sábado, 31 de março de 2012

Woody Allen quer Bradley Cooper e Cate Blanchett no seu próximo filme filmado em Copenhaga ou Munique


Publicado originalmente em Split Screen


Mantendo o ritmo constante de um filme por ano, Woody Allen quer agora Cate Blanchett (The Aviator) como protagonista feminina do seu próximo filme, ao qual quer juntar também o actor Bradley Cooper (The Hangover).


A dúvida permanece no local das filmagens. Depois de ter terminado de filmar na cidade de Roma, o seu próximo filme poderá ser filmado em Copenhaga, na Dinamarca, já que a produtora (e irmã) Letty Aronson esteve reunida com o produtor dinamarquês Per Holst, de forma a poderem filmar na cidade já em 2013. Contudo e segundo anteriores notícias, também a cidade de Munique, na Alemanha, encontra-se no lote de cidades a poderem servir de fundo a uma história do cineasta norte-americano. Recorde-se que há três anos atrás alguns rumores indicavam que os produtores de Woody Allen se encontravam também a estudar possíveis locais para filmar no Rio de Janeiro, Brasil. A decisão final poderá ser influenciada pela proposta com maior incentivo financeiro.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Três novos posters das personagens de "On the Road"


A página oficial de Facebook de On the Road continua a divulgar posters das personagens do filme. Hoje foram divulgados mais três de onde se destacam as personagens de Amy Adams (The Fighter), Alice Braga (Blindness) e Elisabeth Moss (Mad Men):








Em On the Road, Amy Adams será Jane (um alter-ego de Joan Vollmer), Alice Braga será Terry (um alter-ego da mexicana Bea Franco) e Elisabeth Moss será Galatea Dunkel (como alter-ego de Helen Hinkle).


On the Road é adaptado do romance homónimo de Jack Kerouac e estreia em Portugal a 31 de Maio.





quinta-feira, 29 de março de 2012

Beck anda calminho...





Com "Sea Change" Baeck apontou outro caminha que na altura estranhei mas que facilmente se entranhou tal era a beleza das músicas presentes no álbum. Hoje, em 2012 “Looking for a sign” está presente no filme “Jeff, Who Lives at Home”, comédia indie estrelada por Jason Segel e Susan Sarandon, que estreou nos Estados Unidos. A ver vamos se temos um mar calmo mais uma vez.



Aqui “The Golden Age” o inicío da melancolia do Beck em Sea Change.




quarta-feira, 28 de março de 2012

Indie Lisboa

Publicado originalmente aqui


Decorreu hoje a conferência de imprensa de apresentação do festival IndieLisboa 2012, no qual os seus directores fizeram questão de salientar que não se deixaram condicionar pela crise como, admitem, no ano anterior. Um dos mais importantes festivais nacionais regressará assim a Lisboa entre 26 de Abril a 6 de Maio, dividindo-se entre a Culturgest, Cinema São Jorge e Cinema Londres, numa programação de onde se destacam 232 filmes - 38 deles portugueses - com a maior competição portuguesa de sempre (cinco longas-metragens e 18 curtas-metragens) e em antestreia mundial, o festival exibirá sete longas-metragens e 26 curtas-metragens.


A edição de 2012 do Festival - devido a cortes no orçamento - extinguiu a secção Herói Independente (retrospectiva de homenagem) pela primeira vez em nove anos, mas terá as seguintes secções: Competição Internacional, Competição Nacional, Observatório, Cinema Emergente (com direito a um programa de Cinema Suíço - "Um Bando à Parte"), Pulsar do Mundo, IndieJúnior,IndieMusic, Director's Cut, Parabéns Viennale (com destaque para cinco filmes representativos de cada década da mostra austríaca) e Novíssimos (que destaca os jovens cineastas portugueses).



Em breve destacaremos em pormenor a programação completa do IndieLisboa 2012, mas há muito bom cinema a ser exibido, além dos já anunciados Dark Horse, de Todd Solondz a abrir o certame; Le Skylab, de Julie Delply, a encerrar. E Take Shelter, de Jeff Nichols, no último dia do festival. A saber, o italiano L'estate di Giacomo, de Alessandro Comodin, presença no Festival de Locarno 2011 e vencedor do festival de Belfort 2011 ou o romeno Everybody in Our Family, ambos na competição internacional. A estes juntam-se ainda The Color Wheel, de Alex Ross Perry; O Som ao Redor, do brasileiro Kleber Mendonça Filho; L, de Babis Makridis; De jueves a domingo, de Dominga Sotomayor; Berlim Telegram, de Leila Albayaty ou Formentera, de Ann-Kristin Reyels.



A competição nacional far-se-á representar por cinco longas-metragens, entre as quais, A Casa, de Júlio Alves; Em Segunda Mão, de Catarina Ruivo, com o último papel em cinema do falecido actor Pedro Hestnes; From New York with Love, de André Valentim Almeida; Jesus Por Um Dia, de Helena Inverno e Por Aqui Tudo Bem, de Pocas Pascoal. Já nas curtas-metragens nacionais (um recorde de inscrições para o festival), dezoito delas foram seleccionadas para competição e outras terão oportunidade de serem exibidas na secção Novíssimos. De curtas-metragens e além de Rafa (vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim 2012) e Cerro Negro, ambas do jovem João Salaviza, o festival terá ainda oportunidade de exibir ainda One Way or Another, deEdgar Pêra; O Que Arde Cura, de Guerra da Mata; Outras Cartas ou o Amor Inventado, de Leonor Noivo; Julian, de António da Silva; Palácios de Pena, de Gabriel Abrantes ou a curta-metragem Night, de Flávio Pires (Artur) e da recém-inaugurada produtora portuense Best Take.


Na secção dedicada aos documentários, a conhecida Pulsar do Mundo, será exibido o documentário do artista e activista chinês Ai Weiwei, Ordos 100; Mercado de Futuros, de Mercedes Alvárez ou ¡Vivan las Antipodas!. No IndieMusic haverá ainda direito a Inni, sobre os Sigur Rós; Punk in Africa; Neil Young Journeys, de Jonathan Demme; Andrew Bird: Fever Year ou o brasileiro Vou Rifar o meu coração.



Já nos filmes a serem exibidos fora de concurso teremos alguns regressos inevitáveis e algumas obras bastante antecipadas: 4:44 Last Day on Earth, de Abel Ferrara, recentemente anunciado na Mostra SyFy, mas posteriormente cancelado; Into the Abyss, de Werner Herzog; Alps, do grego Yorgos Lanthimos (realizador de Dogtooth); o austríaco Michael, de Markus Schleinzer, que provocou alguma polémica no Festival de Cannes 2011 ao explorar a temática da pedofilia; Terri, de Azazel Jacbos, exibido no Festival de Sundance 2011 e The Loneliest Planet, de Julia Loktev, vencedor do Grande Prémio do Júri do AFI Fest 2011. Em português teremos ainda os documentários Raúl Brandão Era um Grande Escritor..., de João Canijo e A Vossa Casa, de João Mário Grilo.


A programação continuará com eventos paralelos, como o caso do Indie by Night na Rua Nova do Carvalho, em Lisboa e que se passará a chamar temporariamente, Rua Dr. Indie Lisboa.

terça-feira, 27 de março de 2012

Hawker Reunion

Published here


California, not Manchester, is a more suitable hometown for acoustic guitar wielding acts with a fondness for vocal harmonies.

However, along with The Slow Show and The Traveling Band, Hawker Reunion's blissful mix of melancholy and sun-drenched alt-Americana is at odds with the grainy skies of their hometown.

Hawker Reunion’s facebook page describes their music as alt-folk. Which only tells a fraction of the band's story.

'Leaving England' has only received modest plays on the Hawker Reunion's soundcloud page. Yet it's the work of a skilled and passionate group. Influences of Neutral Milk Hotel, Wilco and Smog are evident, but the steadiness and control leaves a lasting impression.

An audience whose ears are excited by familiar sounds matches the rise of acts revisiting The Band and Neil Young LPs. The timeless qualities of both these bands show how the alt-folk-rock genre can persist and evolve over time.

It may be a step too far to say Fleet Foxes and Bon Iver should look over their shoulder for Hawker Reunion. But, closer to home, the city may be producing an act that can provide warmth in the harshest of winters


segunda-feira, 26 de março de 2012

Sigur Rós Reveal ‘Valtari’

Published on obscuresound


Sigur Rós’ new album Valtari will be out May 28th. The details come from fan site Victory Rose Music, which posted an interview with the band from Q Magazine. Also released was the tracklisting, found below. Frontman Jónsi told the magazine that “the music kind of just rolls over you” but “in a good way.” Valtari is the Icelandic group’s first new album since 2008′s Með suð í eyrum við spilum endalaust

Jónsi says the album sounds “like an avalanche in slow motion”, warning that it will be “to heavy and floaty” for some listeners as “there’s not enough drums.” There won’t be any English lyrics either. “I’ve tried siging in English and my accent is too bad,” he continued. “There’s more electronic stuff than before,” added bassist Georg Hólm. “But don’t worry, we haven’t made a dance record.” The album was made in the band’s own studio, Sundlaugin, which was formerly a swimming pool.

Valtari:

01 Êg Anda
02 Ekki Múkk
03 Varúð
04 Rembihnûtur
05 Dauðalogn
06 Varðeldur
07 Valtari

Neil young - Americana

 
Neil Young vai lançar um novo disco com os Crazy Horse no dia 4 de Junho. A edição chama-se "Americana" (capa na imagem) e é a primeira do canadiano com a sua banda de sempre, os Crazy Horse, desde "Greendale" de 2003. O disco marca mesmo a reunião a tempo inteiro de toda a formação dos Crazy Horse, algo que não acontecia desde "Broken Arrow" de 1996.
"Americana", como o nome indica, é composto por versões de temas do cancioneiro folk americano. Entre elas, 'Oh Susannah', 'Clementine' e 'This Land is Your Land'.

«O que junta estas canções é o facto de representarem uma América que talvez já não exista. As emoções e paisagens por trás destes temas ainda fazem sentido com tudo o que o país está a passar, com o mesmo impacto, ou se calhar até mais, do que há 200 anos. As letras demonstram as mesmas preocupações. São ainda significativas do que a sociedade está a passar económica e culturalmente. Sobretudo em ano de eleições [referência às eleições presidenciais nos Estados Unidos, marcadas para o dia 6 de Novembro]. São tão poderosas hoje, como quando foram escritas», escreve Young em comunicado de imprensa.

O novo disco foi produzido pelo próprio músico ao lado de John Hanlon e Mark Humphreys

domingo, 25 de março de 2012

"Cosmopolis": o teaser do ano

Publicado originalmente em http://sound--vision.blogspot.pt/


No vasto mundo dos trailers e teasers, onde a rotina comercial e conceptual impõe a sua inércia, há também momentos em que a excepção, esplendorosa, se afirma. Por exemplo: Cosmopolis, filme infinitamente ansiado, objecto de culto avant la lettre, que reune o escritor Don DeLillo, o actor Robert Pattinson, o produtor Paulo Branco e, last but not least, o realizador David Cronenberg. Assim, já temos data de estreia (31 de Maio), cartaz e uma breve e genial promoção que existe, por si só, como um contagiante filme de 30 segundos — se ainda ninguém inventou o prémio de teaser do ano, é altura de o fazer.

sábado, 24 de março de 2012

"The Hunger Games" factura 19,7 milhões de dólares em bilheteira nas sessões da meia-noite




Parece que a campanha da Lionsgate deu resultados. Além de uma estrondosa apreciação por parte da crítica, o filme The Hunger Games que estreou esta sexta-feira nos Estados Unidos já facturou 19,7 milhões de dólares em bilheteira nas mais de 2500 sessões da meia-noite por todo o país.


Este é o melhor resultado de bilheteira em sessões da meia-noite para um filme que não é uma sequela e o melhor resultado de sempre. O recorde global pertence a Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 2 que acumulou 43,5 milhões de dólares numa noite. The Hunger Games superou o resultado de The Dark Knight em 2008, quando facturou 18,5 milhões de dólares. O filme bateu ainda recordes no que diz respeito à exibição em cinemas IMAX fora da época do Verão ou feriados.


Espera-se que The Hunger Games atinja um valor entre os 120 e os 125 milhões de dólares em bilheteira só neste fim-de-semana, nos Estados Unidos.

Novo poster de "On the Road", com Tom Sturridge


Foi revelado na página oficial de Facebook de On the Road, um novo poster do filme destacando Tom Sturridge como Carlo Marx:



Na verdade, Carlo Max é um alter-ego do poeta Allen Ginsberg, visto por Jack Kerouac. On the Road é adaptado do seu romance homónimo, sendo que ao filme se juntarão ainda Sam Riley (Control), Garrett Hedlund (TRON: Legacy), Kristen Stewart (da saga Twilight), Kirsten Dunst (Melancholia), Viggo Mortensen (The Road), Amy Adams (The Fighter), Alice Braga (Blindness) e Steve Buscemi (Boardwalk Empire), entre outros.

On the Road estreia a 31 de Maio em Portugal

sexta-feira, 23 de março de 2012

On the Road ganha o primeiro trailer oficial



 


O filme On the Road, adaptação do romance homônimo do escritor beatnik Jack Kerouac, teve seu primeiro trailer divulgado. Dirigido pelo brasileiro Walter Salles e protagonizado por Garrett Hedlund, Kristen Stewart e Sam Riley ( já interpretou Ian Curtis dos Joy Division), a história baseada em fatos reais e lançada originalmente em 1957 conta como o escritor Sal (baseado no próprio Kerouac) conhece Dean (Neil Cassady) e sua mulher, Marylou (Luanne Henderson). 

As histórias que surgem a partir do encontro entre os três e a viagem pelas estradas de leste a oeste dos Estados Unidos viraram referência para muita gente. Diz a lenda que Bob Dylan fugiu de casa após terminar de ler o livro. Jim Morrison, do The Doors, e Chrissie Hynde, dos Pretenders, são outros que já demonstraram seu apreço pelo material escrito por Kerouac.

A ideia de levar a obra definitiva do autor para o cinema não é nova. Antes de chegar ao brasileiro Walter Salles, Gus Van Sant chegou a ser cogitado para a função com ninguém menos que Francis Ford Coppola fazendo as vezes de produtor. Além dos protagonistas citados acima, Viggo Mortensen, Kirsten Dunst, Steve Buscemi, Amy Adams, Tom Sturridge e a brasileira Alice Braga dão as caras no filme. A previsão é de que a estreia por aqui aconteça no dia 15 de junho.

Confira o trailer oficial (Este vídeo não será exibido em iPad e alguns tablets Android):

The Doors - LA Woman - 2012

Dedicada à nêspera...

Em comemoração dos 40 anos da canção "LA Woman", o The Doors disponibilizou pelo Youtube uma videoclipe para a canção. O vídeo gravado em Los Angeles, cidade de grande importância para o quarteto que foi liderado por Jim Morrisson, traz skatistas profissionais dando algumas voltas pelas ruas.

quinta-feira, 22 de março de 2012

The Slut, por Tiago Ramos



Título original: The Slut (2011)
Realização: Hagar Ben-Asher
Argumento: Hagar Ben-Asher

The Slut era um dos objectos mais outsiders na programação do Fantasporto 2012, mas também um dos mais interessantes. A começar pelo tom lento e contemplativo com que filma uma história de compulsão sexual do ponto de vista feminino, mas ao contrário de outras obras (como Shame, por exemplo, também exibido no festival) nunca se foca no lado emocional da protagonista nem a dá a conhecer ao espectador. Prefere filmá-la do ponto de vista voyeurista, dando ao espectador essa sensação invasiva, tão reprovável quanto hipnotizante de quem vê sem permitir ser visto (e muitas vezes fora do contexto real). A câmara é inteligente, filma mais distante, centrando a acção nas margens do ecrã, escondendo-se da protagonista. Assim como a tendência do espectador voyeur, The Slut é também repleto de simbolismos interessantes: veja-se a brilhante cena inicial com o cavalo ou a cena final que remete para a célebre Pietà, de Michelangelo.

O argumento, a espaços aborrecido e nem sempre claro, é bastante simples,mas acaba por manter uma certa expectativa no espectador, resolvendo-o de uma forma interessante e aberta a múltiplas interpretações. É também esse argumento, a par da realização e fotografia (Amit Yasur), que contribui para a atmosfera realista e crua que impera durante todo o filme, muito bem interpretada por Ishai Golan e Hagar Ben-Asher. Aliás, a israelita surpreende naquela que é a sua primeira longa-metragem, onde escreve, realiza e protagoniza demonstrando um elevado potencial e tornando-a em alguém a ter debaixo de olho nos próximos anos.




Classificação:

quarta-feira, 21 de março de 2012

Denis Villeneuve e Jake Gyllenhaal filmam "O Homem Duplicado", de José Saramago


Publicado originalmente em: http://splitscreen-blog.blogspot.pt/


Depois de Jangada de Pedra (2002), A Flor Mais Grande do Mundo (2007), Blindness e Embargo, a obra do Nobel da Literatura português, José Saramago, voltará a ser adaptada ao cinema. Desta vez será a vez de O Homem Duplicado, um romance em forma de thriller onde se abordam questões ligadas à identidade e cuja história se centra num homem que ao assistir a um vídeo encontra um sósia seu.


O Homem Duplicado, publicado em 2002, será adaptado ao cinema pela lente do realizador canadiano Denis Villeneuve, nomeado ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2011 por Incendies e protagonizado por Jake Gyllenhaal (Brokeback Mountain), que desempenhará os dois papeis principais da história. A adaptação do livro terá argumento de Javier Gullón (Hierro). O filme chamar-se-á An Enemy e deverá ser filmado em 2013.


Recorde-se que também a obra de José Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, será adaptada ao cinema pelas mãos do português Miguel Gonçalves Mendes (José e Pilar). Ainda não existe cronograma definido para esta produção.

Lana Del Rey (a preto e branco)

Publicado originalmente em sound+vision


Para além da música e através das canções — Lana Del Rey acrescenta mais uma bela peça à sua já mais que respeitável obra videográfica. No seu novo teledisco, referente ao single Blue Jeans, ela ressurge em território obstinadamente romântico, a preto e branco, recuperando um visual indissociável das memórias mais nobres de Hollywood. Faz-lhe companhia Bradley Soileau, com Yoann Lemoine a assinar a realização (dois nomes que repetem a colaboração do anterior Born to Die).


>>> Site oficial de Lana Del Rey.

terça-feira, 20 de março de 2012

Dark Shadows

 


A Warner Bros. começou em força o marketing em redor de Dark Shadows, de Tim Burton e pelo que foi revelado até agora (num tom diferente do que as expectativas ditavam), o filme tem tudo para ser um desastre ou o melhor filme do cineasta nos últimos anos. Entretanto foram hoje divulgados posters das personagens do filme, sob o mote «O estranho é relativo» e num estilo muito anos 70/80:









estreia em Portugal a 10 de Maio.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Live At the Carousel Ballroom 1968′ — Big Brother, Janis and ‘Bear’ are still rockin’

First published here
So many live recordings have been issued for Janis Joplin, with and without Big Brother and the Holding Company, that yet another may seem like scraping a barrel bottom. But this one is not. This one is special.

Live at the Carousel Ballroom 1968 (due Tuesday from Columbia/Legacy) is the first-ever release of a concert recorded in San Francisco — at a counter culture hotbed near today’s San Francisco Opera — by renowned soundman Owsley “Bear” Stanley. Tuesday’s release marks the one-year anniversary since Stanley died in a car accident in his adopted home of Australia, so it’s dedicated to Stanley, who supervised its mastering before he died.

A first listen to these 14 often glorious tracks will attest: Stanley wasn’t acclaimed for nothing. This show at what would become Bill Graham’s Fillmore West is often incendiary in its power and passion, thanks not just to the band but to Stanley’s superb recording.

Indeed, it’s almost a “you are there” feel for an in-their-prime band just two months before they’d break up. And I’ll have to agree with the album’s press notes: Stanley’s “sonic journals” are, in fact, a gold standard for live concert recordings from this era.

But what about the material? As you’d expect, it includes such usual suspects as Summertime and Piece of My Heart, which certainly stand out. But I’m especially impressed by lesser known numbers which keep the hall rocking, including Catch Me Daddy, bolstered by jagged guitars and Janis’ full-bore wailing for one of the group’s most propulsive straight-ahead rockers.

And a fitting send-off is final track Call On Me, the emotional blues belter which is the sole song from the weekend’s Saturday show (the other tracks all coming from the next day).

No, it wouldn’t last. Big Brother would disband, and Janis would succumb to drugs three short years later.

But for this magical weekend of San Francisco music — magically recorded by the man beloved as “Bear” — masterful music was made and masterfully recorded. And now it’s ours — still “live” after all these years.

domingo, 18 de março de 2012

Um Kubric em ácidos

Um cavalo a ser morto e cortado aos pedaços, assim começava a primeira longa-metragem de Gaspar Noé, carimbada com um título igualmente explícito, Carne (1992). A obra, de 40 minutos, percorreu festivais internacionais, entre eles o Fantasporto, e valeu ao realizador francês nascido em Buenos Aires o prémio da Crítica Internacional no Festival de Cannes. Noé tinha então 27 anos (hoje com 48), mas já fizera soar o alarme do que estaria por vir.

Voltaria ao certame francês pela segunda vez para apresentar Seul Contre Tous (1998), continuação da fórmula chocante do protagonista carniceiro e racista da sua primeira longa-metragem.

À terceira, concorreu à Palma de Ouro com o filme mais arriscado da competição naquele ano, Irreversível (2002), que terá feito desmaiar vinte espectadores durante uma sessão da meia-noite. A história, contada de trás para a frente, envolvia uma cena de violação anal em plano sequência de 9 minutos (como se se passasse em tempo real) com Monica Bellucci. E uma cena de espancamento com um extintor num clube chamado Rectum.

E em 2009 regressou a Cannes, pela quarta vez, para esclarecer, se dúvidas houvesse, que o seu cinema não é só provocação. Em Viagem Alucinante – chegou esta semana ao circuito comercial português –, Noé justifica mais do que nunca o seu estilo, dos enquadramentos desordenados vistos de cima (atravessando paredes, mergulhando e sobrevoando telhados e ruas) aos próprios ingredientes que o fazem integrar a lista de autores franceses do ‘Novo Extremismo Francês’: drogas, sexo, amores incondicionais, nascimento e morte. «A vida é assim, não?», riu-se em entrevista ao SOL, acrescentando: «O filme não é muito autobiográfico mas tem a maior parte das minhas obsessões».

Drogado e baleado

Em Viagem Alucinante somos transportados para o bairro red-light de Tóquio através do olhar de Óscar (Nathaniel Brown), um jovem americano a ganhar uns trocos como traficante de drogas. Mas a agitação néon da capital japonesa ganha outra dimensão se dissermos que em meia hora o jovem dealer é alvejado pela polícia sob o efeito de ácido e DMT (dimetiltriptamina, uma substância igualmente psicadélica) numa casa-de-banho minúscula de um bar chamado Void. É aí que começa a viagem alucinante construída por Noé, cujos efeitos especiais de ponta levaram à demora do financiamento do filme. E não precisou do 3D de Avatar, apesar de Noé ter gracejado que James Cameron «deve ter tomado as mesmas drogas» que ele.

O espírito de Óscar revisita os momentos chave da sua curta vida, como a traumática morte dos pais ou o seu próprio nascimento, tendo como iminente preocupação a promessa que fez à irmã (Paz de la Huerta) de cuidar dela até depois da morte.

Mas afinal, Óscar morreu e estamos perante um fantasma ou não passa tudo de uma trip? «É tudo um sonho, na verdade ele nunca saiu do seu corpo», responde Noé, esclarendo que a viagem é mental: «Uma trip de DMT pode parecer uma eternidade e na realidade só terem passado cinco minutos».

Um Malick pelo avesso

As leituras de pesquisa foram de Vida Após a Morte, de Deepak Chopra, ao Livro Tibetanos dos Mortos – directamente citado no filme –, mas Noé diz não acreditar na vida para lá da morte. Numa entrevista publicada na plataforma denofgeek.com explicou: «As religiões dizem todas que serás recompensado algures no céu, ou que se te portares mal vais para o inferno. Mas isso são tudo lavagens cerebrais para fazer as pessoas levar dinheiro à igreja».

Não é por acaso que Viagem Alucinante parece uma versão pesadelo do algo católico A Árvore da Vida, de Terrence Malick. «Vi-o em Cannes e gostei muito, a minha parte preferida são os três minutos iniciais», contou Noé ao SOL, lembrando que o seu filme foi feito antes e que as semelhanças vêm do facto de ambos os realizadores se terem inspirado em 2001 – Odisseia no Espaço.

O «filme seminal de Kubrick que muitos realizadores tentam reproduzir», Noé viu-o tinha apenas sete anos. E terá sido essa uma das motivações latentes para ter escolhido estudar cinema, em Paris, além do próprio pai, Luis Filipe Noé, pintor argentino que nos anos 60 defendia «o caos como um valor» num mundo moderno feito de incoerências. «Sempre quis ser como o meu pai, mas nunca quis competir com ele no seu campo de batalha. Mas se os meus filmes se parecem mais com filmes artísticos do que com os da indústria, isso é por causa dele», disse o cineasta, que incluiu as suas pinturas numa das cenas do filme.

As trips de pesquisa

A génese de Viagem Alucinante está em dois factos cinéfilos: uma citação de Kubrick «sobre 2001... ser um filme religioso em ácido» e o visionamento de A Dama do Lago, de Robert Montgomery, sob o efeito de cogumelos mágicos quando Noé tinha 25 anos. Ao jornal britânico Guardian o realizador disse que experimentou LSD quatro ou cinco vezes na vida e DMT outras tantas. Ao SOL, a quem disse ter sido «sempre cuidadoso» contou que a maior trip que viveu foi com ayahuasca, bebida produzida a partir de plantas amazónicas. «Fui ao Peru experimentar essa bebida, cheia de DMT, porque lá é legal. Fi-lo antes do Irreversível, já tinha este projecto em mente há muito tempo, quis experimentar por motivos de pesquisa».

O realizador lembra como nem todas as alucinações são feitas de drogas. Durante as filmagens em Tóquio, cidade que escolheu porque como em nenhuma outra do mundo os irmãos protagonistas pareciam «sozinhos dentro de uma máquina de pinball», teve alucinações com a luz do sol por excesso de trabalho e copos e falta de sono. Para não falar dos pesadelos todas as noites com as gruas das filmagens. E como exemplo mais extremo recorda a própria mãe: «Tem Alzheimer e está sempre a viajar, a vida pode ser mesmo uma má trip».

É por isso que não tem pudor em esticar os temas a imagens como a de um feto abortado ou de um pénis visto de dentro de uma vagina? «Para mim tudo isso é normal, puxei apenas os limites dentro do legal», conclui.

sábado, 17 de março de 2012

Obra de Andy Warhol sobre Elvis Presley ameaça superar recordes em leilão



 


Uma das criações do famoso artista da cultura pop, Andy Warhol, retratando o lendário Elvis Presley, vai a leilão, podendo superar o valor máximo pago por uma obra do artista. 'Double Elvis', é o quadro de uma série de 22 obras pintadas por Warhol em 1963, todas dedicadas a Elvis Presley.

A leiloeira Sotheby's de Nova Iorque, será a responsável por promover o leilão, classificando esta obra como “a obsessão do artista com a fama, o estrelato e a imagem pública”.

No tão aclamado quadro, o rei do rock, Elvis Presley, aparece vestido de cowboy e com uma pistola em punho. Ao lado da imagem pode-se visualizar uma espécie de sombra, estando esta mais esmorecida, proporcionando uma sensação de movimento, remetendo para as imagens cinematográficas.

A Sotheby's calcula que o retrato 'Double Elvis' de Andy Warhol irá render mais de 38 milhões de euros, possivelmente superando o preço de 'Green Car Crash', adquirida por 53 milhões de euros, em 2007.

O leilão será realizado no próximo dia 9 de Maio, mas antes 'Double Elvis' estará exposto em Los Angeles, Hong Kong e Londres.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Hi Mom!, de Brian de Palma por Ana Deus

Publicado originalmente em Sound + Vision






Memórias de filmes afastados daquelas listas habituais que fazem a conversa de todos os dias. Filmes "perdidos". Ou se preferirem, "filmes pedidos"... Hoje lembramosHi Mom!, filme de 1970 de Brian de Palma, que aqui é evocado por Ana Deus, que hoje integra os Osso Vaidoso. Um muito obrigado à Ana pela colaboração.

Foram muitos os filmes perdidos em anos de deitar tarde e mau erguer. Ken Russell e velhos Brian de Palma aparecem misturados e aturdidos.

Mas há um que me fazia abrir o olho mesmo a más horas, Hi mom!, Brian de Palma, 1970. Desfocadas, tremidas, em zooms exagerados, as imagens aparecem através das filmagens de alguns personagens que vivem a euforia das novas super 8. Robert de Niro é um deles. Biscateiro e pornógrafo de trazer por casa, tenta fazer um filme, ao qual chama Peep Art, filmando os seus vizinhos através de uma "Janela indiscreta".

Mal sucedido, numa série de trapalhadas à cinema mudo, troca a câmara por uma TV e embarca numa produção teatral de um grupo de ativistas negros. Aí as coisas mudam de figura, o filme perde a cor e o tom cómico desaparece. Toda a performance é filmada a preto e branco, as imagens são trepidantes e violentas. De Niro faz convictamente de polícia numa experiência de Living theater onde o público branco é insultado e espancado, para sentir na pele o Be black baby que dá nome à "peça" Acabam na rua desgrenhados tecendo, perante uma câmara, declarações elogiosas a toda a experiência, intelectualizando a violência e "encaixando" tudo aquilo.

E vai descabando...

Os atores são abatidos quando tentam levar a experiência para os bairros sociais e De Niro faz explodir o próprio prédio onde entretanto encetou uma vida doméstica.

Os últimos planos mostram De Niro, no meio de outros transeuntes, a comentar o sucedido inocentemente perante repórteres de noticiário e despede-se com a saudação que dá nome ao filme.

Hi mom! é uma pérola...negra.