quarta-feira, 21 de março de 2012

Lana Del Rey (a preto e branco)

Publicado originalmente em sound+vision


Para além da música e através das canções — Lana Del Rey acrescenta mais uma bela peça à sua já mais que respeitável obra videográfica. No seu novo teledisco, referente ao single Blue Jeans, ela ressurge em território obstinadamente romântico, a preto e branco, recuperando um visual indissociável das memórias mais nobres de Hollywood. Faz-lhe companhia Bradley Soileau, com Yoann Lemoine a assinar a realização (dois nomes que repetem a colaboração do anterior Born to Die).


>>> Site oficial de Lana Del Rey.

terça-feira, 20 de março de 2012

Dark Shadows

 


A Warner Bros. começou em força o marketing em redor de Dark Shadows, de Tim Burton e pelo que foi revelado até agora (num tom diferente do que as expectativas ditavam), o filme tem tudo para ser um desastre ou o melhor filme do cineasta nos últimos anos. Entretanto foram hoje divulgados posters das personagens do filme, sob o mote «O estranho é relativo» e num estilo muito anos 70/80:









estreia em Portugal a 10 de Maio.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Live At the Carousel Ballroom 1968′ — Big Brother, Janis and ‘Bear’ are still rockin’

First published here
So many live recordings have been issued for Janis Joplin, with and without Big Brother and the Holding Company, that yet another may seem like scraping a barrel bottom. But this one is not. This one is special.

Live at the Carousel Ballroom 1968 (due Tuesday from Columbia/Legacy) is the first-ever release of a concert recorded in San Francisco — at a counter culture hotbed near today’s San Francisco Opera — by renowned soundman Owsley “Bear” Stanley. Tuesday’s release marks the one-year anniversary since Stanley died in a car accident in his adopted home of Australia, so it’s dedicated to Stanley, who supervised its mastering before he died.

A first listen to these 14 often glorious tracks will attest: Stanley wasn’t acclaimed for nothing. This show at what would become Bill Graham’s Fillmore West is often incendiary in its power and passion, thanks not just to the band but to Stanley’s superb recording.

Indeed, it’s almost a “you are there” feel for an in-their-prime band just two months before they’d break up. And I’ll have to agree with the album’s press notes: Stanley’s “sonic journals” are, in fact, a gold standard for live concert recordings from this era.

But what about the material? As you’d expect, it includes such usual suspects as Summertime and Piece of My Heart, which certainly stand out. But I’m especially impressed by lesser known numbers which keep the hall rocking, including Catch Me Daddy, bolstered by jagged guitars and Janis’ full-bore wailing for one of the group’s most propulsive straight-ahead rockers.

And a fitting send-off is final track Call On Me, the emotional blues belter which is the sole song from the weekend’s Saturday show (the other tracks all coming from the next day).

No, it wouldn’t last. Big Brother would disband, and Janis would succumb to drugs three short years later.

But for this magical weekend of San Francisco music — magically recorded by the man beloved as “Bear” — masterful music was made and masterfully recorded. And now it’s ours — still “live” after all these years.

domingo, 18 de março de 2012

Um Kubric em ácidos

Um cavalo a ser morto e cortado aos pedaços, assim começava a primeira longa-metragem de Gaspar Noé, carimbada com um título igualmente explícito, Carne (1992). A obra, de 40 minutos, percorreu festivais internacionais, entre eles o Fantasporto, e valeu ao realizador francês nascido em Buenos Aires o prémio da Crítica Internacional no Festival de Cannes. Noé tinha então 27 anos (hoje com 48), mas já fizera soar o alarme do que estaria por vir.

Voltaria ao certame francês pela segunda vez para apresentar Seul Contre Tous (1998), continuação da fórmula chocante do protagonista carniceiro e racista da sua primeira longa-metragem.

À terceira, concorreu à Palma de Ouro com o filme mais arriscado da competição naquele ano, Irreversível (2002), que terá feito desmaiar vinte espectadores durante uma sessão da meia-noite. A história, contada de trás para a frente, envolvia uma cena de violação anal em plano sequência de 9 minutos (como se se passasse em tempo real) com Monica Bellucci. E uma cena de espancamento com um extintor num clube chamado Rectum.

E em 2009 regressou a Cannes, pela quarta vez, para esclarecer, se dúvidas houvesse, que o seu cinema não é só provocação. Em Viagem Alucinante – chegou esta semana ao circuito comercial português –, Noé justifica mais do que nunca o seu estilo, dos enquadramentos desordenados vistos de cima (atravessando paredes, mergulhando e sobrevoando telhados e ruas) aos próprios ingredientes que o fazem integrar a lista de autores franceses do ‘Novo Extremismo Francês’: drogas, sexo, amores incondicionais, nascimento e morte. «A vida é assim, não?», riu-se em entrevista ao SOL, acrescentando: «O filme não é muito autobiográfico mas tem a maior parte das minhas obsessões».

Drogado e baleado

Em Viagem Alucinante somos transportados para o bairro red-light de Tóquio através do olhar de Óscar (Nathaniel Brown), um jovem americano a ganhar uns trocos como traficante de drogas. Mas a agitação néon da capital japonesa ganha outra dimensão se dissermos que em meia hora o jovem dealer é alvejado pela polícia sob o efeito de ácido e DMT (dimetiltriptamina, uma substância igualmente psicadélica) numa casa-de-banho minúscula de um bar chamado Void. É aí que começa a viagem alucinante construída por Noé, cujos efeitos especiais de ponta levaram à demora do financiamento do filme. E não precisou do 3D de Avatar, apesar de Noé ter gracejado que James Cameron «deve ter tomado as mesmas drogas» que ele.

O espírito de Óscar revisita os momentos chave da sua curta vida, como a traumática morte dos pais ou o seu próprio nascimento, tendo como iminente preocupação a promessa que fez à irmã (Paz de la Huerta) de cuidar dela até depois da morte.

Mas afinal, Óscar morreu e estamos perante um fantasma ou não passa tudo de uma trip? «É tudo um sonho, na verdade ele nunca saiu do seu corpo», responde Noé, esclarendo que a viagem é mental: «Uma trip de DMT pode parecer uma eternidade e na realidade só terem passado cinco minutos».

Um Malick pelo avesso

As leituras de pesquisa foram de Vida Após a Morte, de Deepak Chopra, ao Livro Tibetanos dos Mortos – directamente citado no filme –, mas Noé diz não acreditar na vida para lá da morte. Numa entrevista publicada na plataforma denofgeek.com explicou: «As religiões dizem todas que serás recompensado algures no céu, ou que se te portares mal vais para o inferno. Mas isso são tudo lavagens cerebrais para fazer as pessoas levar dinheiro à igreja».

Não é por acaso que Viagem Alucinante parece uma versão pesadelo do algo católico A Árvore da Vida, de Terrence Malick. «Vi-o em Cannes e gostei muito, a minha parte preferida são os três minutos iniciais», contou Noé ao SOL, lembrando que o seu filme foi feito antes e que as semelhanças vêm do facto de ambos os realizadores se terem inspirado em 2001 – Odisseia no Espaço.

O «filme seminal de Kubrick que muitos realizadores tentam reproduzir», Noé viu-o tinha apenas sete anos. E terá sido essa uma das motivações latentes para ter escolhido estudar cinema, em Paris, além do próprio pai, Luis Filipe Noé, pintor argentino que nos anos 60 defendia «o caos como um valor» num mundo moderno feito de incoerências. «Sempre quis ser como o meu pai, mas nunca quis competir com ele no seu campo de batalha. Mas se os meus filmes se parecem mais com filmes artísticos do que com os da indústria, isso é por causa dele», disse o cineasta, que incluiu as suas pinturas numa das cenas do filme.

As trips de pesquisa

A génese de Viagem Alucinante está em dois factos cinéfilos: uma citação de Kubrick «sobre 2001... ser um filme religioso em ácido» e o visionamento de A Dama do Lago, de Robert Montgomery, sob o efeito de cogumelos mágicos quando Noé tinha 25 anos. Ao jornal britânico Guardian o realizador disse que experimentou LSD quatro ou cinco vezes na vida e DMT outras tantas. Ao SOL, a quem disse ter sido «sempre cuidadoso» contou que a maior trip que viveu foi com ayahuasca, bebida produzida a partir de plantas amazónicas. «Fui ao Peru experimentar essa bebida, cheia de DMT, porque lá é legal. Fi-lo antes do Irreversível, já tinha este projecto em mente há muito tempo, quis experimentar por motivos de pesquisa».

O realizador lembra como nem todas as alucinações são feitas de drogas. Durante as filmagens em Tóquio, cidade que escolheu porque como em nenhuma outra do mundo os irmãos protagonistas pareciam «sozinhos dentro de uma máquina de pinball», teve alucinações com a luz do sol por excesso de trabalho e copos e falta de sono. Para não falar dos pesadelos todas as noites com as gruas das filmagens. E como exemplo mais extremo recorda a própria mãe: «Tem Alzheimer e está sempre a viajar, a vida pode ser mesmo uma má trip».

É por isso que não tem pudor em esticar os temas a imagens como a de um feto abortado ou de um pénis visto de dentro de uma vagina? «Para mim tudo isso é normal, puxei apenas os limites dentro do legal», conclui.

sábado, 17 de março de 2012

Obra de Andy Warhol sobre Elvis Presley ameaça superar recordes em leilão



 


Uma das criações do famoso artista da cultura pop, Andy Warhol, retratando o lendário Elvis Presley, vai a leilão, podendo superar o valor máximo pago por uma obra do artista. 'Double Elvis', é o quadro de uma série de 22 obras pintadas por Warhol em 1963, todas dedicadas a Elvis Presley.

A leiloeira Sotheby's de Nova Iorque, será a responsável por promover o leilão, classificando esta obra como “a obsessão do artista com a fama, o estrelato e a imagem pública”.

No tão aclamado quadro, o rei do rock, Elvis Presley, aparece vestido de cowboy e com uma pistola em punho. Ao lado da imagem pode-se visualizar uma espécie de sombra, estando esta mais esmorecida, proporcionando uma sensação de movimento, remetendo para as imagens cinematográficas.

A Sotheby's calcula que o retrato 'Double Elvis' de Andy Warhol irá render mais de 38 milhões de euros, possivelmente superando o preço de 'Green Car Crash', adquirida por 53 milhões de euros, em 2007.

O leilão será realizado no próximo dia 9 de Maio, mas antes 'Double Elvis' estará exposto em Los Angeles, Hong Kong e Londres.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Hi Mom!, de Brian de Palma por Ana Deus

Publicado originalmente em Sound + Vision






Memórias de filmes afastados daquelas listas habituais que fazem a conversa de todos os dias. Filmes "perdidos". Ou se preferirem, "filmes pedidos"... Hoje lembramosHi Mom!, filme de 1970 de Brian de Palma, que aqui é evocado por Ana Deus, que hoje integra os Osso Vaidoso. Um muito obrigado à Ana pela colaboração.

Foram muitos os filmes perdidos em anos de deitar tarde e mau erguer. Ken Russell e velhos Brian de Palma aparecem misturados e aturdidos.

Mas há um que me fazia abrir o olho mesmo a más horas, Hi mom!, Brian de Palma, 1970. Desfocadas, tremidas, em zooms exagerados, as imagens aparecem através das filmagens de alguns personagens que vivem a euforia das novas super 8. Robert de Niro é um deles. Biscateiro e pornógrafo de trazer por casa, tenta fazer um filme, ao qual chama Peep Art, filmando os seus vizinhos através de uma "Janela indiscreta".

Mal sucedido, numa série de trapalhadas à cinema mudo, troca a câmara por uma TV e embarca numa produção teatral de um grupo de ativistas negros. Aí as coisas mudam de figura, o filme perde a cor e o tom cómico desaparece. Toda a performance é filmada a preto e branco, as imagens são trepidantes e violentas. De Niro faz convictamente de polícia numa experiência de Living theater onde o público branco é insultado e espancado, para sentir na pele o Be black baby que dá nome à "peça" Acabam na rua desgrenhados tecendo, perante uma câmara, declarações elogiosas a toda a experiência, intelectualizando a violência e "encaixando" tudo aquilo.

E vai descabando...

Os atores são abatidos quando tentam levar a experiência para os bairros sociais e De Niro faz explodir o próprio prédio onde entretanto encetou uma vida doméstica.

Os últimos planos mostram De Niro, no meio de outros transeuntes, a comentar o sucedido inocentemente perante repórteres de noticiário e despede-se com a saudação que dá nome ao filme.

Hi mom! é uma pérola...negra.

quinta-feira, 15 de março de 2012

HBO cancela "Luck" após morte de mais três cavalos

Publicado originalmente em: Split Screen





O canal HBO em conjunto com os produtores executivos David Milch e Michael Mann decidiram descontinuar a produção da série Luck, após terem morrido mais três cavalos durante as filmagens. A série já estava sob a mira de organizações de defesa dos direitos animais (especialmente a PETA), já que não era o primeiro cavalo a morrer: durante a produção dos sete primeiros episódios dois cavalos precisaram de ser sacrificados depois de partirem uma pata durante as cenas de acção.


O canal continua a dizer que sempre se preocupou com a segurança e que manteve elevados padrões durante as filmagens, de forma a evitar incidentes com os animais, mas que mesmo assim aconteceram acidentes e não conseguem garantir que tal não volte a acontecer no futuro. Contudo e por isso, decidem assim descontinuar a série.


Recordamos que Luck era uma série protagonizada por Dustin Hoffman e Nick Nolte, centrada nos bastidores das corridas de cavalos. O seu sucesso foi tão grande que na sua pré-estreia conquistou a média de 1,1 milhões de espectadores, para depois na sua estreia oficial repetir o mesmo número. Ao somar as repetições, o episódio piloto da série conquistou 3,3 milhões de espectadores. A crítica também elogiou bastante a série, ao ponto do canal ter renovado a série para uma segunda temporada de dez episódios, logo após o primeiro episódio.


Até agora apenas sete episódios da primeira temporada de Luck foram exibidos, desconhecendo-se se o canal exibirá os restantes já produzidos.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Clint Eastwood mostra a sua vida em 'reality show'

O casal decidiu abriu as portas de casa num registo de 'reality show'

O ator e a mulher, Dina Eastwood, são os protagonistas do novo programa do canal NBC, cuja estreia está prevista para Maio. As filhas do casal também vão aparecer.

Estão previstos dez programas com meia hora de duração cada um e as câmaras estarão instaladas na mansão do casal em Carmel, na Califórina, e em Los Angeles.

Para além do dia-a-dia da família do realizador, o programa irá acompanhar a vida de seis elementos do grupo vocal Overtone, descoberto por Dina numa viagem à África do Sul.

A informação é avançada à revista Variety pela própria mulher do também realizador. "As pessoas vão ficar surpreendidas pela forma como vivemos as nossas vidas e nossa abordagem pouco convencional ao quotidiano", explicou.

terça-feira, 13 de março de 2012

Campanha publicitária da Orquestra Filarmónica de Berlim



Isto não é um salão de festas vazio. É o interior de um violino [fotogaleria]
Campanha publicitária da Orquestra Filarmónica de Berlim mostra fotografias tiradas dentro de instrumentos musicais. Apetece lá dar um salto.Farto de fotografias de conjunto com um maestro descabelado a meio? A Berliner Philarmoniker dá-se a conhecer a partir do lado de dentro dos seus instrumentos. O trabalho desta campanha publicitária foi dirigido pelo fotógrafo Bjoern Ewers e recorre a fotografias "macro" tiradas dentro do espaço exíguo de violinos, violoncelos, flautas e órgãos de tubos. Morar aqui dentro é, por enquanto, uma impossibilidade - mas já invejámos menos a vida dos ácaros. 





Ler mais: http://blitz.sapo.pt/isto-nao-e-um-salao-de-festas-vazio-e-o-interior-de-um-violino-fotogaleria=f80157#ixzz1oze1BEuG

segunda-feira, 12 de março de 2012

Midlake anunciam concerto em Paredes de Coura (atualizado) -
Midlake anunciam concerto em Paredes de Coura (atualizado)
Banda norte-americana anunciou, no seu Facebook, que estará em Paredes de Coura em agosto. A data no Minho acabou por ser removida da página.
Os norte-americanos Midlake deverão tocar em Paredes de Coura a 15 de agosto.

O anúncio foi feito pela própria banda na sua página do Facebook, na sexta-feira 9 de março. A data de Paredes de Coura esteve também "afixada" no site dos Midlake, mas acabou por ser retirada das duas páginas, onde permanecem apenas, agora, datas em festivais como o End of the Road, em Inglaterra. (atualização).

O último disco dos Midlake, The Courage of Others , foi lançado em 2010.

A banda do Texas tocou também no aclamado disco de John Grant, Queen of Denmark .

Até agora, a organização de Paredes de Coura anunciou o concerto dos Ornatos Violeta, tocando o álbum O Monstro Precisa de Amigos , para a edição deste ano. No seu site, também o grupo iliketrains revelou que toca em Paredes de Coura no próximo mês de agosto.

Ler mais: http://blitz.sapo.pt/midlake-anunciam-concerto-em-paredes-de-coura-atualizado=f80120#ixzz1ouWVtG6S

Miami premeia produções portuguesas

Publicada por João Lopes em http://sound--vision.blogspot.com/
A 29ª edição do Festival Internacional de Cinema de Miami foi especialmente positiva para a produção cinematográfica portuguesa.
Assim, o filme Bonsái, do chileno Cristián Jiménez, arrebatou o prémio principal do certame ("Knight Foundation Ibero-American Competition prize"), correspondente ao valor de 30 mil dólares — trata-se de uma coprodução Chile/Argentina/França/Portugal, pertencendo a parte portuguesa à Ukbar Filmes; Bonsái recebeu ainda o prémio de argumento, de 5 mil dólares. A produção da Midas Filmes, Sangue do Meu Sangue, de João Canijo, obteve um dos prémios especiais do júri, de 5 mil dólares, tal comoVioleta Went to Heaven (Chile/Argentina/Brasil), de Andrés Wood.
O Festival de Miami é especialmente orientado para os filmes de expressão ibero-americana. Este ano, na secção de longas-metragens de ficção, estavam em competição doze títulos:


* Bonsái, de Cristián Jiménez (Chile)
* Sangue do Meu Sangue, de João Canijo (Portugal)
* Zoológico, de Rodrigo Marín (Chile)
* Pescador, de Sebastián Cordero (Equador)
* Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios, de Beto Brant (Brasil)
* Madrid, 1987, de David Trueba (Espanha)
* La Voz Dormida, de Benito Zambrano (Espanha)
* Mejor no Hablar de Ciertas Cosas, de Javier Andrade (Equador)
* El Gato Desaparece, de Carlos Sorin (Argentina)
* Violeta se Fue a los Cielos, de Andrés Wood (Chile)


O palmarés completo pode ser consultado nas páginas do jornal The Miami Herald.
Sangue do Meu Sangue é uma estreia portuguesa de 2011, tendo sido lançada há poucos dias a sua edição especial em DVD. Quanto a Bonsái, chegará às salas portuguesas no próximo mês de Maio.


domingo, 11 de março de 2012

On the Road

O livro está no meu top ten, aguardo ansiosamente o filme!
Publicado originalmente em Split Screen

É um dos filmes mais aguardados do ano. Já o era em 2011, mas nunca chegou a estrear. Agora aposta-se que competirá no Festival de Cannes 2012 e já tem poster e trailer oficial: falamos de On the Road, do brasileiro Walter Salles.

On the Road é uma aguardada adaptação do romance de Jack Kerouac, considerado como a obra-prima da literatura beat generation e que influenciou a juventude norte-americana dos anos 60 a partirem pelo país de mochila às costas. O livro conta a história de dois jovens que atravessam os Estados Unidos e é adaptado para o grande ecrã pelo porto-riquenho Jose Rivera (nomeado para o Óscar de Melhor Argumento Adaptado por Diários de Motocicleta).

O filme conta com Sam Riley (Control) e Garrett Hedlund (TRON: Legacy) no papel de Sal Paradise e Dean Moriarty (que se acreditam ser alter egos de Jack Kerouac e Neal Cassidy, grandes amigos e conhecidos pelo seu impacto na beat generation). A eles juntam-se Kristen Stewart (da saga Twilight), Kirsten Dunst (Melancholia), Tom Sturridge (Pirate Radio), Viggo Mortensen (The Road), Amy Adams (The Fighter), Alice Braga (Blindness) e Steve Buscemi (Boardwalk Empire), entre outros.


Em Portugal, a estreia de On the Road está prevista para 31 de Maio.

Ler mais: http://splitscreen-blog.blogspot.com/#ixzz1oo1QTQtb

sexta-feira, 9 de março de 2012

Pelo cinema de Andy Warhol

Publicado originalmente em sound+vision

Uma boa notícia para os admiradores de Andy Warhol. Foi recentemente editado nos EUA um livro dedicado à sua produção cinematográfica (em parte preservada hoje pelo MoMA, que detém desde 2007 cópias de 50 dos seus filmes). Com o título Our Kind of Movie: The Films of Andy Warhol, este livro de 182 páginas de Douglas Crimp (já lançado nos EUA e com edição inglesa prevista para inícios de abril) apresenta um olhar atento pelos filmes que Warhol rodava, geralmente sem argumento escrito, vivendo frequentemente das sugestões do momento, dos lugares e dos “elencos” que juntava entre os que circulavam em seu redor. Ao todo foram mais de 100 filmes e cerca de 500 retratos habitualmente referidos como ‘screen tests’... É este o universo sobre o qual se debruça o autor neste título onde, apesar da visão conjunta, destaca como peças centrais os filmes Chelsea Girls, Blow Job e Screen Test No. 2. Douglas Crimp, o autor deste livro, é professor de História da Arte na Universidade de Rochester. É ainda autor de On the Museum's Ruins e de Melancholia and Moralism: Essays on AIDS and Queer Politics, ambos publicados pela MIT Press. 

Podem ler um artigo sobre este livro aqui.

E aqui uma lista dos filmes de Andy Warhol.

OS DESCENDENTES: A Família é um Arquipélago

Publicado originalmente em: http://aeiou.visao.pt/os-descendentes-a-familia-e-um-arquipelago=f643941

E cada homem huma ilha rodeada de surfistas, tubarões e senhores de camisa colorida. O mais interessante neste filme (zinho) que está entre os 9 nomeados aos óscares é mesmo o quotidiano, raramente mostrado no cinema, dos americanos no Havai, as sua mansões com piscina e o hábito de descalçar os sapatos antes de entrar em casa


Alexander Payne parece estar a especializar-se num tipo de filme muito particular: plots elementares, tão tangenciais entre o drama e a comédia que os géneros se emaranham, centrados em personagens masculinas, por sua vez sustentadas por grandes atores, capazes carregar menires (leia-se: guiões um bocado calcificados) montanha acima. Primeiro foi Jack Nicholson ("Confissões de Schmidt", em 2002), depois Giamatti ("Sideways", 2004), e agora Clooney. E George Clooney, para além do design facial único, tem músculos de Sísifo para desempenhar este viúvo anunciado (a mulher está em coma), e é ele quem impede a história de entrar, também ela, em estado comatoso. Nesta intermitência (enquanto as máquinas não são desligadas), anda por ali a surfar as ondas errantes do guião, e a cruzar-se com personagens, umas dispensáveis outras desiludem, homens de camisas floridas e sandália, de ilha em ilha, ao som do ukaleke havaiano. Advogado, descendente dos primeiros colonos do Havai, pai de reserva, "o suplente", aprende a conhecer as duas filhas nada dóceis. Mas o reencontro paterno perde-se num outro, e algo caricato, reencontro com um passado menos edificante da moribunda mulher - instigado, aliás pela filha mais velha. Mas afinal reencontra-se ainda mais com o pedaço de terra dos antepassados, recusando vendê-lo para criar mais um resort e campo de golfe, e que pretende criar o "efeito uau!" nos espetadores, com paisagens verdejantes e praias de águas turquesa ao fundo, mas na realidade não são nada de especial. No fundo, uma "grand'a volta" para dizer - e Clooney é tão bom em off como em viva voz - "que a família é um arquipélago. As ilhas pertencem ao mesmo mas estão separadas". Enfim, se não era isto que queria dizer, pode ser também outra coisa qualquer - para o caso tanto faz. Os Descendentes De Alexander Payne, The Descendants, com George Clooney, Shailene Woodley, Amara Miller. Drama, 115 min, EUA, 2011 

quinta-feira, 8 de março de 2012

OK Go - Needing/Getting - Official Video

Não posse deixar de postar... brilhante!

Bon Iver nos Coliseus de Lisboa e Porto em Julho

Projeto do norte-americano Justin Vernon estreia-se em Portugal com dois concertos. Bilhetes à venda esta sexta-feira. "Toca a arranjar bilhetes!"


Bon Iver tem estreia marcada em Portugal com dois concertos: o norte-americano Justin Vernon e companhia atuam no Coliseu dos Recreios, em Lisboa no dia 24 de julho e no Coliseu do Porto a 25 de julho.

Os bilhetes para os concertos são colocados à venda na próxima sexta-feira, dia 9 de março (10h00), e os preços dos bilhetes variam entre os €30,00 e os €35,00 para o concerto de Lisboa e entre os €25,00 e os €35,00 para o do Porto.

O projeto de Vernon foi recentemente galardoado com dois prémios Grammy: Artista Revelação e Melhor Álbum Alternativo, respetivo ao disco de 2011 Bon Iver, Bon Iver . O sucessor de For Emma, Forever Ago (2008) foi também eleito um dos melhores álbuns do ano passado pela redação da BLITZ, tendo ficado no quinto lugar.

Veja abaixo o teledisco do novo single de Bon Iver, "Two Towers".


Bon Iver -  Towers (Official Music Video) from Bon Iver on Vimeo.



Ler mais: http://blitz.aeiou.pt/bon-iver-nos-coliseus-de-lisboa-e-porto-em-julho=f80036#ixzz1oWKQ5XOW

quarta-feira, 7 de março de 2012

The Walking Dead cada vez melhor...

Publicado por João Lopes em sound + vision

 A segunda temporada da série The Walking Dead (Fox) é um pequeno grande acontecimento no panorama das séries televisivas. Desde logo, porque contraria a pompa conceptual (Dexter) ou cenográfica (Downton Abbey) que tem vindo a contaminar algumas dessas séries, adoptando um simpático e linear revivalismo cinéfilo, apostado em celebrar a tradição das histórias de zombies. Mas também, paradoxalmente, porque tal revivalismo tende a esbater-se, dando lugar a uma crescente elaboração psicológica. Seria, talvez, o menos óbvio, mas é o que está a acontecer: esta história de um grupo ameaçado por zombies transformou-se num dramasuspenso em que, subitamente, são testadas algumas noções tradicionais de família, geração e comunidade. Instalou-se, assim, um enigma central que nada tem a ver com o estratagema de Loste afins (em que se vão tirando coelhos da cartola para fingir que está realmente a acontecer alguma coisa): The Walking Dead contempla e escalpeliza o carácter indecifrável da condição humana. As suas promoções, incluindo as frases disparatadas que pontuam os intervalos de cada episódio, bem se esforçam para que nos afastemos, mas The Walking Dead está cada vez melhor.

The Magnetic Fields, Love At The Bottom of The Sea

Publicada originalmente por Nuno Galopim em sound + vision


3 / 5

Os Magnetic Fields, a mais nutritiva das frentes criativas de Stephin Merritt (que também grava discos através de nomes como os Gothic Archies, The 6ths ou Future Bible Heroes) eram um dos segredos mais bem guardados da música (pop) quando, nos anos 90, lançavam discos como The Wayward Bus (1992), Holyday (1994) ou The Charm of The Highway Strip (1995). E foi preciso esperar por 1999 e pela visão conceptual de 69 Love Songs (um álbum triplo feito de 69 histórias de amor contadas das mais diversas formas e abordagens instrumentais) para que o mundo desse conta do talento (e do muito peculiar sentido de humor) de Stephin Merritt... Daí em diante tudo mudou. Os discos que se sucederam tiveram ampla projeção, as digressões outra visibilidade e houve até mesmo um documentário sobre o músico. Todavia, no período pós-69 Love Songs os Magnetic Fields deram por si entregues a um programa conceptual, através do qual surgiu uma trilogia de discos sem a presença (pelo menos demasiado evidente) dos sintetizadores, ferramenta fundamental na criação das canções da banda nos anos 90. Sucederam-se assim i (2004), Distortion (2008) e Realism (2010), perdendo gradualmente o viço da visão instrumental que era antes a sua imagem de marca e sublinhando cada vez menos vantajosas comparações (inevitáveis, é verdade) com o álbum de 1999 que entretanto acabara coroado como referencia da música dos noventas. E eis que chegamos a 2012 e reencontramos em Love At The Bottom of The Sea os Magnetic Fields de outros tempos. Os sintetizadores estão de volta, mantendo-se a presença das letras espirituosas e geometricamente talhadas ao serviço da muito característica personalidade de Merritt, a sua voz de barítono e o tom de desencanto luminoso que sempre fez escola entre as suas canções. Não se repete a multidão de variações possíveis de 69 Love Songs (naturalmente, que desta vez há apenas 15 e todas elas com menos de três minutos) nem mesmo o alinhamento mostra a mais inspirada das suas coleções de canções. Mas Love At The Bottom Of The Sea é um bom exemplo de como o reencontro com um patamar de conforto pode travar o declínio (que o rumo dos discos anteriores sugeria). E mesmo sem inventar nem propor nada que não tenhamos já escutado (os jogos de sons, a visão crítica do autor sobre o nosso mundo, os seus títulos ou até o tipo de rimas) dá-nos um belo disco de canções pop. E já não é nada mau...

segunda-feira, 5 de março de 2012

Os melhores filmes do Fantasporto 2012, por Tiago Ramos

Publicado Originalmente em : Split Screen



Foram quinze dias intensos de cinema. Deixo agora o meu top com as melhores longas-metragens exibidas no festival Fantasporto 2012. Sempre subjectivo, claro.




1. Shame (2011), de Steve McQueen

2. Bellflower (2011), de Evan Glodell

3. Juan de los Muertos (2011), de Alejandro Brugués

4. Kill List (2011), de Ben Wheatley

5. Lena (2011), de Christophe Van Rompaey

6. Avé (2011), de Konstantin Bojanov

7. Guilty of Romance (2011), de Shion Sono

8. Eva (2011), de Kike Maíllo

9. Hell (2011), de Tim Fehlbaum

10. The Slut (2011), de Hagar Ben-Asher

11. Lobos de Arga (2011), de Juan Martínez Moreno

12. This Must Be the Place (2011), de Paolo Sorrentino

13. Rose (2011), de Wojciech Smarzowski

14. Madonna's Pig (2011), de Frank Van Passel

15. Immaturi (2011), de Paolo Genovese

16. A Moral Conjugal (2011), de Artur Serra Araújo

17. Eddie (2011), de Boris Rodriguez

18. Keyhole (2011), de Guy Maddin

19. The Holding (2011), de Susan Jacobson

20. Life in One Day (2009), de Mark de Cloe

21. Un cuento chino (2011), de Sebastián Borensztein

22. Bag of Bones (2011), de Mick Garris

23. Attack the Block (2011), de Joe Cornish

24. Code 37: The Movie (2011), de Jakob Verbruggen

25. In the Dark Half (2012), de Alastair Siddons

26. The Theatre Bizarre (2011), de Douglas Buck, Buddy Giovinazzo, David Gregory, Karim Hussain, Tom Savini e Richard Stanley

27. Hotel Lux (2011), de Leander Haußmann

28. Zombie Ass: Toilet of the Dead (2011), de Noburu Iguchi

29. Meat (2010), de Victor Nieuwenhjuijs and Maartje Seyferth

Não vi muitas das curtas-metragens exibidas no festival, mas a grande maioria das que vi são de fraca qualidade, bastante inferiores a anos anteriores. Das que vi, eis o meu top:

1. Colour Bleed (2011), de Peter Szewczyk

2. The Monster of Nix (2011), de Rosto

3. Artur (2011), de Flávio Pires

4. The Lost Town of Switez (2011), de Kamil Polak

5. 8 (2011), de Raúl Cerezo

6. Le vivier (2011), de Sylvia Guillet

7. Lizard Girl (2011), de Si-Young Choi

8. Le jour où le fils de Raïner s'est noyé (2011), de Aurélien Vernhes-Lermusiaux

9. Hope (2011), de Pedro Pires

10. Nuru (2011), de Micheal Palmaers

Ler mais: http://splitscreen-blog.blogspot.com/#ixzz1oEosCt4I

domingo, 4 de março de 2012

Morre o criador de Darth Vader





O ilustrador Ralph McQuarrie, que concebeu cenários e muitas das figuras de ‘Guerra das Estrelas’, incluindo Darth Vader, Chewbacca e os robots R2-D2 e C-3PO, morreu este sábado aos 82 anos, de causas naturais.



Ao saber da morte do artista, o realizador George Lucas emitiu um comunicado em que lamenta a perda de um colaborador genial.


“O Ralph McQuarrie foi a primeira pessoa que eu contratei para me ajudar a conceber ‘Guerra das Estrelas’. Os seus desenhos inspiraram toda a equipa da trilogia original”, escreveu.