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terça-feira, 19 de julho de 2011

Hugo


Assim como Roman Polanski um dia realizou Oliver Twist (2005), também Martin Scorsese se virou para os filmes de aventuras familiares e vai de realizar Hugo, uma adaptação cinematográfica de «The Invention of Hugo Cabret», escrito por Brian Selznick. Mas com um acréscimo: esta será a primeira incursão do cineasta, visto por muitos como um dos poucos cineastas clássicos da actualidade, no universo do 3D.



A história centra-se num menino órfão de 12 anos que vive por entre as paredes de uma movimentada estação de comboios parisiense, em 1930. A sua sobrevivência depende do anonimato, mas subitamente o seu mundo encaixa com o de uma rapariga amante de livros e o de um velho amargo, dono de uma loja de brinquedos. O filme conta com um elenco de luxo: Asa Butterfield (The Boy in the Striped Pajamas), Chloe Moretz (Kick-Ass), Christopher Lee (The Lord of the Rings), Emily Mortimer (Match Point), Helen McCrory (The Queen), Jude Law (Cold Mountain), Sacha Baron Cohen (Sweeney Todd), Ben Kingsley (Ghandi) e Ray Winstone (The Departed).

Inicialmente era para se chamar The Invention of Hugo Cabret, mas a Paramount Pictures acabou por decidir nomeá-lo apenas como Hugo. Com argumento adaptado de John Logan (The Aviator) que volta a trabalhar com Martin Scorsese, mas numa história mais ligeira, Hugo estreia a 23 de Novembro de 2011.


Ler mais: http://splitscreen-blog.blogspot.com/#ixzz1SVD4Bw5W

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Berlim 2011 — 35 anos depois





Apetece dizer que nunca vimos assim a obra-prima de Martin Scorsese. E, objectivamente, assim é: a cópia de Taxi Driver (1976) passada na Berlinale foi uma estreia absoluta, já que resulta de um recentíssimo processo de restauro, em digital"4K", coordenado por Grover Crisp (Sony Pictures) e supervisionado pelo próprio Scorsese e pelo director de fotografia do filme, Michael Chapman. A projecção, realizada no imponente Friedrichstadt Palast, foi apresentada pelo próprio Crisp, acompanhado por Paul Schrader, argumentista de Taxi Driver e futuro realizador (American Gigolo, Cat People, Mishima, etc.). Como lembrou Schrader, os filmes que resistem ao tempo e vão persistindo no imaginário de sucessivas gerações são aqueles que nasceram a partir dos gestos mais genuínos dos respectivos criadores. Ninguém sabe prever os ciclos nem as singulares medidas do tempo cinematográfico: não sem alguma saborosa ironia, Schrader lembrou que, afinal, estávamos ali 35 anos depois do lançamento do filme, do mesmo modo que tinham passado 35 anos entre o aparecimento de Citizen Kane/O Mundo a Seus Pés e a estreia de Taxi Driver.