domingo, 15 de maio de 2011

Alex Turner, Submarine




Alex Turner
“Submarine”
Domino Recordings
4 / 5
Alex Turner é já uma das figuras centrais do panorama pop/rock britânico deste início de século. Bastaria o trabalho que tem desenvolvido nos Arctic Monkeys para o justificar. Mas acrescentando a aventura Last Shadow Puppets o perfil alarga horizontes. Horizontes que continua a expandir ao editar, agora, este conjunto de canções que assinou e interpretou para o filme Submarine, de Richard Ayoade (realizador que assinou telediscos para os Arctic Monkeys). É uma pequena colecção de composições, essencialmente talhadas para instrumentos acústicos, desenhadas a tons de melancolia e, tal como se escutava no álbum dos Last Shadow Puppets, herdeiras de ecos da cultura pop/rock britânica dos sessentas e setentas. A voz de Alex Turner encontra uma vez mais cenário perfeito nestas canções, os arranjos discretos e a placidez que cruza as composições definindo um clima coerente que, independentemente do destino no grande ecrã para o qual foram talhadas, lhes garante, em disco, um corpo uno e sólido. Pode ser verdade que foram (e são) os Arctic Monkeys que dão a Alex Turner o lugar que hoje tem no panorama pop/rock global. Mas uma vez mais é num projecto paralelo que nos dá o melhor de si.




sábado, 14 de maio de 2011

A caminho de 'Tree Of Life'




Em contagem decrescente para a chegada de The Tree Of Life, o novo filme de Terrence Malick, fica hoje uma imagem que recorda Days Of Heaven, a segunda longa-metragem do realizador, estreada em 1978. O blogue O Sétimo Continente continua a evocar a obra do realizador, apresentando hoje um texto sobre este filme assinado pelo autor do blogue A Preto e Branco.
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Dolores Fuller (1923 - 2011)










Célebre pelas suas colaborações com o realizador Ed Wood, a actriz Dolores Fuller faleceu no dia 9 de Maio, em Las Vegas — contava 88 anos.
De seu nome verdadeiro Dolores Eble, participou em títulos como It Happened One Night/Uma Noite Aconteceu (1934), de Frank Capra, e The Blue Gardenia/A Gardénia Azul (1953), de Fritz Lang, mas sempre em papéis muito secundários. A sua fama lendária, eminentemente kitsch, nasce da participação em filmes de Ed Wood, "o pior cineasta de sempre", autor do célebre Glen or Glenda (1953), sobre um homem que se transfigura em mulher — na altura namorada de Wood, Dolores Fuller assume a personagem da companheira do protagonista, interpretado pelo próprio realizador. Sob a sua direcção, participou ainda em Jail Bait (1954) e Bride of the Monster (1955).
Com uma carreira televisiva especialmente ligada à música, tentou, sem êxito, obter um papel num filme, Blue Hawaii (1961), com Elvis Presley. Acabaria por compor uma das respectivas canções, Rock-A-Hula Baby [ver video]. Seria o começo de uma colaboração que se traduziu na gravação, por Elvis, de uma dúzia das suas canções, incluindo I Got Lucky — entre os que, na época, gravaram canções de Fuller incluem-se Nat King Cole e Peggy Lee. No ano de 2008, publicara a sua autobiografia: A Fuller Life: Hollywood, Ed Wood and Me.



>>> Obituário no Los Angeles Times.
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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Google lança serviço de música digital

A Google acabou de lançar um novo serviço de música digital, o Music Beta. Este serviço, apresentado durante o evento anual "Google I/O", permite que cada utilizador faça o upload das suas próprias faixas de áudio para um servidor e as tenha acessível em qualquer lugar.

No entanto, e para já, o serviço apenas estará disponível nos Estados Unidos da América, como é possível ver ao aceder ao website oficial. Apenas acessível por convite, ao clicar no botão para proceder ao pedido de adesão, o utilizador que não se encontre nos EUA recebe a mensagem de que a versão beta desta plataforma apenas está "disponível nos Estados Unidos". 

Muitos já o comparam ao leitor recentemente lançado pela Amazon, mas ainda é cedo para conjecturar. O certo é que, para já, o serviço também não conta com a colaboração das grandes editoras musicais mundiais, tudo indica por conflitos de interesse. Em declarações ao New York Times, o director de conteúdo digital para Android chegou mesmo a dizer que "algumas das grandes editoras discográficas não colaboraram muito" e "solicitaram uma lista de termos de negócio que eram insensatas e que não nos permitiria construir um produto sustentável". Por isso mesmo, a Google não vai "depender de alianças que se provaram frágeis". 

Posto isto, o que é possível fazer, afinal, com este Music Beta? Fazer upload de músicas para um servidor, que depois poderão ser ouvidas em qualquer computador com acesso à Internet, em telemóveis Android e em tablets através de streaming. O limite de upload gratuito será, diz-se, de vinte mil músicas. De fora ficam, por exemplo, opções de compra directa de músicas ou, por exemplo, a partilha de canções com amigos.

Para saber mais sobre o Music Beta da Google, pode sempre consultar as dicas contidas no próprio site. No entanto, ainda não há data para o lançamento do produto a nível internacional.

O Sr. Presidente é o D'niro




Talvez não seja a pose mais correcta para o presidente do júri oficial do maior festival de cinema do mundo... Em todo o caso, assim é: a partir de amanhã, 11 de Maio, Robert De Niro terá por funções dirigir um colectivo que se encarregará, no dia 22, de consagrar um filme com a Palma de Ouro do 64º Festival de Cinema de Cannes.


Esta foto tem 35 anos e adquire, agora, uma renovada energia simbólica: De Niro protagonizava um dos momentos altos da modernidade made in USA — Taxi Driver, de Martin Scorsese. O filme esteve presente em Cannes/1976 e arrebatou a Palma de Ouro!


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terça-feira, 10 de maio de 2011

Tokio




Uma cidade, três realizadores, três histórias, três visões do mundo. Tóquio visto pelos olhos de Michel Gondry ("O Despertar da Mente", "A Ciência dos Sonhos", "Green Hornet"), Léos Carax ("Pola X", "Os Amantes da Ponte Nova") e Bong Joon-ho ("Gwoemul", "Mother - Uma Força Única"). Os recantos menos conhecidos daquela cidade e as suas personagens inverosímeis: um jovem e estranho casal a viver as suas amarguras, um homem dos esgotos que se vê numa situação imprevista, um homem isolado que, por força do amor, se obriga a sair da reclusão. Três exemplos que propõem a reflexão: seremos moldados pela cidade ou seremos nós quem molda a cidade onde vivemos?


Selecção Oficial Cannes 2008 - Un Certain Regard


"Existindo uma ideia unificadora em Tóquio!, é o efeito devastador que a solisão e o isolamento têm na psique, uma escolha interessante considerando o estatuto de Tóquio como uma das cidades mais densas do mundo. " Sonny Bunch,


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Hippie Hippie Shake


Hippie Hippie Shake is an upcoming British drama film produced by Working Title Films. The film is based on a memoir by Richard Neville, editor of the Australian satirical magazine Oz, and chronicles his relationship with girlfriend Louise Ferrier, the launch of the London edition ofOz amidst the 1960s counterculture, and the staff's trial for distributing a sexually explicit issue. Hippie Hippie Shake stars Cillian Murphy as Richard Neville, with Sienna Miller as Louise.

British film production company Working Title began development of Hippie Hippie Shake in 1998, but the film was repeatedly delayed, changing directors and screenwriters. In September 2007, the film finally began principal photography. As of June 2010, the film is "yet-to-be released."





The landmark obscenity trial surrounding a satirical Australian magazine becomes a metaphor for a wild ride through swinging 1960s-era London in director Beeban Kidron's adaptation of Richard Neville's memoir Hippie Hippie Shake: The Dreams, the Trips, the Trials, the Love-ins, the Screw Ups: The Sixties. Cillian Murphy stars as Neville in a film that follows the editors of Oz as they relocate to London and are forced to defend a sexually explicit issue of their irreverent magazine after it raises the eyebrows of the Obscene Publications Squad. The resulting legal battle would become the longest obscenity trial in the history of English law. Though the publishers of Oz were initially sentenced to hard labor, a subsequent appeal would find their sentences commuted under the agreement that they cease publication of the controversial magazine. ~ Jason Buchanan, All Movie Guide

domingo, 8 de maio de 2011

Lego again...


São várias as expressões de admiração da cultura pela imponência e história do Empire State Building. Hoje visitamos uma proposta de construção deste símbolo de Nova Iorque... em Lego.

Lennon no Indie





Destaques para mais um dia no Indie Lisboa, hoje com a música em evidência. Pelas 19.15 passa no S. Jorge o filme John Lennon – Love Is All You Need, de Alan Bryon e, às 21.45, Neil Young Trunk Show, o segundo filme-concerto do músico rodado por Jonathan Demme. Num outro comprimento de onda, e também no Cinema São Jorge, pelas 14.45 passa Finisterrae, de Sergio Caballero, um dos directores do festival Sonar, e que já foi descrito como um “ovni cinematográfico”.

fonte:sound+vision

sábado, 7 de maio de 2011

Os National adoram os Grateful Dead e vão prová-lo

Os Grateful Dead vão ressuscitar num álbum com versões de Bon Iver; Fleet Foxes; Steve Reich...
Os National adoram os Grateful Dead e vão prová-lo
Trabalham numa compilação dedicada a uma banda fulcral do psicadelismo
Senhoras e senhores, meninos e meninas, os National estão a preparar um regresso em grande - e não, não se trata de um álbum novo. Gente solidária, responsável há um par de anos por "Dark Was The Night", compilação produzida pelos gémeos Aaron e Bryce Dessner (baixista e guitarrista da banda) que contou com a colaboração de Feist, Decemberists, Arcade Fire ou Spoon e cujos lucros reverteram para associações de luta contra a sida, os National reincidem.
Desta vez, não se trata apenas de juntar uma série de amigos de bom gosto impoluto e chamá-los a oferecer os seus talentos à beneficência. Os National estão a tratar, novamente em conjunto com a associação Red Hot, de uma compilação, preparem-se, dedicada exclusivamente aos Grateful Dead, banda fulcral do psicadelismo de São Francisco, banda fulcral, depois disso, no renascimento da música de raízes norte-americana mas, causa directa do seu péssimo posicionamento na escala de "coolness" da música popular, também responsável pelo nascimento de uma seita de freaks e hippies reunida sob a designação "Deadheads", bem como pela fundação de centenas de aborrecidíssimas bandas de jam como os conhecidos Phish.
O baixista Scott Devendorf confirmou à "Spinner" que o trabalho está a começar e que, neste momento, a grande questão que se coloca aos National é escolher correctamente a canção dos Dead em que pegar - tendo em conta o tom de voz de Matt Berninger, Devendorf diz que estão a apontar para "Box of rain", canção de "American Beauty" que marca o início da viragem dos Dead para a folk e country. 
O álbum só estará pronto daqui a cerca de um ano, mas os National já sabem o que querem. Nada de bandas de jam tricotando solos intermináveis. Depois de inquiridos alguns amigos para descobrir se têm discos dos Grateful Dead escondidos em casa, já há algumas confirmações: os Fleet Foxes estão entusiasmados, Bon Iver também. O compositor Steve Reich, amigo de Phil Lesh, baixista dos autores de "Box of rain", também já foi "intimado" a participar. E Devendorf pretende atrair bandas inesperadas: "Seria incrível ter os Crystal Castles", exclamou à "Spinner".







sexta-feira, 6 de maio de 2011

Seinfeld



O famoso comediante americano Jerry Seinfeld lança esta sexta-feira um site onde vai publicar mais de mil vídeos da sua longa carreira a fazer comédia. Mas apenas vão estar disponíveis três por dia. 
Uma imagem da primeira aparição televisiva de Seinfeld (D.R.)



Seinfeld, que tem 57 anos, parece estar preocupado com o seu legado. “Eu pensei: ‘Onde vão estar as minhas coisas quando eu morrer?’ Vão simplesmente desaparecer para sempre? Quem poderá mexer nelas? Achei que devia filtrar isto e ser o juiz do que penso que é bom”, explicou o comediante, numa entrevista ao “New York Times”.

O novo site, em Jerryseinfeld.com, vai exibir as primeiras aparições televisivas (como esta, com um jovem Seinfeld de óculos e a rondar os 23 anos), bem como interpretações das piadas mais conhecidas. Terá ainda vídeos com as actuações de stand-up que acompanhavam alguns dos episódios da iconica série televisiva. Mas, excepto esses excertos, as cenas da série não estarão online.


O site vai trazer material de arquivo seleccionado pelo próprio Seinfeld. Porém, boa parte destas actuações e os episódios das nove temporadas da série já estão publicado na Internet, inclusive no YouTube, embora a divugação destes vídeos não seja autorizada.


A impresa que concebeu o site, narra o "New York Times", ainda tentou convencer o comediante a lançar algo mais complexo e a aderir ao Twitter, mas este recusou.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Yvette Vickers (1928 - 2011)



Actriz americana, "Playmate" da revista Playboy, Yvette Vickers foi encontrada morta numa situação particularmente chocante — o seu corpo mumificado foi descoberto por uma vizinha no dia 27 de Abril, na sua casa de Beverly Hills, supondo-se que poderá ter falecido vários meses antes.


Formada em jornalismo pela UCLA, ficou célebre pelo seu portfolio da Playboy (Julho 1959, com fotografias assinadas por Russ Meyer), tendo começado no cinema num pequeno papel em Sunset Boulevard/Crepúsculo dos Deuses (1950), de Billy Wilder, integrando também o elenco de Short Cut to Hell (1957), única realização do actor James Cagney. Veio a conseguir alguma popularidade como heroína de filmes de terror, de série B, nomeadamente Attack of the 50 Foot Woman (1958) e Attack of the Giant Leeches (1959), dirigidos por Nathan Juran e Bernard L. Kowalski, respectivamente. Surgiu ainda em Hud/O Mais Selvagem Entre Mil (1963), de Martin Ritt, com Paul Newman, tendo mantido uma carreira regular, sobretudo em televisão, até meados da década de 70.






>>> Attack of the 50 Foot Woman é um exemplo clássico de uma produção trash, sustentada por orçamentos minimalistas e colada à vaga de ficção científica da década de 50 — eis o cartaz original e o trailer; Allison Hayes era a protagonista (recorde-se que, em 1993, Daryl Hannah interpretou um remake dirigido por Christopher Guest, entre nós chamado A Mulher Gigante).







terça-feira, 3 de maio de 2011

Fleet Foxes, Helplessness Blues (V)


Já devem ter percebido que é um grande disco. Procurem nos comentários deste post que um amigo meu disponibiliza o álbum para download. Para mim este é a 2ª parte do fabuloso álbum estreia. Fiquem com esta crítica de um blogue que muito aprecio:http://sound--vision.blogspot.com/




Fleet Foxes
“Helplessness Blues”
Bella Union
5 / 5




Houve um tempo em que a folk descobriu o rock. Ou foi ao contrário? O certo é que, em finais dos sessentas, depois de dissipadas as cores mais garridas e as imagens mais caleidoscópicas do psicadelismo, outras músicas entraram em cena para, com importantes pólos de acção entre Londres e a Califórnia, revelar uma renovada relação com ecos da música folk, em clima de entendimento com as linguagens, espaços e conquistas da cultura pop/rock. A redescoberta dos caminhos da folk como um dos espaços mais nutritivos para a criação musical representou uma das verdades mais marcantes da recta final dos noventas, a década dos zeros aprofundando essa relação através quer de nomes essencialmente herdeiros das genéticas mais centrais do fenómeno quer, como acontecera em finais dos sessentas, em novas formas de rico diálogo com espaços da cultura pop/rock (em evidente terreno indie). Afirmaram-se assim nomes como uns Bright Eyes, Lambchop ou Handsome Family, Grandaddy, Devendra Banhart ou mais recentemente (mas já com anos de história) uns Great Lake Swimmers ou Fleet Foxes. Naturais de Seatte, estes últimos conseguiram, com a mão cheia de pérolas que nos mostraram no seu álbum de estreia, chamar atenções de uma forma invulgarmente unânime e entusiasmada. Era por isso aguardado com enorme expectativa o passo seguinte, Que, agora, chega ao som de Helplessness Blues. Numa só palavra, é um disco de confirmação. Confirmação de que esse disco de 2008 não havia sido acaso de um momento feliz mas antes o lançar de uma ideia da qual ainda poderemos esperar mais e suculentos frutos. Confirmação de um talento que domina a composição e não fica atrás na escrita das palavras que definem a alma destas canções. Helplessness Blues é um disco tranquilo, belo nas formas, delicado nos arranjos (dos instrumentos e das harmonias vocais) que dão rosto final às canções. A fragilidade ainda aparente da voz é aqui suportada por uma segurança que soma agora dois discos que fazem dos Fleet Foxes um nome já central na história do relacionamento das heranças da folk com o constante somar de narrativas e experiências que o tempo nos revela. E, em Helplessness Blues voltam a ter um disco deliciosamente sedutor.

sábado, 30 de abril de 2011

Bowie em exposição










O Museum Of Arts and Design, de Nova Iorque, apresenta este ano uma exposição dedicada à obra de David Bowie. Inaugura dia 9 de Maio e junta o seu trabalho em vídeo à obra no cinema, propondo inclusivamente um programa em paralelo com a exibição de títulos marcantes da sua filmografia. Na sequência de imagens deste post, momentos dos telediscos de Life On Mars e Loving The Alien e do filme The Man Who Fell To Earth, de Nicolas Roeg.





Publicada por Nuno Galopim em http://sound--vision.blogspot.com/

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Fleet Foxes - Helplessness Blues part IV (PT review)



Finalmente já se pode ouvir o segundo álbum dos Fleet Foxes, “Helplessness Blues”, embora não pelos meios mais legais. Na realidade, este álbum é posto à venda dia 3 de Maio de 2011.

A expectativa era grande, porque o álbum de estreia dos Fleet Foxes, lançado em 2008, foi sem dúvida um dos melhores álbuns desse ano. Agora com este “Helplessness Blues” a banda norte-americana não desaponta e fez aquele que vai ser sem dúvida um dos melhores álbuns de 2011.

Este álbum começa da melhor maneira com “Montezuma” e é seguido pela não inferior “Bedouin Dress”. Com estas duas músicas percebi logo que este iria ser um grande álbum. E a verdade é que “Sim Sala Bim” e “Battery Kinzie” confirmam esta minha ideia. No entanto, “The Plains / Bitter Dance” é uma música instrumental que não consegue convencer e, apesar de não ser uma má música (será que os Fleet Foxes seriam capazes de fazer uma música má), não traz nada de especial para este álbum.

Este momento menos interessante de “Helplessness Blues” é logo esquecido com a música que dá nome ao álbum e que é, provavelmente a melhor das doze músicas que o constituem. É uma clara candidata a música do ano.

“The Cascades” é a outra música instrumental deste álbum, mas é bem melhor que “The Plains / Bitter Dance”. Seguem-se “Lorelai” e “Someone You’d Admire”. Esta última é, a par de “Helplessness Blues”, a melhor música deste disco.

“he Shrine / An Argument” é, como o nome indica, uma música dividida em duas partes. E se a primeira é muito boa, já a segunda deixa um pouco a desejar.


“Blue Spotted Tail” e “Grown Ocean” são as últimas duas faixas de “Helplessness Blues” que encerram este álbum da melhor forma possível.


Depois de ouvir este álbum fiquei com a certeza absoluta que “Helplessness Blues” vai ser um dos melhores álbuns de 2011, apesar de ainda só estarmos em Março. Embora não esteja à venda, recomendo que o tentem encontrar na Internet e que o ouçam. Quando for posto à venda, comprem, porque vale a pena dar dinheiro a uma banda como esta, para que possam continuar a lançar verdadeiras obras de arte.


9/10 fonte







Fleet Foxes - Helplessness Blues part III


Fleet Foxes - Helplessness Blues
In the three short years since their self-titled debut, Fleet Foxes have become the unlikely granddaddies of the recent nu-folk revival, spiritually if not strictly temporally. The slow seep of vocal harmony, organic finger-picking and earthy subject matter have brought the old school to the new school, so their follow-up effort was always going to be picked over and assessed with even more gusto than its predecessor. Fortunately, in a triumph for not-broke-don’t-fix, Helplessness Blues plays like the Side B we’ve been waiting for.
Opener 'Montezuma' feels like a trumpet fanfare opening Act Two, starting with the perfect introductory line “So now that I’m older/than my mother and father/when they had their daughter/now what does that say about me?” – the“so” suggests a conversation recommencing after interruption which is exactly how it feels. The trademark Beach Boys harmonies are still pin-sharp, and frontman Robin Pecknold returns as Mr Safe Hands (the David Seaman of Seattle, if you will), so all roads point to a happy comeback.
Second track 'Bedouin Dress' sees the first a capella breakdown of the record – don’t worry, the first of many – before moving into Beirut territory and beyond. 'Sim Sala Bim' and 'Grown Ocean' share a runaway train quality, with more pace than you might associate with the band you thought you knew, but it’s eight-minute opus The Shrine/An Argument which hints at a future direction with some simple looping adding texture. Above all, Helplessness Blues adds immediacy to the familiar; it’s not just an assured return, but the first shoe-in come end-of-year list

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Poly Styrene (1957 - 2011)




Segundo as palavras lendárias da revista Billboard, foi o "arquétipo da moderna feminista punk": figura emblemática da banda X-Ray Spex, a cantora e compositora inglesa Poly Styrene faleceu em Sussex, no dia 25 de Abril, vitimada por cancro da mama – contava 53 anos.


De seu nome verdadeiro Marianne Joan Elliott-Said, viveu, segundo as suas próprias palavras, a adolescência de "uma hippie descalça". Terá sido um concerto dos Sex Pistols que a levou a colocar um anúncio num jornal, convocando quem com ela quisesse formar uma banda punk – foi assim que, em 1976, nasceram os X-Ray Pex [video]. Depois da dissolução da sua formação original, Poly prosseguiu, a solo, lançando-se em 1980 com o álbum Translucence. Com o passar dos anos, a sua música adquiriu uma sonoridade diferente, mais jazzy e contemplativa. O seu derradeiro registo surgiu no passado mês de Março de 2011, com o título Generation Indigo.


O nome "polystyrene" designa uma das mais frequentes formas de plástico, comercializada em grande escala a partir da década de 1950 – na sua forma sólida, é o material correntemente empregue nas caixas de CDs e DVDs.



>>> Obituário na BBC.
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terça-feira, 26 de abril de 2011

The Antlers: simples & rock


Uma capa simples, mas envolvente, para um simples disco de rock, radical na sua simplicidade: Burst Apart é o reencontro com The Antlers [foto: Shervin Lainez], banda novaiorquina, de Brooklyn, alicerçada no génio criativo de Peter Silberman (voz, guitarras, acordeão, teclados), muito bem acompanhado por Michael Lerner (bateria, percussão) e Darby Cicci (teclados, trompete, banjo). Dois anos passados sobreHospice, este é ainda um álbum habitado por um tocante desencanto poético, negroma non troppo – para escutar nas páginas da NPR.


>>> Recordando Hospice, com o admirável teledisco de Two, realizado por Ethan Segal e Albert Thrower.




segunda-feira, 25 de abril de 2011

Franz Ferdinand: disco "raro" de versões nas lojas em maio

Franz Ferdinand: disco "raro" de versões nas lojas em maio [vídeos] -

LCD Soundsystem, Peaches e Debbie Harry são alguns dos participantes no EP. Ouça aqui duas das versões. 


O EP lançado pelos Franz Ferdinand no Dia das Lojas de Discos vai agora conhecer uma edição em CD. 
Inicialmente editado em vinil, o disco de versões chegará às lojas a 2 de maio. 
LCD Soundsystem, Stephin Merritt (Magnetic Fields), Peaches, Debbie Harry e ESG são os participantes neste Covers EP , composto de versões de canções dos Franz Ferdinand. 
Veja abaixo o alinhamento: 
Debbie Harry & Franz Ferdinand - Live Alone 


Stephin Merritt (Magnetic Fields) - Dream Again 


LCD Soundsystem - Live Alone
ESG - What She Came For 
Peaches - Turn It On 





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domingo, 24 de abril de 2011

Fleet Foxes – Helplessness Blues (2011) Part II

Tracklist for Fleet Foxes' Helplessness Blues revealed

Fleet Foxes' second studio lp Helplessness Blues is one of the most anticipated records in the indie world right now, and the tracklist has now been made available at the pre-order page for the album at iTunes Store - check it out below. So far only the title track has been released, which you can stream and download here, but last night frontman Robin Pecknold gave away three new solo tracks (available here) so there's at least something to tide us over... Helplessness Blues will be released on May 3 via Sub Pop.

Tracklist for Helplessness Blues:
1. Montezuma
2. Bedouin Dress
3. Sim Sala Bim
4. Battery Kinzie
5. The Plains / Bitter Dancer
6. Helplessness Blues
7. The Cascades
8. Lorelai
9. Someone You'd Admire
10. The Shrine / An Argument
11. Blue Spotted Tail
12. Grown Ocean