Oasis always thrived on tension between the Brothers Gallagher -- not the interpersonal squabbles but their conflict between instinct and discipline. Liam personified the former while Noel flew the flag for the latter and their distinct, differing definitions of rock & roll continued to churn out exciting rock & roll until the end, when Liam’s cavalier attitude toward work proved the final straw for the elder Gallagher. Unsurprisingly, the first solo projects from the two reflected this dichotomy: Liam’s Beady Eye is all big-legged swagger;Noel’s High Flying Birds is tasteful, mannered craftsmanship. Noel often griped how Liamwould prevent Oasis from doing anything unexpected, thereby raising expectations of left turns on High Flying Birds, but the little brass flourishes peppered throughout the record don’t stop the album from playing like a succession of variations on “Don’t Look Back in Anger” and “The Importance of Being Idle.” Craftsman that he is, Gallagher does come up with several keepers -- the Oasis carryovers “Stop the Clocks” and “(I Wanna Live in a Dream in My) Record Machine,” “If I Had a Gun...,” “Everybody’s on the Run” -- but his success ratio is no greater than it was on the last two Oasis albums, where his best tunes were buttressed by good ones from his brother and Andy Bell. Take the highlights fromBeady Eye’s Different Gear, Still Speeding and add them to the highlights from High Flying Birds, and you’ll wind up with a balanced, better record than either individual LPs -- and in a direct competition the elder Gallagher comes up just a little short, as he’s missing anything resembling rock & roll, skimping on quick tempos and loud guitars.
Com Melancholia a estrear esta semana no Lisbon & Estoril Film Festival e a chegar às restantes salas de cinema portuguesas a 1 de Dezembro, deixamos aqui agora os mais recentes posters do filme de Lars von Trier, incluindo alguns motion posters.
Foram sete anos de espera. Não de silêncio, apenas de espera por um verdadeiro sucessor para Real Gone. E foram de facto tudo menos silenciosos estes últimos anos na carreira de Tom Waits que, após esse álbum lançado em 2004, editou uma antologia de raridades, um disco gravado ao vivo e andou pela estrada. Bad As Me,anunciado há algumas semanas através das janelas de comunicação que a tecnologia hoje coloca à disposição de quem tem algo a dizer, é o 17º álbum de originais de Tom Waits, uma vez mais produzido por Kathleen Brennan, palco para algumas colaborações de vulto, o elenco revelando a presença de nomes como Keith Richards (dos Rolling Stones), David Hidalgo (Los Lobos), Marc Ribot ou Flea (Red Hot Chilli Peppers). Bad As Me devolve Tom Waits a terreno “clássico”, pelo alinhamento passando referências aos blues, ao rockabilly, rhythm’n’blues ou folk, entre outros caminhos que, aqui ou ali, moraram já por outros episódios de uma obra hoje conhecedora de uma rara quase unanimidade. Ao mesmo tempo apresenta-o num patamar de grande forma vocal. E continua, em alguns instantes, a descoberta de uma linguagem mais política tão bem experimentada em Real Gone e que agora ora comenta o desgoverno económico que faz as notícias do dia a dia (em Talking At The Same Time) ou a guerra, de um ponto de vista crítico (em Hell Broke Luce). Sem uma lógica de maior arrumação de ideias, como se constara tanto no díptico Blood Money / Alice de 2002 ou em Real Gone, Bad As Me opta antes por caminhar por trilhos onde a cada canção (e todas são relativamente curtas) damos por nós em cenário diferente, tão depressa caminhando entre os blues assombrados de Talking At The Same Timeou pelos ecos de um rockabilly projectado para o século XXI em Get Lost, entre o clima texano do belíssimo Back In The Crowd ou a folk de New Year’s Eve. Nesta altura do campeonato será difícil esperar de Tom Waits um momento de reinvenção de si mesmo como o fez, por exemplo, em Swordfishtrombones. Mas ao dar-nos uma tão nutritiva colecção de canções, de tamanhas vistas largas na abordagem às formas e de tão cuidada cenografia vai bem para lá de mínimos olímpicos, fazendo mesmo de Bad As Me o seu melhor momento desde Alice.
Robert é um pneu sociopata e misantropo com poderes psicocinéticos que vagueia sem rumo pelo deserto da Califórnia, destruindo e fazendo explodir tudo o que encontra pelo caminho. Quando o seu destino se cruza com o de Sheila (Roxane Mesquida), uma atraente rapariga hospedada num motel de beira de estrada, a sua "vida" sem objectivos ganha um novo ânimo, fazendo nascer uma obsessão de difíceis contornos.
Totalmente filmado com câmara fotográfica, um "road movie" conscientemente absurdo, realizado pelo francês Quentin Dupieux, depois de "Nonfilm" (2001) e "Steak" (2006).
"Uma aventura no território da pura crença poética" – Cahiers du Cinéma
"Experimental e divertido; astucioso e magnético" – Libération
"Uma notável paródia aos road thrillers dos anos 70" – New Yorker
Título original: Rubber
Ano: 2010
Realização: Quentin Dupiex
Interpretação: Stephen Spinella, Jack Plotnick, Wings Hauser
Os Garbage confirmaram que vão lançar um novo álbum em 2012. Em entrevista à Billboard, Butch Vig revelou que o registo já está na fase de pós-produção e que os fãs podem esperar por novidades antes da Primavera do ano que vem. O primeiro avanço para o novo trabalho tem edição prevista para Janeiro.
Na entrevista, Vig também confirma que o grupo vai fazer uma digressão de promoção ao álbum. Este é o primeiro disco de estúdio dos Garbage desde "Bleed Like Me" de 2005.
«Vai ter elementos dos quais sempre gostámos: guitarras barulhentas, beats electrónicos e momentos atmosféricos. Tentámos fazer um disco que soasse ao tipo de música que apetece ouvir quando vais a conduzir», diz o músico e produtor, acrescentando que «durante a pausa de cinco anos, os Garbage livraram-se do excesso de carga no seu espaço criativo».
Recentemente o grupo de Shirley Manson gravou uma versão de 'Who's Gonna Ride Your Wild Horses' dos U2, para um disco-tributo a "Achtung Baby", organizado pela revista Q.
Enquanto o filme não chega a estes lados, ficamos com o trailer. Protagonizado por Sean Penn (numa figura que foi visualmente inspirada pela imagem de Robert Smith, dos The Cure), This Must Be The Place é assinado por Paolo Sorrentino. O filme retrata a demanda de uma estrela de rock retirada dos palcos que, ao saber das humilhações que o pai vivera em Auschwitz, procura o elemento das SS que o maltratara (e que sabe estar a viver, escondido, nos EUA). O filme tem por canção-tema o clássico This Must Be The Place dos Talking Heads. Na banda sonora trabalharam David Byrne e Will Oldham.
Foi divulgado o poster da terceira temporada de Modern Family:
O poster segue a linha dos posters utilizados para a segunda temporada da série de comédia, que utilizam como referência o episódio final da primeira temporada, intitulado «Family Portrait». Para a nova temporada de Modern Family deverão regressar Benjamin Bratt (The Cleaner) como Javier Delgado, ex-marido de Gloria e Justin Kirk (Weeds) como Charlie Bingham, chefe de Mitchell. A personagem de Lily será agora interpretada por Aubrey Anderson-Emmons, de forma a fazer uso do crescimento da criança como tema para novos episódios e uma maior interacção com as outras personagens.
Expectations for David Lynch’s first album revolve around two reference points. The most glaring is to his idiosyncratic work as a filmmaker. It is expected that Crazy Clown Time will contain the darkness and mystique of films like Blue Velvet or Mulholland Drive, but the actual stylistic direction of the music is a different question. Although the scores in his films are handled largely by someone else – Krzysztof Penderecki and, most frequently, Angelo Badalamenti – Lynch has more involvement in their craft than most directors. His participation extends beyond simply chronological placement. One of the greatest table-setters of brooding ambience in cinematic history, Lynch aids the songwriting process as well as the production. His most recent film, 2007’s Inland Empire, is a full assertion of his growing interest in solo musical work. Aided by Penderecki, two songs from the film – “Ghost of Love” and “Walkin’ on the Sky” – are practically Lynch solo efforts. They also revealed his singing voice for the first time (or in the case of “Walkin’ on the Sky”, his distorted murmurs).
Taking the musical content from Inland Empire or Twin Peaks is one appropriate reference point when attempting to surmise what Crazy Clown Time sounds like. The other is a less travelled path: his actualprevious work as a solo musician – namely the basic electro-pop efforts “Good Day Today” and “I Know“. “Good Day Today” is a generic electro-pop effort with grimy house effects and vocal pitch distortion, while “I Know” is a more enjoyable and atmospheric work that is better representative of Crazy Clown Time. Knowing the idiosyncratic tendencies of Lynch’s films, many expected more innovation and left-field characteristics than “Good Day Today”. The tracks on Crazy Clown Time, while less accessible and occasionally duller, are noticeably more adventurous and dependent on ambience, like “I Know”. The knowledge he acquired from producing “Good Day Today” and “I Know” is applied wisely here; there are still bits of engaging electro-pop, but they lack the straightforwardness and novelty feel of his past forays in the style. For some this makes his music even more difficult to listen to. For others – namely the many admirers of the sound components in his films – it sounds like a very helpful component in defining precisely what “Lynchian” means.
Regardless of which reference point you apply, it is best to venture into Crazy Clown Time with as little context as possible. The same can be said for much of his films, especially the ultra-ambitious ones likeInland Empire or Lost Highway. Also like those films, Crazy Clown Time takes a direction that makes the viewer feel isolated and singularly immersed in the content. One of the reasons is that this is truly a Lynch solo album. His fingerprints are all over every track, and apart from Karen O’s cameo on opener “Pinky’s Dream” it’s Lynch and Lynch alone. Karen O’s seductive voice kicks off the track. “Please Pinky, watch the road.” Cue the famous Lost Highway shot of the open road, surrounded by darkness apart from dim headlights. Spaghetti-western guitars with a brooding pace back her whimpers and whispers, the latter being very reminiscent of Sarah Nixey’s work with Black Box Recorder. A similar dose of automated drums and warbly guitars is apparent as well. It’s an excellent opener to Crazy Clown Time, and actually the most accessible song Lynch has ever written.
After Lynch’s voice travels the mundane distances of several pitch-induced effect pedals in “Good Day Today”, listeners are treated to the more barebones “So Glad”. Although Lynch’s guitar work is hardly the product of a virtuoso, his quick riffs and variety of tones provide the right melodic grabs – both when applied to the track’s mood and overall composition. His preference for single wavering notes over chords is also prevalent. “I’m so glad you’re gone,” Lynch croons over an industrial synth pad and hypnotizing drum loop, with a pleasant hook arriving when he repeats “so glad” over gentle electric-acoustic tugs. The guitar work at the end actually resembles Flaming Lips’ work on Embryonic; the result is jagged and sometimes off-putting, but as a result it strikes a memory full of vivid colors and moods.
Crazy Clown Time – 11/8
“Noah’s Ark” consists of Lynch whispering (literally) over the need for music on a dark lonely night of rain; the latter’s image sets in when rain drops take over the backing ambience, with a lush stirring synth pad working with a very placid bass line. Can you hear a slight funk influence? Perhaps if you speed it up. The eerie atmosphere, static-y vocal cuts, and variable percussive feel one that seems prone to plenty of remixes, good and bad. This one relies on a very repetitive song structure, like many efforts on Crazy Clown Time. “Noah’s Ark” is successful in employing it, but others are not so fortunate.
Overly lengthy at seven minutes, “Strange and Unproductive Thinking” sounds like “Fitter Happier” on a bad come-down. Lynch’s rantings over a vocoder are delightfully bizarre: “Which will remind us the home, which will remind us of the red cookie jar and the smiles dancing around of people on the golden winter afternoons, while the pipe puffs out clouds of smoke from the mouth of the father with an axe… to cut wood growing on the tall mountains.” Turning potential morbidity into an act of necessity? It’s nothing new from Lynch. The stream-of-consciousness delivery is thoroughly fascinating, though overly lengthy. It’s a novelty track, a spoken-word experiment that succeeds on some fronts (the lyrics) but fails on others – namely potential to explore the melodic-vocal relationship. But still, on a track where Lynch touches on “the possibility of the breaking of relationships based upon the idea of negative distortion of the mouth”, it’s hard not to be entertained. Who could hate a song talking about the correlation between tooth decay and the tranquility of one’s mind? “For teeth, while not necessarily considered one of the primary building blocks of happiness, can in fact become a small sore festering and transferring negative energy to the once quiet and peaceful mind, giving it up to strange and unproductive thinking.”
Of course, not all efforts sound like Lynch commentating on abnormal psychology – but it’s certainly a dominant and expected theme. The self-titled track brings back the cinematic vibes that “Pinky’s Dream” and “Noah’s Ark” succeed in. Here, Lynch assumes an almost comedic whimper, his reverbed presence sounding both foreboding and grisly. You nearly expect the guitars’ reverberations to transition into the intro of “How Soon Is Now?” at any point. That Marr-like tone is prominent here, as it is throughout the album. Lines like “Danny poured the beer all over Sally,” are followed by a sexual whimpers and clamoring percussion, cymbals kicking in for a supposed climax. Many of the lines are repeated twice, some more – like the words “crazy clown time”, which Lynch enunciates with such focused insanity that visuals of an evil clown, or something much more evil, easily comes into focus. Similar to efforts from masters of audible horror like Katushiko Maeda, it is not recommended bedtime listening unless you’re vying for one hell of a dark dream, à la Mulholland Drive.
Following the clumsy guitar-heavy twang of “These Are My Friends”, the remainder of the album is more focused on ambience than lyrical disposition or guitar schematics. Closer “She Rise Up” sports a very beautiful melody, the album ending aptly with the words “I knew all I could do was watch her leave.” This resembles the airy work of Twin Peaks efforts like “Into the Night” – it’s very eerie and lonesome, but also undeniably beautiful. David Lynch’s solo debut inspires many of these moments, from the incomprehensibly bizarre samples and stream-of-conscious commentary to the surprisingly well-executed guitar work and electronic ambience. While overly lengthy with some throwaways, Crazy Clown Time sounds like an audible representation of everything Lynchian, which should satisfy the bulk of his fan base.
Ela diz que é a "Nancy Sinatra gangster" ou o equivalente musical de um filme de Vincent Gallo. Mas há quem a denomine de "Frankenstein do indie". Está aberta a polémica.
É uma das novas artistas mais faladas nos últimos meses.
Lana Del Rey é uma cantora norte-americana, nascida na região de Nova Iorque há 24 anos com outro nome: Lizzy Grant.
O batismo é apenas um dos motivos de falatório em torno de Lana Del Rey, que acaba de assinar contrato com a editora Interscope; tendo admitido que o seu "alter ego" atual foi criado por "managers e advogados", a artista tem sido acusada por alguns quadrantes de ser um fenómeno fabricado, com base em números astronómicos de visualizações dos seus vídeos no YouTube.
A contribuir para o mistério está o facto de, ainda no ano passado, Lana/Lizzy ter lançado um álbum que passou despercebido; quando, já em 2011, os telediscos de "Video Games" e "Blue Jeans" começaram a causar furor, aquele primeiro disco foi "apagado" da internet, para que os fãs de Lana não conhecessem os primeiros passos de Lizzy. A ação já lhe valeu a alcunha de "Frankenstein do indie".
Também o visual de Lana Del Rey tem despertado discussão, em particular os seus lábios, com alguns escribas a sugerirem que, na transformação de Lizzy para Lana, a norte-americana tenha recorrido ao botox para conseguir uma boca mais memorável.
Fã de Elvis Presley e Vincent Gallo, Lana Del Rey já é, apesar da polémica ou por causa dela, uma das figuras deste ano. "Video Games" ultrapassou os três milhões de visualizações no YouTube e o seu primeiro concerto em Inglaterra, agendado para novembro, esgotou em meio minuto. O próximo passo parece ser a filmagem de um novo vídeo - para a canção "Born 2 Die" - e a preparação de um álbum, cuja data não é conhecida. Conheça aqui Lana Del Rey:
Este ano o Split Screen tem orgulho em anunciar que é um dos parceiros oficiais de divulgação do renovado Lisbon & Estoril Film Festival 2011. Numa conferência de imprensa na estação de comboios do Cais do Sodré foram anunciados os últimos pormenores da programação do festival que já se assume como um dos mais importantes do país e que se dividirá este ano entre Lisboa e Estoril, durante 4 a 13 de Novembro.
De destaque este ano temos uma série de convidados especiais, que participarão em variadas masterclasses: destacam-se nomes como o cineasta canadiano David Cronenberg, o actor Paul Giamatti, o realizador francês Leos Carax, os directores de fotografia Christopher Doyle e Peter Suschitzky, o produtor e realizador belga Luc Dardenne, o artista plástico espanhol Miquel Barceló, o realizador catalão Isaki Lacuesta, o actor e realizador francês Mathieu Amalric, a cineasta francesa Claire Denis, o realizador francês Bertrand Bonello, o cantor somali K'Naan, o supervisor musical Randall Poster, o violinista Gidon Kremer, a dramaturga Yasmina Reza e o escritor Peter Handke. O júri deste ano é composto pelos escritores Paul Auster, J. M. Coetzee, Don DeLilloe Siri Hustvedt, o artista plástico José Barrias, o coreógrafo português Rui Horta e a actriz e realizadora Valeria Bruni-Tedeschi; os já referidos Gidon Kremer, Peter Handke e Peter Suschitzky também integrarão o júri.
Serão feitas ainda homenagens aos cineastas Leos Carax e William Friedkin, com exibição de algumas das suas principais obras e uma retrospectiva do cinema de Wes Anderson, entre outros, bem como eventos que incluirão concertos, exposições, simpósios e ateliers.
Entretanto, o Split Screen apresenta alguns dos nossos destaques para o festival:
Candidato da Albânia ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro 2012, Amnistia conta a história de uma mulher presa a um casamento com um presidiário. O filme gira em torno dos eventos ocorridos durante os dias de visita conjugal. Quando a mulher conhece na prisão um homem na mesma situação que a sua, ambos iniciam um caso amoroso. Mas tudo pode mudar quando os seus companheiros são libertados numa amnistia.
Realizado e protagonizado por Valérie Donzelli, La guerre est déclarée demonstrou ser um sucesso no Festival de Cannes 2011 e nos cinemas franceses onde teve mais de 800 mil espectadores. O filme que será o representante francês junto da Academia para Melhor Filme Estrangeiro 2012 centra-se na história de um casal que subitamente se vê a par com o cancro do seu bebé.
Segunda longa-metragem do realizador norueguês (mas nascido na Dinamarca) Joachim Trier, Oslo, August 31st estreou no Festival de Cannes 2011. O filme centra-se num dia da vida de Anders, um jovem prestes a terminar a sua reabilitação de drogas numa zona rural e aproveita uma breve saída à cidade para uma entrevista de emprego, para reencontrar velhos amigos em Oslo.
Único filme português em competição, A Vingança de uma Mulher ambienta-se numa cidade indeterminada do século XIX para uma história que retrata a vingança da duquesa de Serra Leoa sobre o seu marido, que matou o seu grande amor. Rita Azevedo Gomes inspira-se num texto publicado num texto de 1984. O filme é protagonizado por Rita Durão (As Bodas de Deus), Isabel Ruth (Viagem a Portugal) e Francisco Nascimento (Cinerama).
Na presença do realizador, será apresentado o filme L'Apollonide que estreou no Festival de Cannes 2011. O filme passa-se no início do século XX, num bordel de Paris, com destaque para uma prostituta marcada por uma cicatriz e as suas outras colegas de profissão.
Mais recente filme de Roman Polanski, adaptado da aclamada peça de teatro de Yasmina Reza, God of Carnage e conta a história de dois casais que se conhecem após uma briga entre os seus filhos na escola. O filme é protagonizado por Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly e terá estreia comercial no país a 29 de Dezembro.
Inicialmente chamado de A Talking Cure, a acção situa-se no início século XX e é centrada em Sigmund Freud e Carl Jung, os pais da psicanálise, e a relação deles com a jovem russa Sabina Spielrein, conhecida como a sua primeira paciente. O filme conta com o protagonismo de Viggo Mortensen, Keira Knightley e Michael Fassbender (Hunger), enquanto que no plano secundário teremos ainda a presença de Vincent Cassel e Sarah Gadon. O cineasta estará presente no festival. O filme estreia nos cinemas portugueses a 24 de Novembro.
Vencedor do prémio de Melhor Realizador no Festival de Cannes 2011, o dinamarquês Nicolas Winding Refn apresenta-nos a história de umm duplo de Hollywood que de noite é um motorista de fugas para criminosos e que acaba por descobrir que tem a cabeça a prémio depois de um golpe falhado com o namorado da sua vizinha. Protagonizado por Ryan Gosling, Carey Mulligan, Christina Hendricks, Ron Perlman, Bryan Cranston, Albert Brooks e Oscar Isaac, Drive estreia a 8 de Dezembro em Portugal.
Filme mais mainstream e menos trágico dos irmãos belgas, mas que continua com a imagem de marca dos dois autores. O filme conta a história de uma criança de 12 anos e a sua busca pelo pai, que o deixou temporariamente num lar de acolhimento. Mas tudo muda quando conhece Samantha, que o deixa ficar consigo aos fins-de-semana. Le gamin au vèlo é protagonizado por Thomas Dorete Cécile De France e estreia a 15 de Dezembro em Portugal.
O filme marca o regresso de George Clooney atrás das câmaras e de volta aos temas políticos desde Good Night, and Good Luck. (2005). No filme seguimos os meandros da campanha política do candidato às eleições primárias em 2004, Howard Dean - interpretado pelo próprio George Clooney. Ryan Gosling será o seu assessor de imprensa desiludido com os lobbies e teias da política, a demonstrar que 2011 é um grande ano para o actor. O elenco é complementado por Paul Giamatti, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood e Philip Seymour Hoffman. O filme tem estreia marcada para 10 de Novembro.
As polémicas do cineasta no Festival de Cannes 2011 apenas contribuíram para uma maior divulgação do filme. Agora com uma estética ainda mais longe do estilo dogma 51, Melancholia é um belo retrato apocalíptico mas intimista do fim do mundo, quando um planeta escondido atrás do Sol, ameaça a sobrevivência do planeta. O filme centra-se em duas irmãs e na forma como encaram a destruição do planeta. Kirsten Dunst venceu a Palma de Ouro para Melhor Actriz no Festival de Cannes 2011; a ela juntam-se Alexander Skarsgård, Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Charlotte Rampling, John Hurt e Stellan Skarsgård. O filme estreia em Portugal a 01 de Dezembro.
Candidato espanhol ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro e vencedor de nove prémios Goya, Pa negre é uma produção falada em catalão, adaptada do romance homónimo de Emili Teixidor e centrada numa criança que cresce nos duros anos do pós-guerra na Catalunha rural e que enfrenta um mundo diferente daquele que a sua moral acredita. Estreia a 01 de Dezembro.
Thriller negro do cineasta espanhol, com nuances de terror e ficção-científica, marcado pelo regresso da colaboração entre Pedro Almodóvar e Antonio Banderas. O filme centra-se num cirurgião plástico que inicia uma vingança brutal contra o homem que violou a sua filha e é protagonizado por Antonio Banderas e Elena Anaya. La piel que habito baseia-se no romance Mygale, de Thierry Jonquet. Estreia a 17 de Novembro nas salas portuguesas.
A história segue dois jovens que partilham a mesma preocupação com a mortalidade. A jovem com 16 anos descobre que tem uma doença terminal e apaixona-se por um rapaz marginalizado que sofre com a morte da sua família - o que de alguma forma produz um fantasma de um piloto japonês kamikaze da Segunda Guerra Mundial. Restless é protagonizado por Mia Wasikowska e Henry Hopper e estreia a 10 de Novembro.
Produção suíço-argentina, vencedora do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno 2011, centrada em duas jovens que lidam com a morte da avó que as criou, de maneiras diferentes.
O lendário cineasta russo recupera o mito alemão de Fausto, o homem que vendeu a sua alma ao diabo em troca de conhecimento e que já mereceu várias adaptações cinematográficas. Este é o quarto filme seu que aborda os efeitos corrompedores do poder. Faust venceu o Leão de Ouro no Festival de Veneza 2011.
Do realizador de Aruitemo Aruitemo (2008), chega a história de uma criança de doze anos que vive com a mãe e avós maternos, enquanto que o seu irmão mais novo vive com o pai. Sofrendo com o divórcio dos pais, tudo o que deseja é a reunião de toda a família. O filme venceu o Prémio do Júri para Melhor Argumento no Festival de Sebástian 2011.
Extremamente bem recebido no Festival de Veneza 2011, Killer Joe marca o regresso de William Friedkin aos cinemas depois de Bug (2006). No filme, um pequeno traficante é roubado pela sua própria mãe. Se não arranjar seis mil dólares rapidamente será morto e desesperado recorre a Killer Joe, quando descobre que o seguro de vida da mãe vale 50 mil dólares. O filme é protagonizado porMatthew McConaughey e Emile Hirsch.
Minissérie da HBO, realizada pelo cineasta Toddy Haynes e vencedora de dois prémios Emmy. Recentemente exibida pelo canal FOX Life, os cinco episódios vão ser exibidos na íntegra no festival. Mildred Pierce baseia-se na história de James M. Cain, sobre uma mulher forte e corajosa nos anos 30, que tenta sobreviver ao divórcio e à pobreza. Contudo tem uma queda por homens incompetentes e uma devoção irracional à sua filha sem escrúpulos. Protagonizada por Kate Winslet, Melissa Leo, Evan Rachel Wood, Guy Pearce, Brían F. O'Byrne, James LeGros, Mare Winningham e Morgan Turner.
A programação completa do festival em .pdf pode ser consultada no sítio oficial.
A nova edição da revista Q assinala os 20 anos da edição do álbum Achtung Baby com o lançamento de AHK-toong BAY-bi, um disco de versões que convida alguns nomes do presente a reinventar faixas desse álbum de 1991 dos U2, entre eles surgindo figuras como as de Patti Smith ou Jack White e bandas como os Nine Inch Nails ou Depeche Mode. Aqui fica a lista dos nomes convidados e das faixas que assinam:
Nine Inch Nails – Zoo Station
U2 (Jacques Lu Cont Mix) – Even Better Than The Real Thing
Damien Rice – One
Patti Smith – Until The End Of The World
Garbage – Who’s Gonna Ride Your Wild Horses
Depeche Mode – So Cruel
Snow Patrol – Mysterious Ways
The Fray – Trying To Throw Your Arms Around The World
Neste terceiro filme, o jovem casal que se debate com espíritos ocultos irá encontrar ligações ao passado. Quando Katie regressa de casa de Kristi, sua irmã gémea, trazendo uma caixa contendo cassetes de vídeo caseiras com mais de duas décadas, não esperava encontrar nelas algumas das respostas mais ansiadas. Ali, em várias horas de filmagens, ela vê-se a si e à irmã, ainda crianças, em contacto com um espírito que as duas invocaram num jogo inocente de que não têm qualquer memória. Se, a princípio, as duas meninas o julgam amistoso, depressa percebem, aterrorizadas, que puseram em risco as suas vidas e a de todos os que as rodeiam. Realizado por Henry Joost e Ariel Schulman, um filme de terror psicológico que pretende ser uma espécie de "prequela" da história de "Actividade Paranormal" criada, em 2009, por Oren Peli (agora apenas na equipa de produção) que se tornou num extraordinário caso de sucesso nas salas de cinema de todo o mundo.
Como devem ter lido no post anterior, a actuação de John Grant (JG), em Sintra, foi boa, apesar dos problemas de garganta que apresentou. É curioso ler que tudo lhe é perdoado, até a falta de encore no concerto de Sintra. Isto acontece porquê?
Pelo que me apercebi em Espinho, a entrega do cantor é brutal e isto acontece em todas as canções. Foi o 1º concerto que assisti em que ouvi o silêncio entre as pausas naturais que surgiam na música, tal era o estado embevecido que estávamos. A sua voz enche por completo a sala e a sua mestria ao piano deixava-nos enlevados. JG explicou a história de cada música no inicio da mesma, dando um novo significado às letras já de si complexas. Tocou duas músicas da sua antiga banda The Czars, "Drugs" e "Los" e, outras novas,"You Don't Have" e "Vietnam" e "little pink house"que entrarão no próximo álbum. JG traz para a sua música as suas vivências dando à música um carácter real e com entidade própria. A sua ironia contagiante percorreu todo o concerto e contagiou a assistência, por momentos senti que estava lá em casa, na minha sala, com um amigo especial a contar histórias ao piano. Foi neste tom intimista que JG nos agraciou com a sua obra.
Foi aplaudido de pé por duas vezes, antes e depois do encore.
Consegui gravar algumas das músicas, mas a imagem é tão má que só vou mostrar esta gravação. O som, esse, nunca poderia sair mal pois é uma voz com um alcance "outer space". Eu, que sou bastante guloso, fiquei a saber que 99% da letra desta música foi "retirada" de um menu de uma geladaria que existe na cidade natal de JG desde os anos 40 e, na qual ele foi, à sua maneira, saboreando a vida. "I wanna go to Marz"... me too!
Sintra Misty: John Grant em Sintra [texto + fotogaleria]
Num cenário de palácios e castelos, a estreia em Portugal do autor de um dos melhores álbuns de 2010 fez-se em grande, mesmo sem a voz em plenas condições.A espera foi longa para quem se apaixonou por Queen of Denmark em 2010, mas o concerto do norte-americano John Grant esta noite em Sintra compensou a espera. "Finjam que sou o Tom Waits esta noite", disse o músico, depois de explicar que a sua voz não se encontrava na melhor das formas, antes de terminar uma atuação (justificadamente) sem direito a encores com a belíssima "Little Pink House", canção dedicada à falecida avó e escrita ainda com os Czars, banda "enterrada" em 2004.
"Obrigado" foi a primeira palavra que um público devoto ouviu da boca de Grant. Em pouco mais de uma hora, o músico, que no início se mostrou avassalado por Sintra, passeou-se pelas músicas do primeiro e único álbum a solo até à data, com simplicidade intensa, marcada por uma voz corpulenta e postura altiva, fazendo também incursões esporádicas pelo repertório dos Czars e apresentando, a abrir, dois temas que serão incluídos no próximo disco ("mais negro", que versará sobre "o fim de uma relação"). A acompanhá-lo esteve um "talented motherfucker", que o ajudou na missão de tomar conta, à vez, do piano e dos sintetizadores.
Com uma voz que, em momentos, nos parece arrastar-se de forma similar à de Rufus Wainwright, Grant começou com as novidades: "You Don't Have" vagueia entre eletrónicas subtis, que casam bem com uma toada negra aprofundada em "Vietnam", com o músico já sentado ao piano. Sempre espirituoso - mesmo depois de perceber que a voz ia começar a dar-lhe problemas -, o músico recordou a sua infância passada no Michigan por diversas vezes, ora para explicar a história de "Marz" (tema escrito com a ajuda de um menu dos anos 40 de uma loja de doces muito especial), ora para pôr a nu as três imagens que o ajudaram a escrever "Fireflies", tema bónus de Queen of Denmark .
Foi com teclas dramáticas e malabaristas que o músico deixou a sala do Olga Cadaval em suspenso, em temas como "Sigourney Weaver", com o humor ácido das palavras a exultar um público que se manteve sempre de olhos pregados a todos os seus movimentos; "Where Dreams Go to Die", com voz maquilhada de efeitos, lentidão quase fúnebre e sintetizador a colmatar a ausência das cordas; ou "Outer Space", momento sci-fi "cheesy", mas otimista, que escreveu para uma amiga.
"Desculpem a minha voz. Fiquei doente e estou a perdê-la, mas não quis cancelar", explicou Grant antes de partir para as canções mais desafiantes da noite. "Los", recuperada ao grito de despedida dos Czars, Goodbye (2004), foi oferecida de forma solitária, ao piano, mas foi com "Queen of Denmark" (tema escrito na "parte de trás de um automóvel, na Escócia, depois de um mau concerto") que o músico mais penou para ultrapassar (com distinção, dizemos nós, apesar de imperfeições, que deram à interpretação intensa um sabor e emoção adicionais) as exigências de um refrão esmagador. Os aplausos, adivinhamos, só não foram servidos de pé por vergonha.
O final estava próximo e não podia ter sido melhor entregue que ao desespero agudo e comovente de "Little Pink House". "Vemo-nos em breve", atirou John Grant antes de abandonar o palco para não voltar. Desculpas aceites. Mas só porque acreditamos que o seu regresso não vai tardar, para continuar a alimentar um amor que se adivinha duradouro e com espaço para crescer. Exponencialmente.
Em Sintra foi assim, em Espinho houve encore com a "JC hates faggots", que diga-se foi uma dose de energia brutal! E a voz estava impecável... Como diz o meu tio..."Já vai das sortes..."
A passagem de John Grant por Portugal já não é novidade nenhuma. No entanto, agora sabe-se que o autor daquele que foi considerado um dos melhores discos do ano que passou, Queen of Denmark, não vai actuar só no Centro Cultural Olga Cadaval.
Quem o anunciou foi a própria organização do festival Sintra Misty, responsável em primeira instância pela presença do ex-Czars no nosso Jardim. John Grant actua no dia 19 de Outubro, um dia antes de pisar o palco em Sintra, no Auditório de Espinho.
Apresenta-se como Lana del Rey, mas esse não é o nome que leva no bilhete de identidade. Foi, de resto, como Lizzy (diminutivo de Elisabeth) Grant que se estreou em disco, num EP que passou longe das atenções há uns dois anos... Mas algo completamente a espera agora. Tanto que o EP que junta Video Games e Blue Jeansé aguardado como uma das mais desejadas entre as estreias discográficas da rentrée... Já a descreveram de forma a sugerir nela uma herdeira de Nancy Sinatra. Faz sentido... Mas para preencher o retrato devemos juntar nomes como os de uma Julee Cruise ou Tori Amos. Mas num lugar onde uma pop faz sentido. E sob uma aura de encanto cinematográfico que faria todo o sentido algures entre os filmes de um David Lynch... Convenhamos que Lana del Rey junta num mesmo EP de estreia duas das melhores canções que 2011 já escutou. Entre um requinte sonhador, uma cenografia delicada definida pelas cordas, pelo dedilhar de harpa e por uma voz que desenha melancolia, Video Games é pura elegância da melhor pop. Blue Jeans junta a estes mesmos princípios uma cadência rítmica suave, texturas que usam elementos vocais, criando, apesar do protagonismo de Video Games, a melhor deste par de canções. O alinhamento do EP completa-se ainda com remisturas de Video Games por Mr Fingers (um veterano da primeira geração house de Chicago), que vinca uma ideia de arquitectura rítmica e Omid16B, mais focada na exploração de climas ambientais, mas igualmente sob presença de uma suave sugestão rítmica. Boa composição, uma voz que cativa e produção reflectida são trunfos que fazem deste EP uma das mais deliciosas estreias do ano. Venha o álbum para transformar esta promessa numa confirmação.
Leitores do NME elegeram 150 canções que marcaram a última década e meia. Amy Winehouse, Radiohead, Arcade Fire e The Strokes entre mais votados.
A propósito das celebrações do 15º aniversário do site do NME, os leitores daquela publicação on-line votaram nas suas canções favoritas dos últimos 15 anos.
A lista inclui 150 canções, anglo-saxónicas e maioritariamente do universo pop-rock, e pode ser consultada abaixo.
150 Manic Street Preachers - Australia
149 Crystal Castles - Crimewave
148 Coldplay - Clocks
147 Morrissey - First of the Gang To Die
146 Laura Marling - My Manic and I
145 Fever Ray - If I Had a Heart
144 The Killers - Human
143 Oasis - The Hindu Times
142 Foals - Hammer
141 Gorillaz - Clint Eastwood
140 Arctic Monkeys - A Certain Romance
139 Coldplay - Yellow
138 Bat for Lashes - What's a Girl To Do?
137 Doves - There Goes The Fear
136 Kelis - Milkshake
135 Kelly Clarkson - Since U Been Gone
134 Antony & The Johnsons - Hope There's Someone
133 The Strokes - Under Cover of Darkness
132 Daft Punk - Harder, Better, Faster, Stronger
131 Radiohead - Pyramid Song
130 Belle and Sebastian - The Boy With an Arab Strap
129 The Strokes - Reptilia
128 Hercules and Love Affair - Blind
127 En Vogue - Don't Let Go (Love)
126 Hole - Celebrity Skin
125 Klaxons - Atlantis To Interzone
124 Supergrass - Pumping on Your Stereo
123 Glasvegas - Daddy's Gone
122 Mercury Rev - Goddess on a Hiway
121 Santogold - LES Artistes
120 Pulp - This Is Hardcore
119 Aaliyah & Timbaland - We Need a Resolution
118 LCD Soundsystem - All My Friends
117 Blink-182 - What's My Age Again?
116 Wu Tang Clan - Gravel Pit
115 Kings of Leon - Chamer
114 Primal Scream - Accelerator
113 At The Drive-In - One Armed Scissor
112 Cee Lo Green - Fuck You
111 The Spice Girls - Wannabe
110 Sebastien Tellier - La Ritournelle
109 Ultrasound - Stay Young
108 Kasabian - Club Foot
107 Radiohead - No Surprises
106 Radiohead - Let Down
105 Cornershop - Brimful of Asha
104 Lily Allen - Smile
103 Lady Gaga - Poker Face
102 Art Brut - Formed a Band
101 The Horrors - Sea Within a Sea
100 Mystery Jets - Two Doors Down
99 MGMT - Kids
98 The Cribs - Men's Needs
97 Klaxons - Golden Skans
96 The Horrors - Sheena is a Parasite
95 The Knife - Heartbeats
94 Cansei de Ser Sexy - Let's Make Love and Listen to Death From Above
93 Radiohead - Reckoner
92 Peter Bjorn and John - Young Folks
91 Animal Collective - My Girls
90 Yeasayer - O.N.E.
89 The Futureheads - Hounds of Love
88 Jeff Buckley - Everybody Here Wants You
87 The Streets - Dry Your Eyes
86 The Rapture - House of Jealous Lovers
85 The Coral - Dreaming of You
84 The Hives - Hate To Say I Told You So
83 Kylie Minogue - Can't Get You Out of My Head
82 Queens of the Stone Age - Feel Good Hit of the Summer
81 OutKast - Ms. Jackson
80 Eminem - The Real Slim Shady
79 Blur - Song 2
78 The Verve - The Drugs Don't Work
77 Oasis - D'You Know What I Mean?
76 Beck - Where It's At
75 Manic Street Preachers - A Design For Life
74 Muse - Supermassive Black Hole
73 Blur - Out of Time
72 The Big Pink - Dominos
71 The Libertines - Don't Look Back Into the Sun
70 MIA - XXXO
69 Kanye West - Jesus Walks
68 Liars - Scarecrows on a Killer Slant
67 Ian Brown - F.E.A.R.
66 Super Furry Animals - The Man Don't Give a Fuck
65 Kasabian - Fire
64 La Roux - In For The Kill
63 Rihanna - Umbrella
62 Vampire Weekend - A-Punk
61 Arcade Fire - Keep The Car Running
60 The Drums - Let's Go Surfing
59 Dizzee Rascal - Bonkers
58 Destiny's Child - Say My Name
57 Eminem - Lose Yourself
56 The Killers - All These Things That I've Done
55 Yeah Yeah Yeahs - Maps
54 Battles - Atlas
53 Kanye West - Monster
52 The Prodigy - Firestarter
51 Sugababes - Overload
50 The Chemical Brothers - Hey Boy Hey Girl
49 Best Coast - Boyfriend
48 Foo Fighters - Everlong
47 Friendly Fires - Paris
46 Tv On the Radio - Wolf Like Me
45 Primal Scream - Swastika Eyes
44 Muse - Knights of Cydonia
43 Mumford and Sons - Little Lion Man
42 Aphex Twin - Come To Daddy
41 Elbow - One Day Like This
40 LCD Soundsystem - Losing My Edge
39 Yeah Yeah Yeahs - Zero
38 Kings of Leon - The Bucket
37 Coldplay - The Scientist
36 The Strokes - Hard to Explain
35 Johnny Cash - Hurt
34 Gossip - Standing in the Way of Control
33 Florence and the Machine - Dog Days Are Over
32 Gnarls Barkley - Crazy
31 The Walkmen - The Rat
30 Robyn - With Every Heartbeat
29 Crystal Castles - Alice Practice
28 The xx - Islands
27 Franz Ferdinand - Take Me Out
26 The Libertines - Can't Stand Me Now
25 Dizzee Rascal - Fix Up, Look Sharp
24 Jay Z - 99 Problems
23 The White Stripes - Seven Nation Army
22 Arcade Fire - Wake Up
21 Daft Punk - Around the World
20 Bloc Party - Banquet
19 Justice Vs. Simian - We Are Your Friends
18 Queens of the Stone Age - No One Knows
17 Missy Elliott - Get Ur Freak On
16 Beyoncé - Crazy In Love
15 MIA - Paper Planes
14 Foals - Spanish Sahara
13 Jay-Z & Alicia Keys - Empire State of Mind
12 MGMT - Time to Pretend
11 Arctic Monkeys - I Bet You Look Good on the Dancefloor