terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cartas de Lennon

Hunter Davies descobriu mais de 250 cartas e postais enviados por John Lennon à família e aos amigos, que serão publicadas pela primeira vez. 
Segundo a BBC, o autor da única biografia oficial dos Beatles, publicada nos anos 60, está a tentar localizar todas as cartas enviadas pelo cantor e compositor falecido em Nova Iorque em 1980. «Encontrei cartas que nunca ninguém viu», disse Davies, adiantando que a compilação deverá ser lançada no próximo ano graças a Yoko Ono que autoriza, pela primeira vez, a publicação de cartas do marido. 

Hunter Davies já revelou que as cartas não contêm «nenhuma revelação dramática», mas dão uma ideia da vida privada de Lennon e do seu sentido de humor. 
Nos textos é possível testemunhar vários aspectos da sua personalidade como «uma alma atormentada», mas também «a exibir-se com humor, mais divertido», descreveu o biógrafo que conseguiu as cartas em vários leilões, ao longo dos anos, e também junto de amigos e familiares do cantor. «A sua primeira reacção a qualquer emoção, fosse positiva ou negativa, era pegar na guitarra ou numa caneta e começar a escrever», revela Davies. 

Hunter Davies foi um dos participantes nas conferências do evento internacional Semana dos Beatles, em Liverpool, que incluiu também concertos, um leilão e visitas à cidade.

domingo, 4 de setembro de 2011

AS 10 MELHORES CAPAS DE ARTISTAS QUE MORRERAM COM VINTE E SETE ANOS.




Há dois meses Amy Jade Winehouse foi encontrada morta em seu apartamento. E isso nem foi surpresa. Todos já esperavam por este fim para a talentosa e pequena Amy. O que não achavam que aconteceria ainda este ano. Ela finalizava um novo disco e enfrentava problemas sérios com drogas, bebida e as vaias de seus fãs em apresentações desastrosas pelo mundo.
Amy tinha 27 anos completos, e sendo assim, temos mais uma vez reacesa a chama da Maldição dos Vinte e Sete!! Aaaaha ha haha (risada de Vincent Price). Pura coincidência? Teria Sra Winehouse abusado naquela noite sabendo que se desse merda, ok, isso seria aos 27 anos? Um quase suícidio?


Enfim, a cantora inglesa morreu com esta idade e isso não faz dela um mito. Longe disso. Muito talentosa, lançaria grandes discos. Só que Hendrix, Morrison, Joplin, Jones e Cobain contribuíram muito mais, fizeram mais história, e com a mesma idade. E até em condições piores, no que se diz respeito à drogas.
Inauguro assim, com essa “deixa” de Amy Winehouse, a minha primeira lista top 10 do DezCapas. Aqui estão, aqueles que morreram com vinte e sete anos e suas melhores capas. Comente, discorde, dê sugestões. Participe!..É divertido!


Morrison Hotel – The Doors


Uma capa simples mas que ganha nos detalhes. A banda posada, o nome do hotel pintado no vidro, a persiana quase anunciando o encerramento do estabelecimento, um Jim Morrison com cara de gerente e algumas placas. Curiosamente uma dessas placas avisa que os quartos saem pelo preço de 2,50 a diária, seria bem sugestivo nos dias de hoje vender cada música do disco por este preço, via downloads de mp3.


Let it Bleed – Rolling Stones


Let it Bleed é o último disco com a participação de Brian Jones. Apenas duas músicas e nem como guitarrista. Expulso da banda, meses depois apareceu morto em sua casa boiando na piscina. Dizem que sua morte é um mistério, até existe uma fulana que garante que o culpado pela morte do músico foi justamente seu pai, que na época trabalhava como pedreiro na casa do Stone. Na capa de LiB, vários elementos: Um rolo de filme, uma pizza, um pneu, a face de um relógio e um bolo…todos juntos mais o vinil de Let it Bleed na vitrola dos (the) Rolling Stones. A obra é uma escultura de Robert Brownjohn. Obs.: Para escolher a capa dos Stones apenas os discos que Brian Jones participou, ou seja, de 1964 a 69.





Cheap Thrills – Big Brother and the Holding Company


Último disco de Janis Joplin na banda Big Brother and the Holding Co. A ilustração é do genial cartunista Robert Crumb, em cada quadro um desenho para cada canção do disco.




Beggars Banquet – The Rolling Stones


Mais uma dos Stones. Um banheiro público, daqueles que você encontra em beira de estrada, cheio de inscrições obscenas. Esta arte original só foi utilizada no relançamento em CD, já que na época havia sido proibida na Inglaterra e EUA. No caso do vinil, apenas uma capa branca com os dizeres RSVP (abreviatura de Responda por favor, utilizada em convites de casamento).




Axis Bold as Love – Jimi Hendrix


Uma grande curiosidade sobre esta capa, Hendrix odiou!! O lendário guitarrista havia encomendado uma arte com índios americanos e o departamento de arte da gravadora entendeu Indianos!!! E ainda por cima, a arte é uma cópia da obra Viraat Purushan-Vishnuroopam. Pois bem, mas ficou bem bacana e se tornou uma das mais belas da história do rock. Sorry Jimi.




Nevermind – Nirvana


Ok..ok.. Muitos dirão que esta deveria ser a grande campeã. Mas não, respeito aos mais velhos é bom e conserva os dentes. Claro que é muito criativa e aparece como uma provocação as bandas da época que corriam desesperadamente atrás do sucesso comercial. Méritos para a pilinha do bebê que chamou a atenção do mundo para os Nirvana. Claro que depois todos prestaram atenção nas músicas. A capa, que já se tornou clássica, foi refeita com o próprio garoto com 17 anos e Bart Simpsons repetiu a façanha numa homenagem da revista Rolling Stone.




L.A. Woman – The Doors


A paleta de cores, a simplicidade do layout e uma fonte (tipo de letra) excessivamente usada em diversos discos de rock, vide Pet Sounds dos Beach Boys. Neste L.A. Woman, temos a banda como Doors e não The Doors.




Pearl – Janis Joplin


Uma bela foto, Janis sentada numa poltrona estilo colonial e uma iluminação impecável. Na capa original temos apenas o título do disco, isso porque na época esse era um disco da Full Tilt Boogie Band, que Joplin cantava. Depois de sua morte o disco foi relançado com a mesma capa e desta vez com seu nome, Janis Joplin, abaixo da escrita Pearl.




Back to Black – Amy Winehouse


Prestou atenção na capa da Janis Joplin? Você vê alguma semelhança entre elas? Pois bem, eu sim. As duas estão sentadas numa poltrona/cadeira. No plano de fundo, no canto direito, uma iluminação azulada. E até a letra (fonte) utilizada em Amy Winehouse é uma derivação da mesma usada na escrita Pearl. Seria uma homenagem?
10º




Are You Experienced – Jimi Hendrix


E finalmente no último lugar, não menos importante, nossa capa de Are You Experienced. Um dos discos mais importantes do rock de todos os tempos. A arte não tem nada de mais, é um exemplo daquilo que havia de mais comum na concepção de uma capa de rock. Talvez por isso o importante aqui é o conteúdo e não a embalagem.


Este foi o meu primeiro post para o DezCapas, espero que tenham gostado. 

sábado, 3 de setembro de 2011

Pronúncias do Norte






Um documentário sobre a vitalidade e identidade da cena pop/rock islandesa, com imagens de nomes como Sigur Rós, Björk , Apparat Organ Quartet, Slowblow ou Múm. Este texto sobre 'Screaming Masterpiece' foi publicado na revista '6a' (do Diário de Notícias) a 21 de Abril de 2006, assinalando a passagem do filme no Indie Lisboa.


Nos anos 80 havia quem se questionasse porque havia tanta gente encantada com uns tais Sugarcubes que, chegados da Islândia, nos mostravam uma pop estimulante que sabia a qualquer coisa diferente. Vivia-se um tempo de domínio pop/rock com sede britânica ou norte-americana, mas lembrámo-nos então que, da Suíça, tinham surgido uns Yello, do Japão uma Yellow Magic Orchestra, da Noruega uns A-ha? Eram casos pontuais, excepções? Depois Björk , a vocalista dos Sugarcubes, estreou-se a solo, com um disco notável e sucesso a condizer? OK, nada de grave, vinha dos Sugarcubes, era ainda a excepção. Mas depois entram em cena os Gus Gus. Pouco depois os Sigur Rós. E os Múm, e uma série de nomes que começam a dar que falar no continente europeu, cativando atenções para uma pequena ilha de fogo e gelo a caminho do pólo Norte? Mais firme e coesa que as manifestações que devolveram a França aos mapas pop em finais de 90, e, também, por essa altura, chamaram as atenções de muitos para o que se passava na Áustria, ou na Noruega, a cena pop/rock islandesa é um caldeirão de acontecimentos de grande personalidade, visão e criatividade, à espera do momento em que a distância entre a distante ilha e o resto do mundo desapareça. As carreiras de sucesso internacional de Björk e Sigur Rós chamaram atenções. E um segredo pop bem guardado chegou ao fim. 



Não é a primeira vez que a cena pop/rock islandesa é retratada em documentários por realizadores locais. Em 1982, Fridrik Thor Fridriksson rodou Rockk Í Reykjavik, um documentário que dava conta da assimilação do punk pelas jovens bandas locais. Em 1998, já com Björk no firmamento pop global, Pop In Reykjavik, de August Jakobsson, dava conta de uma nova geração de acontecimentos e revelava cena underground que em breve poderia lançar surpresas. O filme, entre os nomes tidos como promissores, revelava uma jovem banda de quatro rapazes que tinham acabado de lançar um estranho, mas cativante álbum de estreia na Islândia. Chamavam-se? Sigur Rós. 








Screaming Masterpiece não é mais o retrato para consumo interno de 1982 de RokkÍ Reyjkavik, nem o exercício sonhador (embora realista e visionário) do filme que August Jakobsson rodou em 1998. É a constatação de uma realidade que já extravasou fronteiras, que conquista o mundo pela diferença, pela afirmação de uma identidade que, mesmo nascida numa cultura que durante séculos pouco comunicou com o resto do mundo, conhece através da sua música um canal capaz de sugerir as mais inesperadas empatias. 



Porque é a Islândia um país com tamanha e tão pessoal oferta musical? Já com uns valentes metros de filme projectado, bandas escutadas e entrevistas assimiladas,ScreamingMasterpiece lança números que, por si só, justificam parte da resposta: num país com 300 mil habitantes há 40 escolas de música, 400 orquestras e bandas de formação clássica, seis mil vozes inscritas em coros e uma infinidade de grupos pop/rock. Chega?... 



Björk , em islandês, explica para a câmara de filmar que, depois da independência em 1944, a Islândia levou duas gerações a desenvolver uma confiança na sua identidade: "Começámos por perguntar a nós mesmos o que era ser islandês e a deixar de sentir a culpa de ter estado sob o domínio dinamarquês, colonizados por 600 anos". Esta identidade começou a manifestar-se de diversas formas, uma das mais evidentes uma nova música que nascia da assimilação do punk. "Descobrimos que o que interessava era o que queríamos fazer, não apenas o que fazíamos de facto. E usámos esse poder para definir uma declaração de independência musical", recorda a cantora. Thor Fridriksson, que em 1982 documentou essa revolução em Rokk Í Reykjavikk, cujas imagens aqui se recordam, explica que "as pessoas desenvolveram então uma forte opinião de si mesmas e deixaram de se auto-censurar. Estas bandas de garagem, com complexos de inferioridade, assim que se viram no ecrã, a soar alto, aperceberam-se de uma energia e potencial que tinham já em si". Björk reforça o papel determinante dessa expressão de individualidade, recordando como provocava outros que, na altura, tentavam ser os U2 ou Beatles islandeses, "em vez de procurarem ser eles mesmos". 








ScreamingMasterpiece recorda imagens de Björk a ler o manifesto Bad Taste, uma espécie de versão pop islandesa do dogma cinéfilo dinamarquês. Mas, em vez de explicar detalhadamente como se evoluiu de então para o efervescente cenário actual, deixa que seja o espectador a tirar conclusões, certa que é a exposição de bandas cujas actuações o filme acompanha, deixando-nos cientes de que uma busca de personalidade e identidade, um desejo de fidelidade às suas raízes e uma lógica de combate ao "bom gosto" dominante (paródia, claro) continua a caracterizar a esmagadora maioria das manifestações da Islândia pop/rock actual. E, como explica Hilmar Örn Hilmarsson, estas manifestações não são mais que a expressão actual de um hábito de retrato da vida e sua história em canções, com raiz na Islândia desde que as primeiras povoações ali se instalaram. Vemos actuações dos Sigur Rós, Amina, Ampop, Mínus, Apparat Organ Quartet, Slowblow, Singapore Sling, entre outros, telediscos dos Múm e Sugarcubes e curtas entrevistas onde fica clara uma profunda relação da música islandesa com a poesia local, uma esmagadora opção pela língua de origem, e teses que explicam que, tal como em Detroit ou Manchester, cidades chuvosas, a música tinha de brotar em Reykjavik.



O filme corre inteligentemente por salas de concerto e clubes rock, por salas de ensaio nas mais variadas formas (uma delas uma igreja vazia por uma temporada, que o padre emprestou), e até mesmo a casa presidencial, com uma actuação ao vivo e políticos a rir e dançar? Ari Alexnader e Eris Magnússon, os realizadores, não nos expõem conclusões, antes esperam que sejamos nós, espectadores, a tirá-las. E, mesmo sem apontar o dedo aos subprodutos locais (que também existem), não deixam de mostrar como a banalidade do hiphop aculturado dos Quarashi, o tom morno, em inglês dos Mugison, ou o rock'n'roll decalcado da América de uns Vinyl fica a milhas da vitalidade e personalidade dos muitos outros que, como Björk defende, juntam "'patriotismo berrante com grandes doses de adolescência". E aí, sim, está a força que brota da nova música islandesa.



O filme está hoje disponível em DVD. Existe ainda uma edição em CD com a respectiva banda sonora.


Publicada por Nuno Galopim em

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Novo poster de "The Ides of March"



Columbia Pictures revelou um novo poster (mais tradicional) de The Ides of March, nova longa-metragem realizada por George Clooney


George Clooney (que também protagoniza a película) volta a focar-se no universo político, desta vez na campanha política de um candidato às eleições primárias em 2004 e no seu assessor de imprensa, homem idealista e que se vê perdido no lado mais corrupto da política. O filme conta ainda com Ryan Gosling (Blue Valentine), Paul Giamatti (Sideways), Marisa Tomei (The Wrestler),Evan Rachel Wood (Across the Universe) e Philip Seymour Hoffman (Magnolia).

O filme é baseado na peça de teatro Farragut North e será o filme de abertura do Festival de Veneza 2011. Depois fará parte da selecção do Festival de Toronto 2011 e chega a Portugal a 10 de Novembro deste ano


Ler mais: http://splitscreen-blog.blogspot.com/#ixzz1Whtj44AZ

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

TV: Apple desiste de aluguer de episódios




A notícia passou mais ou menos despercebida: nos EUA, a Apple desistiu de alugar episódios de série de televisão através do iTunes (Variety). Em todo o caso, a sua especificidade justifica um breve momento de reflexão.
Haverá um valor muito concreto que ajuda a explicar o relativo insucesso de tal forma de venda: de facto, o preço por episódio (99c) acabava por se equivaler ao custo do mesmo episódio quando integrado na compra de determinada(s) temporada(s). Mas haverá também um factor psicológico a ter em conta. A saber: mesmo por preços convidativos, o download nem sempre substitui o acesso à globalidade de um produto e, mais do que isso, à sua posse efectiva. São sinais soltos, ao mesmo tempo sintomáticos e enigmáticos, cujos significados o futuro próximo ajudará a esclarecer.

Melancolia, de Lars von Trier



por Bruno Cava
Lars von Trier costuma provocar a audiência. É comum seus filmes retesarem o arco dramático até o limite da ruptura. Para, a seguir, mostrar que podem se estender ainda mais além, antes da romper. E então rompê-los. Em Dançando no escuro (2000) e Dogville (2003), isso se dá com a extrema flagelação a que são submetidas as personagens Selma (Björk) e Grace (Nicole Kidman). Em Anticristo (2009), com a brutalidade ensandecida em que imerge a protagonista (Charlotte Gainsbourg). A radicalização do conflito extrapola o senso de medida, e acaba por distanciar a audiência, pelo excessivo desconforto. O diretor obtém esse efeito de modo calculado, através de um domínio quase esquemático das “regras do jogo”, dos elementos do drama.
Melancolia, diferentemente, é um drama psicológico mais meditativo. Não se verão as passagens gore deAnticristo, nem a humilhação farsesca dos outros dois filmes citados. O sentimento contém-se, a tristeza suaviza-se, adocica-se. Neste filme, há estranheza por toda parte, mas não o estranhamento propriamente dito. Lars convoca a cumplicidade do espectador, menos que a sua confrontação.
O prólogo abre com dez minutos de imagens do espaço sideral, estrelas, astros em revolução, a colisão entre a Terra e um outro planeta, o cataclisma. Ao som de “Tristão e Isolda”, de Richard Wagner, o mundo acaba. A ficção científica aqui não comparece senão para aprofundar a interrogação sobre o humano. Como em Solaris(1972), de Andrei Tarkovski, a viagem para fora pretexta um mergulho na interioridade. O lá fora, espelho da alma, já é aqui dentro. Referência assumida do diretor dinamarquês, o planeta Solaris reatualiza-se como Melancholia. Ambos enigmas perturbam as pessoas. Os personagens analisam-no com o telescópio, estudam a sua mecânica celeste, mas, no fundo, eles que estão sendo observados pelo astro autoconsciente.
A primeira metade do filme (“Justine”) se passa num château na montanha, onde acontece a festa de casamento de Justine (Kirsten Dunst, irretocável). Com traços do Dogma 95 – o hoje abandonado manifesto de cineastas anticomerciais –, filma-se com a câmera na mão, cortes secos, falas curtas, som ambiente. Até a temática lembra o primeiro longa elaborado segundo o Dogma: Festa de Família (1998), de Thomas Vinterberg. O fim do mundo é a família. Os noivos entram em cena sorridentes e à vontade, na estrada antes de chegar, mas a noite vai ser um desastre completo. Crises de depressão, confrontos familiares, cobranças, recriminações, insultos, cenas constrangedoras, choros e decepções, tudo isso oprime Justine. A iluminação de um amarelo “aquecido” reforça a atmosfera irrespirável do castelo, entre mordomos e convidados-fantoches, empacotados em smokings. Não haverá casamento.
O papel de Justine fica mais claro na segunda metade do longa, intitulada “Claire”. Mistura de Ofélia e Cassandra, Justine combina um profundo entedimento sobre a realidade humana com uma passividade mortificante. E exemplifica, como na peça de Shakespeare, a irônica condição humana: sabe perfeitamente o seu destino, mas nada pode fazer a respeito. Fatalista, paralisada, Justine é a única a comunicar-se com Melancholia e conhecer a verdade fatal: “a humanidade é má”. Não poderia ser outro o desfecho senão o Apocalipse, que o também depressivo Lars von Trier apresenta-nos em devastadores planos em tecnologia CGI.
Não seria o château onde se passa Melancolia, outra ilha imaginária do Oceano, outro simulacro onde se perde e se entreva o psicólogo Kelvin? Como na última cena de Solaris, neste filme o tempo e o seu final, toda a escatologia, estão dentro de nós mesmos.
Menos que grandiloquência em tintas cósmicas, em Melancolia tem-se uma cosmovisão artística ultrarromântica, pra quem o mundo não passa de um pesadelo inescapável e iniludível, onde apodrecemos.
[trailer]
por Bruno Cava em 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Banners de "Drive", de Nicolas Winding Refn



A promoção em redor de Drive nos Estados Unidos tem sido imensa, muito à custa do hype que a crítica criou aquando da sua estreia em Cannes e do protagonismo de Ryan Gosling, nova sensação do cinema em Hollywood. Tido por muitos como um dos melhores filmes do ano e um dos melhores filmes de acção de sempre, foram divulgados hoje novos banners de Drive:








Sob as taglines «There are no clean getaways» e «Some heroes are real», Drive estreia a 8 de Dezembro deste ano em Portugal, com Ryan GoslingCarey MulliganChristina HendricksRon PerlmanBryan CranstonAlbert Brooks e Oscar Isaac.


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Josh Brolin será protagonista de remake de "Oldboy", realizado por Spike Lee




Depois de uma tentativa inicialmente falhada (por parte de Steven Spielberg e Will Smith) pela compra dos direitos da história sul-coreana de Oldboy (2003), inspirada na manga de Garon Tsuchiya e Nobuaki Minegishi, foi recentemente anunciado que o remake estaria entregue às mãos do realizador norte-americano Spike Lee (25th Hour).

Entretanto chegou hoje a notícia que o actor Josh Brolin (W.) foi o escolhido para protagonizar a história e dar a vida a Dae-su Oh (protagonizado por Min-sik Choi no original de Chan-wook Park), um homem que é raptado e mantido cativo - sem qualquer explicação - durante 15 anos, sem qualquer contacto com o mundo exterior. Quando um dia ele finalmente é libertado, começa a busca pela vingança contra quem ali o prendeu.

O site Deadline indica que o filme começará a ser filmado em Junho de 2012, ou seja, assim que o actor acabar as filmagens de Men in Black III. O remake de Spike Lee terá argumento adaptado por Mark Protosevich (I Am Legend).


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4ª temporada de Fringe



Em menos de um mês teremos oportunidade de ver o que aconteceu depois da surpreendente season finale da terceira temporada de  Fringe. Daí que a promoção da FOX para a quarta temporada esteja a agora a chegar em força. Eis um teaser poster e um novo trailer:


A quarta temporada de Fringe estreia na FOX a 23 de Setembro.


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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Harrison, segundo Scorsese




Mais um documentário musical a caminho, este com assinatura de Martin Scorsese. Com o título Living In The Material World, este filme sobre George Harrisson terá lançamento em DVD e Blu Ray em Outubro. Aqui fica o trailer:

sábado, 27 de agosto de 2011

The Girl with Dragon Tattoo


Novas fotos de "The Girl with Dragon Tattoo", de David Fincher

Têm sido reveladas, nos últimos dias, novas imagens de The Girl with the Dragon Tattoo, adaptação americana do primeiro volume da trilogia Millennium, do escritor sueco Stieg Larsson. O filme é adaptado por Steven Zaillian (Schindler's List) e realizado por David Fincher (The Social Network).






O filme será protagonizado por Rooney Mara (The Social Network) e Daniel Craig (Quantum of Solace), contando ainda com Robin Wright (The Conspirator), Stellan Skarsgård (Good Will Hunting), Christopher Plummer (The Last Station), Embeth Davidtz (Schindler's List), Joely Richardson (Nip/Tuck), Goran Visnjic (E.R.), Elodie Yung (District 13: Ultimatum), Yorick van Wageningen (The New World), entre outros.

The Girl with Dragon Tattoo estreia a 21 de Dezembro deste ano, nos Estados Unidos.


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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Toronto Film Festival




Dois documentários musicais sobre dois veteranos da música vão ter estreia mundial na edição deste ano do Festival de Toronto, que decorre entre os dias 8 e 18 de Setembro.

Neil Young volta a estar sob as atenções da câmara de Jonathan Demme em Neil Young Life, um filme que acompanhou a Le Noise Tour do músico canadiano. As imagens seguem Neil Young por várias cidades, rumando até Toronto, à mesma sala onde o músico gravou o histórico Live At Massey Hall 1971. O mesmo realizador levará ainda a Toronto o documentário I'm Carolyn Parker: The Good, the Mad and the Beautiful, que segue a vida de uma mulher depois do furacão Katrina ter devastado a região onde morava.

Por seu lado Paul McCartney é acompanhado por Albert Maysles em The Love We Make. O filme acompanha o músico durante a preparação de um concerto evocativo do 11 de Setembro, em Nova Iorque e no qual participam nomes como os de David Bowie, Eric Clapton, Mick Jagger ou Keith Richards.



Excertos de imagens do filme The Love We Make.
fonte

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Red Hot Chili Peppers lança "I'm With You" na internet




Oficialmente no site oficial da banda, foi disponibilizado o novo álbum da banda, o tão esperado álbum "I'm With You".  

O álbum foi produzido por Rick Rubin, no Cello Studios, em Los Angeles, o mesmo estúdio em que a banda gravou Californication, e no EastWest Studios and Shangri La. As gravações do álbum ocorreram de setembro de 2010 a março de 2011.

De acordo com o baterista Chad Smith, a banda "compôs um monte de músicas" em 10 meses, de 12 de outubro de 2009 a agosto de 2010. Flea disse que a banda escreveu cerca de 60 canções para o novo álbum e levou cerca de nove meses antes de entrar no estúdio com Rick Rubin.

Após a saída do guitarrista John Frusciante e a chegada de Josh Klinghoffer , o vocalista Anthony Kiedis disse antes do lançamento do álbum, que "Será sempre uma mudança na química e no sentimento da música quando uma força criativa como John Frusciante sai. Ele foi algo único para o nosso som, mas agora eu acho que também é novo e excitante ter uma mente nova e incrível musical trabalhando conosco. Continuamos a ser a Red Hot Chili Peppers, mas também devemos nos adaptar e acolher novas oportunidades. Afinal, é assim que sobreviveu ao longo dos anos."

O produtor Rick Rubin comentou sobre a chegada de Klinghoffer a banda, dizendo: Josh é fantástico. Ele tocou com John Frusciante por muitos, muitos anos e também excursionou com o Chili Peppers antes, por isso é em parte uma extensão da família. O estilo dele é muito parecido com John mas ele tem uma viagem diferente. Soa como um Red Hot Chili Peppers que você nunca ouviu antes". Flea observa: Josh é um músico muito sutil e não tanto com grande riff – Toca de uma forma mais sutil, sublime, poético. Estamos reagindo a ele, e nos faz tocar de forma diferente, por isso estamos indo por um caminho diferente, e é ótimo. Nós soando como o Red Hot Chili Peppers, mas é totalmente diferente. 

Kiedis comentou sobre o processo de escrita em geral, acrescentando que "este álbum foi uma evolução. Antes, algumas de nossas improvisações eram um pouco imprecisas. Neste disco, um número razoável de músicas foram realmente pensadas e planejadas de uma maneira que nunca tinha feito antes. Isto é, com novos conhecimentos de Flea de teoria da música, nós exploramos o processo de escrita com um pouco mais de precisão." Durante o hiato da banda, Flea havia estudado aulas de teoria musical na Universidade do Sul da Califórnia, aprendendo a tocar piano. De acordo com Kiedis, as contribuições de Flea no piano no I'm with You acrescentou "toda uma nova dinâmica" ao som da banda. De acordo com Flea, Klinghoffer também compôs canções no piano para o disco.

Segundo a banda, a canção "Brendan's Death Song" foi a primeira música escrita para o álbum, com partes de "Annie Wants a Baby", escrita no mesmo dia. A primeira do álbum, "Monarchy of Roses" é a canção mais obscura e mistura funk e pop. Outras canções como "Did I Let You Know" descreve o compromisso social com o planeta, enquanto "Police Station" é lenta, emocional, que detalha a história da polícia de Los Angeles a partir da virada do século com seu abuso de poder, manifestações raciais e sobre a cultura hip hop.

Anthony disse que Josh teve um grande papel na produção do álbum e sua voz era tão dominante como os outros três membros da banda. Ele também creditou Klinghoffer como co-autor das músicas do novo álbum, juntamente com o resto da banda. Josh disse que "Não houve realmente um período de adaptação. Isso é tocar música com pessoas que admiro e sou amigo há anos

Red Hot Chili Peppers - I'm With You (2011)

Músicas:

1. Monarchy of Roses
2. Factory Of Faith
3. Brendan's Death Song
4. Ethiopia
5. Annie Wants a Baby
6. Look Around
7. The Adventures of Rain Dance Maggie
8. Did I Let You Know
9. Goodbye Hooray
10. Happiness Loves Company
11. Police Station
12. Even You Brutus
13. Meet Me at the Corner
14. Dance, Dance, Dance

Link para download: http://www.4shared.com/file/9RLaUFLW/RHCP_-_Im_With_You__2011_.html