domingo, 27 de junho de 2010

Jim Morrison's house and garden on love Street in Laurel Canyon

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Here, listen to this while a naked Indian tells you all about this house in Laurel Canyon where Jim Morrison once lived with his girlfriend Pamela Courson. Rothdell Trail is the "Love Street" of the same-named Doors song. The three bedroom, one and three-quarter bathroom house, built in 1922, sits right behind the Canyon Country Store and comes furnished "with custom pieces designed for this home."The listing also mentions the "distressed floors, Iron fixtures, open beam ceilings," an "outdoor gym" (bit of a stretch there), and the "outdoor shower, located on the upper terrace" (with mature trees to block your bathing). But we're wondering if the most valuable thing in the house isn't "the 'hidden shower,' the home's original shower where Jim Morrison scrolled his writings, preserved and hidden behind the bathroom wall." Asking price is $1.199 million, and this is interesting--it last sold in 2001 for $535,000.


sábado, 26 de junho de 2010

The National: O rock perigoso


Eles não fazem as meninas tirar as cuecas e os meninos tomar drogas. Eles fazem as mulheres divorciar-se e os homens irem à farmácia buscar medicamentos. Os National são assunto de gente grande. E isso sim, é perigoso

Não é propriamente lisonjeiro para o rock'n'roll que a frase paradigmática que marca o início da sua história seja "A whop bop-a-lu a whop bam boo". E não deixa de ser sintomático que quem melhor a proferiu, Little Richard, fosse um homossexual que aí fingia ser um galifão com uma mulher em cada esquina.

Nessa maravilhosa canção traçou-se o caminho do rock'n'roll durante décadas: gente com esqueletos no armário transforma-se numa outra coisa que sempre desejou ou sempre achou que devia ser, e o sexo era laudado como objectivo único da vida. A mitologia transformou o rock'n'roll na banda-sonora do sexo, usando para isso todos os truques possíveis - menos palavras bem medidas.

Tivemos décadas disto e, acima de tudo, tivemos a mitificação "ad nauseum" disto, que atingiu o zénite quando alguém se lembrou de dizer que os Rolling Stones eram perigosos. Porquê? Porque faziam as meninas tirar as cuecas e punham os rapazes a tomar drogas. Destruíam os lares.

Não se duvida, mas falta acrescentar um pormenor: um pouco de literatura diz-nos que as meninas sempre foram céleres a tirar as cuecas, mesmo que sempre tenham sido magistrais a esconder essa sua excelsa qualidade. Em "O Cálice e a Espada", Riane Eisler fala-nos mesmo de sociedades mais próximas de regimes matriarcais em que o amor era livre e poligâmico. E recordando a "Medeia" será difícil sustentar que os lares só começaram a ser destruídos no dia em que as cachopas viram um sujeito de lábio de boi a berrar.

Que não se diminua o valor do rock'n'roll, tanto musical como sociológico. Mas que não se lhe atribua qualquer perigo - a explosão do rock na década de 60 é simples consequência da moral sufocante dos anos 50 que por sua vez é consequência da grande guerra. O rock estava no lugar certo no momento certo.

A questão é que para não se ser alinhado é preciso ter-se consciência do que está em jogo e para se ser rebelde é preciso - ao contrário do título do filme de Nick Ray - alguma causa. E isto implica inteligência e capacidade de usar as palavras.

Com a devida excepção do primeiro álbum dos Velvet Underground, isto só surgiu, no rock, no final da década de 70 com os Joy Division. Ian Curtis fez o favor de acabar depressa com qualquer veleidade intelectual que o rock pudesse ter e ainda assim dificilmente se poderá sustentar que os Joy Division não fossem uma banda adolescente. Os seus seguidores, com o suposto poeta maldito Ian McCuloch à cabeça, idem.

Andámos muitos anos assim até que os Radiohead conseguiram um feito extraordinário: fazer com que tudo na sua música, do uso de ruídos passando pela forma como o seu vocalista usava a voz ou as suas estranhas imagens literárias, se tornasse um símbolo da desagregação emocional que é marca do século XXI. Foi a primeira vez que o rock esteve próximo de ser adulto sem ser balofo (ao contrário, por exemplo, dos Pink Floyd).

É por isso que dizemos sem o mínimo pudor que os National são verdadeiramente a primeira banda de rock'n'roll perigosa que existiu ao cimo da Terra.

Todos os discos dos National são uma variação "ad infinitum" sobre aquilo a que poderíamos chamar "os indiferenciados": gente que se destaca pela sua absoluta falta de destaque, gente que não hesita em hesitar, que caminha passo firme para o tropeção, gente desconfortável com a sua temperatura, que não suporta o pouco peso que tem na vida dos outros.

Mas ao contrário dos Stones, as meninas que ouvem pela primeira vez os National não vão a correr trocar fluidos ou experimentar os simpáticos efeitos do Rohypnol. A descarga épica e emocional que os National produzem, associada à constante repetição de aforismos eficazes, levam a uma segunda atenção ao texto. E o texto, que à partida pode ser lido como simples confirmação de que a vida é por norma uma merda, revela-se de uma complexidade rara, abraça o erro, a queda e o disparate, sem nunca os glorificar (e isto é extraordinário no rock), comove-se por quem tropeça, não sabe se há-de ser hedonista e quando o é arrepende-se.

Isto é: está ideologicamente contra tudo o que os Stones representam. O discurso dos National é o da dúvida incessante, da culpa e do horror à culpa, do questionamento constante da ideia de identidade, do desdobramento constante das encruzilhadas que se apresentam ao ser humano.

Eles não fazem as meninas tirar as cuecas e os meninos tomar drogas. Eles fazem as mulheres divorciar-se e os homens irem à farmácia buscar medicamentos. Pela simples razão de nunca ninguém no rock ter pensado tanto e de forma tão apelativa com Matt Berninger.

Os Stones sempre foram uma brincadeira de adolescentes da mesma forma que tomar drogas sempre foi brincadeira de adolescentes, mesmo quando praticada por adultos, se não for pensada, se apenas for hedonismo puro.

Ao contrário, os National são assunto de gente grande. É a diferença entre um tipo sentir-se um super-homem porque toma a droga X, ou aguentar as angústias e calar porque tem crianças para tratar. E isso sim, é perigoso, e agora sim, há perigo numa guitarra eléctrica.

fonte:
http://ipsilon.publico.pt/musica/texto.aspx?id=256173

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Manuscrito de John Lennon para a canção "A day in the life"


A letra manuscrita de John Lennon para a canção A day in the life, dos Beatles, foi vendida num leilão da Sotheby"s, em Nova Iorque, por 1,2 milhões de dólares (969 mil euros).

É uma página escrita dos dois lados, com notas a tinta azul e marcador de feltro, incluindo correcções e outras notas a vermelho. A canção, escrita com Paul McCartney, veio a constituir a faixa final do álbum Sgt. Pepper"s Lonely Hearts Club Band, de 1967, o oitavo da banda.

A Day in the Life ficou em 26º lugar na lista das 500 melhores canções de todos os tempos da revista Rolling Stone.

O comprador foi um anónimo norte-americano que licitou pelo telefone. O manuscrito pertenceu a Mal Evans, um empresário dos Beatles que morreu em Janeiro de 1976.

Segundo a leiloeira, o anterior recorde para uma letra do conjunto pertencia a All you need is love, vendida em 2005 por um milhão de dólares (808 mil euros).


Beach Boys again...




Os membros originais ainda vivos dos Beach Boys deram a entender que podem vir a reunir-se em breve. A mítica banda formada pelos irmãos Brian, Dennis e Carl Wilson (estes dois últimos falecidos) e o primo, Mike Love, pretende assinalar os 50 anos de existência com uma série de concertos, em 2011.



A revelação foi feita por Mike Love, o único membro original que ainda resta no grupo, em declarações ao Las Vegas Sun: «de certa forma tem sido non stop desde 1961. Estamos agora a afinar motores para o 50º aniversário para o qual vamos contar com o Brian Wilson. É muito triste que tenhamos perdido o Carl [Wilson] para o mesmo cancro de pulmão que matou o George Harrison [Beatles]. Foi uma época horrível para todos nós. Mas agora estou contente por o meu filho, Christian, estar no grupo».



Recorde-se que Dennis Wilson faleceu em 1983, enquanto o seu irmão, Carl, morreu em 1998. Além de Love e de Brian Wilson, os Beach Boys originais contavam ainda com Al Jardine, um dos membros actuais da banda de Brian Wilson. Espera-se agora o veredicto dos dois músicos sobre a reunião proposta por Mike Love.

David Fincher ~www.thesocialnetwork-movie.com

"Não se chega a 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos" — podia ser o lema ambíguo das vertigens comunitárias desse fenómeno contemporâneo a que foi dado o nome de redes sociais. De facto, trata-se da sugestiva frase promocional do primeiro (e espantoso) cartaz de The Social Network, novo filme de David Fincher. O assunto é, precisamente, o nascimento do Facebook, com as figuras fundadoras de Mark Zuckerberg e Sean Parker interpretadas, respectivamente, por Jesse Eisenberg e Justin Timberlake.
Fincher baseia-se no livro The Accidental Billionaires: The Founding Of Facebook, A Tale of Sex, Money, Genius, and Betrayal, de Ben Mezrich, adaptado para o cinema por Aaron Sorkin (criador da série televisiva The West Wing). A estreia americana está agendada para 1 de Outubro — o site oficial do filme, www.thesocialnetwork-movie.com, também pode ser acedido através do sugestivo www.500millionfriends.com.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

«U2 360 at the Rose Bowl», U2


A lesão de Bono foi um pau numa engrenagem que não pode parar. «U2 360 at the Rose Bowl» é a antevisão do que poderão os concertos de Coimbra. E as notícias não são animadoras.
Há muito que a carreira dos U2 é alavacanda no marketing mas desta vez as contas saíram-lhes furadas. O lançamento de «U2 360 at the Rose Bowl» - gravado no ano passado - tinha como missão promover uma digressão norte-americana que acabou adiada devido à operação a que Bono foi sujeito. Os concertos acabaram reagendados mas este documento de palco não.

No regresso às grandes produções, os U2 seguem uma tendência óbvia da sociedade da informação: o desenho 360 do palco tem como objectivo criar um clima de proximidade com os fãs que esgotam os concertos meses antes de eles se realizarem mas por muito que a mensagem se dirija ao esbatimento de fronteiras, o palácio em que a banda vive não se compadece com comportamentos de classe média.

Em «U2 360 at the Rose Bowl» tudo é grandioso menos o mais importante. Por muito que os U2 se esforcem por não soar passadistas, há uma década de canções sofríveis que obriga a que os momentos gloriosos se situem antes do ano 2000. Uma das poucas excepções é «Magnificent» que, não por acaso, é uma criação recente com sabor a nostalgia.

O compromisso com o passado é mais forte que o presente e os únicos sinais de futuro da digressão que irá trazer os U2 a Coimbra em Outubro estão no embrulho do espectáculo, isto é no desenho do palco. Tudo o resto está demasiado dependente de um piloto automático, cansado de interpretar pela enésima vez «With Or Without You» ou «One».

U2
«U2 360 at the Rose Bowl»
Island/Universal

fonte: http://discodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=38910

terça-feira, 15 de junho de 2010

Wendy & Lucy


Estreou na última semana entre nós, ao mesmo tempo que chegava ao DVD a edição (também local) de Old Joy (que tem como figura de destaque no elenco Will Oldham, ou seja, Bonnie ‘Prince’ Billy), o filme Wendy & Lucy. Ambos os filmes são assinados por Kelly Reichardt, realizadora com obra de grande relevo no actual panorama do cinema indie norte-americano.

Wendy & Lucy é a história de uma inesperada paragem numa viagem em busca de um novo lugar (a meta apontada ao Alasca). Wendy (Michelle Williams) vê-se obrigada a parar algures no Oregon, o seu velho carro recusando-se a dar mais um passo em frente, a reparação na oficina ao virar da esquina revelando-se tão fora do seu orçamento que o melhor é mesmo deixar a carroçaria por ali... Consigo viaja Lucy, uma cadela, que desaparece quando a deixa de trela amarrada frente a um supermercado onde é surpreendida a fazer “compras” sem as prever pagar… Sem telefone, sem carro, a procura de Lucy é então a agenda única no futuro imediato de Wendy. Do reencontro resultando depois uma decisão que fará o retomar do percurso uma viagem diferente.

fonte: http://sound--vision.blogspot.com/

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Nothing Personal

Uma das velhas regras romanescas, eventualmente românticas, pode condensar-se na expressão clássica: "boy-meets-girl" — é uma promessa de ficção e, mais do que isso, a possibilidade de advento de um novo mundo. Nothing Personal, produção Irlanda/Holanda, escrita e realizada pela holandesa Urszula Antoniak, apresenta-se como uma peculiar variação sobre essa regra: porque ela (Lotte Verbeek) não quer encontrar ninguém e ele (Stephen Rea) não quer ser encontrado...Os Pet Shop Boys já cantaram tudo isto de forma exemplar, e exemplarmente irónica: I Don't Know What You Want But I Can't Give It Anymore. Em todo o caso, a musicalidade interior de Nothing Personal nasce, antes do mais, de um invulgar trabalho formal com as paisagens irlandesas [ver trailer]: através da sua presença, sentimos e pressentimos o labirinto de afectos em que dois seres se encontram, perdendo-se, vivem lidando com a proximidade da morte. Na sua singeleza e depuração, eis um filme que nos ajuda a resistir ao naturalismo agressivo das televisões, mesmo que isso seja mais um factor de solidão.



fonte: http://sound--vision.blogspot.com/

sábado, 12 de junho de 2010

Nico: A Short Biography











Nico was one of the most fascinating and mysterious women of the multimedia revolution of The Sixties, and long after that till the present day. She was born on October 16th, 1938, in Cologne, in Nazi-controlled Germany. At the age of two she was taken to the little town of Spreewald on the outskirts of Berlin where she lived together with her mother and grandfather, a railway man, through the end of World War II. Her father died in a concentration camp.
Fleeing from the Russian occupation in 1946, mother and daughter wound up in the ruined American Sector of Berlin where Christa (Nico's real name is Christa Päffgen) worked part-time as a seamstress. She was sent to school till she was 13 years old, then took a job selling lingerie. After a year, her mother found her work as a model with a Berlin fashion house.
At 15 she was sent to the Isle of Ibiza on assignment and met the photographer who gave her the name Nico after a recently departed boyfriend of his, called Nico Papatakis. Later on she also met him as the owner of a night-club in Paris. She first appeared in For the First Time, starring Mario Lanza and directed by Rudolph Maté in a short scene shot in Capri between June and November 1958. At Ibiza Nico began a lifelong involvement with the isle. On holidays at a friend's villa in Rome, Nico was invited to the set of La Dolce Vita. Fellini noticed her standing off in a corner and offered her a sizable role in the film on the spot. It was 1959.
Her reputation grew and she and her mother left for Paris where Nico was signed to a much larger modeling agency. Soon her picture was appearing in magazines and commercials all over the world. Paris was her home for the next five years, with frequent holidays in Ibiza.
In 1960 Nico went to New York to model and enrolled in Lee Strassberg's Method School, joining the same class as Marilyn Monroe, in preparation for a career as a serious actress. In November 1962 she had a big role in a French movie called Strip-Tease, where she did an act with a doll on stage at a club. She made her very first recording with Serge Gainsbourg producing the title song Strip-Tease, but it was Juliette Gréco's version that was released instead.
In 1964 she met Brian Jones, through him she met Stones manager Andrew Loog Oldham, and made her first record for his Immediate label: I'm Not Sayin, a Gordon Lightfoot song, produced by Jimmy Page.
Returning to New York later in 1964, Nico went back to work as a model and landed a job singing at the Blue Angel Lounge on 55th Street (all drinks 85¢). She had an affair with French actor Alain Delon, whom she had met in Italy in 1962, and had a child. Nico called the boy Ari. In that period everybody wanted to know that mysterious blonde girl, and gave her short but complete adoration.
Afterwards in Paris, Nico met Bob Dylan who urged her to pursue her career as singer and gave her a song: I'll Keep It with Mine, later recorded on the solo debut-album Chelsea Girl. Dylan wrote her a tribute on his album Blonde on Blonde called Visions of Johanna, later he introduced her to Andy Warhol who began to feature her in his and Paul Morrisey's experimental films.


Legend has it that Nico told Andy: 'I want to sing' and he introduced her to his latest protégés, The Velvet Underground, a part of Warhol's mixed-media Exploding Plastic Inevitable troupe until 1967. At that point Nico gave up modeling and spent a year touring with them. She joined then to sing in long improvisations as well as the classic Lou Reed compositions Femme Fatale, All Tomorrow's Parties and I'll Be Your Mirror. Even before the legendary Banana album was released she went her own way; the band worried about being eclipsed by her haunting, charismatic presence and forced her out of the line-up. The main reason was trouble between her, Lou and John Cale, jealously in love and hate, something Andy loved to witness.
But she had already begun singing at the downstairs bars of the legendary Dom Club, backed up by an ever-changing cast of guitar players including Tim Hardin, Tim Buckley, Ramblin' Jack Elliot, even three of The Velvets and most often the 16 year old Jackson Browne. For a while she lived with the young songwriter and recorded several of his early compositions in 1967 along with the song Dylan gave her, unrecorded Velvet Underground tunes like Wrap Your Troubles in Dreams and new Reed/Cale compositions for her solo-album Chelsea Girl.
The tone was set: her deep narcotic monotone voice became one of her trade-marks, as well as her low moans, high cheekbones and heavy make-up, a style resurrected by the goths, who anticipated the 'Nico From The Grave Look'. With John Cale as her producer she made three albums full of mysteries, loaded with strange sounds and feelings and she started touring in a small scale, mostly in France and Spain, sometimes in the early Seventies in New York's CBGB'S. Her performances in those times were unforgettable experiences; her singing, her playing on the old Indian pump organ, almost in a mystical intensity, echoing around the mind of the listener.
In 1969 she met film director Philippe Garrel in Italy and made ten movies with him over the next five years, shot on location in Iceland, Egypt and Death Valley. Most of these movies were long improvised scenes at the strangest places with a very hazy story, built around the main character.
1976—1979 found Nico more or less down and out in New York, she even had lost her manager and friend Lutz Ulbrich. She moved to London to record the Drama of Exile album in 1981, a record with an history of stolen master-tapes, re-recorded versions and most of all an unhappy Nico. But from that time her touring was more regular, mostly with young musicians, who brought a universal mystical oriental sound on stage, sometimes in contradiction with Nico's cool and static approach, always smoking and drinking, but always very intense and fragile in her performance. During this nowhere really at home. She loved things that were part of that.
After nearly a decade's wait she released in 1985 a new album, Camera Obscura, once again produced by John Cale. It was an album that placed Nico right in the middle of all the experiments that took place in the eighties. Some of the younger audience saw her as the return of a 'punk goddess', singing about the dark side of the street, but her performances became more and more a tribute to dead friends, a requiem-like atmosphere.
On 18 July 1988, she went for a bike-ride on the isle of Ibiza, she was visiting again, a bike rider of a healthy-living woman, almost clean of her narcotic past. people found her unconscious by the side of her bike, and took her to the Cannes Nisto Hospital, where she died at 8 pm of a brain hemorrhage. Not the thing we expected from the woman who always was living in places the sun couldn't reach, she remained in fact where she was, her whole life a mystery!
Her ashes were buried in Berlin, in a small cemetery in the Grunewald Forest, at the edge of the Wannsee, in to her mother's grave, Margarete Päffgen (1910-1970) on 16 August 1988, with a few friends playing a song from Desertshore on a cassette recorder ...


Liebes kleines MütterleinNun darf ich endlich bei Dir seinDie Sehnsucht und die EinsamkeitErlösen sich in Seeligkeit.
Adapted from Nico Songs 1965-1988.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ariel Pink’s Haunted Graffiti

Este é o primeiro disco do resto da vida de Ariel Pink… Não só porque representa a sua estreia no catálogo da 4AD (recordemo-nos que em tempos foi a primeira força criativa exterior aos Animal Collective a editar pela Paw Tracks), mas também porque resulta de um trabalho de composição com um disco novo em vista (e não apenas um acumular de gravações anteriores, como acontecera em várias edições anteriores) e, mais que tudo, porque traduz o mais “arrumado” conjunto de canções alguma vez apresentado pelo músico que, desde há cerca de dois anos se apresenta integrado num contexto de banda, editando e actuando sob a designação Ariel Pink’s Haunted Graffitti… Um dos principais rostos de uma atitude criativa centrada numa prática de trabalho solitário, atrás da porta fechada de um quarto, Ariel Pink venceu a fronteira desse isolamento. Mas nem por isso rompe definitivamente com as marcas com as quais foi talhando a sua identidade. Apesar de mais “limpo” que nunca, o som ainda revela afinidades com a cultura lo-fi. E pelas canções (e há aqui grandes canções!) correm ecos de um gosto de horizontes largos que abarcam tanto as heranças da luminosidade de um Brian Wilson nos anos como o gosto pela complexidade cénica do progressivo de 70 ou um interesse pelas formas da cultura pop/rock alternativa dos oitentas. Round And Round, o cativante single que antecedeu o disco revelara já um sentido pop que aqui conhece novas sequelas. Before Today é disco cujo retrato é impossível de tirar a uma primeira audição. Pelo contrário pede reencontro, a cada qual as formas ganhando maior nitidez, revelando aos poucos os recantos um dos mais desafiantes álbuns pop/rock dos últimos tempos.
Publicada por Nuno Galopim em http://sound--vision.blogspot.com/

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Flaming Lips to release Pink Floyd covers album on CD


Dark Side Of The Moon' out this summer



The Flaming Lips are set to release their 'Dark Side Of The Moon' covers album.The tribute to the Pink Floyd classic was recorded with the likes of Henry Rollins, Peaches and their friends Stardeath and White Dwarfs.The album has previously been available digitally and as a limited edition vinyl, but will now be available on CD from June 28.The band have only performed the record live once, in their native Oklahoma City last New Year's Eve

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Norte no Cineclube de Aveiro

FESTIVAL DE BERLIM 2009: PRÉMIO DA CRÍTICA INTERNACIONAL
Jomar Henriksen é um ex-esquiadguarda numa pista de esqui, vivendo sem propósito nem objectivos, com a bebida como única companhia. Até que descobre que é pai de um menino de quatro anos que vive no Norte e, decidido a mudar o rumo da sua vida, põe-se a caminho. Na maior jornada de toda a sua vida, com as belíssimas paisagens da Noruega como pano de fundo, Jomar vai encontrar pessoas capazes de lhe ensinar uma nova maneira de encarar o mundo.
Primeira longa-metragem de Rune Denstad Langlo, venceu o Prémio da Crítica Internacional no 59º Festival de Berlim, onde foi o filme de abertura da secção Panorama.

“(...) não se antipatiza com "Norte". (...) Parece irreverente, sem nunca deixar de ser inócuo. O gosto do dia, portanto.” Luís Miguel Oliveira, Público

Título original: NordAno: 2009Realização: Rune Denstad LangloInterpretação: Anders Baasmo Christiansen, Kyrre Hellum, Marte Aunemo, Mads Sjøgård PettersenOrigem: NoruegaDuração: 78 minClassificação: M/12

terça-feira, 8 de junho de 2010

Em Agosto, os Arcade Fire chegam aos subúrbios


Na semana passada, os irmãos Will e Win Butler explicaram à rádio americana NPR Music o significado do nome do disco, "The Suburbs"


Continuamos a aguardar ansiosamente o novo álbum dos Arcade Fire, e a contagem decrescente tem sido fértil em novidades. Os canadianos revelaram finalmente a data de lançamento do novo disco (2 de Agosto), embora sublinhem que "ainda estão a terminar" o álbum (começaram a gravá-lo no mês passado).

Na semana passada, os irmãos Will e Win Butler explicaram à rádio americana NPR Music o significado do nome do disco, "The Suburbs" (correm rumores de que será um álbum duplo). "Nascemos numa cidade muito pequena da Califórnia, na fronteira com o Nevada", explicou Win, citado pelo "New Musical Express". "Mudámo-nos para Houston quando éramos novos. Sendo nós crianças tão pequenas, foi como ir para Marte. [No álbum], tentámos falar sobre esse sentimento". Mais um regresso à infância, portanto. Sobre a música do disco, Will disse que "há dois pólos, um mais rock'n'roll, o outro mais electrónico", e que o álbum se situa "entre esses dois extremos".

Enquanto esperamos por "The Suburbs", o site da banda dá-nos muito que fazer: podemos encomendar o álbum, descarregar as canções "The suburbs" e "Month of May" (uma edição limitada dos singles foi despachada para lojas de discos independentes), ver algum do trabalho gráfico do novo álbum (incluindo uma fotografia antiga dos subúrbios de Houston), e ainda ler a letra da canção que dá o nome ao disco (e brincar com ela...).
fonte:
http://ipsilon.publico.pt/Musica/texto.aspx?id=258192

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Harlen ~ Friendly Ghost

Fica aqui "Friendly Ghost", é ou não é uma ida ao parque na Primavera.
Like a walk in the park in Spring

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Harlen

Só dançar é preciso


Os Harlem são das melhores coisas que o rock'n'roll tem para nos oferecer. Querem dar alegria a quem os ouve. Sem idolatrias: como nos diz Michael Coomers, eles não são assim tão importantes
Os Harlem, que vivem em Austin, no Texas, e que intitularam o seu segundo álbum "Hippies", apesar de não haver neles um grama de incenso "peace & love", são uma banda de guitarras. O impulso que os guia parece o mesmo que animava as bandas americanas que, depois de apanharem o turbilhão da "British Invasion", se enfiaram em garagens e, com meios precários, desataram a anunciar a libertação. São filhos do punk que dinamitou os pés de barro do mastodonte progressivo (e a "voice box" de Peter Frampton) para devolver a música ao povo.
Esclarecido este ponto, acrescente-se que os Harlem são, a par de Strange Boys e Black Lips, das melhores coisas que o rock'n'roll, arte de guitarras, tem para nos oferecer nestes tempos. Tudo reduzido ao essencial: uma batida e uma voz cantando sobre as coisas importantes da vida. No caso deles: romance em cemitérios, "strippers", cães de três pernas, "babys", outro tipo de alegrias e um par de irritações.
Ora, quando apanhamos Michael Coomers do outro lado do mundo, o vocalista, guitarrista e baterista (vai trocando de posição com o vocalista, guitarrista e baterista Curtis O'Mara; o baixista José Boyer não larga o baixo), dir-nos-á algo curioso. No seu discurso torrencial, com as ideias atropeladas pelo entusiasmo, exclama: "Há álturas em que gostaria de me livrar da porra da guitarra. Experimenta passear numa lixeira e de certeza que encontrarás, no mínimo, três guitarras. Se quiseres partir um côco e não tiveres nada mais à mão, pegas numa pedra grande. Com a guitarra é o mesmo". Depois fala-nos de música japonesa que ouviu recentemente, "completamente atonal, só címbalos, nada de guitarras" - está muito insistente neste ponto -, e de como adorou aquela novidade. E há-de acabar a dissertação com uma proclamação: "Adoraria ver uma banda nigeriana de sintetizadores. Dois gajos nigerianos e dois sintetizadores... Passaria o tempo a ver concertos deles. Seria tão bom, tão incrível."
Que possa existir algum tipo de contradição entre a banda que tem e as declarações acima nem chega a ser para Coomers uma questão a discutir. Tem uma certeza: "Queremos fazer música áspera e sem adornos" - e por isso, para gravar "Hippies", a banda recorreu a "um gajo que nem era produtor, era o gajo que carregava no 'rec'". Tem ódios de estimação: "Agora anda tudo com a conversa do 'há novos sons no ar' por causa da 'chillwave' [designação recente para bandas como Neon Indian ou Toro Y Moi]. Podem dizer que é um novo género, que são pessoas a arriscar, mas não passa de música terrível, horrorosa." E tem um método: "Queremos canções que soem como se as tivéssemos feito ontem - porque é exactamente o que fazemos". Assim nos aproximamos daquilo que torna os Harlem uma grande banda.
Estamos perto quando Coomers dispara uma provocação: "Não faço a mínima ideia como o Phil Spector fazia as suas canções. Não me preocupo com música o suficiente para que isso me interesse. Reajo a música da mesma forma que reajo a uma pintura. Se tem impacto, não me interessa se foi pintada a óleo ou com merda de cão. É uma pintura." Ora, os Harlem pretendem precisamente isso. Provocar uma reacção imediata: dar alegria a quem os ouve. Sem espaço para idolatrias. Como Coomers não se cansa de afirmar, eles não são assim tão importantes. E eis-nos por fim chegados à grandeza dos Harlem: talento unido a um total despojamento de ego. "Aquilo que nos diverte quando tocamos é ver as pessoas abandonarem-se ao momento, pegarem nos seus amigos e dançarem sem sequer olhar para o palco. A banda é quase secundária."
A "cena" de Austin
O primeiro álbum dos Harlem, "Free Drugs", foi lançado em 2008 numa edição de autor de 500 cópias que eles pensaram mais do que suficientes. Mas as pessoas reagiram àquele espírito efusivo e contagiante, as cópias esgotaram, a Matador correu a contratá-los e, agora que têm uma editora que lhes paga bons jantares, sentem-se como "a banda que invade uma festa indie para a qual não foi convidada": "Estão lá os miúdos ricos, todos a usar Chanel e nós aparecemos, despejamos refrigerantes sobre toda a gente e divertimo-nos até que, inevitavelmente, acabem por nos expulsar".
Os Harlem vivem em Austin, terra do festival South by Southwest, dos Strange Boys ou dos Black Angels. Nos últimos tempos, é habitual ouvir falar de uma "cena" na cidade, protagonizada por bandas ancoradas nas raízes do garage e do psicadelismo. Eis a famosa cena de Austin, descrita por Michael Coomers: "Ensaiamos na velha casa sem ventilação e cheia de gatos onde vivo. Os vizinhos são simpáticos e só alguns é que chamam a polícia. Há uma mulher que costuma entrar-nos em casa com a guitarra para 'jammar' e uma rapariga de 14 anos que vive ao fundo da rua e que põe sempre a nossa música a tocar quando passamos. É porreiro." Atentem no espírito de colaboração entre bandas: "O Ryan [Sambol, vocalista dos Strange Boys] aparece lá por casa de vez em quando, mas não vem de guitarra ao ombro para nos mostrar uma canção ou para tocar connosco. Quando o vejo, pergunto-lhe com quem tem andado a foder."
Pode ser que os Harlem façam depois uma canção sobre os casos de Sambol, pode ser que a ouçamos num concerto da banda. Claro que, para eles, tudo isso é secundário. Só dançar é preciso. Olhar para a banda não tem interesse nenhum.

fonte:http://ipsilon.publico.pt/musica/entrevista.aspx?id=257167

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Rita Red Shoes ~Lights & Darks


O segundo álbum de Rita Redshoes tem como título «Lights & Darks» e data de edição marcada para 14 de Junho. De acordo com a artista, o disco foi «inspirado em sítios por onde passei nos últimos 10 meses e em livros que fui lendo ao longo deste mesmo período«. Parte dessas inspirações foram retiradas das mais variadas áreas: na pintura, de ambientes e texturas do Renascimento; na literatura, de escritores como D. H. Lawrence, Albert Camus ou Florbela Espanca; e na música, de alguns compositores como Les Baxter, Henry Mancini ou Arthur Lyman.
«Lights & Darks» contou com a produção de Nelson Carvalho, também produtor de «Golden Era», sendo composto por 14 temas. O tema de abertura do album é «Captain Of My Soul» – o primeiro single já a rodar nas rádios nacionais.
A ficha técnica do novo disco de Rita Redshoes apresenta Filipe Cunha Monteiro nas guitarras e no baixo e Rui Freire na bateria e percussões. Depois, há uma extensa lista de convidados como Dana Colley, Pedro Gonçalves, Paulo Furtado (The Legendary Tigerman), Ricardo Fiel, Paulo Borges e José Pino.
Em «Lights & Darks», Rita Redshoes convidou alguns criativos das mais variadas áreas da imagem com quem ao longo da sua carreira se tem cruzado artisticamente para a elaboração de curtas-metragens em torno dos temas deste disco. O resultado é o DVD que integra a Special Edition e que se chama «Thirteen Films About Lights & Darks».«Lights & Darks» será editado no dia 14 de Junho nos formatos Special Edition, Standard Edition e Special Digital Edition.Os compradores destas edições terão ainda a possibilidade de efectuar o download de um tema extra no site da artista.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Niro e Pacino serão Sinatra e Dean Martin


Os meus dois actores preferidos da "velha- guarda"poderão estar de novo na ribalta!

O mundo do cinema abanou esta semana quando Martin Scorsese revelou em declarações a um jornal indiano que gostaria de ter Al Pacino e Robert de Niro (os dois na foto) para interpretarem Frank Sinatra e Dean Martin, no antecipado biopic que está a preparar sobre o mais conhecido crooner de todos os tempos.
«É um projecto que já tenho na cabeça há muito tempo. Já tenho até o guião inicial escrito. Ainda não escolhi o actor para levar o Frank Sinatra para o ecrã. A minha escolha é Al Pacino e o Robert De Niro como Dean Martin», comentou Scorsese ao The Hindu.



Vários têm sido os nomes apontados para interpretar o crooner dos olhos azuis, Leonardo DiCaprio e Johnny Depp entre eles. O salto de geração nas escolhas de actores de Scorsese é explicado pelo mestre: «quero fazer um filme tipo o "Aviador", sobre certas partes da vida dele. Não quero basear-me apenas nos greatest hits da vida do Sinatra. Já foi feito. Simplesmente não o vou fazer. A alternativa é ter três ou quatro Sinatras diferentes. Novo, mais velho, meia-idade e muito velho. Depois [pretendo] saltar no tempo através da música».



Apesar de demonstrar estar a pensar no biopic sobre Sinatra, Scorsese têm vários outros projectos no topo da sua lista neste momento. Entre eles, estão os filmes "The Invention Of Hugo Cabret", "Silence" e "The Irishman", filme apontado para ser protagonizado precisamente por Robert De Niro.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

The like ~ He's not a boy


São muito sixties, o que me agrada, e muito airosas... de repente estamos nos bailes de garagem dos nossos pais... Pop simples e orelhudo para o Verão... Até sabe bem...pois ultimamente a música mais "alegre"que tenho ouvido é dos Smiths... Isto é piada, para quem não percebeu...