able to play their music convincingly live. They cut their teeth in rubbish venues without the bells and whistles of other music styles. Indie bands' abilities to set up and play solidly live with austere production make them ideal candidates for these mid-level festival slots. As long as destination festivals are flourishing, there will be space in the landfill. But remember, your filler band may be playing my ringtone.


in:http://www.guardian.co.uk/music/musicblog/2010/jul/19/ask-indie-professor

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ian teria hoje 53 anos

Faz hoje exactamente 30 anos que Ian Curtis decidiu deixar o planeta, pelo menos o nosso, pois ele, à sua maneira foi vivendo alternadamente entre os planetas que existiam na sua mente. É figura incontornável e atrevo-me mesmo a dizer que os Joy Division fizeram uma música que mudou o próprio conceito de música. A música servia de exorcismo aos fantasmas que o atormentavam, o conceito de música para ouvir/descontrair deixava de fazer sentido numa Manchester negra. Como era "cool" a depressão, a angústia e o sofrimento. Os New Order fugiram a sete pés mal puderam... é que ali cheirava-se a terra molhada.
Termino com este excerto do Diário de Notícias acerca da data que hoje se relembra:

Passam hoje 30 anos desde que morreu o mítico vocalista dos Joy Division.
É impensável imaginar a cultura pop das últimas três décadas sem a figura de Ian Curtis. Porquê? Só nos últimos dez anos vimos nascer uma série de grupos que certamente não teriam sido os mesmos se, por mero acaso, Curtis nunca se tivesse juntado a Peter Hook, Bernard Sumner e Stephen Morris e formado os Joy Division. Dos Interpol aos Bloc Party, passando pelos Editors, Mount Sims ou The National, todos incorporam claras influências do grupo nascido em Manchester no final dos anos 70.
No entanto o músico só precisou de gravar dois álbuns com os Joy Division para marcar para sempre os caminhos da música popular. Não é por isso de admirar que o tema Love Will Tear Us Apart, o maior sucesso do grupo, se tenha tornado numa das canções que mais vezes foi reinterpretada por outros nomes que não os Joy Division, dos Smashing Pumpkins aos Nouvelle Vague até aos portugueses Moonspell.
Nos últimos anos vimos também um despontar de filmes centrados na figura de Ian Curtis e/ou da banda em que se celebrizou. Em 2008 chegou às salas de cinema o documentário de Grant Gee simplesmente intitulado Joy Division. Como seria de prever, este título faz um percurso pela história dos quatro músicos de Manchester que, segundo reza a lenda, depois de verem um concerto dos Sex Pistols a 4 de Junho de 1976, decidiram formar uma banda. Primeiro com o nome Warsaw (inspirado no tema Warsawa de David Bowie), e mais tarde adoptando o nome Joy Division.
Se o documentário de Grant Gee se foca na história do grupo, já Control (2007), realizado por Anton Corbijn, é concretamente um biopic de Ian Curtis, baseado na biografia escrita pela mulher do músico, intitulada Carícias Distantes (editada em Portugal em 1996 com tradução de Ana Cristina Ferrão). O actor britânico Sam Riley, nascido em 1980, interpretou o músico que se suicidou nesse mesmo ano. Já a história de Anton Corbijn não se faz sem referir os Joy Division, uma vez que o holandês é não só autor de algumas das fotografias mais emblemáticas do grupo, como chegou mesmo a realizar um teledisco para Atmosphere, oito anos depois da morte de Curtis.
O seu suicídio é um daqueles momentos que se tornou lenda na história da cultura pop. Ninguém pode afirmar ao certo as razões que o levaram a tomar essa decisão nas vésperas dos Joy Division iniciarem uma digressão pelos EUA e que significaria também um "salto" para um maior mediatismo. E como várias vezes já aconteceu na história da música popular, foi somente depois da trágica morte do cantor que os Joy Division começaram a ter uma maior projecção global.
Não são raros os casos de músicos que assumem publicamente que não teriam sido os mesmos sem ouvir Ian Curtis. Inclusivamente em Portugal. Basta recordar as palavras de Pedro Oliveira, vocalista da Sétima Legião, que chegou mesmo a dizer: "Ouvi-o (Ian Curtis) cantar e aquilo mudou a minha vida".
A importância que o músico e os Joy Division tiveram na cultura popular, muito pela reinvenção pop de que foram responsáveis, foi claramente registada em 2002 no filme 24 Hour Party People, de Michael Winterbottom. O filme foca-se essencialmente no movimento musical que nasceu em Manchester no final dos anos 70 à volta da editora Factory, e mesmo que os Joy Division só tenham existido até ao dia da morte de Curtis, eles foram dos grandes protagonistas do que então se viveu.


Aqui fica uma ode à saudade. Continuo a ouvir Joy Division e a ficar imóvel perante tal beleza!





sexta-feira, 16 de abril de 2010

Rafters fecha


É mais um espaço com história pop/rock que fecha as portas. Este em Manchester, no Reino Unido. Chamava-se Rafters, quando Tony Wilson ali viu pela primeira vez os Joy Division (em 1978), e encerrou definitivamente esta semana. O NME confirma o fecho do clube, que entretanto havia mudado de nome.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Joy Division cover designer Peter Saville makes rare LA appearance


The renowned designer discusses his time at Factory Records, new job



Renowned designer Peter Saville, who created iconic album covers for bands including Joy Division, New Order, Suede and Roxy Music, gave his first ever public discussion in Los Angeles about his work last night (April 1).

The Manchester native took part in a Q&A in Beverly Hills in which he discussed his time working with Tony Wilson at Factory Records in the late 1970s and early 1980s, and the Hacienda nightclub, as well as his new role as Creative Director for the City of Manchester.

"We founded Factory Records out of idealism and naivety," he said of the legendary label that was home to Joy Division, New Order and Happy Mondays. He went on to explain that the first money the label made came after Joy Division's singer Ian Curtis died, and they didn't know what to do with it.

"There was a hole in the ground in Manchester and we proceeded to throw Joy Division's money into it and then New Order's," he said, referring to the Hacienda nightclub where the 'Madchester' scene was born.

Speaking about his design philosophy, he said, "I made things the way I wanted them to look. I made covers as objects I wanted to have in my life." He admitted to learning from his clients including Pulp's Jarvis Cocker and Roxy Music's Bryan Ferry.

Lastly, he touched on his new role promoting arts in the northern English industrial city. "Coming from a second city that's not the capitol helps you raise your game, and that's a good thing," he said.

The Charlatans frontman Tim Burgess spun tunes at a reception following the discussion.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Baixista do New Order vai reabrir a Factory


Peter Hook vai transformar o antigo prédio da editora em discoteca.FAC251 promete hits do Happy Mondays, Joy Division e novas bandas



A editora Factory – um dos nomes mais importantes para a divulgação da música eletrônica inglesa nos anos 80 – vai reabrir suas portas em Manchester. Segundo informa a BBC nesta quarta-feira (13), Peter Hook, baixista do New Order, inaugura no próximo dia 29 no mesmo local onde funcionavam os escritórios da empresa, a casa de shows FAC251.

O espaço está desocupado desde 1993, quando o empresário Tony Wilson anunciou o fim da gravadora. A Factory lançou nomes importantes do pós-punk como Joy Division, New Order e Happy Mondays.

As instalações da FAC251 terão assinatura de Ben Kelly, o arquiteto responsável pelo projeto do Hacienda - casa noturna considerada o embrião da cena clubber na Inglaterra. A história da famosa disco é contada no filme “A festa nunca termina”, de Michael Winterbottom.

O novo clube terá três andares, com capacidade para 350 pessoas.

Hook promete se apresentar nas festas do FAC251 tocando hits que fizeram parte do catálogo da Factory, mas também dará espaço para novas bandas.





quinta-feira, 12 de novembro de 2009

quinta-feira, 11 de junho de 2009

V/A: "FAC 2 - A FACTORY SAMPLE" (1978)

01 Joy Division : Digital
02 Joy Division : Glass
03 Durutti Column : No Communication
04 Durutti Column : Thin Ice (Detail)
05 John Dowie : Acne
06 John Dowie : Idiot
07 John Dowie : Hitler's Liver
08 Cabaret Voltaire : Baader Meinhof
09 Cabaret Voltaire : Sex In Secret
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Link: http://www.mediafire.com/?l2zyedtmejt
.

Referência: Coletânea da clássica Factory Records, gravadora de Manchester casa de Joy Division, New Order, A Certain Ratio, The Wake, Durutti Column e inúmeras outras bandas fundamentais. "Fac 2: A Factory Sample" é o primeiro registro da gravadora de Tony Wilson, e isso fica claro na qualidade sonora do registro, crú, intenso e urgente ao extremo. A Factory até então, em 1978, era um clube noturno pras bandas locais, até que virou um selo (Ao lado da Creation, Sarah, 4AD, a Factory é daquelas que te faz comprar o disco pelo selo, dada a qualidade). Mais tarde o mesmo Wilson, e sua trupe da Factory, fundou outra casa noturna, a Hacienda. O primeiro registro foi um 7" duplo, no primeiro disquinho Joy Division (lado a) e Durutti Column (lado b). O disco 2 tinha John Dowie (lado a) e os desorientados do Cabaret Volteire (lado b). Um registro que soa como datado pra alguns, mas que deixa Manchester viva em minha mente. Magistral.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Tempos de Crise

This is a crisis I knew had to come,
Destroying the balance I'd kept.
Doubting, unsettling and turning around,
Wondering what will come next.

Is this the role that you wanted to live?
I was foolish to ask for so much.
Without the protection and infancy's guard,I
t all falls apart at first touch.

Watching the reel as it comes to a close,
Brutally taking it's time,
People who change for no reason at all,
It's happening all of the time.
Can I go on with this train of events?

Disturbing and purging my mind,
Back out of my duties,
when all's said and done,
I know that I'll lose every time.

Moving along in our God given ways,
Safety is sat by the fire,
Sanctuary from these feverish smiles,
Left with a mark on the door,
Is this the gift that I wanted to give?
Forgive and forget's what they teach,
Or pass through the deserts and wastelands once more,
And watch as they drop by the beach.

This is the crisis I knew had to come,
Destroying the balance I'd kept,
Turning around to the next set of lives,
Wondering what will come next.



terça-feira, 21 de abril de 2009

JG Ballard morre aos 78 anos


Morreu aos 78 anos, o cultuado escritor JG Ballard, autor entre outros do livro "O Império do Sol".
Além de ter inspirado o cineasta Steven Spielberg, que adaptou a famosa obra aos cinemas, a obra de Ballard é responsável pelo nome do primeiro

álbum da banda Klaxons, Myths Of The Near Future, assim como por muitas canções da banda.
A faixa de abertura do segundo (e último) disco do Joy Division, Closer, foi inspirada no livro "The Atrocity Exhibition", de 1969.
O grupo Manic Street Preachers incluiu algumas palavras de Ballard na canção "Mausoleum", e o vocalista do Radiohead, Thom Yorke, é fã confesso do trabalho do autor britânico.
JG Ballard havia sido diagnosticado com câncer de próstata avançado em 2006, e faleceu em decorrência da doença.

domingo, 8 de março de 2009

Órfãos de Ian Curtis


Os anos New Order na Factory, versão revista e aumentada. De "órfãos" de Ian Curtis ao tecno de Ibiza. Leia a crítica BLITZ às últimas reedições da banda.

"Tinha sete minutos e meio, mas até a BBC Radio 1 encontrou espaço para "Blue Monday" no Verão de 1983" - assim começa o texto introdutório do livreto da reedição de Power, Corruption & Lies , segundo álbum dos New Order.

Dois anos antes, uma banda "órfã" de Ian Curtis, que se suicidara em Maio de 1980, transformava os Joy Division em New Order, mas mantinha o produtor, Martin Hannett, e um consequente cinzentismo sonoro apenas aqui e ali iluminado (veja-se a antítese entre "Ceremony" e "Dreams Never End"), o fantasma do passado ainda a pairar em Movement - o próprio título é mais Joy Division do que os próprios Joy Division.

Nesse Verão de 1983, acontece a emancipação sob a forma dos versos "How does it feel / to treat me like you do / When you've laid your hands upon me / And told me who you are" e diz-se agora que assim mudou a face da música de dança. Neil Tennant, dos Pet Shop Boys, terá considerado mudar de mister quando a ouviu pela primeira vez; Dave Stewart, líder dos Eurythmics, mandou trabalho feito à malvas e recomeçou um álbum do zero. E os New Order, confortáveis com a eficácia suprema do formato single, não chegaram a incluí-la no álbum que se seguiu. "Blue Monday", já que perguntam.
Pejado de sintetizadores, Power Corruption & Lies começou nos clubes nova-iorquinos e prosseguiu na discoteca Haçienda, o tubo de ensaio da Factory do "rock impresario" Tony Wilson. A "epifania", como lhe chama Bernard Sumner, resultou em canções distantes da new wave vigente, mais próximas de uma visão de futuro.

Dois anos depois, Low-Life é a consumação do "pecado", estocada final na filiação pós-punk com "The Perfect Kiss" a fazer as vezes de "Blue Monday" e "Shellshock" a furar o mainstream norte-americano, cortesia da banda-sonora de Pretty In Pink , de John Hughes. A "banda estranha que toca música comercial" estava, finalmente, alinhada com o "momentum" que criou.
Em 1986, ano em que os Pet Shop Boys editam o primeiro álbum - e fazem "lots of money" com "West End Girls" e, claro, "Suburbia" - , os New Order reintroduzem a guitarra como forma motriz e esboçam o seu álbum mais pop até à data. Brotherhood populariza as linhas de baixo de Peter Hook que fizeram de Peter Hook praticamente um sinónimo (ou prolongamento) do instrumento que tocava ("Way of Life" e "Paradise" são exímios exemplos).

É, curiosamente, com um dos temas mais "hi-tech" que Brotherhood chega ao Olimpo: "Bizarre Love Triangle", melodia irresistível, arsenal electrónico de fazer inveja a Stock Aitken Waterman, aplicadores da estética hi-nrg em tecido de potencial pop (e fazedores de, entre outros, Kylie Minogue e, errr, Rick Astley).

Technique , três anos depois, poderia soar a música fora de tempo, mas caiu com estrondo em cima do emergente empreendimento acid-house. Quatro meses em estúdio mediterrânicos (Ibiza, pois) tiveram os seus custos: a Factory afundava-se em águas baleáricas numa festa sem limites que só resulta na gravação de um álbum por um triz.
As cinco reedições dos New Order na Factory - editadas pouco depois do 30 aniversário da editora, cada uma com CD extra destinado a versões 12", lados-B e singles avulso - revelam também o trabalho gráfico inconfundível de Peter Saville, um dos elos da intervenção artística da casa de Manchester.

E, nas entrelinhas, desvendam um rasto de desgraça: a Factory faliu, o produtor Martin Hannett faleceu em 1991, Rob Gretton (o manager dos Joy Division, New Order e co-fundador da Factory) desapareceu em 1999, Tony Wilson sucumbiu a um cancro em 2007, a Haçienda foi demolida. E os New Order chatearam-se e já não existem. O resto são cantigas.

Texto de: Luís Guerra disponível em www.blitz.aeiou.pt