terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Actores esperam óscares...






Colin Firth 


Ironicamente, mesmo com todo o seu maniqueísmo, promocional & jornalístico, o ambiente de campanha em torno dos Oscars tem o mérito de contrariar a visão corrente do cinema como um aparato mais ou menos ruidoso de "efeitos especiais". E quem ganha mais com isso, repondo uma verdade carnal do próprio cinema, são osactores. Assim o entendeu a revista W., propondo um portfolio, assinado por Inez van Lamsweerde e Vinoodh Matadin, celebrando os actores nomeados pela Academia de Hollywood, em boa companhia com alguns outros que se distinguiram ao longo do ano de 2010. Evitando paralelismos fáceis com os próprios filmes, as imagens do duo holandês Lamsweerde/Matadin funcionam como retratos "ficcionados" de muita gente que merece a nossa admiração — o título: 'Best performances'.


Nicole Kidman 


Julianne Moore 



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Gary Moore (1952 - 2011)












Lendário guitarrista, personalidade incontornável na história das relações entre rock e blues, Gary Moore faleceu subitamente, a 6 de Fevereiro, quando se encontrava em férias em Estepona, Espanha — contava 58 anos.


Nascido em Belfast, de nome completo Robert William Gary Moore, teve uma carreira multifacetada, do blues-rock ao heavy metal, por vezes integrando referências de outros domínios como o country ou o jazz. Em todo o caso, as suas sucessivas passagens pelos Thin Lizzy, formados em Dublin, em 1969, conferem-lhe um bilhete de identidade fortemente ligado ao hard rock. Começou nos Skid Row, aí tendo iniciado também a sua associação com Phil Lynott, futuro líder dos Thin Lizzy — Lynott foi colaborador regular da carreira a solo de Moore, lançada com Grinding Stone (1973), o primeiro de duas dezenas de álbuns de estúdio. Além de ter passado ainda pelos Colosseum II, Greg Lake, BBM e Scars, trabalhou ao longo dos anos com as mais variadas personalidades, incluindo George Harrison, Jim Capaldi e The Beach Boys. O seu derradeiro álbum a solo, Bad for You Baby, foi editado em 2008.

Este é um registo ao vivo de Parisienne Walkways, grande sucesso do álbum Back on the Streets (1979), com Gary Moore e Phil Lynott.


>>> Obituário no jornal The Irish Times.
>>> Site oficial de Gary Moore.
>>> Site oficial dos Thin Lizzy.
fonte

O pai da minhas filhas



O PAI DAS MINHAS FILHAS


um filme de Mia Hansen-Løve

Grégoire Canvel tem tudo o que um homem pode querer: uma mulher que ama, três crianças fantásticas e um trabalho estimulante. Os dias intensos de trabalho complementam-se com fins-de-semana em família, no campo.
Mas com a sua empresa no limite, com demasiados projectos, riscos, dívidas, o obstinado Grégoire começa a ceder e a fadiga rapidamente se transforma em desespero.


Vencedor do Prémio Especial do Júri - Un Certain Regard, Cannes 2009.


«A solução narrativa que Hansen-Løve escolheu para o dilema central da personagem é colocada literalmente a "meio caminho" do filme. É, simultaneamente, a sua grande força e a sua grande fraqueza: porque força um "antes" e um "depois", uma presença e uma ausência que equilibram de modo inteligentíssimo o impacto emocional do filme.»


«É (...) a prova de que vale a pena continuar atento ao percurso de Mia Hansen-Løve.» 

Jorge Mourinha, Público

Título original: Le Père de mes Enfants

Ano: 2009

Realização: Mia Hansen-Løve 

Interpretação: Louis-Do de Lencquesaing, Chiara Caselli, Alice de Lencquesaing

Origem: França, Alemanha

Duração: 110 min

Classificação: M/12

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O Vampiro de Ropraz



Um livro curto, com uma escrita enxuta e uma narrativa arrebatadora. Este texto, sobreO Vampiro de Ropraz, de Jacques Chessex, foi publicado na edição de 29 de Janeiro do DN Gente.

Que o título não induza em erro, uma vez que, na verdade, não se trata de uma história de vampiros (ou seja, não se iludam os que procuram novas manifestações do filãoTwilight e derivados). O Vampiro de Ropraz foi um dos últimos textos de Jacques Chessex (1934-2009), escritor suíço com obra que passa pela prosa, pela poesia e pelo ensaio (tendo assinado várias reflexões sobre pintura). Com uma contida economia nas palavras, e uma impressionante clareza nas imagens, Jacques Chessex narra em apenas 75 páginas uma história alimentada pelo horror e pelo medo (ao que parece com ponto de partida encontrado em acontecimentos reais). Estamos em Ropraz, no Alto Jura, cantão de Vaud (Suíça), em 1903. Uma "terra de lobos e de abandono, mal servida por transportes públicos", onde "as ideias não circulam, a tradição pesa, a higiene moderna é desconhecida", lemos logo na primeira página. Estamos num lugar onde se fazem "rezas de esconjuro ou de exorcismo" e se vive sob um clima de "avareza, crueldade, superstição" e onde, descreve ainda o escritor, "as pessoas barricam-se no seu cérebro, no seu sono, no seu coração, nos seus sentidos". É aqui que um dia o horror chega quando a campa de uma jovem é profanada. Cenário que se repete depois numa terra ali por perto. E outra vez mais, não muito longe dali. De um "vampiro" se fala então naquelas terras, o horror da notícia cedendo ao medo, partindo daí uma narrativa contida nas palavras, mas pungente nas imagens.




sábado, 5 de fevereiro de 2011

January Jones por Mario Testino






Afinal, o glamour existe. E resiste. Consegue mesmo fazer-nos perceber que os artifícios do digital empalidecem face à imaginação primitiva do preto e branco, sancionando, discretamente, a soma de uma star com o olhar metódico de um fotógrafo. Ela é January Jones, intérprete de Betty Draper, ou apenas Betts, da sérieMad Men — numa ironia carregada de alusões, a Vanity Fair já lhe chamou "Miss January"; o autor das fotografias é Mario Testino, nascido no Perú, image-maker sem fronteiras, herdeiro directo das poses de Hollywood, fotógrafo de Kate Moss, Madonna, Kim Basinger, Lady Gaga ou ainda, last but not least, Margaret Thatcher. O seu encontro deu-se sob o signo da Versace.



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Manic Street Preachers - Postcards from a Young Man



Antes de tudo agradeço ao meu irmão pela edição de luxo que me ofereceu deste disco...um mimo.

Esta banda continua a ser uma das minhas bandas fetiche. Cresci com ela e continua sempre irónica, juvial e ácida como eu gosto.








O desaparecimento físico do guitarrista e letrista Richey Edwards aconteceu no Inverno de 1995, mas o seu fantasma continua presente nas páginas dos jornais de hoje sempre por alguma razão. O motivo de destaque mais recente deu-se com o livro ficcionado sobre a vida do malogrado (?) músico, "Richey" - , no qual Ben Myers concebe o que terá sido a sua vida depois do misterioso desaparecimento. Há um ano, a banda de que era membro, os Manic Street Preachers, baseou todas as canções de "Journal for Plague Lovers" em letras não publicadas de Richey Edwards, como se o grupo de James Dean Bradfield fosse ainda um quarteto, com a presença oculta de um dos seus membros.





Por ironia do brincalhão destino, os Manic Street Preachers são, a par dos Radiohead, os grandes sobreviventes da geração de bandas que apanharam com o brit-pop, apesar da desgraça que os assolou e de todas as nuvens negras. Todos os outros foram-se desfazendo - Suede, Verve, Blur, Oasis, Supergrass. E, hoje, estão mais activos que nunca. Os álbuns novos continuam a sair regularmente e, facto invulgar em bandas de maior longevidade, os Manics conseguem ter tantos longas-durações de originais no seu segundo decénio quanto no primeiro.





Mas há muitos mais sintomas de saúde recentes. As carreiras a solo do compositor e vocalista James Dean Bradfield e do letrista e baixista Nicky Wire rejuvenesceram a dinâmica dos Manic Street Preachers; o trio reconquistou a crítica em "Journal for Plague Lovers" (para louvores justíssimos); e agora, através do novo "Postcards from a Young Man", prepara-se para ameaçar o trono do top britânico de álbuns 12 anos depois da última residência no cume das vendas da sua grande ilha.





Para este décimo álbum, os três bons galeses recrutaram um lote luxuoso de convidados. Tim Roth figura na capa a preto-e-branco, de tronco nu, a tirar um foto de uma máquina Polaroid; Ian McCulloch (dos Echo & The Bunnymen) empresta o perfume da sua voz de fumador a 'Some Kind of Nothingness'; o ex-Guns N' Roses Duff McKagan mostra os seus dotes no baixo durante 'A Billion Balconies Facing the Sun'; e o compatriota lendário John Cale marca a sua presença nos teclados de 'Auto-Intoxication'.





Os convidados pouco ou nada interferem no andamento de "Postcards from a Young Man", mas o simbolismo da presença do ídolo Duff McKagan patrocina aquele que é o disco que mais se aproxima da obra de estreia, "Generation Terrorists", na altura uma ponte inédita entre o hard-rock radiofónico à Guns N' Roses e a militância punk à Clash. Só que os 18 anos de diferença entre 1992 e 2010 acrescentam dados diferentes como uma maior serenidade e uma menor sofreguidão revolucionária.





Naquela que é a maior auscultação à sua popularidade dos últimos 10 anos, os Manic Street Preachers assumiram o desejo de canções orelhudas. Coros gloriosos com tons de gospel, arranjos sinfónicos, bons refrões e coesão colectiva no empurrão de cada canção para a vitória final fazem a vontade às intenções de banda. '(It's Not War) Just the End of Love' é digno de um primeiro single; 'Hazelton Avenue' (com guitarrada glam), 'Auto-Intoxification' (com a fúria antiga), 'Golden Platitudes' (a grande balada do disco) e 'The Future Has Been Here 4 Ever' (com Nicky Wire ao comando) são outros bons postais. 





Com uma garra e uma ingenuidade de miúdos intactas, os Manic Street Preachers mostram em "Postcards from a Young Man" como o rock mainstream devia ser. O álbum é também a declaração de que sem popularidade, a banda não faz sentido.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sad day... White Stripes chegam ao fim




Os White Stripes chegaram ao fim. O anúncio foi feito pela própria banda no seu site oficial. Os norte-americanos não especificam os motivos que levaram à separação, mas adiantam que nada tem a ver com desentendimentos ou por motivos de saúde.

«Queremos agradecer a todos os fãs por todo o apoio incrível que nos deram ao longo destes 13 anos», dizem Meg e Jack.

No entanto, a Third Man Records vai continuar a lançar material inédito, de estúdio e ao vivo, pelos canais normais.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

John Barry (1933-2011)




Venceu cinco Oscares, um Grammy e mais uma mão cheia de outros prémios, mas por mais distinções que John Barry possa ter somado ao longo da sua vida, será inevitavelmente sempre recordado pelo facto de ter sido o compositor que mais música deu aos filmes de James Bond. Tanto que, depois do nome dos actores que vestiram a pele do agente secreto 007, o nome mais conhecido do universo James Bond no cinema não é o de nenhum realizador em particular, mas sim o de John Barry, tantas foram as bandas sonoras e canções que compôs, entre as quais momentos icónicos como Goldfinger, From Russia With Love, You Only Live Twice ou Diamonds Are Forever, o maior êxito atingido em 1985 na colaboração com os Duran Duran em A View To A Kill.


Filho de uma família já com uma relação com o mundo do cinema, descobriu a música quando fez o serviço militar, apresentando-se pouco depois num pequeno combo. Em finais dos anos 50 trabalhava na EMI, para a editora assinando arranjos para canções de vários artias. E foi às suas mãos que foi parar a partitura que Monty Norman compusera para Dr. No, do seu arranjo nascendo o célebre James Bond Theme. A sua ligação ao universo James Bond foi extensa, prolongando-se até 1987, ano em que assinou a música de The Living Daylights.




Além do universo James Bond a história de John Barry passa por inúmeros outros trabalhos para o cinema, entre os quais a música para filmes como Born Free (1967), de James Hill (que lhe valeu dois Oscares, um pela canção outro pela banda sonora),O Cowboy da Meia Noite (1969), de John Schlesinger, África Minha (1985), de Sydney Pollack ou Danças com Lobos (1990), de Kevin Costner.




Imagens de uma actuação ao vivo em 2001, ao som do tema de Goldfinger e do tema central de James Bond. O maestro? Chama-se John Barry.




terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Prémios de Sundance

O filme Like Crazy, de Drake Doremus, foi o grande vencedor da edição 2011 do Festival de Sundance. A actriz Felicity Jones, que integra o elenco do filme, recebeu do júri um prémio especial pela sua interpretação. Entre os títulos premiados, distinguido com um prémio especial do júri, conta-se o filme de ficção-científicaAnother Earth, de Mike Cahill e Brit Marling.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

domingo, 30 de janeiro de 2011

Quenn of Denmark


JOHN GRANT, former singer / songwriter with The Czars, finally returns with extraordinary debut solo album made with MIDLAKE…

Everyone has a favorite band or singer they reckon is subject to criminal neglect. That John Grant’s effortlessly rich, expansive baritone, couched in typically heartbreaking, lush melody, hasn’t found a wider audience indeed drives his fans to consider a crime. But no longer. Because Grant’s first solo album, following three undervalued studio albums (and one similar covers compilation) fronting The Czars, is so undeniably great that the world will surely listen.

It’s a record of gravitas and grace, of FM melody magic laced with raw emotional bleeding. It asks why relationships are roulette and love is hell in a last-ditch attempt at self-improvement and atonement after a decade of alcohol and cocaine dependency. It’s not overstating the case to say – as John has himself in a recent issue of MOJO - that he’s contemplated suicide. And yet there is redemption in its exquisite grooves.
And on top, to further the album’s brilliance, Grant’s backing band on the album are Denton, Texas’ mightiest – MIDLAKE - contributing their most empathic ‘70s-style soft-rock know-how. Put simply, Queen Of Denmark is the record Grant’s been waiting his whole life to make.

Not that the Czars didn’t hit their own heights. After emerging from mile-high Denver, Colorado, rave reviews were the norm, especially from the UK. “Long distinguished by John Grant’s superlative baritone… ‘Goodbye’ reeks of wistful, melancholic class… as meticulous and complete-sounding as the best works by Mercury Rev or The Flaming Lips” said Uncut about The Czars’ final album.

After The Czars, he says, “I basically gave up.” On music that is. Instead, Grant moved to New York, studied for his certificate in Russian medical interpreting (he’s a gifted linguist, speaking German and Spanish as well as Russian) while waiting tables - and rarely performing live, though supports to Midlake were among them. And that was how he began to contemplate another record.

“We first heard The Czars on our first trip to London,” recalls Midlake bassist Paul Alexander. “His voice was the first thing I noticed - John has such this incredible baritone. But we didn’t go crazy over him until we saw him live, and we then got him to support us on the Van Occupanther tour in the US. At the end, we said he had to come to Denton and make an album.”

These were songs that tapped the residue of growing up gay in a religious household in a suffocating small town near Kalamazoo in Michigan. Of meeting men and losing men, of coping with intimacy by numbing the senses. This non-coping mechanism was in place even by his teens. Already alienated by his circumstances, the Grant family’s shift to Denver, Colorado - all fresh air, mountains and social superiority – when he was 11 doubled the load. But help was at hand. Grant had imbibed his elder brothers and parents’ classic ‘70s records (“Kiss, Nazareth, Led Zep, Floyd, Judas Priest”) and learning classical piano, but Abba’s Greatest Hits (check The Czars’ ultra-forlorn version of ‘Angel Eyes’ on the covers album) was his eureka! moment. “When I first heard ‘SOS’,” he grins, “I just about came unglued for joy.” Supertramp’s Breakfast in America and The Carpenters’ Horizon were also joys, and later came New Wave, from Visage to Skinny Puppy, which kickstarted his massive love for electronica.

Yet it was Patsy Cline’s influence, and John’s own effortlessly controlled delivery, that shaped The Czars. “I was unafraid to love country, even at high school. For years, I did nothing but sing along to her songs.”
But for a new album signaling a new start, Grant needed change, namely a more ‘70s-centric sound – the double-tracked vocals, the chorus effects, the shifting arrangements and instrumentation. “People haven’t been able to stop going on about the ‘70s so I thought I should dabble deeper myself and see why. But really what I’ve done is return to my roots.”

Queen Of Denmark was recorded in Denton in two four-month stints – July-October 2008 and May-July 2009 - in the studio downtime while Midlake were painstakingly recording their own album (The Courage Of Others). Every Midlake member chipped in but Paul Alexander and guitarist Eric Pulido, who co-produced the album with John, are on every track alongside drummer McKenzie Smith. John reserves special mention for Paul’s basslines. “They were outrageous, off the fuckin’ hook. Some evenings, we couldn’t stop smiling and laughing because I was so excited about his work.” The whole Denton experience, he adds, “was really uplifting. It was emotional and painful too but Midlake believed in me and told me, ‘people need to hear you, and we’re going to make it happen.”

With such support, Grant wasn’t going for any half-measures. “For me, there isn’t a word of filler on the album. I’ve made a very clear statement about where I’m at and who I am as a person, and that’s one reason I’m so proud of it, that I was able to articulate it. At least I’m being given a chance to embrace the pain instead of being afraid to move through it.”

Queen Of Denmark moves through simple piano settings (the lovestruck ballad ‘Caramel’ and the intriguing Scott Joplin-meets-Beatles ragtime of ‘Silver Platter’), via an infusion of period-perfect synths (the rockier ‘Sigourney’, a sultry ‘It’s Easier’) that epitomise the lonely mood. There’s flute from Midlake frontman Tim Smith on the dreamiest cut (and there is stiff competition) ‘I Wanna Go To Marz’, and velvet strings (‘Dreams’, which imagines Scott Walker influenced by Patsy Cline, and the darker drama ‘Leopard’). There are allusions to higher beings (‘Outer Space’) and to human weaknesses (‘JC’). There is pure longing regret in the opening ‘TC And Honeybear’ and bitterly sarcastic, amped-up anger in the magnificent title track finale. Pain, hope, fear, regret, anger, self-flagellation and self-discovery - Queen of Denmark has it all.
But what, you might well wonder, has the Queen of Denmark got to do with all this? Check the man’s track-by-track comments for the full breakdown…


‘TC And Honeybear’
“I wrote this for a very special man by the name of Charlie who changed my life. It’s about how the relationship wasn’t possible because of what is going on in both of our lives. It’s my favourite song. It’s beyond sad, but there is nothing sad about what has transpired between us. I met someone beyond special and he changed my life and that’s all there is to it and that cannot be taken away from me.”

‘I Wanna Go To Marz’
“Marz was a sweet shop from my childhood. It’s now empty and for sale. But I got to visit before hand, and the woman who served me as a child was still there. They still made all their own candies and ice cream. After it changed owners, I went back again and was given of the original menus. In the song, I list all the names of the sundaes, and drinks like Green River. The song is about the gateway back to childhood and innocence, when things haven’t become complicated.”


‘Where Dreams Go To Die’
“The object of my affection, like Charlie, is “where dreams go to die” because I’m not actually seeing that person; I’m seeing the fantasy of who I think he is - the hero who’ll save me rather than the flawed human. The song was written on tour years ago with The Czars, which is painful because I see that this feeling is nothing new to me; it’s been happening since my late teens.”


‘Sigourney Weaver’
“The kids at school in Colorado got Porsches for their 16th birthday, and I was from this little town in Michigan. I was totally out of my element. They’d call me a faggot - they had no idea they were right, of course, but I was still terrified by it. I felt like Sigourney Weaver battling those aliens, like I was on a different planet. It struck me as a funny way to talk about something horrible, to turn the experience into something else. I love sci-fi, especially movies like The Fly and Aliens where people metamorphosise. I think I gravitate toward them because of the possibility of becoming something completely different.”


‘Chicken Bones’
“In New York, I lived in Crown Heights, Brooklyn, a neighbourhood I grew to love but at first, the junkies and prostitutes horrified me. The day I moved in, a woman across the street shouted, ‘you better lock your doors, white boy!’ There were these chicken bones all over the sidewalk, and trash everywhere. One day, a little girl on the stoop saw my bicycle and said to me, ‘you need a Mongoose, baby!’ meaning this other brand of bike. Another time, one of the elderly prostitutes shouted out, ‘Calgon, take me away!’ which was the slogan for this ‘70s bubble bath. The comment wasn’t lost on me.”


‘Silver Platter Club’
“Ryan was this friend I used to work with in Denver. He belonged to that club of young men that had everything on a silver platter - the looks, athleticism and natural effortless masculinity, everything I desperately wanted when I was growing up so I could fit in. I’d always respond to him with, ‘I’m sorry, I haven’t had everything handed to me on a silver platter’. I always meant it to be absurd, but it was exactly the way I felt. Yet I know it’s not something to strive for and to be jealous of.”


‘It’s Easier’
“This is about Charlie too. I couldn’t believe he loved me and was in love with me because of the boundaries he was setting. Because he wouldn’t just rush into it like I wanted to. I found it easier to simply believe that he was lying to me when he told me he loved me, to deal with whatever I couldn’t understand.”


‘Outer Space’
“This is for my best friend Kristin. We met in 1987, on New Wave night in Denver. She looked like Debbie Harry in her heyday but she’s never ever picked a boyfriend on her ability to get what she wanted based on looks. She’s always interested in people in the realest sense of the word, which is completely foreign to me. It’s like she’s from another planet when it comes to the stuff I deal with in my world.”


‘JC Hates Faggots’
This comes from growing up in a strictly religious family. I’ve found people use religion to hate whatever it is they hate personally. The song progresses from benign stuff like the things you hate on a personal level, like food, to postal clerks who waste your time. The “mastermind of lies” is the devil.”


‘Caramel’
“That song is about Charlie, and still holds true, which is why it will be hard for me to sing live. Nothing there is hidden.”


‘Leopard and Lamb’
“This is an old lyric that I match to the right music for years. It’s about my old boyfriend Chris, who had severe acne scarring on his back that looked like leopard spots, which was an aspect of him I liked. I mention The Simpsons because we watched it together constantly, so when things fell apart, it was hard for me to watch the show afterwards.”


‘Queen of Denmark’
“It’s about addiction - I guess the whole album is too. I don’t know why I didn’t write “King” - maybe ‘Queen’ is a gay reference. But I wanted to incorporate Denmark into a song because I’d met a bunch of Danish people and fallen in love with the language. It was me saying the most random thing I could think of: “who knows, maybe you’ll get to be the next Queen of Denmark” because at this point, I have absolutely no idea who I’m going to become when I’ve worked through everything.”

This post will be updated with new songs!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Paul White and the purple brain


01. Crazy Science Intro
02. Gentle Freak
03. Pride
04. Fire Soul
05. Ancient Treasure
06. Marshen Signals
07. Bom Bom
08. Come Back

09. Dance Scene
10. Music Trip Interlude
11. Fly With Me
12. Body Spirals Pt. II

13. Alone Again
14. Promises
15. Mushroom Forest
16. My Guitar Whales
17. Organ Therapy
18. Comedy Hour
19. Mind The World

20. Purple Brain Interlude
21. Let It Out
22. Bingo
23. Ride With Me
24. Every Breath
25. Professional Criminals


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Porquê?


Um aparte: O Ghost Writter e Shutter Island foram para mim os filmes do ano!


Entre os filmes que não chegaram às nomeações para os Oscars incluem-se Shutter Island, de Martin Scorsese, e The Next Three Days, magnífico thriller de Paul Haggis, com Russell Crowe e Elizabeth Banks, que irá estrear entre nós, a 27 de Janeiro, com o título (muito infeliz) de 72 Horas. Não há, evidentemente, nenhuma razão "científica" para que um filme esteja (ou não esteja) nas nomeações. Em todo o caso, uma coisa é certa: cada vez mais os prémios que antecipam os Oscars parecem funcionar como um oficiosa pré-selecção... A previsibilidade que assim se instala tende a banalizar os Oscars, questionando, em última instância, o seu apelo popular.

Por curiosidade, vale a pena espreitar a lista oficial dos nomeáveis e citar oito filmes que saíram a zero do processo das nomeações.


* O ESCRITOR FANTASMA, de Roman Polanski




* GREEN ZONE, de Paul Greengrass


* GREENBERG, de Noah Baumbach 


* EU AMO-TE PHILLIP MORRIS, de Glenn Ficarra e John Requa 


* THE NEXT THREE DAYS, de Paul Haggis 


* NOWHERE BOY, de Sam Taylor-Wood 


* SHUTTER ISLAND, de Martin Scorsese 


* TAMARA DREWE, de Stephen Frears


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O 3d não funciona





Roger Ebert, veterano da crítica americana que escreve no Chicago Sun-Times, foi um dos primeiros a chamar a atenção para os problemas e equívocos da nova vaga de filmes a três dimensões. Agora, Ebert apresenta um testemunho laboriosamente fundamentado para sustentar a ideia de que "o 3D não funciona nem nunca funcionará". É um testemunho de peso, já que traz a assinatura de Walter Murch [foto], notável criador nas áreas de montagem e design de som, colaborador frequente de Francis Ford Coppola, vencedor de três Oscars — melhor som para Apocalypse Now (1979), melhor montagem e melhor som para O Paciente Inglês (1996), de Anthony Minghella.


Com grande concisão, e profundo cepticismo, Murch sublinha o facto de o 3D violentar o dispositivo de visão dos seres humanos, contrariando "600 milhões de anos de evolução", para além de simplificar as verdadeiras questões narrativas e dramáticas de "imersão" numa história; isto sem esquecer que se está a obrigar o espectador a pagar bilhetes mais caros para assitir a algo que "não funciona" — está tudo no blog do crítico, escrito em forma de carta de Murch para Ebert.






>>> Site oficial de Roger Ebert.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Beirut


O projecto Beirut, de Zach Condon, é a mais recente confirmação do cartaz do Super Bock Super Rock, no Meco.


Condon e companhia regressam a Portugal no dia 14 de Julho, depois de actuarem no Sudoeste TMN no ano passado.

O mais recente longo de Beirut é o disco "The Flying Club Cup". Em 2009, Condon editou o duplo EP "March of the Zapotec/Holland EP". O autor de 'Sunday Smile' tem prevista a edição de um novo disco em 2011.


Os bilhetes para o Super Bock Super Rock já estão à venda por preços que variam entre os 45 euros (diário) e 80 euros (3 dias + campismo).


O festival volta a invadir a Herdade do Cabeço da Flauta nos dias 14, 15 e 16 de Julho. Strokes (16) e Portishead (15) são os nomes já confirmados para o SBSR 2011, além dos Beirut.



Acerca da banda:


Beirut é o nome da banda de Zach Condon, nativo de Santa Fe, Novo México. O primeiro lançamento oficial com o nome de Beirut contou com a colaboração de Jeremy Barnes(Neutral Milk Hotel, A Hawk and a Hacksaw) e Heather Trost (A Hawk and a Hacksaw); ele combina elementos do Leste Europeu e do folk. Zach Condon tem o trompete e o ukelelecomo seus principais instrumentos, tendo sido impedido de tocar guitarra por conta de um machucado no pulso.

Quando mais novo, Zach Condon já havia lançado alguns álbuns. Ele gravou com o nome The Real People quando tinha 15 anos um albúm de lo-fi chamado The Joys of Losing Wight. Estudou na escola Santa Fe High School até os 16 anos de idade, quando foi viajar pela Europa, continente no qual teve contato com a música balcânica, incluindo Boban MarkovićOrchestra e Goran Bregović.

Em 2006, o Beirut lançou dois álbuns inspirados pelos Balcãs pela Ba Da Bing, Gulag Orkestar e Lon Gisland. Também lançaram outras músicas separadas, três disponíveis noPompeii EP, outra num split-CD junto a Calexico, e outra numa coletânea para a revista The Believer. Enquanto morava no Brooklyn, Zach Condon gravou também um video de "Scenic World" na fábrica da Sweet'N Low, e tocou em vários lugares em Nova Iorque e Europa.

O segundo álbum, The Flying Club Cup, vazou na internet em 25 de Agosto de 2007 e lançado em 9 de outubro de 2007.

A música Elephant Gun foi tema dos protagonistas da microssérie Capitu, exibida pela Rede Globo no ano de 2008. Com essa recente aparição em rede de televisão aberta, a música conquistou notável lugar (2º) como TopMúsica (as mais procuradas) em vários sites brasileiros de letras de músicas.


Melodias fantásticas muito na onda os Fanfarlo que também gosto muito. Banda a conhecer melhor!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

REM em colapso



Os R.E.M. preparam-se para lançar em inícios de Março Collapse Into Now, um novo álbum de originais. Aqui fica um cartão de visita, ao som de Überlin, canção que se faz acompanhar por um teledisco gráfico que evoca (como a canção o faz) o metro berlinense.

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Óscares : Nomeações





E chegaram as nomeações para os 83ºs Oscars da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Como se esperava, O Discurso do Rei surgiu com especial evidência (doze nomeações), confirmando a vitória "anunciada" de Colin Firth na categoria de melhor actor. São os seguintes os dez títulos candidatos a melhor filme de 2010:


* BLACK SWAN / Cisne Negro

* THE FIGHTER / Último Round

* INCEPTION / A Origem

* THE KIDS ARE ALL RIGHT / Os Miúdos Estão Bem

* THE KING'S SPEECH / O Discurso do Rei

* 127 HOURS / 127 Horas

* THE SOCIAL NETWORK / A Rede Social

* TOY STORY 3 / Toy Story 3

* TRUE GRIT / Indomável

* WINTER'S BONE / Despojos de Inverno


As nomeações suscitam, desde já, algumas notas e curiosidades:


— para além de O Discurso do Rei, candidato em doze categorias, os filmes com maior número de nomeações são Indomável (dez), A Origem e A Rede Social (oito cada);


— todos os cinco nomeados para melhor realizador têm os seus filmes candidatos a melhor do ano: Darren Aronofsky (Cisne Negro), David O. Russell (Último Round), Tom Hooper (O Discurso do Rei), David Fincher (A Rede Social), Joel e Ethan Coen (Indomável).


— Jeff Bridges (Indomável) e Colin Firth (O Discurso do Rei) são nomeados em dois anos consecutivos para a categoria de melhor actor (o primeiro ganhou o ano passado, com Crazy Heart); os outros nomeados são Javier Bardem (Biutiful), Jesse Eisenberg (A Rede Social) e James Franco (127 Horas);


— na categoria de melhor actriz, há uma estreante (de 20 anos) nas nomeações: Jennifer Lawrence (Winter's Bone); as outras quatro são repetentes: Annette Bening (Os Miúdos Estão Bem — 4ª nomeação, nunca ganhou), Nicole Kidman (Rabbit Hole— 3ª nomeação, ganhou em 2003 com As Horas), Natalie Portman (Cisne Negro — tinha uma nomeação anterior para actriz secundária) e Michelle Williams (Blue Valentine — também já nomeada para actriz secundária);


— Despojos de Inverno, produção independente de pequena escala, consegue quatro nomeações importantes: para além das já citadas (filme e actriz), surge ainda nas categorias de actro secundário e argumento adaptado;


— tendo em conta as nomeações, nenhum filme está em condições de ganhar o chamado "quinteto mágico" (filme + realizador + actor + actriz + uma das categorias de argumento); o último a consegui-lo foi O Silêncio dos Inocentes (1991);

— o anúncio das nomeações [foto em baixo] foi feito por Mo'Nique, melhor actriz secundário do ano passado, e Tom Sherak, presidente da Academia; a cerimónia dos Oscars está marcada para o Kodak Theater, a 27 de Fevereiro.







Iron and Wine - Kiss Each Other Clean





Nem todos os caminhos partem sempre do simples rumo ao complexo, a progressão resultando necessariamente numa conquista compensadora. Mas essa parece ser a história de Iron and Wine, na verdade o rosto público da música de Samuel Beam, um cantautor norte-americano com berço na Carolina do Sul e educação concluída na Flórida e que hoje reside em Austin, no Texas. Com discografia que remonta a inícios da década dos zeros, tinha já ensaiado no seu álbum anterior (The Shepard’s Dog, editado em 2007) uma mudança de rumo face às razies mais simples e directas das referências folk em que dera passos anteriores. Contudo, no novo Kiss Each Other Clean, vai longe como poucos poderiam imaginar, a sua música revelando uma erupção de tons, experiências e desafios que a enriquece sem em nada comprometer as verdades da alma de quem a assina e lhe dá voz. A faixa de abertura, Walking far From Home, indicia desde logo essa ideia de partida para lá de uma zona de conforto anterior, o álbum garantindo contudo que apesar do olhar adiante da linha que outrora definira os seus horizontes, as marcas de identidade de Samuel Bean continuam firmes no tutano da sua personalidade. As canções saboreiam flirts vários, do piscar de olho a heranças do psicadelismo a suaves incursões por sensações funk, de tonalidades jazzy a uma ideia de paisagismo textural, enriquecendo pelos arranjos uma escrita que aceita afinal a presença de mais móveis numa sala outrora minimalista. Um pouco como sucedeu a dada altura no percurso de Devendra Banhart, Sam Bean (via Iron & Wine) aceitou o desafio colocado a si mesmo, conquistando um outro patamar de possibilidades que acrescenta pontos de vista à sua escrita, amplificando as suas potencialidades cénicas, alargando, mais que nunca a multidão de caminhos que agora pode tomar.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ondine

um filme de Neil Jordan


com


COLIN FARRELL


ALICJA BACHLEDA


STEPHEN REA

Syracuse (Colin Farrell) é um pescador irlandês a travar uma luta diária contra o alcoolismo e cuja vida é inteiramente dedicada a Annie (Allison Barry), a sua única filha, gravemente doente. Um dia encontra, presa à sua rede de pesca, uma mulher nua e assustada de nome Ondine (Alicja Bachleda). Quando Annie a conhece, entre elas nasce um entendimento profundo e a menina percebe que existe algo de mágico na sua história que a liga às míticas "selkies", as ninfas irlandesas da água com poderes mágicos, cujo amor pelos humanos está destinado à tragédia. Syracuse apaixona-se irremediavelmente por ela, sentindo-se cada vez mais completo e feliz. Mas, assim como toda a magia tem o seu lado negro, algo de tenebroso está para acontecer...

O mais recente filme do aclamado realizador e argumentista irlandês Neil Jordan, autor de "A Companhia dos Lobos", "Entrevista com o Vampiro", "Jogo de Lágrimas", "Breakfast on Pluto" ou "A Estranha em Mim".










«[Ondine] é um caso peculiar, com dinâmicas maravilhosamente cómicas entre Farrell e o pároco da vila (o já habitual, nos filmes de Jordan, Stephen Rea), e imagens pelo ás Christopher Doyle, na direcção de fotografia, que combina um realista embate de um jacto frio e salgado com a sedução de sonhar acordado»


Philip French, The Observer | Guardian


Título original: Ondine


Ano: 2009


Realização: Neil Jordan


Interpretação: Colin Farrell, Alicja Bachleda, Tony Curran, Stephen Rea


Origem: EUA, Irlanda


Duração: 111 min


Classificação: M/12

sábado, 22 de janeiro de 2011

Slash proíbe série de TV Glee de usar temas dos Guns N' Roses



Ex-guitarrista da banda não gosta mesmo nada da série televisiva: considera-a pior que o filme Grease . Audições para novo vocalista dos Velvet Revolver continuam. 


Slash impediu os produtores da série de televisão Glee de usar música dos Guns N' Roses num dos episódios. Foi o próprio músico quem confirmou à Entertainment Weekly, explicando as suas razões da seguinte forma: "O Glee é pior que o Grease e o Grease já é mau o suficiente", disse, referindo-se ao filme musical de 1978 ( Brilhantina , na versão portuguesa) com John Travolta e Olivia Newton-John.

O ex-guitarrista, antes de falar sobre o possível novo vocalista dos seus Velvet Revolver, acrescentou ainda: "Olho para o Grease hoje e penso: entre o High School Musical e o Glee , o Grease era uma obra de arte".


Sobre os Velvet Revolver, Slash não adiantou muito, explicando apenas que a banda continua a fazer audições para o novo vocalista. O guitarrista disse que entre os possíveis candidatos está "um gajo que é bastante conhecido".