domingo, 23 de janeiro de 2011

Ondine

um filme de Neil Jordan


com


COLIN FARRELL


ALICJA BACHLEDA


STEPHEN REA

Syracuse (Colin Farrell) é um pescador irlandês a travar uma luta diária contra o alcoolismo e cuja vida é inteiramente dedicada a Annie (Allison Barry), a sua única filha, gravemente doente. Um dia encontra, presa à sua rede de pesca, uma mulher nua e assustada de nome Ondine (Alicja Bachleda). Quando Annie a conhece, entre elas nasce um entendimento profundo e a menina percebe que existe algo de mágico na sua história que a liga às míticas "selkies", as ninfas irlandesas da água com poderes mágicos, cujo amor pelos humanos está destinado à tragédia. Syracuse apaixona-se irremediavelmente por ela, sentindo-se cada vez mais completo e feliz. Mas, assim como toda a magia tem o seu lado negro, algo de tenebroso está para acontecer...

O mais recente filme do aclamado realizador e argumentista irlandês Neil Jordan, autor de "A Companhia dos Lobos", "Entrevista com o Vampiro", "Jogo de Lágrimas", "Breakfast on Pluto" ou "A Estranha em Mim".










«[Ondine] é um caso peculiar, com dinâmicas maravilhosamente cómicas entre Farrell e o pároco da vila (o já habitual, nos filmes de Jordan, Stephen Rea), e imagens pelo ás Christopher Doyle, na direcção de fotografia, que combina um realista embate de um jacto frio e salgado com a sedução de sonhar acordado»


Philip French, The Observer | Guardian


Título original: Ondine


Ano: 2009


Realização: Neil Jordan


Interpretação: Colin Farrell, Alicja Bachleda, Tony Curran, Stephen Rea


Origem: EUA, Irlanda


Duração: 111 min


Classificação: M/12

sábado, 22 de janeiro de 2011

Slash proíbe série de TV Glee de usar temas dos Guns N' Roses



Ex-guitarrista da banda não gosta mesmo nada da série televisiva: considera-a pior que o filme Grease . Audições para novo vocalista dos Velvet Revolver continuam. 


Slash impediu os produtores da série de televisão Glee de usar música dos Guns N' Roses num dos episódios. Foi o próprio músico quem confirmou à Entertainment Weekly, explicando as suas razões da seguinte forma: "O Glee é pior que o Grease e o Grease já é mau o suficiente", disse, referindo-se ao filme musical de 1978 ( Brilhantina , na versão portuguesa) com John Travolta e Olivia Newton-John.

O ex-guitarrista, antes de falar sobre o possível novo vocalista dos seus Velvet Revolver, acrescentou ainda: "Olho para o Grease hoje e penso: entre o High School Musical e o Glee , o Grease era uma obra de arte".


Sobre os Velvet Revolver, Slash não adiantou muito, explicando apenas que a banda continua a fazer audições para o novo vocalista. O guitarrista disse que entre os possíveis candidatos está "um gajo que é bastante conhecido".





sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mara + Fincher + Mondino





Primeiras imagens da versão americana de The Girl with the Dragon Tattoo, dirigida por David Fincher a partir do best-seller de Stieg Larsson. Foram registadas durante a rodagem, em Estocolmo, com Rooney Mara (que já trabalhou sob a direcção de Fincher, em A Rede Social) a assumir a personagem de Lisbeth Salander. Last but not least, as fotografias têm assinatura de Jean-Baptiste Mondino — está tudo, imagens e reportagem de Lynn Hirschberg, no site da revista W.







quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Money for nothing censurado



O clássico 'Money For Nothing', dos Dire Straits, foi banido das rádios canadianas devido ao teor homofóbico da letra. Em causa está o uso repetido da palavra «faggot» (termo depreciativo para os homossexuais). A decisão foi tomada pelo Canadian Broadcast Standards Council (CBSC), depois de uma queixa de um ouvinte. 

Com mais de 25 anos de airplay, a letra de 'Money For Nothing' foi considerada «inaceitável e anti-ética» pelas autoridades competentes no Canadá.


A banda já reagiu pela voz do teclista Guy Fletcher: «parece-me que o Canadá poderia banir 75 por cento das nossas gravações. Que desperdício de papel. Deves ter a possibilidade de escrever uma canção ou um poema com a linguagem que as pessoas usam no dia-a-dia. 'Money For Nothing' não celebra o insulto. O Mark Knopfler usou o inglês norte-americano do quotidiano para descrever um trabalhador sem nada no cérebro que trabalha num departamento de hardware. Ver a CBSC a decretar uma medida como esta, ignorando completamente o contexto da letra, diz muito sobre a sociedade em que estamos a viver», diz Flecther citado pelo The Guardian.


Os fãs também já se fizeram ouvir, mandando várias petições ao CBSC, a qual se mantém firme: «não nos importa o número de queixas. Toda a gente caiu em cima de nós por causa disto, mas nós achamos que é a melhor decisão. Esta é uma palavra que não tem qualquer lugar no nosso espaço radiofónico», comentou Ronald Cohen, o homem forte do CBSC.


Aqui ainda não chegou a censura ...you faggots!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Susannah York ( 1939 - 2011)


Embora mantendo sempre um trabalho regular nos palcos, ficou como um dos símbolos do cinema britânico dos anos 60/70 — Susannah York (nome verdadeiro: Susannah Yoland Fletcher) faleceu, vítima de cancro, a 15 de Janeiro, seis dias depois de ter completado 72 anos.


Formada na Royal Academy of Dramatic Art, de Londres, começou na rádio e na televisão em 1959, tendo-se estreado no cinema ao lado de Alec Guinness, no drama de guerra Uma Vez... Um Herói/Tunes of Glory (1960), dirigido por Ronald Neame. Sem nunca ter tido a projecção de outras figuras da mesma geração (como, por exemplo, Julie Christie), distinguia-se no ecrã por uma presença instável, como se fosse portadora de uma sensualidade assombrada pelo medo de um castigo mais ou menos indefinível. Os seus filmes mais importantes reflectem e exponenciam essa ambiguidade. Entre eles: Freud - Além da Alma (1962), de John Huston, Tom Jones(1963), de Tony Richardson, Um Homem para a Eternidade (1966), de Fred Zinnemann,Os Cavalos Também se Abatem (1969), de Sydney Pollack, A Sombra do Duplo Amante (1972), de Robert Altman, e The Shout (1978), de Jerzy Skolimowski. O filme de Pollack valeu-lhe três nomeações como actriz secundária para os Oscars, os Globos de Ouro e os BAFTA (venceu este último). Um dos maiores sucessos da sua carreira foi Superman (1978), de Richard Donner, onde interpretava o papel de Lara, mãe do Super-Homem no planeta Krypton.


>>> Obituário na BBC.

Tennis - Cape Dory

Everyone loves a good “meet cute” story. Whole movies are built around them, in fact. The Colorado-based band Tennis have a good one. The duo of Patrick Riley and Alaina Moore met in college, fell in love, got married, and (here’s the cute part) spent seven months in a sailboat traveling the Eastern Seaboard. When they got back home they began recording songs about their journey, the results of which are on their debut album, Cape Dory. The time spent on the boat seemingly resulted in a desire to recapture the timeless appeal of 1950s pop but then give it a modern, reverby update. The songs are built around chord progressions that sound lifted from old Ricky Nelson ballads, filled out with ballpark organ, and presided over by Moore’s voice. Some may find her a little affected-sounding, since she’s a crooner of a dramatic nature more than a transparently emotional singer. This little bit of distance works well with the music, giving it the feel of a slightly creepy, dusty exhibit in a roadside attraction that doesn’t get many visitors. It also has the feel of a faded photograph from a long-ago summer vacation, full of nostalgia and warmth. The conflict between these two quite different feelings makes the record a little hard to cozy up to at first, but after a listen or two it really begins to sink in. The familiarity of the chords, the hum of the old keyboards, the tender romance of the lyrics, and, most of all, the gentle strength of Moore’s voice start to feel timeless and new at once, and you’ll have a hard time keeping Cape Dory out of regular rotation. The best songs on the album are the songs that were previously released on singles (“Marathon,” “South Carolina,” and “Baltimore”), but the rest aren't far behind. The story behind Tennis and Cape Dory are nice; the music is better.
in
 Tennis - Cape Dory by icoreee

  Tennis - Pigeon by icoreee

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Cartaz dos Óscares

CELA 211



VENCEDOR 8 PRÉMIOS GOYA 2010 | 


incluindo MELHOR FILME, MELHOR REALIZADOR, MELHOR ARGUMENTO, MELHOR ACTOR, MELHOR ACTOR REVELAÇÃO E MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA


Juan Oliver (Alberto Ammann) é o novo guarda de uma prisão de alta segurança. No seu primeiro dia de trabalho, dois dos seus colegas fazem-lhe a visita guiada pelos corredores do presídio. Durante a visita, um incidente faz Juan desmaiar e os seus companheiros levam-no para a cela 211 enquanto o tentam reanimar. Nesse preciso momento, rebenta um motim entre os prisioneiros e, no meio da confusão, ele é abandonado à sua sorte dentro da cela vazia. Quando volta a si, Juan está do lado errado da barricada e, de maneira a não ser visto como inimigo, muda rapidamente de roupa e finge ser um dos presidiários. Entretanto, à medida que vai assistindo ao que se passa lá dentro e percebendo as razões e intenções de Malamadre (Luis Tosar), o líder que amotinou os reclusos, ele compreende que naquele mundo nada é o que parece.


Um "thriller" psicológico, escrito e realizado por Daniel Monzón ("El Robo más Grande Jamás Contado ", "A Caixa Kovak"). O grande vencedor dos prémios Goya 2010.


Onde "Cela 211" atinge os seus momentos culminantes é no espectáculo exposto do imenso caos visual que a câmara capta com a urgência de uma reportagem, não poupando efeitos (vertiginosos picados e contrapicados, "travellings" inteligentemente concatenados com planos longos de conjunto, a darem conta da dinâmica do grupo), mas nunca fazendo deles um fim em si. (...) Sempre que estamos dentro do espaço claustrofóbico do motim, entre as paredes compactas do bloco prisional, sentimos uma fortíssima tensão dramática, um soco no estômago, uma irrespirável vibração de cinema em estado de choque. 




(...) A ver com muita atenção e sem preconceitos. 

» Mário Jorge Torres, Público



segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Globos de ouro 2010





Já houve distinções ao filme do último ano, mas a verdadeira temporada de atribuição de prémios que precedem a entrega dos Óscares começou oficialmente esta madrugada em Los Angeles, com o filme A Rede Social, de David Fincher e a série televisiva Glee a triunfar em mais uma edição dos Globos de Ouro. O filme The Kings Speech, que partia com sete nomeações, acabou apenas por triunfar na categoria de Melhor Actor (Drama), distinguindo assim a interpretação de Colin Firth.






Glee triunfou uma vez mais como melhor série de musical ou comédia, com prémios de interpretação atribuídos a Chris Colfer (que veste a pele de Kurt) e Jane Lynch (Sue Sylvester).


Na distribuição final dos números, A Rede Social somou quatro Globos de Ouro, Gleetrês e Boardwalk Empire, Os Miúdos Estão Bem e The Fighter triunfaram em duas categorias.






Aqui fica uma lista completa dos vencedores dos Globos de Ouro de 2010:






Cinema:


Melhor Filme (drama): ‘A Rede Social’


Melhor Filme (musical ou comédia): ‘Os Miúdos Estão Bem’


Melhor Realizador: David Fincher (‘A Rede Social’)


Melhor Actor (drama): Colin Firth (‘The King’s Speech’)


Melhor Actriz (drama): Natalie Portman (‘Cisne Negro’)


Melhor Actor (musical ou comédia): ‘Barney’s Version’)


Melhor Actriz (musical ou comédia): Anette Benning (‘Os Miúdos Estão Bem’)


Melhor Actor Secundário: Christian Bale (‘The Fighter’)


Melhor Actriz Secundária: Melissa Leo (‘The Fighter’)


Melhor Filme de Animação: ‘Toy Story 3’


Melhor Argumento: Aaron Sorkin (‘A Rede Social’)


Melhor Canção Original: ‘You Haven’t Seen The Last Of Me’ (‘Burlesque’)


Melhor Banda Sonora Original: Trent Reznor e Atticus Ross (‘A Rede Social’).












Televisão:


Melhor Série (drama): ‘Boardwalk Empire’


Melhor Série (musical ou comédia): ‘Glee’


Melhor mini-Série ou Telefilme: ‘Carlos’


Melhor Actor (drama): Steve Buscemi (‘Boardwalk Empire’)


Melhor Actor (musical ou comédia): Jim Parsons (‘The Big Bang Theory’)


Melhor Actor (mini-série ou telefilme): Al Pacino (‘You Don’t Know Jack’)


Melhor Actor Secundário: Chris Colfer (‘Glee’)


Melhor Actriz: Katey Sagal (‘Sons Of Anarchy’)


Melhor Actriz (musical ou comédia): Laura Linney (‘The Big C’)


Melhor Actriz (mini-série ou telefilme): Claire Danes (‘Temple Grandin’)


Melhor Actriz Secundária: Jane Lynch (‘Glee’)


















domingo, 16 de janeiro de 2011

British Sea Power: Well, they're superstars at B&Q


Tim Jonze meets Brighton-based eccentrics British Sea Power, who are marking a decade in pop with an album that looks to the future



British Sea Power: 'When we named ourselves, Britain seemed to be moving on to a bright future. Now it’s a bit embarrassing.' Photograph: Dan Dennison

It probably wasn't what the Observer's intern had in mind when she got to the office that morning: being dispatched to the canal to collect twigs, leaves and other scraps of decorative foliage for a live performance byBritish Sea Power. But this is a band whose career has revolved around putting people – often themselves – in unusual positions.

Buy it from
British Sea Power 
Valhalla Dancehall 
Beggars 
2011 


In the course of the past decade, the Brighton-based outfit have found themselves bare-knuckle boxing with the singer of influential krautrock band Faust and – at some other extreme – have played a human fruit-machine game with Martin Clunes (involving cardboard, tin foil and three people holding lemons). Before interviewing them previously, I was once tasked with finding them first and supplied with a time and an Ordnance Survey grid reference (I ended up lost in the Sussex countryside); on another encounter, I found myself staggering around a stage in a bear costume, nearly knocking out their viola player.


Everything is more straightforward on this occasion, foliage notwithstanding, even though the band tell me they have embarked upon a new direction with their latest album, Valhalla Dancehall; it is their fifth if you include 2009's Man of Aran, a largely instrumental new soundtrack to a 1934 cult quasi-documentary about Irish fishermen.


"We get accused of always looking backwards," says softly spoken frontman Yan Scott Wilkinson, supping ale in a pub after their recording session. "But there's not so much about the past on this record really."


"One friend described it as being like the god Janus," says guitarist Martin Noble. "It looks into the past and the future at the same time."


Invoking Roman gods to describe your songs may be unusual, but the comparison is not unfounded. The track "Georgie Ray", for example, was inspired by a 1960s Playboy article in which a group of science fiction writers comes together to discuss a vision of the future, while "Who's in Control?" could be one of the first anti-coalition pop songs, with its talk of loving local libraries and wishing "protesting was sexy on a Saturday night".


This combination of old and new is summed up in the title itself, Valhalla Dancehall. "We wanted an international flavour in there," grins Yan. "Vikings are pretty good but they're a bit… serious. A bit violent. So we mixed it with some, er, Jamaican vibes."


Valhalla Dancehall was recorded in an old farmhouse on the edge of the Sussex Downs, where Yan lived for 18 months. It was an experience that involved an infestation of mice, transforming the garden into a nine-hole crazy-golf course and learning to brave the elements. "I didn't realise you had to order your oil three months in advance," he recalls. "And how fast it runs out. The band would turn up and be unhappy because it was so cold you could see your breath."


When they formed in 2000 – the lineup comprising Yan and his brother Neil (known as "Hamilton") on bass, Noble and drummer Matthew Wood – few people would have expected such an oddball band ever to make it so far. Signed to Rough Trade around the same time as the Strokes and the Libertines, their love of heights, hiking and herons (Noble is an avid birdwatcher) didn't exactly help them blend in.


Luckily, Rough Trade boss Geoff Travis was so smitten with the band he reportedly told them they could sell zero copies of their debut album, The Decline of British Sea Power, and still make another record with him. His faith paid off and the band have steadily accrued a small but loyal fanbase – the kind of fans who will pay to watch their favourite group play down a Cornish slate mine, atop the Great Wall of China or among dinosaur skeletons at the Natural History Museum. And those weren't even the weirdest shows...


"That was when we played in a Russian town called Mosquito," winces Noble. "It was after we'd been voted Time Out live band of the year, so we played this party that seemed to be for Russian gangsters, Time Outmagazine and a bed shop! There were beds everywhere. Nobody cared about us. They had their backs turned. And in the middle of where the audience should be there was a swimming pool."


Given that the band are currently celebrating a decade in pop, it seems fitting to ask for a few of their highlights. So, who's suffered the worst injury? They rifle through some gruesome memories. There was the incident when Hamilton climbed a tree to collect decorative foliage and proceeded to remove the branch he was sitting on with a saw. And there was the occasion when new member Abi, the viola player, nearly got shoved off stage by a marauding journalist dressed in a costume (for which, apologies). But it's keyboard player Phil Sumner, another recent recruit, who has the worst grimace: "Twelve stitches, three smashed teeth… all clean off. It was a swan dive at Leeds Irish Centre."


Ouch. What's been their worst financial decision? Sumner recalls a tour of Germany that ended up costing the band £3,000.


"But the worst financial decision," muses Yan, "was calling ourselves British Sea Power, so everyone thought we were imperialist twats. When we named ourselves, Britain seemed to be moving on to a bright future. Now it's just gone back to the 1980s and it's a bit embarrassing."


So, after 10 years of trying to turn songs about celebrity clay-pigeon shooting contests into hit records, what's the closest you've come to feeling like famous, rich, successful pop stars?


This time there's no debate. It was when Sumner got a discount in B&Q after being recognised by a member of staff. He smiles: "Essentially, that's all we've ever wanted… a good discount on power tools."

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Space cowboys





A ideia não é absolutamente inédita. E quem se recordar do terceiro episódio do tríptico Regresso ao Futuro lembrará que o cinema já somou, no mesmo filme, ecos da memória do velho oeste com os novos condimentos da ficção científica. Baseado na graphic novel homónima de Scott Mitchell Rosenberg, o filme Cowboys and Aliens, de Jon Favreau devolve-nos ao Oeste dos dias dos saloons e pistoleiros. A acção decorre no Arizona, em 1873, tomando como protagonista um homem que acorda sem memória e com um estranho dispositivo num braço. Descobre pouco depois que é procurado mas, além de tentar defender-se do poder local, dá por si a lutar também com uma estranha e inesperada ameaça que chega dos céus... Com Daniel Craig, Harrisson Ford e Paul Dano, o filme tem estreia americana agendada para 29 de Julho.



fonte:

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Clint Eastwood fora dos óscares



Estreado em Outubro nos EUA, Hereafter, de Clint Eastwood [cartaz britânico], não tem surgido na temporada de prémios, muitos menos nas "previsões" para os Oscars. Não vale a pena entrar nesse jogo de "ganha/não ganha" que transforma metade da Net, e festivas páginas da blogosfera, em câmara de eco do marketing dos próprios estúdios... Em todo o caso, é um apagamento, no mínimo, desconcertante. Para já, digamos apenas que poucas vezes pudemos sentir assim o cinema a filmar a morte no trabalho. E que para nós ficará, por certo, como um dos acontecimentos maiores do ano de 2011 — estreia nas salas portuguesas a 20 de Janeiro, com o título Outra Vida.


>>> Site oficial de Hereafter.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

CANINO




Num tempo e num espaço por definir, um pai, uma mãe e três filhos adolescentes -- um rapaz e duas raparigas -- vivem numa casa cercada por uma vedação. Nenhum dos filhos atravessou alguma vez aquele espaço e todo o conhecimento que têm da vida foi-lhes transmitido pelos pais, que empregam todo o tipo de embustes para suavizar o que ambos consideram ser prejudicial para a sua educação. O pai, trabalhador, é o único a sair da clausura e é quem compra tudo o que é necessário para uma vida "normal". Para acalmar os ímpetos sexuais do filho mais velho, o pai traz Cristina a conhecer a família. Mas um dia ela quebra as regras e mostra a uma das raparigas algo que ela nunca deveria chegar a conhecer...


Vencedor do prémio Un Certain Regard no festival de Cannes e do Grande Prémio do Estoril Film Festival em 2009, uma história inquietante, sobre a alienação e controlo em nome do amor, realizada pelo grego Yorgos Lanthimos.













«Entre a alegoria realista e o insólito perverso, Canino é o filme weird-creepy do ano. Tudo em família.» Eurico de Barros, Diário de Notícias








«


Lanthimos filma os gestos e os sinais que compõem este "regime", com um sentido de humor certeiro (...). 




Mas filma, sobretudo, a sua decomposição, o avançar do caos. As brechas que se abrem na relação dos miúdos com o "regime" - e que se abrem pelo desejo (o sexo, que começa por ser "organizado" e convencional, e se vai tornando "desregulado"), pela curiosidade (de ver o que está lá fora), pela vontade (de serem adultos), pela dúvida (de que as palavras não significam de facto o que o lhes dizem). Toda a força da sua descontrolada humanidade virada contra a educação e os condicionamentos: a Grécia anda tensa, como também sabemos.

» Luís Miguel Oliveira, Público

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

New year golds

Portishead: Assim é que é!





Os Portishead estão a trabalhar num novo disco. E para que fique claro o mapa de acções que o vai acolher, Geoff Barrow acaba de lançar no Twitter uma série de frases que deixam bem claro que, como remata, o disco será “apenas música” e a banda. A saber, e segundo avisa, não haverá downloads gratuitos, não haverá faixas extra, não haverá remisturas... Nem concerto para a imprensa, nem produtor famoso, nem exclusivo para o iTunes, nem sessão acústica, nem encontro com fãs, nem versões curtas, e não será radio-friendly...



segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ultimo concerto de Marley

O último concerto de Bob Marley será lançado em CD. O registo contém temas emblemáticos, como «No Woman, No Cry», «Get Up, Stand Up» e «Jamming».

O último concerto do cantor e compositor jamaicano Bob Marley vai ser lançado em CD duplo, vinil e formato digital. Intitulado «Live Forever», o álbum ao vivo chega às lojas a partir de Fevereiro de 2011, avança a editora Tuff Gong.






O concerto teve lugar em Pittsburgh, nos Estados Unidos, alguns meses antes da morte do músico. Na altura, Bob Marley estava a promover o disco «Uprising», apesar de também ter cantado temas emblemáticos, como «No Woman, No Cry», «Get Up, Stand Up» e «Jamming».



O alinhamento do disco é o seguinte: CD 1: 1. «Greetings» 2. «Natural Mystic» 3. «Positive Vibration» 4. «Burnin' And Lootin'» 5. «Them Belly Full» 6. «The Heathen» 7. «Running Away» 8. «Crazy Baldhead» 9. «War/No More Trouble» 10. «Zimbabwe» 11. «Zion Train» 12. «No Woman, No Cry» CD 2: 1. «Jamming» 2. «Exodus» 3. «Redemption Song» 4. «Coming In From The Cold» 5. «Could You be Loved» 6. «Is This Love» 7. «Work» 8. «Get Up, Stand Up»

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Foo Fighters: disco novo está pronto e não tem baladas, diz Dave Grohl




Álbum gravado na garagem de Dave Grohl, sem computadores e com Butch Vig deve sair na primavera. Em julho, Foo Fighters tocam no Optimus Alive'11. 

O novo disco dos Foo Fighters, ainda sem título, já está pronto. 

Quem o diz é Dave Grohl em entrevista à BBC. 

"São 11 canções e nem uma única balada sonolenta", explica o líder dos Foo Fighters, adiantando que o sucessor de Echoes, Silence, Patience and Grace (2007) foi gravado na sua garagem.

"O facto de não termos usado computadores tornou tudo muito simples. Está mesmo colossal", garante o norte-americano, acrescentando que também o produtor Butch Vig (o mesmo deNevermind , dos Nirvana) está entusiasmado: "Ele jura que nunca se divertiu tanto a fazer um disco na vida - e já fez muitos". 

A 7 de julho, os Foo Fighters regressam a Portugal para um concerto no Optimus Alive'11. 




quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pete Postlethwaite


Actor inglês, celebrado pela sua versatilidade e subtileza em muitos papéis secundários, Pete Postlethwaite faleceu a 2 de Janeiro, vítima de cancro, no hospital de Shropshire, a região onde habitava — contava 64 anos.

Começou a sua carreira no palco do lendário Everyman, de Liverpool, aí trabalhando, entre outros, com Bill Nighy, Jonathan Pryce e Julie Walters. No cinema, o seu primeiro papel de destaque ocorreu em Distant Voices, Still Lives (1988) , de Terence Davies. Em Nome do Pai (1993), de Jim Sheridan — sobre os "Guildford Four", quatro pessoas erradamente condenadas por um atentado do IRA, em 1974 — valeu-lhe uma nomeação para o Oscar de melhor actor secundário. Entre os títulos mais importantes da sua filmografia incluem-se Os Suspeitos do Costume (1995), de Bryan Singer, Os Virtuosos (1996), de Mark Herman, Romeu + Julieta (1996), de Baz Luhrmann,Amistad (1997) e O Mundo Perdido (1997), ambos de Steven Spielberg, e O Fiel Jardineiro (2005), de Fernando Meirelles. Os seus derradeiros trabalhos foram A Origem, de Christopher Nolan, A Cidade, de Ben Affleck, ambos lançados em 2010, eKilling Bono, de Nick Hamm — tendo como pano de fundo o processo de formação dos U2, este último deverá estrear, no Reino Unido, no mês de Abril.


Como muitos dos maiores actores britânicos, Pete Postlethwaite nunca abandonou o teatro. A sua interpretação do Rei Lear, sob a direcção de Rupert Gould, precisamente no Everyman, em Liverpool, no âmbito da Capital Europeia da Cultura de 2008, ficou como um momento de apoteose e consagração — aqui recordamos o respectivo spot promocional, quando a peça foi apresentada, em 2009, no Young Vic de Londres

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

2011. Ano de grandes concertos


Os Arcade Fire (na foto) e os Portishead regressam a Portugal para actuarem no Super Bock Super Rock 2011.
A Música no Coração, promotora do SBSR, confirma apenas o concerto dos Portishead. A presença dos Arcade Fire foi anunciada pelos próprios Portishead no site oficial - informação que foi entretanto retirada.


O concerto dos Portishead acontece no dia 15 de Julho. Não está claro qual o dia do espectáculo dos Arcade Fire. 

A presença das duas bandas no SBSR é reforçada pelo anúncio de que os Portishead vão fazer uma digressão em conjunto com os Arcade Fire. «Vamos fazer vários concertos como cabeças-de-cartaz lado a lado com os Arcade Fire no ano que vem. Estou muito entusiasmado por fazê-lo com uma banda deste calibre», disse Geoff Barrow no Twitter.


O trio de Bristol tem estado em estúdio a preparar o sucessor do aclamado "Third". 


Os Arcade Fire, que actuam pela segunda vez no SBSR, regressam assim ao nosso país depois do cancelamento do concerto no Pavilhão Atlântico em Novembro passado.

As duas bandas juntam-se assim aos nova-iorquinos Strokes no cartaz do festival que se deslocou para o Meco.

O SBSR 2011 decorre nos dias 14,15 e 16 de Julho. Os bilhetes diários custam 45 euros e o passe de três dias (com campismo incluído) custa 80 euros.

domingo, 2 de janeiro de 2011

KAK







Although formed in Davis, California, Kak were based in San Francisco for a good part of 1968, when they recorded their only album. Lead singer, guitarist, and primary songwriter Gary Lee Yoder and lead guitarist Dehner Patten had been in the Oxford Circle, an obscure early Northern Californian psychedelic band that had cut one garage/psych single ("Foolish Woman"/"Mind Destruction") and played some shows on the San Francisco psychedelic circuit, while bassist Joe-Dave Damrell had been on a 1965 single on Scorpio Records with Group "B".




The self-titled Kak LP was minor-league San Francisco psychedelic rock colored by a lot of influence from bigger Bay Area bands, particularly Moby Grape; the vocal harmonies and curling guitar work on tracks like 'Disbelievin'" and "Everything's Changing" in particular sounded like a more pedestrian Moby Grape. There were also more distant echoes of Quicksilver Messenger Service (in the guitar work) and the Grateful Dead (in faint traces of country-blues-rock). Kak were best, and least derivative, at their quietest, as on the gentle country-tinged rocker "I've Got Time, " the good-time wistful psych-folk-rock of "Lemonade Kid, " and the harpsichord-decorated ballad "Flowing By, " which was as derivative of Donovan as much of their other songs were of Moby Grape.


Kak's album was barely promoted and sold little. It didn't help that the band played less than a dozen shows before breaking up in early 1969,Damrell having already quit prior to the split. Yoder did a single for Epic and and then joined Blue Cheer. The Kak album eventually became a pricey collector item, and was reissued on CD by Big Beat (with the new title Kak-ola) in 1999 with plenty of bonus cuts, including previously unreleased acoustic demos and Yoder solo tracks from the late sixties. - Richie Unterberger







a voice cried out and it said to me,


you better start walking boy


so i jumped upon my feet and i cried


and i faced my maker that day and it cant be denied


i said he father don't you think that maybe you lied


i've only got one thing to do and that's to die


you can't be denied.


i said i don't have to learn how to walk


i said i don't have to learn how to talk


all i've got to do is.... die


you can't be denied


ooooohooohhhhhoooh






you don't have to play by societies rules


you don't have to go out and mix with the fools


all you've got to do is die


you can't be denied






your mirror she past like a shadow


watching each life of mine flash into nothing


and i wonder which direction she would go


can't you see what you're heading for?


turn around walk away


run back for more


life is free


but you got to take a look around.


From a desert she cries for an ocean


watching her saviour there rise in the moonlight


and she thirsts for the affection he would show


got to come down,


off that dream


things aren't always what they seem


it's only you you're using to create that illusion


theres a story without any ending


theres a friend of mine that needs mending


i don't need her, no i don't.



in ( I Love this Blog)