sábado, 17 de setembro de 2011

BANKSY - PINTA A PAREDE!


 

BANKSY - PINTA A PAREDE!
 [Exit Through the Gift Shop]


 um filme de Banksy
Na era da comunicação em que vivemos e em que todos os dias somos confrontados com excesso de informação e publicidade, o olhar de Banksy oferece 87 minutos de uma visão distinta sobre o verdadeiro valor da arte no território da "street culture". Sem desvendar identidades, o documentário segue vários artistas de reputação internacional demonstrando a grandeza dos graffiti enquanto arte real. Apresentado fora de competição na edição de 2010 Festival de Berlim, foi premiado no festival de cinema independente de Sundance e nomeado para o Óscar na categoria de melhor documentário.
 
Festival de Sundance 2011 - Melhor Documentário
ÓSCARES 2011 - nomeação Melhor Documentário

‹‹ Como é que um artista que ninguém sabe quem é, que ninguém alguma vez conseguiu capturar em imagem sem estar mascarado, faz um filme que sem ninguém dar por nada é um pequeno milagre. (...) "Pinta a Parede!" é algo de raro e inexplicável: um documentário que se vê como uma comédia e onde nunca percebemos o que é verdade e o que é ficção, um filme em constante estado de fluxo cujas mudanças de tom, estilo e género nos surpreendem e deliciam constantemente. Como é que alguém que nunca fez cinema na vida (ou será que fez?) acerta na mouche deste modo, estimulante, provocador, inteligente, logo ao primeiro ensaio? ››

Jorge Mourinha, Ípsilon

Título original: Exit Through the Gift Shop
Ano: 2010
Realização: Banksy
Origem: Grã-Bretanha
Duração: 87 min
Classificação: M/6

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Os Olhos de Júlia




Júlia, uma mulher que sofre de uma doença degenerativa da vista, encontra a irmã gémea Sara, que já cegara devido ao mesmo problema, enforcada na cave da sua casa. Apesar de tudo apontar para que se trate de suicídio, Júlia decide investigar o que ela intuitivamente sente ter sido homicídio, penetrando num mundo obscuro que parece esconder uma misteriosa presença. 
À medida que Júlia começa a desvendar a terrível verdade acerca da morte da irmã, a sua visão vai-se deteriorando, até que uma série de mortes e desaparecimentos inexplicáveis se cruzam no seu caminho...




Ler mais: http://splitscreen-blog.blogspot.com/#ixzz1Y3hfCTJz

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris)


Ano: 2011
Realização: Woody Allen
Argumento: Woody Allen
Género: Comédia
Elenco: Owen WilsonRachel McAdamsKathy BatesMichael SheenMarion CotillardLéa Seydoux e Adrien Brody

Gil e Inez (Owen Wilson e Rachel McAdams) estão noivos e de visita a Paris. De casamento marcado, eles têm ainda algumas dificuldades em acertar agulhas no que diz respeito à vida em comum. Ele é um argumentista de Hollywood com "síndroma da Idade de Ouro" que sonha viver em Paris e escrever o romance da sua vida seguindo os parâmetros dos grandes escritores da história da literatura. Já ela é uma mulher pragmática que aspira a uma vida estável e luxuosa em Malibu, nos EUA. Uma noite, embriagado pela beleza da cidade (e algum vinho), Gil perde-se na cidade e vive a mais extraordinária experiência da sua vida num encontro com personagens que ele julgava existir apenas nos livros e que o farão reformular toda a sua existência. Uma comédia romântica que marca o regresso de Woody Allen ao seu registo habitual, e que conta ainda com as participações de Marion Cotillard, Léa Seydoux, Carla Bruni, Michael Sheen, Kurt Fuller, Kathy Bates e Adrien Brody.


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terça-feira, 13 de setembro de 2011

O Atalho



com
Michelle Williams
Bruce Greenwood
Will Patton
1845, Oregon. Uma caravana composta por três famílias contrata Stephen Meek, um explorador, para guiá-los através da Cordilheira das Cascatas. Meek, afirmando conhecer um atalho, conduz o grupo ao longo das planícies desérticas por um caminho não assinalado, acabando por se perder num deserto de pedras. Os emigrantes terão de enfrentar a fome, sede e a falta de fé que demonstram no instinto de sobrevivência uns dos outros. Quando um nativo-americano se cruza no seu caminho, os emigrantes sentem-se divididos entre depositar a sua confiança num guia que provou ser pouco fiável e um homem que sempre viram como um inimigo natural.

Festival de Veneza 2010 - Selecção Oficial

Indie Lisboa 2011 - Selecção Oficial

‹‹ A americana Kelly Reichardt assina um dos grandes filmes (americanos e não só) dos últimos tempos - e não, isto não é um western. ››
‹‹ Filmando de modo difuso, atmosférico, evocativo, com um olhar ao mesmo tempo alienígena e fascinado, Reichardt constrói o seu filme por texturas em vez de estruturas narrativas. (...) E quando damos por nós estamos no meio de uma meditação oblíqua sobre a comunidade, sobre o medo, a incompreensão, o outro, feita à medida dos nossos dias, confirmando como Reichardt e Raymond pensam na América (e pensam a América) para lá dos sonhos e das imagens, num trabalho de desconstrução e desmontagem que remonta à fonte desse país que o cinema ajudou a construir. Encontram-na? Cabe a cada espectador decidi-lo. Na certeza de que são raros os filmes que se entregam a essa busca como "O Atalho" o faz.››

Jorge Mourinha, Ípsilon

Título original: Meek's Cutoff

Ano: 2010

Realização: Kelly Reichardt

Interpretação: Michelle Williams, Bruce Greenwood, Will Patton, Zoe Kazan, Paul Dano

Origem: EUA

Duração: 102 min.

Classificação: M/12

sábado, 10 de setembro de 2011

Poster de "The Rum Diary"



Foi hoje divulgado o poster de The Rum Diary, projecto pessoal de Johnny Depp, produzido e protagonizado pelo próprio:


No filme realizado por Bruce RobinsonJohnny Depp é Paul Kemp (um alter-ego do escritor Hunter S. Thompson), um jornalista que vive nas Caraíbas, num ponto crítico da sua vida: bêbado e caído em desgraça. O álcool e a inexistência de um objectivo conduzem-no a uma espiral descendente. O elenco completa-se com Amber Heard (The Ward) e Aaron Eckhart (Rabbit Hole).
The Rum Diary estreia em Portugal a 22 de Dezembro.


Ler mais: http://splitscreen-blog.blogspot.com/#ixzz1XXfvG026

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Jisatsu sâkuru



Título original: Jisatsu sâkuru
Realização: Shion Sono
Argumento: Shion Sono
Elenco: Ryo IshibashiMasatoshi Nagase e Mai Hosho

Por bastante tempo este filme tem uma forma de policial como outro qualquer até que se transforma em algo que será mais fácil apelidar de Lynchiano para facilitar a comparação (e não a classificação, já agora) do grau de sentidos que há por descobrir neste filme.
Para uma audiência ocidental não familiarizada com a cultura nipónica, da qual faço parte, será muito difícil captar a ressonância identitária - à falta de melhor palavra para condensar tanto a espiritualidade de um povo como o seu comportamento social - que transforma a estranheza na lógica específica à sociedade que o originou e para a qual foi criado.
É possível sublinhar o que são, certamente, os traços mais evidentes da exploração da pestilência emocional encoberta debaixo da camada visível de assepsia esfuziante da sociedade. Tema que é mais forte dentro do próprio Japão, mas que é universalmente compreensível.
O sentido crítico do realizador é sublinhado pela criação irreverente e extraordinária, não
Ele atira-se ferozmente à difusão acrítica de modas e de imaginários maléficos à juventude, mais forte quando os gritos adolescentes elevam o suicídio em vez de uma qualquer banda; ao apagamento da identidade milenar e sua substituição por modelos ocidentais incongruentes, mais chocante quando uma estrela de glam rock se intitula o Charles Manson da era informática; desenraizamento emocional e substituição do contacto humano por qualquer oca oferta visual (internética ou televisiva), mais eficaz quando a música Mail Me cantada por um bando colorido de crianças é elevada acima da voz do pai de fmília.
Essa crítica está envolta na tal história moldável à imaginação do realizador. Uma imaginação que não facilita o caminho ao espectador nem negligencia nenhum elemento - por mais extravagante ou desmesurado - que possa acrescentar à estrutura viva que é a história.
Uma história comandada pela J-Pop de um grupo musical de crianças de 12 anos que parecem ter uma capacidade de sedução a que nenhuma pessoa parece resistir, em parte devido a uma visão imberbe mas, mesmo assim, mais profunda da vida do que aquela que quem ouve a sua música deveria já ter. Nem aqui a crítica se apaga da visão do realizador que, como já tinha escrito, não é falha de lógica global apenas não se rende às regras habituais.
A elegância extravagante com que o realizador compõem muitos dos elementos japoneses que são comuns (e, nesta visão crítica, comuns na revelação que nos é dada da sociedade nipónica) adensa o mistério do significado dos eventos que se agregam numa narrativa permanentemente intrigante e, à conta disso, muito sedutora.
Como com Lynch, há um plano da narrativa que poderemos sentir entender em plenitude, mas muitos outros pairarão no nosso subconsciente à espera de respostas que poderão nunca chegar. E com isso estamos obrigados e satisfeitos por ter de voltar a ver este filme.





Escrito por Carlos Antunes em http://splitscreen-blog.blogspot.com/

O meu agradecimento especial à equipa do blogue http://splitscreen-blog.blogspot.com/ pela permissão de replica de conteúdo.

Aproveitem e visitem, para mim o melhor blogue de cinema!
Ler mais: http://splitscreen-blog.blogspot.com/#ixzz1XTmhngZm

Smashing Pumpkins em Lisboa em dezembro




Concerto no Campo Pequeno é confirmado no site oficial da banda. Bilhetes à venda amanhã, 9 de setembro. Veja aqui o preço dos bilhetes.Os Smashing Pumpkins de Billy CSorgan têm regresso confirmado a Portugal. A banda sobe ao palco do Campo Pequeno, em Lisboa no dia 8 de dezembro. A notícia é avançada no site oficial da banda, que diz também que os bilhetes serão colocados amanhã, dia 9 de setembro, à venda (pelas 10h00). Segundo a Everything is New, os bilhetes custam entre 25 euros e 35 euros (atualização). A Portugal, Billy Corgan trará uma formação com Jeff Schroeder (guitarra), Mike Byrne (bateria) e Nicole Fiorentino (baixo). Este concerto faz parte da recém-anunciada digressão pela Europa nos meses de novembro e dezembro. Consigo, Billy Corgan trará um novo álbum de originais, Oceania , cuja edição esteve inicialmente anunciada para setembro mas deverá acontecer lá mais para o final do ano. Ainda este ano, os Smashing Pumpkins viram re-editados os discos Gish , Siamese Dream e Pisces Iscariot . Bilhetes para Smashing Pumpkins no Campo Pequeno, Lisboa: Plateia em pé - 34 euros Bancada - 35 euros Galeria 1 - 29 euros Galeria 2 - 25 euros Camarote 1ª - 35 euros Camarote 2ª - 25 eurosLer mais: http://blitz.aeiou.pt/smashing-pumpkins-em-lisboa-em-dezembro-atualizado=f76345#ixzz1XTUkSi27

Uma das minhas favoritas de sempre...já não se alcança a perfeição tão facilmente como nestes tempos...
"The killer in me is the killer in you..."

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

"All the poems have wolves in them. All but one. The most beautiful one of all. She dances in a ring of fire and throws off the challenge with a shrug."
Yes, it´s Pamela in the photo

MOTELx 2011: Destaques


Fonte

O MOTELx 2011 realiza-se de a 7 a 11 de Setembro no Cinema São Jorge em Lisboa. O certame dedica-se, uma vez mais, ao cinema de terror e volta a contar com uma Selecção Oficial recheada de estreias e clássicos. O Portal Cinema dá-lhe agora a conhecer alguns dos destaques dos cinco dias do festival.

O MOTELx 2011 vai exibir vários filmes recentes de relevo, sendo o mockumentário nórdico “The Troll Hunter” deAndré Øvredal (7 de Setembro às 21:30/ 8 de Setembro às 15:00), aquele que mais curiosidade deverá levantar, tendo em conta a sua história sobre três estudantes universitários que encontram provas da existência de Trolls. “The Ward” de John Carpenter (7 de Setembro às 19:00) é outro filme recente a ter a sua antestreia nacional neste certame que vai então receber, no seu dia de abertura, esta obra sobre uma adolescente (Amber Heard) que é internada num asilo onde alguma coisa anda a matar as pacientes. O remake de “Mother’s Day” da autoria de Darren Lynn Bousman (7 de Setembro às 15:00/ 10 de Setembro às 21:45) não é tão bom como a obra da década de oitenta mas assume-se, mesmo assim, como uma escolha razoável para quem apreciar histórias sobre mulheres psicóticas. O indie “Frozen” de Adam Green (7 de Setembro às 17:00) sobre um grupo de jovens que fica preso num teleférico no meio de uma gélida montanha, também é mais um estreante terrorífico que merece um pouco de atenção devido ao sucesso que obteve no mercado de vídeo norte-americano.

O terror macabro reina em “The Women” de Lucky McKee (9 de Setembro à 00:15/ 10 de Setembro às 15:00), uma produção indie que marcou o Festival de Sundance 2011 com a sua história sobre uma mulher sinistra que aterroriza uma família norte-americana que é liderada por um advogado também ele sinistro. O filme catástrofe “Phase 7” de Nicolás Goldbart (9 de Setembro às 19:30) também é outro filme interessante que vai passar neste certame, muito embora, esteja a milhas de filmes norte-americanos tematicamente semelhantes mas com um orçamento muito mais elevado.

O humor também vai estar presente no MOTELx através de “Burke & Hare” de John Landis (11 de Setembro às 16:30), uma comédia sobre dois vendedores de cadáveres que conta com Simon Pegg e Andy Serkis no seu elenco. O vampírico e pos-apocaliptico “Stake Land” de Jim Mickle (11 de Setembro às 21:45) também se assume como uma escolha interessante mas comercial. O indie austríaco “Sennentuntschi” de Michael Steine (10 de Setembro às 19:00/ 11 de Setembro às 15:00) e o erótico “Little Deaths” de Sean Hogan, Andrew Parkinson e Simon Rumley (8 de Setembro à 00:30/ 9 de Setembro às 15:00) não são clássicos instantâneos mas enquadram-se muito bem na essência deste festival. Se ainda não viu “Hostel” (8 de Setembro às 21:45) ou “Hostel: Part II (9 de Setembro às 22:00) vai ter uma excelente oportunidade para o fazer já que estas duas obras vão ser exibidas no âmbito da homenagem a Eli Roth, convidado especial desta edição do festival.

O terror asiático também não poderia faltar no MOTELx 2011e e dentro deste género temos que destacar “Suicide Club” de Sion Sono (7 de Setembro às 19:30), “Confessions” de Tetsuya Nakashima (10 de Setembro às 16:30) e “Deadball” de Yudai Yamaguchi (11 de Setembro à 00:30). A todos estes filmes temos que juntar as várias curtas-metragens que vão ser exibidas durante os cinco dias do certame e a maratona da série “The Walking Dead” (10 de Setembro à 00:30) que é de entrada gratuita.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cartas de Lennon

Hunter Davies descobriu mais de 250 cartas e postais enviados por John Lennon à família e aos amigos, que serão publicadas pela primeira vez. 
Segundo a BBC, o autor da única biografia oficial dos Beatles, publicada nos anos 60, está a tentar localizar todas as cartas enviadas pelo cantor e compositor falecido em Nova Iorque em 1980. «Encontrei cartas que nunca ninguém viu», disse Davies, adiantando que a compilação deverá ser lançada no próximo ano graças a Yoko Ono que autoriza, pela primeira vez, a publicação de cartas do marido. 

Hunter Davies já revelou que as cartas não contêm «nenhuma revelação dramática», mas dão uma ideia da vida privada de Lennon e do seu sentido de humor. 
Nos textos é possível testemunhar vários aspectos da sua personalidade como «uma alma atormentada», mas também «a exibir-se com humor, mais divertido», descreveu o biógrafo que conseguiu as cartas em vários leilões, ao longo dos anos, e também junto de amigos e familiares do cantor. «A sua primeira reacção a qualquer emoção, fosse positiva ou negativa, era pegar na guitarra ou numa caneta e começar a escrever», revela Davies. 

Hunter Davies foi um dos participantes nas conferências do evento internacional Semana dos Beatles, em Liverpool, que incluiu também concertos, um leilão e visitas à cidade.

domingo, 4 de setembro de 2011

AS 10 MELHORES CAPAS DE ARTISTAS QUE MORRERAM COM VINTE E SETE ANOS.




Há dois meses Amy Jade Winehouse foi encontrada morta em seu apartamento. E isso nem foi surpresa. Todos já esperavam por este fim para a talentosa e pequena Amy. O que não achavam que aconteceria ainda este ano. Ela finalizava um novo disco e enfrentava problemas sérios com drogas, bebida e as vaias de seus fãs em apresentações desastrosas pelo mundo.
Amy tinha 27 anos completos, e sendo assim, temos mais uma vez reacesa a chama da Maldição dos Vinte e Sete!! Aaaaha ha haha (risada de Vincent Price). Pura coincidência? Teria Sra Winehouse abusado naquela noite sabendo que se desse merda, ok, isso seria aos 27 anos? Um quase suícidio?


Enfim, a cantora inglesa morreu com esta idade e isso não faz dela um mito. Longe disso. Muito talentosa, lançaria grandes discos. Só que Hendrix, Morrison, Joplin, Jones e Cobain contribuíram muito mais, fizeram mais história, e com a mesma idade. E até em condições piores, no que se diz respeito à drogas.
Inauguro assim, com essa “deixa” de Amy Winehouse, a minha primeira lista top 10 do DezCapas. Aqui estão, aqueles que morreram com vinte e sete anos e suas melhores capas. Comente, discorde, dê sugestões. Participe!..É divertido!


Morrison Hotel – The Doors


Uma capa simples mas que ganha nos detalhes. A banda posada, o nome do hotel pintado no vidro, a persiana quase anunciando o encerramento do estabelecimento, um Jim Morrison com cara de gerente e algumas placas. Curiosamente uma dessas placas avisa que os quartos saem pelo preço de 2,50 a diária, seria bem sugestivo nos dias de hoje vender cada música do disco por este preço, via downloads de mp3.


Let it Bleed – Rolling Stones


Let it Bleed é o último disco com a participação de Brian Jones. Apenas duas músicas e nem como guitarrista. Expulso da banda, meses depois apareceu morto em sua casa boiando na piscina. Dizem que sua morte é um mistério, até existe uma fulana que garante que o culpado pela morte do músico foi justamente seu pai, que na época trabalhava como pedreiro na casa do Stone. Na capa de LiB, vários elementos: Um rolo de filme, uma pizza, um pneu, a face de um relógio e um bolo…todos juntos mais o vinil de Let it Bleed na vitrola dos (the) Rolling Stones. A obra é uma escultura de Robert Brownjohn. Obs.: Para escolher a capa dos Stones apenas os discos que Brian Jones participou, ou seja, de 1964 a 69.





Cheap Thrills – Big Brother and the Holding Company


Último disco de Janis Joplin na banda Big Brother and the Holding Co. A ilustração é do genial cartunista Robert Crumb, em cada quadro um desenho para cada canção do disco.




Beggars Banquet – The Rolling Stones


Mais uma dos Stones. Um banheiro público, daqueles que você encontra em beira de estrada, cheio de inscrições obscenas. Esta arte original só foi utilizada no relançamento em CD, já que na época havia sido proibida na Inglaterra e EUA. No caso do vinil, apenas uma capa branca com os dizeres RSVP (abreviatura de Responda por favor, utilizada em convites de casamento).




Axis Bold as Love – Jimi Hendrix


Uma grande curiosidade sobre esta capa, Hendrix odiou!! O lendário guitarrista havia encomendado uma arte com índios americanos e o departamento de arte da gravadora entendeu Indianos!!! E ainda por cima, a arte é uma cópia da obra Viraat Purushan-Vishnuroopam. Pois bem, mas ficou bem bacana e se tornou uma das mais belas da história do rock. Sorry Jimi.




Nevermind – Nirvana


Ok..ok.. Muitos dirão que esta deveria ser a grande campeã. Mas não, respeito aos mais velhos é bom e conserva os dentes. Claro que é muito criativa e aparece como uma provocação as bandas da época que corriam desesperadamente atrás do sucesso comercial. Méritos para a pilinha do bebê que chamou a atenção do mundo para os Nirvana. Claro que depois todos prestaram atenção nas músicas. A capa, que já se tornou clássica, foi refeita com o próprio garoto com 17 anos e Bart Simpsons repetiu a façanha numa homenagem da revista Rolling Stone.




L.A. Woman – The Doors


A paleta de cores, a simplicidade do layout e uma fonte (tipo de letra) excessivamente usada em diversos discos de rock, vide Pet Sounds dos Beach Boys. Neste L.A. Woman, temos a banda como Doors e não The Doors.




Pearl – Janis Joplin


Uma bela foto, Janis sentada numa poltrona estilo colonial e uma iluminação impecável. Na capa original temos apenas o título do disco, isso porque na época esse era um disco da Full Tilt Boogie Band, que Joplin cantava. Depois de sua morte o disco foi relançado com a mesma capa e desta vez com seu nome, Janis Joplin, abaixo da escrita Pearl.




Back to Black – Amy Winehouse


Prestou atenção na capa da Janis Joplin? Você vê alguma semelhança entre elas? Pois bem, eu sim. As duas estão sentadas numa poltrona/cadeira. No plano de fundo, no canto direito, uma iluminação azulada. E até a letra (fonte) utilizada em Amy Winehouse é uma derivação da mesma usada na escrita Pearl. Seria uma homenagem?
10º




Are You Experienced – Jimi Hendrix


E finalmente no último lugar, não menos importante, nossa capa de Are You Experienced. Um dos discos mais importantes do rock de todos os tempos. A arte não tem nada de mais, é um exemplo daquilo que havia de mais comum na concepção de uma capa de rock. Talvez por isso o importante aqui é o conteúdo e não a embalagem.


Este foi o meu primeiro post para o DezCapas, espero que tenham gostado. 

sábado, 3 de setembro de 2011

Pronúncias do Norte






Um documentário sobre a vitalidade e identidade da cena pop/rock islandesa, com imagens de nomes como Sigur Rós, Björk , Apparat Organ Quartet, Slowblow ou Múm. Este texto sobre 'Screaming Masterpiece' foi publicado na revista '6a' (do Diário de Notícias) a 21 de Abril de 2006, assinalando a passagem do filme no Indie Lisboa.


Nos anos 80 havia quem se questionasse porque havia tanta gente encantada com uns tais Sugarcubes que, chegados da Islândia, nos mostravam uma pop estimulante que sabia a qualquer coisa diferente. Vivia-se um tempo de domínio pop/rock com sede britânica ou norte-americana, mas lembrámo-nos então que, da Suíça, tinham surgido uns Yello, do Japão uma Yellow Magic Orchestra, da Noruega uns A-ha? Eram casos pontuais, excepções? Depois Björk , a vocalista dos Sugarcubes, estreou-se a solo, com um disco notável e sucesso a condizer? OK, nada de grave, vinha dos Sugarcubes, era ainda a excepção. Mas depois entram em cena os Gus Gus. Pouco depois os Sigur Rós. E os Múm, e uma série de nomes que começam a dar que falar no continente europeu, cativando atenções para uma pequena ilha de fogo e gelo a caminho do pólo Norte? Mais firme e coesa que as manifestações que devolveram a França aos mapas pop em finais de 90, e, também, por essa altura, chamaram as atenções de muitos para o que se passava na Áustria, ou na Noruega, a cena pop/rock islandesa é um caldeirão de acontecimentos de grande personalidade, visão e criatividade, à espera do momento em que a distância entre a distante ilha e o resto do mundo desapareça. As carreiras de sucesso internacional de Björk e Sigur Rós chamaram atenções. E um segredo pop bem guardado chegou ao fim. 



Não é a primeira vez que a cena pop/rock islandesa é retratada em documentários por realizadores locais. Em 1982, Fridrik Thor Fridriksson rodou Rockk Í Reykjavik, um documentário que dava conta da assimilação do punk pelas jovens bandas locais. Em 1998, já com Björk no firmamento pop global, Pop In Reykjavik, de August Jakobsson, dava conta de uma nova geração de acontecimentos e revelava cena underground que em breve poderia lançar surpresas. O filme, entre os nomes tidos como promissores, revelava uma jovem banda de quatro rapazes que tinham acabado de lançar um estranho, mas cativante álbum de estreia na Islândia. Chamavam-se? Sigur Rós. 








Screaming Masterpiece não é mais o retrato para consumo interno de 1982 de RokkÍ Reyjkavik, nem o exercício sonhador (embora realista e visionário) do filme que August Jakobsson rodou em 1998. É a constatação de uma realidade que já extravasou fronteiras, que conquista o mundo pela diferença, pela afirmação de uma identidade que, mesmo nascida numa cultura que durante séculos pouco comunicou com o resto do mundo, conhece através da sua música um canal capaz de sugerir as mais inesperadas empatias. 



Porque é a Islândia um país com tamanha e tão pessoal oferta musical? Já com uns valentes metros de filme projectado, bandas escutadas e entrevistas assimiladas,ScreamingMasterpiece lança números que, por si só, justificam parte da resposta: num país com 300 mil habitantes há 40 escolas de música, 400 orquestras e bandas de formação clássica, seis mil vozes inscritas em coros e uma infinidade de grupos pop/rock. Chega?... 



Björk , em islandês, explica para a câmara de filmar que, depois da independência em 1944, a Islândia levou duas gerações a desenvolver uma confiança na sua identidade: "Começámos por perguntar a nós mesmos o que era ser islandês e a deixar de sentir a culpa de ter estado sob o domínio dinamarquês, colonizados por 600 anos". Esta identidade começou a manifestar-se de diversas formas, uma das mais evidentes uma nova música que nascia da assimilação do punk. "Descobrimos que o que interessava era o que queríamos fazer, não apenas o que fazíamos de facto. E usámos esse poder para definir uma declaração de independência musical", recorda a cantora. Thor Fridriksson, que em 1982 documentou essa revolução em Rokk Í Reykjavikk, cujas imagens aqui se recordam, explica que "as pessoas desenvolveram então uma forte opinião de si mesmas e deixaram de se auto-censurar. Estas bandas de garagem, com complexos de inferioridade, assim que se viram no ecrã, a soar alto, aperceberam-se de uma energia e potencial que tinham já em si". Björk reforça o papel determinante dessa expressão de individualidade, recordando como provocava outros que, na altura, tentavam ser os U2 ou Beatles islandeses, "em vez de procurarem ser eles mesmos". 








ScreamingMasterpiece recorda imagens de Björk a ler o manifesto Bad Taste, uma espécie de versão pop islandesa do dogma cinéfilo dinamarquês. Mas, em vez de explicar detalhadamente como se evoluiu de então para o efervescente cenário actual, deixa que seja o espectador a tirar conclusões, certa que é a exposição de bandas cujas actuações o filme acompanha, deixando-nos cientes de que uma busca de personalidade e identidade, um desejo de fidelidade às suas raízes e uma lógica de combate ao "bom gosto" dominante (paródia, claro) continua a caracterizar a esmagadora maioria das manifestações da Islândia pop/rock actual. E, como explica Hilmar Örn Hilmarsson, estas manifestações não são mais que a expressão actual de um hábito de retrato da vida e sua história em canções, com raiz na Islândia desde que as primeiras povoações ali se instalaram. Vemos actuações dos Sigur Rós, Amina, Ampop, Mínus, Apparat Organ Quartet, Slowblow, Singapore Sling, entre outros, telediscos dos Múm e Sugarcubes e curtas entrevistas onde fica clara uma profunda relação da música islandesa com a poesia local, uma esmagadora opção pela língua de origem, e teses que explicam que, tal como em Detroit ou Manchester, cidades chuvosas, a música tinha de brotar em Reykjavik.



O filme corre inteligentemente por salas de concerto e clubes rock, por salas de ensaio nas mais variadas formas (uma delas uma igreja vazia por uma temporada, que o padre emprestou), e até mesmo a casa presidencial, com uma actuação ao vivo e políticos a rir e dançar? Ari Alexnader e Eris Magnússon, os realizadores, não nos expõem conclusões, antes esperam que sejamos nós, espectadores, a tirá-las. E, mesmo sem apontar o dedo aos subprodutos locais (que também existem), não deixam de mostrar como a banalidade do hiphop aculturado dos Quarashi, o tom morno, em inglês dos Mugison, ou o rock'n'roll decalcado da América de uns Vinyl fica a milhas da vitalidade e personalidade dos muitos outros que, como Björk defende, juntam "'patriotismo berrante com grandes doses de adolescência". E aí, sim, está a força que brota da nova música islandesa.



O filme está hoje disponível em DVD. Existe ainda uma edição em CD com a respectiva banda sonora.


Publicada por Nuno Galopim em

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Novo poster de "The Ides of March"



Columbia Pictures revelou um novo poster (mais tradicional) de The Ides of March, nova longa-metragem realizada por George Clooney


George Clooney (que também protagoniza a película) volta a focar-se no universo político, desta vez na campanha política de um candidato às eleições primárias em 2004 e no seu assessor de imprensa, homem idealista e que se vê perdido no lado mais corrupto da política. O filme conta ainda com Ryan Gosling (Blue Valentine), Paul Giamatti (Sideways), Marisa Tomei (The Wrestler),Evan Rachel Wood (Across the Universe) e Philip Seymour Hoffman (Magnolia).

O filme é baseado na peça de teatro Farragut North e será o filme de abertura do Festival de Veneza 2011. Depois fará parte da selecção do Festival de Toronto 2011 e chega a Portugal a 10 de Novembro deste ano


Ler mais: http://splitscreen-blog.blogspot.com/#ixzz1Whtj44AZ

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

TV: Apple desiste de aluguer de episódios




A notícia passou mais ou menos despercebida: nos EUA, a Apple desistiu de alugar episódios de série de televisão através do iTunes (Variety). Em todo o caso, a sua especificidade justifica um breve momento de reflexão.
Haverá um valor muito concreto que ajuda a explicar o relativo insucesso de tal forma de venda: de facto, o preço por episódio (99c) acabava por se equivaler ao custo do mesmo episódio quando integrado na compra de determinada(s) temporada(s). Mas haverá também um factor psicológico a ter em conta. A saber: mesmo por preços convidativos, o download nem sempre substitui o acesso à globalidade de um produto e, mais do que isso, à sua posse efectiva. São sinais soltos, ao mesmo tempo sintomáticos e enigmáticos, cujos significados o futuro próximo ajudará a esclarecer.

Melancolia, de Lars von Trier



por Bruno Cava
Lars von Trier costuma provocar a audiência. É comum seus filmes retesarem o arco dramático até o limite da ruptura. Para, a seguir, mostrar que podem se estender ainda mais além, antes da romper. E então rompê-los. Em Dançando no escuro (2000) e Dogville (2003), isso se dá com a extrema flagelação a que são submetidas as personagens Selma (Björk) e Grace (Nicole Kidman). Em Anticristo (2009), com a brutalidade ensandecida em que imerge a protagonista (Charlotte Gainsbourg). A radicalização do conflito extrapola o senso de medida, e acaba por distanciar a audiência, pelo excessivo desconforto. O diretor obtém esse efeito de modo calculado, através de um domínio quase esquemático das “regras do jogo”, dos elementos do drama.
Melancolia, diferentemente, é um drama psicológico mais meditativo. Não se verão as passagens gore deAnticristo, nem a humilhação farsesca dos outros dois filmes citados. O sentimento contém-se, a tristeza suaviza-se, adocica-se. Neste filme, há estranheza por toda parte, mas não o estranhamento propriamente dito. Lars convoca a cumplicidade do espectador, menos que a sua confrontação.
O prólogo abre com dez minutos de imagens do espaço sideral, estrelas, astros em revolução, a colisão entre a Terra e um outro planeta, o cataclisma. Ao som de “Tristão e Isolda”, de Richard Wagner, o mundo acaba. A ficção científica aqui não comparece senão para aprofundar a interrogação sobre o humano. Como em Solaris(1972), de Andrei Tarkovski, a viagem para fora pretexta um mergulho na interioridade. O lá fora, espelho da alma, já é aqui dentro. Referência assumida do diretor dinamarquês, o planeta Solaris reatualiza-se como Melancholia. Ambos enigmas perturbam as pessoas. Os personagens analisam-no com o telescópio, estudam a sua mecânica celeste, mas, no fundo, eles que estão sendo observados pelo astro autoconsciente.
A primeira metade do filme (“Justine”) se passa num château na montanha, onde acontece a festa de casamento de Justine (Kirsten Dunst, irretocável). Com traços do Dogma 95 – o hoje abandonado manifesto de cineastas anticomerciais –, filma-se com a câmera na mão, cortes secos, falas curtas, som ambiente. Até a temática lembra o primeiro longa elaborado segundo o Dogma: Festa de Família (1998), de Thomas Vinterberg. O fim do mundo é a família. Os noivos entram em cena sorridentes e à vontade, na estrada antes de chegar, mas a noite vai ser um desastre completo. Crises de depressão, confrontos familiares, cobranças, recriminações, insultos, cenas constrangedoras, choros e decepções, tudo isso oprime Justine. A iluminação de um amarelo “aquecido” reforça a atmosfera irrespirável do castelo, entre mordomos e convidados-fantoches, empacotados em smokings. Não haverá casamento.
O papel de Justine fica mais claro na segunda metade do longa, intitulada “Claire”. Mistura de Ofélia e Cassandra, Justine combina um profundo entedimento sobre a realidade humana com uma passividade mortificante. E exemplifica, como na peça de Shakespeare, a irônica condição humana: sabe perfeitamente o seu destino, mas nada pode fazer a respeito. Fatalista, paralisada, Justine é a única a comunicar-se com Melancholia e conhecer a verdade fatal: “a humanidade é má”. Não poderia ser outro o desfecho senão o Apocalipse, que o também depressivo Lars von Trier apresenta-nos em devastadores planos em tecnologia CGI.
Não seria o château onde se passa Melancolia, outra ilha imaginária do Oceano, outro simulacro onde se perde e se entreva o psicólogo Kelvin? Como na última cena de Solaris, neste filme o tempo e o seu final, toda a escatologia, estão dentro de nós mesmos.
Menos que grandiloquência em tintas cósmicas, em Melancolia tem-se uma cosmovisão artística ultrarromântica, pra quem o mundo não passa de um pesadelo inescapável e iniludível, onde apodrecemos.
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por Bruno Cava em