Here are the young men, the weight on their shoulders Here are the young men, well where have they been?
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Blur ao vivo
Os Blur editaram um disco ao vivo, juntando gravações da digressão de reunião que os juntou este Verão. O disco Blur Live 2009 saiu (para já) em exclusivo com a edição de ontem do Sunday Times. O CD, inclui os temas She’s So High, Girls + Boys, Badhead, Beetlebum, Parklife, Out Of Time, Song 2, Popscene, Tender e The Universal.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
The Hidden Cameras“Origin: Orphan”Arts & Crafts
Não são enquadráveis em nenhum movimento, nem são figuras que se arrumem num comboio em andamento que não o seu… Porém ao quinto álbum, os canadianos The Hidden Cameras estão longe de ser um nome desconhecido. São um colectivo de formação variável (já por ali passaram elementos dos Arcade Fire ou mesmo Owen Pallett), centrado em torno da voz criativa de Joel Gibb, o seu mentor, principal compositor e vocalista. O seu som é algo que se poderá descrever como pop sinfónica, imponente nas formas convocadas, de horizontes vastos nos caminhos tomados, luminosa no melodismo e directa nas palavras. Origin:Orphan assinala um reencontro da banda com as visões grandiosas de Mississagua Goddam, o disco que os colocou no mapa das atenções há cinco anos. Reencontram-se aqui a grandiosidade nos arranjos de alma sinfonista, a multidão de instrumentos convocada e o festim pop que faz de cada canção um pequeno grande acontecimento. O single que serve de cartão de visita, In The Na (acompanhado por um magnífico teledisco) é claro retrato do que depois o álbum guarda nos restantes momentos do alinhamento. Pop eloquente, revigorante, agitada e agitadora. Mas também um espaço de contrastes, com pólo oposto na espantosa balada (com ecos a memórias clássicas de 60) em Silence Can Be A Headline, que encerra o alinhamento. Em 48 minutos de belas ideias pop, um concentrado de acontecimentos como poucos discos pop sabem conjugar.The Hidden Cameras“Origin: Orphan”Arts & Crafts
4 / 5
Para saber mais: site oficial
fonte: sound+ vision
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
The Velvet Underground na Biblioteca
Jonathan Caouette's All Tomorrow's Parties
É a segunda longa-metragem de Jonathan Caouette (e, portanto, o sucessor de Tarnation). Em comum assenta numa variedade de registos como matéria prima, todavia com proveniências distintas, contando com contribuições de cerca de 200 pessoas, entre profissionais e amadores, que captaram ao longo de dez anos imagens em concertos nos festivais All Tomorrow’s Parties. O filme chama-se, precisamente, All Tomorrow’s Parties e é um retrato de dez anos de vida do festival, de quem nele actuou, de quem assistiu, dos ambientes em volta. Inclui passagens por actuações de nomes como os Animal Collective, Sonic Youth, Grizzly Bear, Portishead, Yeah Yeah Yeahs, Belle & Sebastian ou The Stooges. E, depois de ter passado pelo circuito de festivais nos últimos meses, acaba de chegar ao DVD, em lançamento (para já no Reino Unido) pela Warp Filmes.
Imagens do trailer de All Tomorrow’s Parties. É imediatamente reconhecível a lógica de colagem que vimos em Tarnation. E também uma forma de inserir palavras em tudo semelhante. Marcas autorais, portanto.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Os melhores de 00
Is This It , dos nova-iorquinos Strokes, foi eleito o melhor álbum da década pelo semanário britânico NME, relegando para segundo plano Up the Bracket dos Libertines. Entre os dez melhores álbuns dos anos 00 estão também os Arctic Monkeys, Yeah Yeah Yeahs, Arcade Fire e Radiohead.A tabela compilada pela revista, publicada no número que sai amanhã para as bancas, é o resultado de uma votação que incluiu as escolhas de bandas como os Radiohead e os Arctic Monkeys, produtores e editores.
Em entrevista à publicação britânica, Julian Casablancas, líder dos Strokes, disse o seguinte: "Gravar [ Is This It ] foi divertido. Foi enervante, foi excitante". "Quer isto dizer que foi uma boa ou uma má década em termos musicais? Não sei, sou péssimo a analisar as minhas coisas".
Veja abaixo a lista dos melhores álbuns dos anos 00 para o NME.
A negrito colorido os que tenho, ouvi e gostei...não pela ordem que aqui é apresentada...mas listas são listas....
1. The Strokes - Is This It
2. The Libertines - Up the Bracket
3. Primal Scream - xtrmntr
4. Arctic Monkeys - Whatever People Say I Am, That's What I'm Not
5. Yeah Yeah Yeahs - Fever to Tell
6. PJ Harvey - Stories from the City, Stories from the Sea
7. Arcade Fire - Funeral
8. Interpol - Turn On the Bright Lights
9. The Streets - Original Pirate Material
10. Radiohead - In Rainbows
11. At The Drive In - Relationship of Command
11. At The Drive In - Relationship of Command
12. LCD Soundsystem - The Sound of Silver
13. The Shins - Wincing the Night Away
14. Radiohead - Kid A
15. Queens Of The Stone Age - Songs for the Deaf
16. The Streets - A Grand Don't Come for Free
17. Sufjan Stevens - Illinoise
18. The White Stripes - Elephant
19. The White Stripes - White Blood Cells
20. Blur - Think Tank
21. The Coral - The Coral
22. Jay-Z - The Blueprint
23. Klaxons - Myths of the Near Future
24. The Libertines - The Libertines
25. Rapture - Echoes
26. Dizzee Rascal - Boy in Da Corner
26. Dizzee Rascal - Boy in Da Corner
27. Amy Winehouse - Back to Black
28. Johnny Cash - Man Comes Around
29. Super Furry Animals - Rings Around the World
30. Elbow - Asleep In the Back
31. Bright Eyes - I'm Wide Awake, It's Morning
32. Yeah Yeah Yeahs - Show Your Bones
33. Arcade Fire - Neon Bible
34. Grandaddy - The Sophtware Slump
35. Babyshambles - Down in Albion
36. Spirtualized - Let It Come Down
37. The Knife - Silent Shout
38. Bloc Party - Silent Alarm
39. Crystal Castles - Crystal Castles
40. Ryan Adams - Gold
41. Wild Beasts - Two Dancers
42. Vampire Weekend - Vampire Weekend
43. Wilco - Yankee Hotel Foxtrot
44. Outkast - Loveboxxx/The Love Below
45. Avalanches - Since I Left You
46. Delgados - The Great Eastern
47. Brendan Benson - Lapalco
48. Walkmen - Bows and Arrows
49. Muse - Absolution
50. MIA - Arular
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Trabant

Espreitando o muro, de ocidente para Leste, o panorama da antiga Berlim Oriental mostrava trânsito essencialmente habitado por um carro do qual o ocidente só ouviu falar (com grande projecção mediática, entenda-se) quando os U2 o tomaram como um dos ícones de Achtung Baby e da Zoo TV Tour que se seguiu. Falamos do Trabant, o carro produzido na antiga RDA, e cuja publicidade era essencialmente assentes nas suas características: o facto de poder transportar quatro adultos e bagagem.
O Trabant tinha um motor a dois tempos que largava algum fumo, uma performance discreta, mas longa resistência (cerca de 28 anos). Hoje é recordado como um dos símbolos da velha Alemanha de Leste. O carro era habitualmente referido como “Trabi”.
A imagem que abre o posto mostra um Trabant rompendo o muro. Esta é uma das imagens que vemos numa das secções pintadas na East Side Gallery, uma porção do muro, na face virada para a antiga Berlim Leste, perto da estação de comboios Berlin Ostbahnhof, pintada em 1990.

Imagens de anúncios que, na Alemanha de Leste dos anos 60, chamavam a atenção para um novo modelo do Trabant: o Trabant 601, a segunda variante do modelo original, que se manteve em produção entre 1961 e 1991.

Os U2 tomaram o Trabant como um dos símbolos para o álbum Achtung Baby, que gravaram em Berlim em inícios dos anos 90. As capas dos singles extraídos do álbum mostram pormenores de Trabants pintados. Num dos telediscos de One (o assinado por Corbijn) vemo-los a bordo de um Trabant. E no palco da Zoo TV Tour, alguns carros foram usados como adereço, os seus faróis servindo parte do sistema de iluminação.

Um novo Trabant, eléctrico, está a ser desenvolvido para uma eventual comercialização. Trata-se de um carro eléctrico, com painéis solares no tejadilho… O design é uma versão actualizada, mas respeitadora da linha original. Um protótipo foi apresentado este ano no Salão de Frankfurt.
in: sound+vision
domingo, 15 de novembro de 2009
U2 Berlim 2009

Os U2 actuaram na passada semana na Porta de Brandenburg,em Berlim, para celebrar os 20 anos da queda do Muro que separou as Repúblicas Federal e Democrática da Alemanha.
O concerto foi transmitido em directo durante a cerimónia de entrega dos Prémios Europeus da MTV e contou com a colaboração de Jay-Z para uma interpretação a duas vozes com Bono de 'Get Up, Stand Up' de Bob Marley, mas acabou por ficar na história devido a outra razão.
Tudo porque os organizadores do espectáculo de entrada livre (os 10 mil bilhetes disponibilizados foram requisitados online em menos de três horas), colocaram os U2 a tocar na histórica praça berlinense, um dos locais por onde passava o mítico Muro, atrás de uma barreira que impossibilitava que os assistentes sem bilhete e os restantes berlinenses vissem a banda irlandesa. Quem passou pela Brandenburg Gate não deixou de notar a ironia de celebrar a queda de um muro, erguendo outro.
Os responsáveis pela MTV já vieram a público explicar a decisão: «trabalhámos com as autoridades da cidade para construir uma barreira temporária, para dar segurança ao público, aos residentes e aos negócios da área», pode ler-se num comunicado de imprensa.
Curiosamente, os U2 levaram para casa o Prémio para a Melhor Banda ao Vivo na cerimónia dos EMAs, que decorreu na capital germânica.
O Muro de Berlim começou a ser derrubado no dia 9 de Novembro de 1989, pondo um ponto final na divisão europeia e nos mais de 40 anos de Guerra Fria. Este momento histórico foi antecedido em um ano por uma maratona de concertos no lado Ocidental da barreira, por onde passaram, entre outros, os Pink Floyd e Michael Jackson, com o intuito de acabar de vez com a separação na capital alemã. Os 20 anos da queda do Muro são celebrados esta segunda-feira com os norte-americanos Bon Jovi como protagonistas do cardápio musical das cerimónias oficiais.
sábado, 14 de novembro de 2009
O lado musical de Berlim
Chegou a ser conhecido pelo nome Hansa By the Wall, mas hoje é apenas referido como Hansa Tonstudios. É um dos mais célebres estúdios de gravação na Europa, tendo albergado sessões de gravação para figuras como David Bowie, Brian Eno, Iggy Pop, os Japan, Depeche Mode, Killing Joke, Nick cave & The Bad Seeds ou os U2, entre muitos mais. Estes últimos gravaram ali Achtung Baby, álbum que reflecte os dias da queda do muro e a nova Berlim que então nascia. Uma das versões do teledisco de One, realizada por Anton Corbijn, mostra os U2 nestes estúdios.
Os estúdios foram fundados por dois irmão em meados dos anos 60, mas só em 1972 se deslocaram para o local onde ainda hoje moram. Era então um edifício quase isolado, na desolada zona nas imediações da velha Potsdamer Platz, e com o muro a passar bem perto das traseiras… Daí o nome que muitos músicos lhe davam: Hansa by the Wall…
A queda do muro deixou vasto espaço livre em seu redor, pelo que hoje o edifício é um entre os muitos que vemos, de cara lavada, na Kothener Strasse, junto à alameda do parque Felix Mendessohn Bartholdy, e a dois minutos a pé da renascida Potsdamer Platz. Passando na rua mal imaginamos que ali mora tanta história. Há um restaurante no rés do chão, uma sala de eventos no primeiro andar (muito usada para festas durante a Berlinale) e alguns pequenos escritórios no mesmo edifício.

David Bowie gravou aqui quando viveu em Berlim. Low ainda implicou sessões noutras paragens, mas o álbum Heroes nasceu e ganhou forma dentro destes estúdios. Iggy Pop foi outra das presenças regulares na mesma época. Já em inícios dos anos 90, os U2 ali registaram, com Brian Eno e Daniel Lanois, o marcante Achtung Baby. sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Magnetic Fields
Um das minhas bandas de eleição vai lançar um novo álbum em Janeiro, que eu aguardo ansiosamente para já as novidades são poucas e apenas temos a possível capa do álbume o título Realism e esta é a imagem da capa. 

quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Dexter Soundtrack

Bem, acerca do Dexter acho que já disse tudo... nos últimos anos tem sido a a minha série de eleição... agora apresento aqui a banda sonora dessa vida errante...
É um caso, no mínimo, invulgar de uma banda sonora: primeiro porque o tema da série Dexter, composto por Rolfe Kent, é um sofisticado trabalho melódico, enquadrado por uma miscelânea de ritmos afrocubanos; depois, porque as peças instrumentais, assinadas por Daniel Licht, são pequenas pérolas de muitas emoções cruzadas; finalmente, porque a série utiliza muitas canções de raiz latina — por exemplo: Conoci la Paz, de Beny Moré, Flores para Ti, pelos Raw Artistic Soul (com Rafael Cortez),
e Perfidia, pelos Mambo All-Stars.
O álbum inclui ainda alguns momentos narrativos, na voz do protagonista, Michael C. Hall.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Bob Dylan ~ Christmas in the Heart
Chamar de segunda juventude ao actual renascimento de Bob Dylan é incorrecto. O que o histórico músico tem feito desde o belíssimo álbum "Time Out of Mind" (de 1997) exige uma maturidade (um background de música americana no seu pleno) que nenhuma juventude pode comprar instantaneamente, nem mesmo com a sua rebeldia.
Nesta onda prolífica que tem abençoado Dylan, surge esta acção de boas graças: o álbum de cânticos natalícios "Christmas in the Heart", cuja receita do artista (os royalties) reverte para duas grandes organizações de combate à fome, a World Food Programme (das Nações Unidas) e a britânica Crisis.
Bob Dylan transforma-se numa espécie de Pai Natal de blues-folk que à maneira original do mito finlandês, de forma muito musical e sem penetrar pelas chaminés, ajuda os pobres.
Neste disco de versões e como se prevê, a lenda sexagenária é encontrada no seu habitat, embalando num arquivo folk velhinho e num magnetismo natalício que dão uma magia infantil (elogio) a cada uma das 15 canções, com uma temática cristã com que a tempos Dylan se identifica.
'Here Comes Santa Claus', 'Winter Wonderland' e 'The Little Drummer Boy' passam a conhecer a voz velhinha, rouca e antipática de Bob Dylan, enfeitada por coros gospel-folk ora femininos, ora masculinos, como se fossem o seu presépio ou a sua árvore de Natal. A guitarra steel, os mandolins e as harmónicas aparecem-nos estreladas e soam-nos confortáveis à lareira.
Entre as filhós, o peru assado e as velinhas, pode também agora brilhar a música country-folk de Bob Dylan. Por certo que o álbum "Christmas in the Heart", rico em momentos de rara beleza, não destoa numa qualquer noite de Consoada.
Nesta onda prolífica que tem abençoado Dylan, surge esta acção de boas graças: o álbum de cânticos natalícios "Christmas in the Heart", cuja receita do artista (os royalties) reverte para duas grandes organizações de combate à fome, a World Food Programme (das Nações Unidas) e a britânica Crisis.
Bob Dylan transforma-se numa espécie de Pai Natal de blues-folk que à maneira original do mito finlandês, de forma muito musical e sem penetrar pelas chaminés, ajuda os pobres.
Neste disco de versões e como se prevê, a lenda sexagenária é encontrada no seu habitat, embalando num arquivo folk velhinho e num magnetismo natalício que dão uma magia infantil (elogio) a cada uma das 15 canções, com uma temática cristã com que a tempos Dylan se identifica.
'Here Comes Santa Claus', 'Winter Wonderland' e 'The Little Drummer Boy' passam a conhecer a voz velhinha, rouca e antipática de Bob Dylan, enfeitada por coros gospel-folk ora femininos, ora masculinos, como se fossem o seu presépio ou a sua árvore de Natal. A guitarra steel, os mandolins e as harmónicas aparecem-nos estreladas e soam-nos confortáveis à lareira.
Entre as filhós, o peru assado e as velinhas, pode também agora brilhar a música country-folk de Bob Dylan. Por certo que o álbum "Christmas in the Heart", rico em momentos de rara beleza, não destoa numa qualquer noite de Consoada.
fonte: Gonçalo Palma http://cotonete.clix.pt/novos_discos/body.aspx?id=611
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Speaking of Berlin
The album is a tragic rock opera about a doomed couple, and addresses themes of drug use and depression. Upon its release, the response of fans and critics was not positive as many were expecting another upbeat glam outing.[citation needed] Despite lukewarm reviews the album reached #7 in the UK album chart (Reed's best achievement there). Poor sales in the US (#98) and harsh criticism made Reed feel disillusioned about the album and in subsequent years he rarely played any Berlin material in his live shows. Over time many have come to consider Berlin to be among Lou Reed's best studio albums as a solo artist.Musically, Berlin differs greatly from the bulk of Reed's work, due to the use of heavy orchestral arrangements, horns, and top session musicians. Instrumentally, Reed himself only contributes acoustic guitar.
"The Kids" tells of Caroline having her children taken from her by the authorities, and features the sounds of children shouting for their mother. The Waterboys take their name from a line in this song.[1]
As with Reed's previous two studio albums, Berlin re-drafts several songs that had been written and recorded previously. The title track first appeared on Reed's solo debut album, only here it is lyrically simplified, the key changed, and re-arranged for piano. "Oh, Jim" makes use of the Velvet Underground outtake, "Oh, Gin". "Caroline Says (II)" is a rewrite of "Stephanie Says" from VU. The Velvets had also recorded a rather sedate demo of "Sad Song", which had much milder lyrics in its original form. "Men of Good Fortune" had also been played by the Velvets as early as 1966; an archival CD featuring live performances of the band playing at Andy Warhol's Factory provides the evidence of the song's age. The CD featuring the early performance of "Men of Good Fortune" is not for sale and can only be heard at the Andy Warhol Museum in Pittsburgh, Pennsylvania.
All tracks composed by Lou Reed
Side one
"Berlin" – 3:23
"Lady Day" – 3:40
"Men of Good Fortune" – 4:37
"Caroline Says I" – 3:57
"How Do You Think It Feels" – 3:42
"Oh, Jim" – 5:13
Side two
"Caroline Says II" – 4:10
"The Kids" – 7:55
"The Bed" – 5:51
"Sad Song" – 6:55
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Arcade Fire e novo álbum à vista
Os Arcade Fire confirmaram que estão a trabalhar no sucessor de "Neon Bible". A confirmação chegou de forma externa à banda, pelas mãos de Richard Kelly, o realizador de "The Box", filme que conta com banda sonora assinada em parte por Win Butler e Régine Chassagne, a dupla central do grupo, e ainda o colaborador habitual, o violinista Owen Pallet, ou Final Fantasy.
«Os Arcade Fire estão a trabalhar a fundo no novo disco», comentou Richard Kelly ao TwentyFourBit, quando lhe perguntaram se o grupo vai editar os temas que compôs para o filme. «A banda sonora vai ser editada eventualmente, quando não entrar em conflito com a data prevista pela editora para o lançamento do novo álbum», acrescentou o realizador."The Box" tem estreia marcada para Novembro, nos Estados Unidos.
Os Arcade Fire indicaram também a disponibilidade para concertos em 2010, em vez do anterior 'sem data prevista', no site oficial do seu promotor. Tudo aponta então para que o terceiro longa-duração do grupo canadiano chegue às lojas no ano que vem, três anos depois da edição de "Neon Bible".
fica aqui a favorita do meu filho...
sábado, 7 de novembro de 2009
Mr. Gnome
One would hardly expect the porno biz to produce something like this. A camera operator and make-up artist are more accustomed to visual appeal, after all, and music’s role in porn is little more than background music providing the next worst thing to elevator music. I introduced the duo of Mr. Gnome over a year ago in April 2008, when I was considerably impressed with their full-length debut Deliver This Creature. Camera operator/drummer Sam Meister and make-up artist/guitarist Nicole Barille produced an intense wave of emotions through an interpretation of gloomy post-punk, gritty alternative, and progressive metal, with Barille’s howling vocals managing to choke-hold the listener into unavoidable emotional fury that was dependent on Barille’s constantly alternating melodic capacity and Meister’s expert variation in percussion. The release’s ability to juggle anger, somberness, and regret through similar emissions of heavily distorted guitar chords and hectic percussion made The Yeah Yeah Yeahs or Blonde Redhead the most apt comparison in this case, both using a howling set of vocals to unveil predominant angst before occasionally reverting to a serenely consumed atmosphere more intent with mellower hooks and instrumentation. The reason for such immediate comparisons may have been the only weakness of Deliver This Creature, as many conveniently put Mr. Gnome into the girl-angst indie-rock category. Their new album hopes to put these linear assumptions to rest, as Mr. Gnome possess a rare type of stylistic allure that is darker and more thickly progressive than their contemporaries.
Many longtime readers that checked out Mr. Gnome last year should be interested in its follow-up, the similarly titled Heave Yer Skeleton. As the title implies there is no retreat from the dark and moody form of explosive indie-rock that made Deliver This Creature a generally successful debut, at least in the sense that it prompted others to check out their earlier EPs. As gathered after a few listens, Heave Yer Skeleton brings back all the things good about Deliver This Creaturee as they still attempt to modify their own unique approach in an effort to separate. Although we were already used to Meister’s demonic-like drumming capabilities and Barille’s haunting croon, a track like “Sit Up & Hum” exemplifies the growth spurts this band has experienced since Deliver This Creature early last year. “Sit Up & Hum” manages to beautifully pass between the two realms of ethereal guitar plucks and roaring distortion. Barille’s guitar playing is hardly the most technically impressive, but her intelligence shows in variation. The reverbed strains of guitar during the chorus recalls psychedelic-rock at its finest, while the preceding verse and subsequent bridge reap from howls and distortion that successfully symbolize points of contemplation, before the beautiful and stunning chorus brings listeners to a point of studied focus where there is no over-emphasis on either dialect or mood, but simply a marvel of consistency that improves upon Deliver This Creature with sophistication and freshness.
The album’s semi-epic opener, “Spain”, manages to muster up its strength through a fade-in of haunting acoustics that resemble an old-fashioned pirates song; Barille’s subdued and haunting croon only does more to enforce this. The chuggng of percussion is eventually joined by a coarse burst of electric guitars, each different verse finding a new instrumental or vocal addition as Barille patiently and subtly builds up the intensity in her voice. This is all leading up to a gospel-choir chorus of sorts that sounds both possessed and enthroned in passionate fury. When Barille cries out that she “sings for revenge”, the emotions run so thick through this effort that I would not be surprised if most listeners are trembling out of fear for their own well-being. This is the type of power that the duo of Barille and Meister are continuing to display, with the new release of Heave Yer Skeleton enforcing that much than ever before. From the infusion of rockabilly and folk in “Vampires” to the epic and emotionally empowering nature of “Spain” and ‘Sit Up & Hum”, Heave Yer Skeleton is a remarkable effort that solidifies Mr. Gnome’s status as one to look out for.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Nuno Markl deixa a Antena 3e vai para a Comercial
É pena, espero que o deixem ter a liberdade criativa a que nos habituou na antena 3. Deixo aqui o texto de despedida que se encontra no seu blog (http://havidaemmarkl.blogs.sapo.pt/).

Mudar de poiso para me entregar a um novo e promissor projecto é sempre uma sensação firmemente colocada ali entre o doce e o amargo, sobretudo quando se sai de uma rádio que tanta felicidade - nas mais variadas formas - me deu ao longo de 5 anos. Mas é assim a vida! Obrigado por tudo à Antena 3. Foi este o texto que disse hoje aos microfones da Antena 3, nos últimos minutos das Manhãs da 3, numa edição especial do Há Vida em Markl... no meu último dia naquela rádio:
“Nada é fácil na minha vida. Nada corre bem à primeira. Desde sempre.”
Com estas palavras começava o primeiro Há Vida em Markl de sempre – no dia 11 de Outubro de 2004, às 8h20 da manhã. E são palavras que, 5 anos depois, não estão exactamente erradas – as coisas acontecem quase sempre de uma forma razoavelmente atrapalhada na minha vida, mas acabam por acontecer.
Aconteceu-me vir trabalhar para a Antena 3, há 5 anos. E foram dos melhores 5 anos de rádio da minha vida – e acreditem que tenho muitos anos de rádio. Menos que o Artur Agostinho – mas mais do que a Carolina Patrocínio. Que, até ao momento, penso que tem zero. Foram dos melhores 5 anos de rádio da minha vida, porque não é sempre que se trabalha com uma tal overdose de liberdade, de estímulo para que eu experimentasse coisas novas e esticasse o meu humor e a minha criatividade, para ver até onde é que eles iam... sem se partir. E sim, às vezes partiram-se. Não muitas vezes, porque eu sou extremamente talentoso, mas mesmo quando se partiram, tudo isso fez parte da maravilha que foi poder fazer aqui coisas como o Há Vida em Markl, o Laboratolarilolela, O Livro dos Porquês, o Nuno e Nando, o Coisas Que Acontecem e o Pedro Galvão Markl. Este último convém dizer que não é uma rubrica nem um programa de rádio – é o meu filho e também ele foi feito na Antena 3.
(Não literalmente na Antena 3. Não comecem com fantasias.)
Mas acontece que, para além de ter encontrado aqui o meu nirvana radiofónico de criação, encontrei também aqui a incrível mulher com quem partilho a minha vida e várias fraldas repletas de fezes.
Por isso, foi perfeito – incluindo aqui, no meu conceito de perfeição, as fraldas repletas de fezes. Mas chega a altura, na vida de um homem, em que ele sente que tem de ser um pouco cão. Eu explico. Havia uma série nos anos 80 chamada O Pequeno Vagabundo.
O Pequeno Vagabundo era a história de um cão que resolvia casos em sítios e que, no fim de cada episódio, feliz por tudo ter corrido bem no sítio onde estava, sentia o apelo de ir para outro sítio, carregado de boas memórias. Meus amigos, eu hoje sou esse cão – mas sem as partes mais desagradáveis de urinar em todo o lado e de cheirar o rabo aos meus pares. Qual pequeno vagabundo, saio para abraçar nova aventura, noutras paragens mas não o quero fazer sem agradecer a muita gente – o auditório da Antena 3, composto por ouvintes de altíssimo gabarito, extremo bom gosto musical e que tanta inspiração e óptimo material me foram enviando durante estes cinco anos, seja sob a forma de assuntos de que queriam que eu falasse, seja sob a forma de canções para o Laboratolarilolela; e, obviamente, a toda a equipa da Antena 3 – primeiro pela hospitalidade, à chegada, se exceptuarmos aquele incidente com os seis galifões e o taco de baseball (não aconteceu nada, estou a brincar); e depois por generosamente terem emprestado as suas vozes a vários projectos que aqui fiz, como por exemplo a radionovela Perdidos no Éter.
E há que prestar uma homenagem especial às duas pessoas com quem partilhei as manhãs nestes últimos meses – Luís Oliveira e Joana Dias. Têm talento, têm humor, têm corpos mais bonitos que o meu e um entusiasmo tal pela vida que são eles que me têm convencido que, se calhar, até é capaz de ser giro patinar no gelo.
HUM... Não, agora que penso nisso, não é giro. Mas eles são.
Não posso dizer o mesmo do Jorge Botas – só nesta parte do ser giro. O Botas conseguiu provar-me que a brutalidade pode ser uma forma de simpatia e amizade. Vou ter saudades de o ouvir a insultar-me diariamente, por isso pretendo gravar insultos avulsos do Botas que irei usar como despertador no telemóvel, a partir daqui.
Foram cinco anos do camandro dos quais me irei lembrar até ter 95 anos – depois disso, temo que o meu cérebro comece seriamente a ser afectado pela normal degeneração provocada pela idade avançada e pelas doses industriais de álcool que pretendo começar a consumir a partir dos 50.
Obrigado por tudo. E, mais forte do que nunca... um forte abraço.
“Nada é fácil na minha vida. Nada corre bem à primeira. Desde sempre.”
Com estas palavras começava o primeiro Há Vida em Markl de sempre – no dia 11 de Outubro de 2004, às 8h20 da manhã. E são palavras que, 5 anos depois, não estão exactamente erradas – as coisas acontecem quase sempre de uma forma razoavelmente atrapalhada na minha vida, mas acabam por acontecer.
Aconteceu-me vir trabalhar para a Antena 3, há 5 anos. E foram dos melhores 5 anos de rádio da minha vida – e acreditem que tenho muitos anos de rádio. Menos que o Artur Agostinho – mas mais do que a Carolina Patrocínio. Que, até ao momento, penso que tem zero. Foram dos melhores 5 anos de rádio da minha vida, porque não é sempre que se trabalha com uma tal overdose de liberdade, de estímulo para que eu experimentasse coisas novas e esticasse o meu humor e a minha criatividade, para ver até onde é que eles iam... sem se partir. E sim, às vezes partiram-se. Não muitas vezes, porque eu sou extremamente talentoso, mas mesmo quando se partiram, tudo isso fez parte da maravilha que foi poder fazer aqui coisas como o Há Vida em Markl, o Laboratolarilolela, O Livro dos Porquês, o Nuno e Nando, o Coisas Que Acontecem e o Pedro Galvão Markl. Este último convém dizer que não é uma rubrica nem um programa de rádio – é o meu filho e também ele foi feito na Antena 3.
(Não literalmente na Antena 3. Não comecem com fantasias.)
Mas acontece que, para além de ter encontrado aqui o meu nirvana radiofónico de criação, encontrei também aqui a incrível mulher com quem partilho a minha vida e várias fraldas repletas de fezes.
Por isso, foi perfeito – incluindo aqui, no meu conceito de perfeição, as fraldas repletas de fezes. Mas chega a altura, na vida de um homem, em que ele sente que tem de ser um pouco cão. Eu explico. Havia uma série nos anos 80 chamada O Pequeno Vagabundo.
O Pequeno Vagabundo era a história de um cão que resolvia casos em sítios e que, no fim de cada episódio, feliz por tudo ter corrido bem no sítio onde estava, sentia o apelo de ir para outro sítio, carregado de boas memórias. Meus amigos, eu hoje sou esse cão – mas sem as partes mais desagradáveis de urinar em todo o lado e de cheirar o rabo aos meus pares. Qual pequeno vagabundo, saio para abraçar nova aventura, noutras paragens mas não o quero fazer sem agradecer a muita gente – o auditório da Antena 3, composto por ouvintes de altíssimo gabarito, extremo bom gosto musical e que tanta inspiração e óptimo material me foram enviando durante estes cinco anos, seja sob a forma de assuntos de que queriam que eu falasse, seja sob a forma de canções para o Laboratolarilolela; e, obviamente, a toda a equipa da Antena 3 – primeiro pela hospitalidade, à chegada, se exceptuarmos aquele incidente com os seis galifões e o taco de baseball (não aconteceu nada, estou a brincar); e depois por generosamente terem emprestado as suas vozes a vários projectos que aqui fiz, como por exemplo a radionovela Perdidos no Éter.
E há que prestar uma homenagem especial às duas pessoas com quem partilhei as manhãs nestes últimos meses – Luís Oliveira e Joana Dias. Têm talento, têm humor, têm corpos mais bonitos que o meu e um entusiasmo tal pela vida que são eles que me têm convencido que, se calhar, até é capaz de ser giro patinar no gelo.
HUM... Não, agora que penso nisso, não é giro. Mas eles são.
Não posso dizer o mesmo do Jorge Botas – só nesta parte do ser giro. O Botas conseguiu provar-me que a brutalidade pode ser uma forma de simpatia e amizade. Vou ter saudades de o ouvir a insultar-me diariamente, por isso pretendo gravar insultos avulsos do Botas que irei usar como despertador no telemóvel, a partir daqui.
Foram cinco anos do camandro dos quais me irei lembrar até ter 95 anos – depois disso, temo que o meu cérebro comece seriamente a ser afectado pela normal degeneração provocada pela idade avançada e pelas doses industriais de álcool que pretendo começar a consumir a partir dos 50.
Obrigado por tudo. E, mais forte do que nunca... um forte abraço.
Nirvana ~ Live at Reading
Certain concerts create a legend as soon as the final note ceases to ring. Nirvana's headlining appearance at the 1992 Reading Festival is one of these shows, a concert that arrived at precisely the right moment and stands as testament to a band at the peak of its powers...and right before things started to turn sour within the Nirvana camp. Despite the happy news of the birth of Frances Bean Cobain a mere 12 days before this August 30 festival, rumors swirled around Nirvana right up until the band hit the stage. Kurt Cobain took full advantage of these scurrilous stories, making his entrance in a hospital gown and wheelchair pushed by journalist Everett True. Cobain feebly reached for the microphone to croak out the opening lines of "The Rose," only to collapse onto the stage, milking the drama for a moment before leading Krist Novoselic and Dave Grohl through a ferocious "Breed." This impish sense of humor has been obscured over the years, lost under the weight of the band's tragic legacy, along with the fact that Nirvana could actually be fun as well as furious. Live at Reading brings all this roaring back. This is Nirvana's purest blast of rock & roll: there's a boundless, invigorating energy here and, just as importantly, there's a sense of joy to the performances, a joy that bubbles to the surface when Kurt laughs during the intro of "Sliver" but can be heard throughout the show, as the band rushes in tandem, pushing the tempos on "Aneurysm" and "Territorial Pissings," ebbing and flowing as one. Hints of this could be heard on the live comp From the Muddy Banks of the Wishkah, but this is a complete document of Nirvana in full flight and one of the greatest live rock & roll albums ever. [A CD/DVD edition was also released.] quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Óscares 2010com dois apresentadores
É uma notícia, no mínimo insólita, mas é oficial: os Oscars referentes à produção de 2009 terão, não um, mas dois apresentadores — Steve Martin e Alec Baldwin. Curiosamente, vão surgir muito brevemente como protagonistas do novo filme de Nancy Meyers, It's Complicated, contracenando com Meryl Streep [nas imagens]. A cerimónia da Academia de Hollywood está marcada para o dia 7 de Março de 2010. Fonte: http://sound--vision.blogspot.com/2009/11/oscars-steve-martin-alec-baldwin.html
Subscrever:
Mensagens (Atom)


