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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

"San Francisco", o hino da paz, da liberdade e das flores no cabelo


O cantor Scott McKenzie, que faleceu no último sábado depois de lutar durante anos contra a síndrome de Guillain-Barre, que afeta o sistema nervoso, deu voz ao chamado Verão do Amor, no ano de 1967, com a clássica música "San Francisco (Be Sure to Wear Flowers in Your Hair)", um verdadeiro símbolo do movimento hippie.

Composta por John Phillips, da banda The Mamas and The Papas, "San Francisco" se transformou, de forma espontânea e por consenso popular, no hino do movimento do amor livre e também de toda uma geração.

Sua letra termina com "For those who come to San Francisco / Be sure to wear some flowers in your hair / If you come to San Francisco / Summertime will be a love-in there" ("Para aqueles que forem a San Francisco / Certifique-se de levar flores no cabelo / Se vai a San Francisco / Verão é o momento do amor"), ou seja, uma verdadeira declaração de amor a uma cidade e a um momento no qual o amor livre, a paz e a psicodelia marcavam as ruas desta metrópole.

O movimento beat, que já proclamava a revolução sexual, a paz e a liberdade e ao que pertenciam escritores como Jack Kerouac e Allen Ginsberg, assentaram em San Francisco as bases para que esta cidade se transformasse, anos depois, na Meca do movimento hippie.

Ali, milhares de pessoas se concentraram no verão de 1967, o chamado "Verão do amor", que transformou a cidade na capital mundial da música e da contracultura. Neste contexto, a canção composta por Phillips e interpretada por McKenzie era um hino particular.

A canção tinha sido utilizada pouco antes para promover o Festival de Pop de Monterrey de 1967, o primeiro grande festival de música ao ar livre no qual atuaram, entre outros, The Who, Jimi Hendrix e Janis Joplin e que é considerado como o precursor do histórico Woodstock, auge do movimento hippie, que ocorreu dois anos depois.

O peso da canção cruzou o oceano e influenciou bandas como Led Zepellin, que chegaram a acrescentar a música em seu repertório.

"San Francisco" também ganhou uma versão em castelhano, mas a versão dos Mustang, banda catalã da década de 60, se diferencia muito da canção original. ("Aqui estou, em San Francisco / quero evocar aquele imenso amor").

Quarenta e cinco anos depois de dar voz a "San Francisco", Scott McKenzie faleceu, aos 73 anos. Como legado, ele deixa sua voz em forma de canção, que, mais de meio século depois, segue exalando paz, liberdade e flores no cabelo. EFE.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Manson músico!


Publicado originalmente aqui.



Charles Manson - líder de um grupo que há 40 anos levou a cabo uma série de assassinatos brutais - viu hoje ser-lhe negada aquela que deve ter sido a sua última oportunidade de obter a liberdade condicional. Como cidadão, só me posso congratular com esta decisão do tribunal americano. Apesar do horror dos seus crimes, Manson tem tido uma legião de fãs ao longo das últimas décadas (é o prisioneiro que mais cartas recebe na prisão). Se fosse colocado em liberdade, certamente que esses fãs o seguiriam com consequências imprevisíveis...
O que pouca gente sabe é que Charles Manson, actualmente com 77 anos, também foi (é) músico. Um músico mediano, mas ainda assim músico. A cumprir pena de prisão perpétua pelo assassinato (em 1969) de Sharon Tate, a bela actriz e mulher do realizador Roman Polanski (quando foi assassinada estava grávida de 8 meses), Manson lançou em 2008 um disco pela Internet gratuitamente.
Manson, fervoroso adepto de Bob Dylan e dos Beatles (dizia que a música "Helter Skelter" dos Beatles continha uma mensagem satânica subliminar), já fazia música no final dos anos 60 quando fundou a temível e fanática seita “The Family”, da qual Manson era o suposto Messias e que acabou por violar e assassinar a actriz em ascensão Sharon Tate (mais outros 4 amigos). O álbum chamava-se “One Mind”, foi gravado com um gravador portátil ao longo de anos na prisão de San Quentin e tem 16 canções certamente impregnadas de letras alucinadas com traquejo blues e country.
É que Manson tinha como ambição tornar-se numa estrela rock. E pelos vistos ainda continua a manter esse sonho, mesmo atrás das grades.
Sobre o caso do homicídio de Sharon Tate e a liderança “espiritual” de Charles Manson há um interessante filme (2004) que retrata a personagem conturbada e psicótica de Manson:“Helter Skelter – o Caso Sharon Tate”, de John Gray.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Hippie Hippie Shake


Hippie Hippie Shake is an upcoming British drama film produced by Working Title Films. The film is based on a memoir by Richard Neville, editor of the Australian satirical magazine Oz, and chronicles his relationship with girlfriend Louise Ferrier, the launch of the London edition ofOz amidst the 1960s counterculture, and the staff's trial for distributing a sexually explicit issue. Hippie Hippie Shake stars Cillian Murphy as Richard Neville, with Sienna Miller as Louise.

British film production company Working Title began development of Hippie Hippie Shake in 1998, but the film was repeatedly delayed, changing directors and screenwriters. In September 2007, the film finally began principal photography. As of June 2010, the film is "yet-to-be released."





The landmark obscenity trial surrounding a satirical Australian magazine becomes a metaphor for a wild ride through swinging 1960s-era London in director Beeban Kidron's adaptation of Richard Neville's memoir Hippie Hippie Shake: The Dreams, the Trips, the Trials, the Love-ins, the Screw Ups: The Sixties. Cillian Murphy stars as Neville in a film that follows the editors of Oz as they relocate to London and are forced to defend a sexually explicit issue of their irreverent magazine after it raises the eyebrows of the Obscene Publications Squad. The resulting legal battle would become the longest obscenity trial in the history of English law. Though the publishers of Oz were initially sentenced to hard labor, a subsequent appeal would find their sentences commuted under the agreement that they cease publication of the controversial magazine. ~ Jason Buchanan, All Movie Guide

sexta-feira, 25 de março de 2011

Acabou sonho hippie em Copenhaga


O sonho da "sociedade alternativa" chegou ao fim. Fundada, em 1971, numa base naval desactivada em Copenhaga, Dinamarca, a cidade hippie de Christiania perdeu o estatuto de "cidade livre", após uma longa batalha jurídica.

Foi há 40 anos que um grupo de "hippies", comunistas, "punks" e fugitivos da lei atendeu a um "apelo" do jornal alternativo "Hovedbladet" e ocupou uma base militar no bairro de Christianshavn, nos arredores da capital dinamarquesa. Era o início da mais famosa "experiência social" e uma luta incansável contra o Estado e o capitalismo.

foto Direitos Reservados



Os habitantes de Christiania vivem em comunidade nas "casernas" deixadas pelos militares e em contacto com a natureza - é considerado o "pulmão verde" de Copenhaga. Não possuem propriedades nem automóveis, e o uso de drogas leves, como a marijuana, é permitido dentro da "fortaleza hippie".

A cidade tem um orçamento anual de 18 milhões de coroas dinamarquesas (2,4 milhões de euros), que serve para pagar despesas pessoais, como electricidade e água, e serviços públicos, como correios e recolha do lixo.


Apesar de tanta liberdade, os moradores são obrigados a respeitar algumas regras estabelecidas por votações consensuais. Não é permitido tirar fotografias, construir novas habitações ou correr, porque quem corre pode ser confundido com um ladrão.


A cidade despertou o interesse de cidadãos de todo mundo e tornou-se a terceira atracção turísitica mais visitada de Copenhaga, atrás da "Pequena Sereia" e do "Parque Tivoli".

sábado, 6 de setembro de 2008

Hippie

Toda a gente diz que sabe o que foram...ou melhor... o que ainda são. Terá sido assim tão superficial este movimento cultural? Hoje em dia ainda existem milhares de hippies, concentrados principalmente em comunidades na Índia. Estarão assim tão errados os seus ideais para terem sido postos à margem, bem... é na margem que se vê, com calma, o rio a passar.
Não à guerra! Sim à paz! Peace&Love. Não estaremos a precisar de uma sociedade mais hippie? Os ideais de hoje resumem-se a uma frase bastante básica que ouço desde criança que traduz toda a mesquinhez atrofiadora, invejosa e cobarde da nossa sociedade " a galinha da minha vizinha está mais gorda que a minha". Nunca estamos satisfeitos com as nossas conquistas, queremos sempre mais, mas porquê? Façam-me um favor... comam a galinha da vizinha e já agora a vizinha ( ou o vizinho, dependendo dos gostos) e sejam felizes!


Esta música apresentou, de certa forma, os hippies ao mundo, mundo este que contestaram em uníssono.
Scott Mckenzie ~ San Francisco





Veêm alguem stressado, infeliz! Bem... as drogas também ajudavam...um bocadinho! EHEHEH.