quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Estreias de 29 de dezembro

O Deus da Carnificina (Carnage)


Ano: 2011
Realização: Roman Polanski
Género: Comédia

Os casais Longstreet (Jodie Foster e John C. Reilly) e Cowan (Kate Winslet e Christoph Waltz) encontram-se para resolver uma briga entre Zachary e Ethan, os seus filhos de 11 anos. Porém, se ao princípio tudo parece correr civilizadamente, à medida que a conversa se desenvolve, um problema mais ou menos insignificante começa a tomar novas proporções, com os quatro a revelarem mais infantilidade do que os seus próprios filhos que, teimosamente, não cessam de defender. Mas será que, em algum momento, um deles será capaz de agir como um adulto e parar aquela "carnificina"? Realizado por Roman Polanski, uma comédia dramática sobre o comportamento humano, baseada na aclamada peça de Yasmina Reza.
Outras sugestões: 


Enterrado (Buried)
Este filme já o vi e é daqueles filmes que não aconselho ver numa tela tão grande como a de um cinema. Engole-nos e enterra-nos junto com o protagonista. Um filme que não irei esquecer tão facilmente...muito bom.

Ano: 2010
Realização: Rodrigo Cortés
Argumento: Chris Sparling
Género: Thriller

Paul Conroy (Ryan Reynolds) é um cidadão americano que trabalha como camionista no Iraque. Um dia, durante um assalto é deixado inconsciente. Quando acorda, percebe que foi enterrado vivo. Em pânico, sem qualquer explicação para o sucedido, com apenas um isqueiro e um telemóvel como hipótese de salvação, ele vai viver os piores 90 minutos da sua vida. Um filme claustrofóbico, realizado pelo espanhol Rodrigo Cortés ("Concursante"), que explora alguns dos piores medos do ser humano.


Bruna Surfistinha - O Doce Veneno do Escorpião
Ano: 2011
Realização: Marcus Baldini
Género: Drama, Biografia
Aos 17 anos, Raquel Pacheco descobre que foi adoptada. Revoltada, abandona a casa dos pais adoptivos e inicia-se nas drogas e prostituição. Assim, com o nome de Bruna Surfistinha, ela torna-se numa das mais requisitadas prostitutas de luxo da cidade de São Paulo. A sua fama atinge o auge quando, em 2005, decide publicar as suas rotinas e experiências pessoais num blogue, que rapidamente atinge mais de dez mil visitas mensais e que, mais tarde, daria origem a um livro, escrito pelo jornalista Jorge Tarquini. Este filme, realizado por Marcus Baldini e com Deborah Secco como protagonista, conta a história real desta mulher que, devido ao seu percurso singular foi, inclusivamente, tema de um artigo no "The New York Times".

Apollo 18 - Missão Proibida (Apollo 18)

Ano: 2011
Género: Ficção-científica, Thriller
Segundo a versão oficial da NASA, Apollo 17 foi a sexta e última missão do Projecto Apollo, pisando o solo lunar em 1972. A missão 18 terá sido abortada por questões políticas e financeiras. Mas, uma série de filmagens recém-descobertas mostram o lançamento de Apollo 18, em Dezembro de 1974, secretamente autorizado pelo Departamento da Defesa do Governo norte-americano, que nunca terá regressado à Terra. Através delas se revela um segredo guardado durante 40 anos onde reside a explicação para um dos maiores enigmas da História: por que mais nenhuma expedição foi enviada à Lua? Um "thriller" de ficção científica que segue a lógica do "found-footage" (estilo cinematográfico que parte da premissa de imagens supostamente verídicas deixadas por personagens desaparecidas ou mortas), pelas mãos do realizador e argumentista espanhol Gonzalo López-Gallego.

O Rebelde Salvador (Machine Gun Preacher)

Ano: 2011
Realização: Marc Forster
Argumento: Jason Keller
Género: Drama, Biografia
Um filme sobre a história de Sam Childers, um homem com uma vida desregrada e ligada às drogas e ao álcool que, após a saída da prisão, decide mudar o rumo da sua vida. Ao deslocar-se ao Uganda e Sudão, através de uma empresa de construção de casas para refugiados, Childers depara-se com um cenário de violência e sofrimento. Aí, ele acaba por encontrar o verdadeiro sentido da sua existência na dedicação aos outros, resgatando, com a ajuda da sua mulher e do Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA), crianças órfãs usadas como soldados pelo Exército de Resistência do Senhor (LRA). Com realização de Marc Forster ("Monster's Ball - Depois do Ódio", "O Menino de Cabul") e argumento de Jason Keller, o filme adapta o livro de memórias "Another Man's War", do próprio Sam Childers, que, neste filme, é interpretado por Gerard Butler.

Justiça (Seeking Justice)

Ano: 2011
Realização: Roger Donaldson
Género: Thriller
Após a sua mulher ter sido assaltada e violada, Will Gerard (Nicolas Cage) é contactado por Simon (Guy Pearce), o representante de uma misteriosa organização que se propõe a ajudá-lo na sua ânsia de vingança. Este grupo secreto é formado por um grupo de cidadãos de todas as classes que, perante as autoridades policiais pouco eficazes no que concerne ao combate aos crimes violentos, se reúne com o intuito de fazer justiça pelas suas próprias mãos. Porém, tudo tem o seu preço e o que Will não poderia prever era que em troca daquele favor ele teria de matar outra pessoa... Um "thriller" de acção realizado por Roger Donaldson ("O Cume de Dante ", "O Recruta", "O Golpe de Baker Street").

Sinopses: Cinecartaz Público

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Os melhores discos de 2011 para sound+vision




N.G.:
Pop/rock: Um ano de muitos discos (como tantos outros), mas com uma ideia dominante que ajudará, um dia, a memória a evocar 2011 segundo uma série de títulos, nomes e... um som. Com genética primordial no dubstep, uma relação com a canção, ferramentas electrónicas e um trabalho atento a filigranas de discretos acontecimentos, 2011 teve em nomes como James Blake, Nicholas Jaar, Jamie Woon ou Jai Paulalguns dos seus mais importantes embaixadores. O primeiro, que fora já uma das mais sérias promessas de 2010 confirmou em pleno as expectativas num álbum absolutamente notável que podemos entender como paradigma desta forma de fazer música. Apesar de ter já editado um primeiro disco em 2008, o nova iorquino Son Luxfez de We Are Rising o mais interessante dos momentos menos mediatizados do ano, num álbum criado em apenas 28 dias que serve, de certa forma, para dar continuidade a uma visão que busca caminhos novos além dos horizontes da pop, tal e qual o fez Sufjan Stevens em The Age of Adz. PJ Harvey, sob minimalismo de recursos, mas profundamente expressiva no retrato que traça da Inglaterra de hoje fez de Let England Shake o melhor dos discos de uma das mais impressionantes discografias do nosso tempo. Pela lista surgem ainda as canções de travo retro de John Maus, o regresso eloquente e gourmet de Kate Bush, o paisagismo ambiental de Julianna Barwick, as belíssimas canções de Bon Iver, a pop elegante de Destroyer, o encontro iluminado de Mimi Goese com Ben Neill ou as visões cénica e texturalmente ricas de Nicholas Jaar. O ano destacou ainda discos de uns Sound of Arrows, Cat’s Eyes, Alex Turner, David Lynch, Björk ou John Vanderslice. Mas um top 10 é um top 10...

1 . James Blake, James Blake
2 . Son Lux, We Are Rising
3. PJ Harvey. Let England Shake
4. John Maus, We Must Become The Pityless Consors of Ourselves
5. Kate Bush, 50 Words For Snow
6. Julianna Barwick, The Magic Place
7. Bon Iver, Bon Iver
8. Destroyer, Kaputt
9. Mimi Goese + Ben Neill, Songs for Persephone
10. Nicholas Jaar, Space Is Only Noise



Música portuguesa: Há muito que a música eléctrica portuguesa não escutava um disco assim. Intenso e diferente. E tudo sob um mínimo de recursos. Ana Deus e Alexandre Soares juntaram-se como Osso Vaidoso, a voz tendo por principal companhia uma guitarra eléctrica, as canções mostrando como com pouco se faz muito, às palavras sendo concedido um protagonismo que a tudo dá sentido. O ano teve uma vez mais em B Fachada um dos seus momentos de referencia, desta vez num disco que colocou o piano como principal elemento ao serviço da composição. Destaque-se ainda a confirmação das boas ideias pop de uns Capitães da Areia e a forma como Sérgio Godinho optou por celebrar os 40 anos de carreira com um disco de originais. 

1 . Osso Vaidoso, Animal
2 . B Fachada, B Fachada
3 . Capitães da Areia, O Verão Eterno
4 . Sérgio Godinho, Mútuo Consentimento
5. You Can’t Win Charlie Brown, Chromatic
6. The Gift, Explode
7. Tiago Sousa, Walden Pond’s Monk
8. Aquaparque, Pintura Moderna
9. Amália Rodrigues, Amália Canta David
10. Joana Sá, Through This Looking Glass 


Clássica: Depois de um 2010 que teve em Mahler um dos compositores mais presentes nos escaparates dos novos lançamentos, 2011 viu numa gravação da Sinfonia Nº 2 do grande sinfonista austríaco o seu melhor momento. A gravação, pela London Philharmonic Orchestra, é dirigida pelo jovem maestro russo Jurowski e revela tanto uma capacidade em explorar toda a melancolia que a música transporta como o sublinhar dos instantes exultantes que vincam a noção de ressurreição que afinal a caracteriza. Destaque maior ainda para um olhar sobre o 11 de Setembro por Steve Reich, numa obra que explora princípios que o compositor lançara há anos em Different Trains. Da multidão de discos lançados a assinalar o ano Liszt vale a pena reter a gravação dos seus dois concertos para piano, com Barenboim (solista) e Bloulez (maestro), acompanhados pela Staatskapelle Berlin. De um ano de muitos lançamentos na área da música clássica referências ainda à continuação de ciclos dedicados a Shostakovich e Sibelius, respectivamente por Petrenko e Inkinen, um Berlioz na voz de Von Otter e à presença da música do século XXI em gravações de obras de Adams, Denehy, Muhly e Bryars. 

1. Jurowski / London Phil Orchestra – Mahler, Symphony N. 2
2. Steve Reich / Kronos Quartet – Reich, WTC 9 / 11
3. Baremboim + Boulez / Staatskapelle Berlin – Lizst, The Piano Concertos
4. Petrenko / Liverpool Phil Orchestra – Shostakovich, Symphonies 6 & 12
5. Von Otter + Tamestit, Minkowski / Les Musiciens du Louvre - Berlioz, Les Nuits d’Eté
6. Adams / International Contemporary Ensemble – Adams, Son of Chamber Symphony
7. van Raat + Nederlands Radio Ch. Philharmonic / Tausk – Bryars, The Piano Concerto
8. Upshaw + Lionáird, Pierson / Crash Ensemble - Denehy, Gra Agus Brás
9. Gould + Collon / Aurora Orchestra - Muhly, Seeing is Believing
10. Inkinen / New Zeland Symphony Orch – Sibelius .- Symphonies 6 & 7 + Finlandia



J.L.: 
Insólita paisagem, esta a que a digitalização conduziu a música: tudo coexiste, tudo colide, cada gesto é contaminação de outro, deixou de haver “linha da frente”. É num contexto assim que, creio, pode fazer sentido não esquecer o mais ousado dos mais jovens, de seu nome Miles Davis. Além do mais, temos o fado. Parafraseando os actores do programa de humor da RTP1, Estado de Graça, este é o tempo de uma histeria em que os fadistas brotam das pedras da calçada... Será que vamos perder tudo nas soluções mais fáceis do marketing e na banalização gerada pelo rótulo da “world music”? Fiquemo-nos pelas coisas certas: Cuca Roseta está aí e através do seu prodigioso álbum de estreia mantemo-nos ligados à terra. 

CUCA ROSETA, Cuca Roseta
LIVE IN EUROPE 1967/THE BOOTLEG SERIES VOL. 1, Miles Davis
BLOOD PRESSURES, The Kills
WE ARE RISING, Son Lux
RIO, Keith Jarrett
THE KING OF LIMBS, Radiohead
WHOKILL, tUnE-YarDs
SUPER HEAVY, Super Heavy
4, Beyoncé
ANNA CALVI, Anna Calvi

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

PJ Harvey com 2011 em grande

"Let England Shake", de PJ Harvey, foi eleito pela equipa do site Cotonete como o Melhor Álbum Internacional de 2011. O disco da cantora inglesa sucede a "The Suburbs" dos Arcade Fire (em 2010), "Fever Ray" de Fever Ray (em 2009) e "Third" dos Portishead (em 2008), que obtiveram iguais distinções. 

Outra artista inglesa figura no pódio, Anna Calvi, através do seu álbum homónimo de estreia, que obteve o segundo lugar na lista deste ano. "El Camino" dos Black Keys, apesar de recentemente editado, ainda foi a tempo de alcançar a terceira posição. 

O top 30 dos melhores álbuns de 2011 para o site Cotonete é o seguinte:
A amarelo estão os meus favoritos...
1º PJ Harvey - Let England Shake 
2º Anna Calvi - Anna Calvi 
3º Black Keys - El Camino 
4º Battles - Gloss Drop 
5º Adele - 21 
6º Metronomy - The English Riviera 
7º Lady Gaga - Born This Way 
8º TV on the Radio - Nine Types of Light 
9º Suuns - Zeroes QC 
10º Rumer - Seasons of My Soul 
11º Bon Iver - Bon Iver 
12º tUnE-yArDs - w h o k i l l 
13º Tyler, The Creator - Goblin 
14º Jane's Addiction - The Great Escape Artist 
15º Michael Bublé - Christmas 
16º Cults - Cults 
17º Lady Antebellum - Own the Night 
18º Mastodon - The Hunter 
19º Beastie Boys - Hot Sauce Committee Part Two 
20º Amy Winehouse - Lioness: Hidden Treasures 
21º The Kills - Blood Pressures 
22º Washed Out - Within & Without 
23º Rihanna - Talk That Talk 
24º Austra - Feel It Break 
25º Tony Bennett - Duets II 
26º Raphael Saadiq - Stone Rollin' 
27º Lykke Li - Wounded Rhymes 
28º Kurt Vile - Smoke Ring for My Halo 
29º Feist - Metals 
30º LeAnn Rimes - Lady & Gentlemen

Dexter foi a série mais pirateada da TV norte-americana em 2011


Dexter
Foto: Reprodução


O TorrentFreak divulgou sua lista anual dos programas de TV mais pirateados nos Estados Unidos. A atração do Showtime Dexter encabeçou esse ranking.

Estes dados são baseados num cálculo que diz o número médio de downloads de cada episódio no site BitTorrent, comparando esses dados com a estimativa de audiência do capítulo na televisão.

Curiosamente, entre 2010 e 2011, Dexter teve uma queda, de leve, na audiência tanto da TV quanto na pirataria.

As sitcoms continuam segurando a audiência mais na TV do que na internet. Provavelmente por terem o poder de atrair mais público casual – aquele que não necessariamente acompanha uma temporada religiosamente, mas que senta para almoçar na frente da TV e sintoniza em uma série mais leve e que dê para ser entendida mesmo que o espectador não tenha assistido aos episódios anteriores.

Listados abaixo estão todas as séries que entraram para o ranking. Os números ao lado de cada uma representam, respectivamente, os downloads ilegais por episódio e a quantidade média de espectadores por episódio.

Dexter - 3.620.000 - 2.190.000
Game of Thrones - 3.400.00 - 3.040.000
The Big Bang Theory - 3.090.000 - 3.040.000
House - 2.760.000 - 9.780.000
How I Met Your Mother - 2.410.000 - 12.220.000
Glee - 2.200.000 - 9.210.000
The Walking Dead - 2.060.000 - 7.260.000
Terra Nova - 1.910.000 - 9.220.000
True Blood - 1.850.000 - 5.530.000
Breaking Bad - 1.730.000 - 2.580.000

domingo, 25 de dezembro de 2011

Utah Film Critics Awards 2011: Os vencedores




Em Utah, Drive foi aclamado como Melhor Filme do ano, vencendo também na categoria de Melhor Actor Secundário (Albert Brooks) e Melhor Fotografia.

Melhor Filme
Drive
Vice-campeão: The Artist

Melhor Realizador
Michel Hazanavicius por The Artist
Vice-campeão: Nicholas Winding Refn por Drive

Melhor Actor
Joseph Gordon-Levitt em 50/50
Vice-campeão: Jean Dujardin em The Artist

Melhor Actriz
Michelle Williams em My Week with Marilyn
Vice-campeã: Rooney Mara em The Girl with the Dragon Tattoo

Melhor Actor Secundário
Albert Brooks em Drive
Vice-campeão: Christopher Plummer em Beginners

Melhor Actriz Secundária
Amy Ryan em Win Win
Vice-campeã: Vanessa Redgrave em Coriolanus

Melhor Argumento Original
Will Reiser por 50/50
Vice-campeão: Mike Mills por Beginners

Melhor Argumento Adaptado
Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash por The Descendants
Vice-campeão: Jason Segel e Nicholas Stoller por The Muppets

Melhor Fotografia
Newton Thomas Sigel por Drive
Vice-campeão: Emmanuel Lubezki por The Tree of Life

Melhor Documentário
Senna
Vice-campeão: Project Nim

Melhor Filme Estrangeiro
A Separation (Irão)
Vice-campeão: 13 Assassins (Japão)

Melhor Filme de Animação
Rango
Vice-campeão: The Adventures of Tintin & Kung Fu Panda 2

Ler mais: http://splitscreen-blog.blogspot.com/#ixzz1haPJRsyVb

The xx release new demo 'Open Eyes' - audio


Photo: Photo: Pieter M Van Hattem/NME
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Photo Gallery: The xx
Photo: Pieter M Van Hattem/NME

The xx posted a demo of a new song titled 'Open Eyes' on their official blog today. You can listen to it by clicking on the player at the bottom of this story.

The band wrote:

'Open Eyes' is a demo we did whilst creating our new album, we just wanted to share it with you. xx The xx


They started the blog to document the recording process of the follow up to theirBarclaycard Mercury Prize-winning debut record 'xx'. In November, they shared: "We have started recording our second album! We have also started this blog where we will post our inspirations and pictures and favourite songs." 

In an In an interview with The Creators Project, Jamie xx revealed that the new record has been influenced by "club music", and that they want to release it in time for next year's festival season. The band are set to make their live comeback next year at Primavera Sound festival in Barcelona.

"The majority of stuff that I'm working now is The xx stuff," he said. "We're just about to start recording. Hopefully we'll get it done in time to be asked to do festivals next year, because that's the most fun."

sábado, 24 de dezembro de 2011

Merry Christmas...

Merry Crisis and a Happy New Fear...

Alguns dos meus álbuns do ano



PMAs 100 Best Songs of 2011 featureFeist
The Bad In Each Other
Metals
PMAs 100 Best Songs of 2011 featureSt. Vincent
Cruel
Strange Mercy


PMAs 100 Best Songs of 2011 featureBeirut
East Harlem
The Rip Tide

PMAs 100 Best Songs of 2011 featureDestroyer
Kaputt
Kaputt
PMAs 100 Best Songs of 2011 featureTwin Sister
Kimmi in the Rice Field
In Heaven

PMAs 100 Best Songs of 2011 featureThe Black Keys
Lonely Boy
El Camino

PMAs 100 Best Songs of 2011 featureNeon Indian
Polish Girl
Era Extraña
PMAs 100 Best Songs of 2011 featureWild Beasts
Reach A Bit Further
Smother

PMAs 100 Best Songs of 2011 featureFlorence + the Machine
Shake It Out
Ceremonials

PMAs 100 Best Songs of 2011 featurePJ Harvey
The Words That Maketh Murder
Let England Shake
Devido a um problema a que sou alheio a plataforma Blogger deixou de fazer updates de feed, por isso tive de apagar os posts entre 4 e 24 de Dezembro. Peço desculpa.

As reedições de 2011





Entre os títulos que regressaram no formato de vinil, os lançamentos remasterizados em CD, as edições especiais e as caixas antológicas, houve pano para mangas ao longo de 2011. Na hora de fazer balanços há que juntar à música (que está na origem de cada título reeditado) e à qualidade do som do novo lançamento todo um conjunto de “extras” que vão dos eventuais conteúdos adicionais (que somam ao que se conhecia complementos que aprofundam o retrato do que se recorda) aos textos de acompanhamento, imagens reveladas e mesmo o próprio design que apresenta a reedição. E da soma de todos estes argumentos é difícil não reconhecer na caixa integral dos This Mortal Coil o grande acontecimento do ano. Se na origem a música dos This Motal Coil traduzia uma ideia de síntese do que era a visão da editora 4 AD em meados e finais dos oitentas (apesar de um terceiro álbum lançado já nos noventas), a imagem cedo surgiu como um complemento a todo esse mapa de ideias. A rigor, o reencontro com a obra dos This Mortal Coil fez-se numa caixa que em tudo recuperou o carácter gourmet do design dos dias “clássicos” da 4AD. Outros dois destaques a apontr a outras duas caixas antológicas. O primeiro a dar-nos um panorama (quase total, que faltam pontuais elementos) da obra dos Heróis do Mar. O segundo a juntar numa mesma caixa a miniaturização da obra em álbum dos The Smiths. Aqui fica a listinha que arruma as dez melhores melhores reedições do ano: 

1 – This Mortal Coil, This Mortal Coil 
2 – Heróis do Mar, 1981-1989 
3 – The Smiths, The Smiths Complete
4 – Carlos Paredes – Guitarra Portuguesa (ed. vinil)
5 – U2 – Achtung Baby 20th aniversary DeLuxe Box Set
6 – Marc and The Mambas – Torment and Toreros
7 – Primal Scream – Screamadelica
8 – Pop Dell’Arte – Free Pop 
9 – Simon and Garfunkel – Bridge Over Troubled Water
10 – Leonard Cohen – The Complete Studio Albums Collection

domingo, 4 de dezembro de 2011

"Melancolia" vence Prémios Europeus


Melancolia, de Lars von Trier (esta semana estreado nas salas portuguesas), foi eleito Filme Europeu de 2011. A 24ª edição dos Prémios do Cinema Europeu realizou-se em Berlim, tendo consagrado ainda Susanne Bier (Num Mundo Melhor) como Realizadora Europeia do ano; Pina, de Wim Wenders, arrebatou o prémio da área documental. Os prémios de interpretação foram para Colin Firth (O Discurso do Rei) e Tilda Swinton (We Need to Talk about Kevin). A lista completa de vencedores pode ser consultada no Site da Academia Europeia de Cinema.

sábado, 3 de dezembro de 2011

The Smiths, Complete


Este texto é uma versão editada de um artigo publicado na edição de 25 de Novembro do DN com o título 'O percurso invulgar de uma banda com nome comum'


The Smiths
"Complete"
Rhino
5 / 5
Quatro álbuns de originais, uma mão cheia de singles e um dos mais marcantes (e influentes) fenómenos de culto da história da música popular... Tudo isto aconteceu em apenas cinco anos, transformando um dos nomes mais comuns em língua inglesa (Smith) numa das mais aclamadas carreiras nascidas na década de oitenta. Chamavam-se The Smiths. E, como poucos, souberam captar os sinais do seu tempo numa colecção de canções que, quase 30 anos depois, é ainda exemplo de excelência capaz de, a cada nova geração, cativar novos admiradores. Uma caixa, com a sua discografia editada em álbuns (quatro de originais, três compilações e um disco ao vivo) recorda e arruma a memória da sua obra. Uma música de sonoridade rock, mas feita de canções com alma pop. Um vocalista (Morrissey) com carisma, uma voz única e uma escrita que desenhava retratos realistas mas sob um olhar observador muito pessoal. Um guitarrista (Johnny Marr) com quem Morrissey criou um par criativo de solidez que podemos comparar à da dupla mítica Lennon/McCartney. E com eles uma secção rítmica hábil constituída por Andy Rourke (baixo) e Mike Joyce (bateria). As canções eram de grande simplicidade, a música (onde habitavam referências que vão da memória pop inglesa dos sessentas aos ensinamentos mais recentes de uns Orange Juice, Television, não esquecendo uma admiração maior por David Bowie e Marc Bolan) convivendo com as palavras confessionais que Morrissey vestia com vibrante dramatismo. Num tempo em que as electrónicas haviam desenhado uma ideia de modernidade e uma pose sofisticada tomara a invenção pop, os The Smiths devolveram às guitarras um protagonismo que lhes valeu um reconhecimento de aura quase messiânica. Depois da separação Morrissey encetou carreira a solo. Johnny Marr passou por várias bandas. Mas é por obras de terceiros que reconhecemos quão marcante tem sido o legado dos The Smiths. Se os Blur nasceram motivados por um concerto dos Smiths em 1987, a sua presença revelou-se marcante entre bandas como os The La’s, Suede, Stone Roses ou Happy Mondays ou mesmo os portugueses Rádio Macau. Depois de uma caixa dedicada aos singles, esta nova antologia arruma os álbuns sob uma capa comum. Os discos surgem nas suas versões originais, com as capas devidamente miniaturizadas à dimensão do CD. Uma obra absolutamente essencial, a que aqui se reune!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

New York Film Critics Circle 2011: Os vencedores






Foram hoje anunciados os prémios atribuídos pela NYFCC (New York Film Critics Circle) que premiaram The Artist com o prémio de Melhor Filme e Melhor Realizador. O actor Brad Pitt foi considerado o Melhor Actor pelo seu trabalho em Moneyball e The Tree of Life.
Melhor Filme
The Artist


Melhor Realizador
Michel Hazanavicius por The Artist


Melhor Argumento
Steven Zaillian e Aaron Sorkin por Moneyball


Melhor Actriz
Meryl Streep em The Iron Lady


Melhor Actor
Brad Pitt em Moneyball e The Tree of Life


Melhor Actriz Secundária
Jessica Chastain em The Tree of Life, The Help e Take Shelter


Melhor Actor Secundário
Albert Brooks em Drive


Melhor Fotografia
Emmanuel Lubezki por The Tree of Life


Melhor Documentário
Cave of Forgotten Dreams


Melhor Filme Estrangeiro
A Separation (Irão)


Melhor Primeiro Filme
J. C. Chandor por Margin Call


Prémio Especial
Raúl Ruiz


Ler mais: http://splitscreen-blog.blogspot.com/#ixzz1fDf5aP9a

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Vídeos para Bon Iver

As canções do mais recente álbum de Bon Iver foram ponto de partida para a criação de uma série de pequenos filmes. Aqui ficam as imagens que acompanham Holocene, um dos temas do álbum. A realização é de Dan Huiting e Andre Durand.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

John Grant w/ Midlake



Play Session
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Tracks
1Welcome to Daytrotter
2Sigourney Weaver
3Marz
4TC and Honeybear
5Jesus Hates Faggots
It's The Happiness In Pain, Or Nothing At All

Words by Sean Moeller, Illustration by Johnnie Cluney, Recording engineered and mastered by Sam Patlove

John Grant's from Denver and he's currently living in Sweden, if we can believe what the Internet tells us. He's lived other places, we're sure of it, but when you listen to his masterpiece of an album, "Queen of Denmark" - a record that British magazine Mojo named as the 2010 Record of the Year - you are struck by the thought that the man has no home. He has no safe haven, or at least no place that feels completely safe to him. The record is a gray day that never clears up. There's incessant mental and physical bullying that's being done. It's a perpetual onslaught of being unaccepted and sometimes you hear him being okay with it - for instance on "Jesus Hates Faggots," where he sings, "When we win the war on society, I hope your blind eyes will be open and you'll see" - and other times you hear a sinking, capsized man who wants to bury himself in a comfortable bed and never leave the room. He can hide away and weather the storm that's always out there - of intolerance and general human cruelty. Grant finds his strength ebbing and flowing and he's continuously feeling badgered. It gets bad and it gets good and there's just not much that can be done for the sustainability of the good, it seems. There's a section in the newest Chuck Klosterman book, "The Visible Man," speaking to the overstatement of feeling and how much importance people place on how they feel and what they're feeling at any given time. The argument made by the main character -- a man who's devised a suit to make himself invisible and able to go into people's homes to study how they behave when they're alone, for scientific purposes, he claims - is that people only know how they feel based on pain. They need the pain to give them a basis for anything that might make them feel a different way. Happiness is just a feeling of pain, thought about and felt in an opposite manner. There are many parts of Grant's songs that feel this way - as if they are supposed to be the good moments, those that one would smile through - but they're really just reflections of minor improvements in an otherwise unhappy episode of deep, personal agony. He tends to lyrically make a lot of lists and they tend to be lists of good things and lists of bad things. He might give different explanations or put different headers atop the lists, if they were written out on paper, but they are ultimately things that made people happy and things that make people sad. He sings about marshmallows, butterscotch and raspberries and we find that these are the pros right now. He's trying to make the best of whatever's happening to him, of whatever's going to happen next. Maybe he can save some of those marshmallows for later or find a place for a scoop or two of ice cream. It always sounds like he's going to need it.

John Grant Official Site
Bella Union Records

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Nos Idos de Março, por Tiago Ramos



Título original: The Ides of March (2011)
Realização: George Clooney



A moral da quarta produção de George Clooney atrás das câmaras vem expressa na referência do título a Júlio César, apunhalado pelo conspirador Brutus, no dia 15 de Março do calendário romano. Percebemos então de imediato que em The Ides of March tudo é diferente da ilusão ingénua que vive a personagem de Ryan Gosling, um assessor deslumbrado pela imagem de um candidato que lhe parece ideal. É a partir desse jogo de ilusões e imagens que partimos para o mundo sujo das campanhas políticas, seis anos depois de Good Night, and Good Luck. (2005). Sendo este outro regresso do realizador/actor aos meandros da política, o problema passa a ser precisamente o da comparação. Não que o seu trabalho tenha falta de talento, muito pelo contrário, sendo que - entrando num terreno perigoso - podemos quase apontar George Clooney como um herdeiro do cinema de Sidney Lumet. Mas sobretudo porque o argumento que se resume a uma mostra da falta de valores como honestidade e lealdade no mundo da política - apesar de ser extremamente competente - acaba por ser linear e óbvio na sua conclusão, deixando de lado uma carga emocional que não sendo obrigatória acaba por envolver menos o espectador, que cria pouca empatia com as personagens.


Não é porém isso que tira o mérito de George Clooney atrás das câmaras, que merece uma nomeação ao Óscar naquele que é o seu melhor trabalho de realização. Uma atmosfera intensa que vai convergindo lentamente num duelo contido, mas brilhante, entre as personagens de George Clooney e Ryan Gosling. Um constante jogo de luzes e sombras, entre a verdade e a mentira, tão conveniente quanto genial, uma metáfora para a margem entre a sombra dos bastidores e a luz dos palcos e uma constante ambiguidade de papéis. Porque se ora partimos de um assessor idealista encantado com o homem perfeito, que no fundo ele próprio criou, acabamos por encontrar essa mesma personagem refém da falta de ética que abominou durante tanto tempo e que culmina num teatro de fantoches que tão bem ilustra a situação política actual nos Estados Unidos e que, generalizando, talvez se possa aplicar ao restante globo.

Mas sobretudo é o seu trabalho na direcção de actores que faz de Nos Idos de Março um filme diferente. Teremos encontrado aqui o melhor elenco de 2011? Se os holofotes da história surgem sobre a personagem de Ryan Gosling (agora integrante da A-list de Hollywood e que tem este ano das melhores interpretações) e sobre George Clooney (igual a si mesmo e confiante, num papel que se adequa como uma luva), é sobretudo nos secundários que encontramos um suporte para o filme que nem sempre lhes sabe dar o brilho adequado. Paul Giamatti, Phillip Seymour Hoffman, Evan Rachel Wood, Marisa Tomei e até Jennifer Ehle, que dentro das suas parcas palavras, tão bem encarna a sua personagem (depois de nos ter oferecido outra boa interpretação este ano emContagion), são os pilares da história de um universo cínico e manipulador, onde tão depressa as presas são os predadores e onde nem tudo é o que parece.

E porém, dentro de tanta competência, há sempre um sabor amargo de uma potencialidade nunca atingida ao seu máximo e um anti-clímax fantástico, mas que nos deixa de certo modo desinteressados das personagens e do seu fim. No fundo o lado (a)moral da história e afinal tão óbvio é o mais flagrante aos olhos e aquele que é repetido num dos intensos diálogos: um homem para ser Presidente dos Estados Unidos não pode acabar na cama de uma funcionária, mas pode com certeza provocar uma guerra ou deixar um país à beira de um colapso financeiro.



domingo, 27 de novembro de 2011

Morbidus Bar


Ontem, fui convidado por uma amiga( Patrícia Correia) dos tempos da Ualg, para fazer parte do grupo do Morbidus bar no Facebook. Ela criou este espaço a partir da ideia do grande Saiote e está a ser um sucesso.

Situado na Rua do Prior nº 1, mais conhecida com a Rua do Crime, o Morbidus era o ancoradouro dos mais resistentes...
Uma enxurrada de memórias auditivas pois as olfativas é melhor guardarmos para nós mesmos... Era, por excelência,  o bar da boa música. Deixo aqui alguns exemplos do que por lá se ouvia...











Para ouvir mais... tivessem lá estado!

curiosidade:
A Rua do Crime, nome por que é mais conhecida a Rua do Prior, em Faro, é um dos centros da noite da capital algarvia, estando aí situados alguns dos mais importantes estabelecimentos de diversão (bares e discotecas) nocturna.
É assim chamada a partir de 1986 quando o Jornal "O Crime" ali fez uma reportagem, sobre o alegado uso de drogas. Outra versão deve-se a por essa altura aí ter sido esfaqueado um jovem .
A importância do local como centro da animação nocturna tem origem nos finais dos anos 70, com o aparecimento da Cooperativa de Produção e Consumo Lábios nus, dirigida pelo artista José Bivar.

sábado, 26 de novembro de 2011

Patti Smith nos Inrocks


Grande edição extra da revista francesa Les Inrockuptibles: Electric Lady percorre a carreira de Patti Smith, da discografia às fotografias, da poesia a uma entrevista com William S. Burroghs! E inclui uma prenda muito especial: um CD com quatro faixas registadas durante a edição de 2004 do festival Les Vieilles Charrues [video de Gloria, com breve entrevista no final].

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mais um tributo aos Smiths

Não é a primeira vez que as canções dos Smiths são reinventadas, nem mesmo a primeira ocasião em que algumas versões se juntam num disco-tributo. Mas Please, Please, Please: A Tribute to the Smiths, é a nova proposta que surge neste comprimento de onda. Um olhar sobre as canções de uma das bandas mais marcantes de todos os tempos segundo novas visões que passam por nomes como osWedding Present, Tanya Donelly, Doug Martsch (Built to Spill) ou Katy Goodman(Vivian Girls/La Sera). A edição chega a 13 de Dezembro, pela American Landromat.