sexta-feira, 5 de março de 2010

Lake Tahoe

(...) Lake Tahoe é um pequeno e magnífico filme sobre, praticamente, nada. Assinado por Fernando Eimbicke (de quem vimos Temporada de Patos), segue uma história quase sem história. Tudo começa numa manhã, bem cedo, algures numa cidade (ou num subúrbio) que ainda não acordou. Um rapaz acaba de chocar com o carro da família contra um poste. E procura ajuda… O dia vai levá-lo a conhecer várias personagens, de um velho que o toma por ladrão e a quem promete passear o cão (que depois perde de vista) a uma rapariga que trabalha numa loja que vende peças para automóveis, esta apresentando-lhe um amigo mecânico, que anda de um lado para o outro de bicicleta e na verdade está mais interessado nos seus filmes série B sobre kung fu que no seu trabalho. Ritmo lento, o ritmo do acordar de uma cidade antes do buliço da manhã de trabalho. Poucas palavras, na verdade seguindo antes a preocupação do protagonista em resolver o seu pequeno drama. A câmara olha o espaço, segue os passos, acentua a solidão que assombra o protagonista, só com o tempo se compreendendo finalmente porquê. O título, Lake Tahoe (um conhecido resort turístico nos EUA), decorre do que parece uma citação wellesiana, surgindo num autocolante que a dada altura vemos no carro que é motor para a acção que depois acompanhamos.
fonte: http://sound--vision.blogspot.com/

quinta-feira, 4 de março de 2010

Depois do fime a música

O filme foi um dos grandes acontecimentos cinematográficos de 2009. E a Moon, que nos revelou como realizador a figura de Duncan Jones, junta-se agora o disco com a respectiva banda sonora, assinada pelo cada vez mais recomendável Clint Mansell. A música junta ao tema obsessivo para piano que cruza a acção (sublinhando o carácter neurótico que a solidão por vezes projecta) uma série de variações e complementos, ora ensaiando texturas, ora espreitando terrenos próximos de vivências pop/rock. Apesar de criada para suportar imagens (e uma narrativa) esta é uma música que, agora em disco, ganha uma vida própria.
fonte: http://sound--vision.blogspot.com/

Girls - 'Lust For Life' (Hardcore Version) video

The incredibly Not Safe For Work version of Girls' 'Lust For Life' promo. Warning - contains explicit content and full frontal male nudity. (não digam que não avisei.)

quarta-feira, 3 de março de 2010

John Cale rules out Velvet Underground reunion shows


He says: 'it's not something that I can see happening'



John Cale has ruled out the possibility of being involved in any Velvet Underground reunion shows.Talking to the BBC, Cale admitted that he wasn't interested in reforming the band."It's not something that I can see happening on the basis of the past," he explained. "Anyone who wants to reform The Velvet Underground for a series of concerts, to make some money, I understand that, but you can't do that." He added: "We don't have Sterling [Morrison] any more. If I said that was something I was intrigued by, people would think I was cynical."About to play his 1973 album, 'Paris 1919' at London's South Bank on Friday (March 5), the influential group's co-founder revealed that he only keeps in touch with the band's remaining members for business reasons."I haven't spoken to Lou [Reed] in a long time, but we're in touch because of business," he explained. "There's no communal effort to enjoy each other's company any more."As previously reported, The Velvet Underground's Lou Reed, Moe Tucker and Doug Yule took part in a Q&A in New York last December.
in: http://www.nme.com/news/the-velvet-underground/50026

terça-feira, 2 de março de 2010

Anthony Hopkins enfrenta forças demoníacas em 'The Rite' - O Globo


Anthony Hopkins enfrenta forças demoníacas em 'The Rite'

Anthony Hopkins vai estrelar 'The Rite', um thriller sobrenatural baseado em factos verídicos.
O projeto da New Line trata de um seminarista norte-americano desiludido que assiste a aulas sobre exorcismo no Vaticano e acaba reencontrando sua fé através de contatos com forças demoníacas.
Anthony Hopkins fará um padre especializado em exorcismos e cujos métodos não são necessariamente os mais tradicionais tradicionais.
A direcção será de Mikael Hafstrom ('Fora de Rumo'), e o roteiro é adaptado de um livro de Matt Baglio.
Hopkins parece estar a habituar-se a combater forças sobrenaturais. O actor está sendo mais visto nos cinemas actualmente, caçando um lobisomem em 'O Lobisomem', e está em rodagem de 'Thor', da Marvel, no qual faz papel de Odin, o senhor de Asgard."

segunda-feira, 1 de março de 2010

Top Ten 2009 por Gonçalo Fonseca

Após ter lido esta súmula de 2009 num blogue que costumo acompanhar decidi postá-lo aqui pois está, em certos pontos, em sintonia comigo.

1 - Inglorious Basterds
Sou apologista que os filmes que dão que pensar, que transmitem uma mensagem, são os que dão mais prazer em ir ver. Não é o caso do Inglorious Basterds. Não tem nenhuma mensagem específica, a não ser a típica “What if” e já vista noutros filmes. Neste caso é o maior “What if” da história do cinema (e dos mais credíveis) e só poderia ter sido levado a cabo por um realizador com um talento como o do Tarantino. Inglorious Basterds é puro entretenimento, e nessa perspectiva dá que pensar. Não é também para isso que o cinema existe? O cinema também existe para que durante 2 horas o espectador tenha um escape, se entretenha, se divirta, e veja um filme de qualidade. O argumento é dos mais originais, divertidos e bem escritos do ano, o casting e direcção de actores é sem dúvida o melhor do ano, a realização impecável, a fotografia excelente e a banda sonora do melhor que o Tarantino nos trouxe até agora. A última deixa do filme pode parecer prepotente, mas se pensarmos bem na performance do filme talvez até não seja. Diga o que se disser, o objectivo maior de um artista é comunicar e ter reconhecimento crítico. Nesse aspecto este filme teve uma performance como poucos filmes na história do cinema. Liderou as bilheteiras mundiais durante o período que esteve em cena e teve das melhores críticas do ano. São feitos raros, lembro-me assim de repente de 3: Dark night, Titanic e Senhor dos Anéis. Nesse aspecto “esta poderá ser a obra-prima de Tarantino”. Os filmes de guerra nunca mais serão os mesmos depois deste IB. Não está ao nível de Pulp Fiction apenas e só porque não vai revolucionar o cinema (como o Pulp Fiction o fez). Para mim, é o melhor filme de 2009.


2 - Avatar
O que na minha opinião é o segundo melhor filme do ano, é exactamente o oposto do anterior. Este é o filme-mensagem do ano. De uma forma simples e acessível passa-nos a grande mensagem que todos precisamos de ouvir. Precisamos cada vez mais de respeito. Respeito pelos outros seres vivos, respeito pelas outras crenças, respeito pelo local onde vivemos, respeito por nós próprios. Pode parecer uma história simples com personagens tipificadas, o que até é verdade, mas é importante que assim seja, se se quer assumir como um filme que passa uma mensagem para o mundo inteiro (o Avatar ajudou finalmente a “verdade inconveniente” do Al Gore a chegar ao mundo inteiro em massa). Para que seja universal é necessário que seja simples. E realmente a história e as personagens são mesmo a única coisa que é simples neste filme. Tudo o resto é do mais inovador que se tem visto até hoje. Mesmo que não se veja o filme em 3D, é absolutamente único, com um mundo criado de raiz que é simplesmente fascinante. A personagem feminina é excelente, é a alma do filme e personifica a ligação com a natureza de uma forma genial. Dá sentido a todo o filme, pois essa força, essa ligação com a natureza, é essencial para que tudo o que se passa no filme seja credível e coerente. O Avatar dá-nos que pensar a vários níveis e faz analogias com inúmeras situações actuais e passadas na história da humanidade. Tudo o que acontece no filme não acontece por acaso. O vilão entra directamente para a galeria dos melhores da história do cinema e é… humano J Aliás, nós, enquanto espécie humana, somos os vilões o que também é uma inovação. Se pudesse resumir todas as mensagens e sub-mensagens que este filme nos revela, escolhia uma cena do filme em que o avatar do jake está a pedir ajuda à tree of souls (elemento central, espiritual, e de equilíbrio de toda a civilzação Na’vi) e diz: “Por favor Mãe, ajuda-nos a combater os humanos. Eles destruíram a Mãe deles há muito tempo. E agora vêm para destruir a nossa”. Quem quiser ver a mensagem, vê. É clara. Basta ver as notícias. Basta ver a desflorestação galopante da amazónia e de sociedades de índios que lá vivem. Basta ver a incoerência da Guerra quando nos ensinam que matar é o pior crime que alguém pode cometer e depois nos mandam para matar os nossos semelhantes. Basta ver os testes nucleares no pacifico. Basta ver o aquecimento global a destruir o planeta. Basta ver isto. E nós, sociedades civis, vemos. Mas depois há sempre alguém com mais força que continua. Enquanto nós todos que nos preocupamos não fizermos nada contra, continuaremos apenas a ver. Obrigado Avatar pelo wake up call. Espero que tenha os seus resultados.

3 - Hurt Locker
Uma das minhas cenas preferidas de todos os filmes que já vi, é do filme Jarhead do Sam Mendes e nunca mais me esquecerei dessa cena maravilhosa. Para quem não viu o filme, passa-se na guerra do Kuwait, e a determinada altura o Jamie Fox e o Jake Gyllenhaal estão num cenário devastador. Estão numa cratera no meio de milhares poços de petróleo que foram queimados pelos iraquianos à medida que os americanos avançavam no terreno. Estes poços ao serem queimados deitavam fumo preto que cobriam totalmente os céus, ficando um cenário totalmente infernal. No meio deste “inferno” o Jamie e o Jake estão os dois sentados numa cratera a ver todo este cenário e o Jamie diz: “Agradeço a Deus, todos os momentos que passo aqui na Guerra. Amo esta profissão do fundo do meu coração e não sei o que faria sem ela…. Urra”. Numa única cena, com um diálogo tão simples, mostra-se como o mundo seria melhor se todos fossemos como o Jamie. Com um auto-conhecimento completo que lhe permite saber quem é, o que quer, e para onde vai, sente-se totalmente realizado e feliz. Independentemente de como a Guerra e o inferno é interpretado pela maioria das pessoas, para ele é sinónimo de realização, e isso é que interessa. O Hurt Loker faz um filme inteiro que acenta neste conceito. Enquanto que o Jarhead tem inúmeros problemas técnicos, de construção da história e até das personagens, o Hurt Loker não tem absolutamente nenhum problema enquanto filme. Tudo é feito na perfeição. Tudo o que aparece no filme é perfeito. O casting, a história, as personagens, a fotografia, a montagem, a realização, a banda sonora. Está tudo no lugar, para assim poder passar esta mensagem de que se te conheceres a ti próprio estás sempre no sítio certo, na altura certa para fazer o que é preciso. Passa outra mensagem muito importante e que mais uma vez tem alguma ligação com a mensagem que o Avatar tenta passar. O Avatar mostra o que os humanos gostariam ou deveriam ser, e retrata-nos como seres pouco evoluídos com o único objectivo de sobreviver e prosperar à custa de tudo e todos à nossa volta. Quando o general está a atacar e destruir a árvore da vida dos N’avi, há qualquer coisa no olhar dele que vai para além do objectivo de sobreviver e prosperar à custa de tudo e de todos. Há um genuíno prazer na destruição. E essa é a outra das mensagens que Hurt Loker passa tão bem. Explica o dirty little secret da guerra. Explica o prazer que os homens têm em fazer guerra com a desculpa que esta é inevitável. Este prazer é considerado polémico porque supostamente ele não deveria existir porque supostamente as guerras não deveriam existir,mas o facto é que ele existe desde que somos miúdos e queremos estar a disparar armas nos jogos de computador. O que é verdade é que ele existe e está aí o Hurt Loker para nos relembrar disso. Um grande filme sobre o tema “Guerra”. Explica a guerra melhor do que muitos filmes de referência já realizados no passado (interessante ser realizado por uma mulher).


4 - Up in the air
Está repleto de mensagens que são transmitidas de uma forma divertida e inteligente. Constroi-se como uma comédia romântica, para depois poder destruir totalmente esse conceito de uma forma desconcertante e eficaz. È importante que assim seja para que a mensagem principal seja passada. Mais do que o filme pessimista do ano (embora com imensos momentos cheios de piada), é uma wake up call para todos nós. Uma wake up call diferente do Avatar, mas ambos se complementam com 2 mensagens fundamentais para vivermos melhor no futuro (e, como espécie humana, nunca precisámos tanto destas indicações como agora). O bottom line do filme é: todos nós, cada vez vivemos mais “up in the air”. E sabem porquê? Porque cada vez que “descemos à terra”, só encontramos desilusões. E quando isso acontece preferimos voltar “lá para cima”. Cada vez vivemos mais desligados das nossas relações, mais egoístas, com menos disponibilidade para partilhar. E todos nós somos responsáveis por isso. Embora ela seja a “vilã” do filme, foi uma personagem construída para nos mostrar como a nossa evolução e como os nossos princípios actuais (ou falta deles) contribuem para que as ligações pessoais sejam cada vez mais desvalorizadas. Mas nesse contexto, nem se poderá julgá-la, mas poderemos perceber onde estamos e para onde vamos. É excelente a forma como o filme cria o homem-objecto nas mãos de uma mulher (que me lembre é o primeiro filme que faz isto de uma forma totalmente credível e descomprometida). Tem dos melhores diálogos do ano, com especial ênfase para o diálogo entre o Clooney e o noivo da irmã que de repente ficou com second thoughts antes da cerimónia do casamento. Os 3 actores principais estão todos no topo de forma, com representações brilhantes. É um dos filmes-mensagem do ano e transmite, de uma forma não forçada, uma mensagem bem importante nos tempos que correm. Por isso e pela realização e interpretações brilhantes merece estar no topo desta lista.


5 - Up
A Pixar está com a fasquia altíssima. Mais alta do que alguma vez esteve. Fizeram uma revolução no cinema com o Toy Story e desde aí têm vindo sempre a crescer de filme para filme. Sempre a inovar. E nos 2 últimos filmes conseguiram uma coisa que mais nenhum outro filme de animação alguma vez conseguiu na história do cinema. Colocaram os seus filmes entre os melhores filmes do ano a par com todas as outras longa metragens “não animadas”. O Wall-E já fez parte da lista dos melhores filmes do ano passado. Mas com o Up conseguiram fazer ainda melhor. Sem deixar de ser um filme de aventuras e que os mais pequenos irão adorar, conseguem criar personagens inesquecíveis e conseguem criar 25 minutos do melhor que já se viu na história do cinema. Só por causa desses 25 minutos (15 no inicio do filme + 10 no final), já fazia sentido este filme estar entre os 10 melhores filmes do ano. Como a Empire disse, se o filme mantivesse o nível dos primeiros 15 minutos, seria o melhor filme da década. É verdade. Como não mantém, é apenas um dos melhores filmes do ano. Na minha opinião, o 5º melhor. Aprendemos a viver com Up, e ao vê-lo apercebemo-nos que na realidade nem sempre o fazemos como deve de ser. Ensina-nos a lidar com desilusões, com sonhos desfeitos (quando estes nos são vendidos ao segundo na nossa sociedade actual). A forma como ultrapassar estes momentos tristes da vida é tão simples… tão simples. E estas personagens mostram-no melhor do que ninguém. Ultrapassa-se com amor, com muito amor e humildade. Não me lembro de ter visto o amor tão bem representado num filme há muito tempo. Aliás, é possível q seja das melhores representações do amor que já vi no cinema. E por isso, o Up é um filme muito especial. A grande revelação deste ano. Aprendam com ele.


6 - Watchmen
Estreou no inicio do ano sem nenhumas pretensões (afastado de todos os festivais de referência) e assim continuou sem grandes intervenções nas melhores entregas de prémios de cinema mundiais. Para mim, é 6º melhor filme do ano. Visualmente estrondoso, e altamente filosófico, é muito violento e rodeado de personagens negras, complexas e altamente carismáticas. Elabora um interessantíssimo exercício filosófico sobre a nossa sociedade que tem na personagem do comediant o seu expoente máximo. O comediant antes de ser assassinado ri-se e diz: “This is all a fucking joke”. Depois de vermos o filme e descobrirmos a “trama” bem ao estilo de filme noir, percebemos o que ele quer dizer e não podemos deixar de sentir uma enorme empatia por esta personagem. Rorschac, é a par de Comediant, a personagem mais inesquecível do filme. É genial como a linha condutora do filme se vai desenvolvendo através de Rorschac e da sua investigação ao estilo de Filme Noir (um género sempre bem vindo e adorado para quem gosta de cinema). Será que precisamos mesmo de catástrofes para nos unirmos? It’s a milion dollar question que o filme deixa no ar, e que dá muito que pensar sobre os mais variados acontecimentos dramáticos que já passámos na nossa História. Tem a melhor “line” do ano: a determinada altura do filme, o Rorschac é preso e encarcerado numa prisão onde se encontram inúmeros prisioneiros que tinham sido colocados lá por ele. 70% da prisão quer vê-lo morto e a sofrer. Numa cena genial no refeitório da prisão, Rorschac está na fila com um prisioneiro atrás dele que lhe diz que ele vai morrer naquele mesmo dia. O Rorschac pega no óleo a ferver das batatas e despeja sobre o corpo do prisioneiro que o estava a ameaçar, ficando este automaticamente desfigurado numa cena de violência extrema. O Rorschac vira-se para os outros prisioneiros e diz: “Vocês ainda não perceberam. Não sou eu que estou aqui preso com vocês. SÃO VOCÊS Q ESTÃO AQUI PRESOS COMIGO!!!! J J… Muito bom! Tem dos melhores genéricos que já vi e é de um realizador em ascensão que até agora só fez filmes brilhantes. Zack Snider. Um nome a seguir com atenção.


7 – Let the right one in
Num ano em que os bons filmes de terror foram poucos, aparece um dos melhores dos últimos anos. Aparece nesta lista pois é muito mais do que um filme de terror. É uma excelente história com fabulosas interpretações. É uma história de personagens assombradas, é uma história assombrada que arrepia. É uma história daquelas que se contam ao redor de uma lareira e que todos nós gostamos de ouvir (incluindo as crianças). Nesse contexto é das melhores histórias do ano (a par talvez de Moon). E fala-nos de vampiros a sério. Para quem acha que estão a destruir a imagem dos vampiros, como eu acho, é refrescante continuar a ver vampiros assim. Os vampiros podem ser sedutores, e toda a tradição assim o sugere, mas não podem ser tratados como personagens de um conto de fadas ou de uma série para teens. Os vampiros são como neste filme, são como nos vampiros do Carpenter e do Copolla, são como no 30 days of night. Assim vale a pena ver filmes sobre vampiros. De resto, e mesmo para quem não gosta especialmente de filmes de terror, vale a pena ir ver este. Os dois actores principais, que são duas crianças, estão fabulosos, e tudo no filme é bem feito desde a banda sonora, à montagem, à fotografia, etc. Um dos filmes do ano.

8 – Moon
Todos os filmes contam uma história. Mas existem aqueles que contam uma história para entreter, outros para passar uma mensagem, outros para afirmar manifestos políticos, sociais ou até filosóficos. E depois existem outros que simplesmente querem contar uma boa história. Como disse em cima com o Let the right one in, daquelas que todos nós gostamos de ouvir em reunião com os amigos, numa noite de verão na praia a olhar para o céu estrelado J O Moon é assim, e na minha opinião é a melhor história do ano. Para além disso, bebe dos melhores filmes de sempre de ficção cientifica (2001, Alien, Espaço 1999 e Star Wars). A realização, montagem e fotografia são exemplares. E depois existe o Sam Rockwell. Não dá para perceber como é que ele não está nomeado para melhor actor do ano para os Óscares. Não só merecia estar nomeado, como provavelmente merecia ganhar. É simplesmente fenomenal. Aguenta um filme inteiro sozinho e nós nem damos pelo tempo passar. Depois de ver este filme não nos conseguimos esquecer da história. É daquelas que fica connosco. E claro que dá que pensar. É o Truman Show e o Big Brother do espaço. O realizador é o filho do David Bowie (Duncan Jones) e é o primeiro filme dele. Obrigatório ter atenção aos próximos trabalhos dele.


9 – Fantastic Mr. Fox
A melhor comédia do ano. Cada vez respeito mais o George Clooney pelas suas escolhas. O Wes Anderson já tinha coisas boas, mas com este filme superou-se e trouxe-nos um filme com um sentido de humor ao melhor nível. Já não me ria assim há muito tempo. São raras as vezes que me rio assim tanto num filme (talvez com os Monthy Python). A opção do stop motion foi acertada pois traz ainda mais piada à cara e aos movimentos dos bonecos. É uma comédia física e intelectual ao mais alto nível. Só não é o melhor filme de animação porque existe uma coisa chamada Up no caminho.


10 - Laço Branco
Os meus géneros preferidos no cinema são comédias e filmes de terror/violência (por isso gosto tanto do Tarantino pois mistura os dois estilos em todos os filmes que faz sem excepção – algumas das entrevistas do Tarantino têm potencial de stand up comedy). Tudo o que coloque filosofia na equação só melhora ainda mais o resultado (o que acontece a maioria das vezes com bons realizadores, pois quase todos eles têm esse background). Sendo assim, só posso apreciar banstante tudo o que Hanneke nos trouxe até agora (e obviamente não estou a falar de comédias). Haneke voltou em grande forma com o Laço Branco, continuando com as suas teses sobre a violência moderna, mas desta vez aprofundou ainda mais e tentou ir ao cerne da questão. Funny Games, com uma história bem simples, já conseguia colocar bem presentes todas as questões essenciais sobre a violência moderna. A História da violência e Eastern Promisses de David Cronenberg também são clássicas teses sobre esta questão mostrando bem como as sociedades civilizadas estão “presas” e incapazes de reagir a uma situação de confrontação e conflito. Na minha opinião, os exercícios de Haneke e Cronnenberg são muito importantes para nós nos conhecermos melhor (como espécie humana). Como está comprovado, o auto conhecimento só traz benefícios, e estes dois senhores contribuem e muito para o autoconhecimento da humanidade. A violência sempre existiu no ser humano, não é uma característica actual, é inerente ao mesmo. Com a chegada da religião e das leis das sociedades democráticas e civilizadas, ela simplesmente ficou “presa” e “amarrada”. Anda aí como sempre andou, mas “domada” por todos estes “novos” mecanismos que a própria sociedade criou (no caso da religião, há quem diga que não foi criada pela sociedade) para lidar com esta mesma violência. Por andar “presa” e contida, por vezes “explode” como aconteceu em Columbine. Haneke com o Laço Branco, consegue nos demonstrar este processo claro como a água, e por essa razão é considerado um ensaio de referência sobre a violência moderna nas sociedades civilizadas. Excelente em todos os aspectos, desde a realização, à fotografia, aos extraordinários desempenhos. Um dos filmes do ano. Ah… e by the way… ganhou a palma de ouro ao Inglorious Basterds… o que é automaticamente um ponto a favor.Menções (fora do Top10):11 – Where the wilds things are -> “O FILME” definitivo sobre a infância da nossa geração (final anos 70 / década 80). Na altura em que tínhamos que inventar mundos e histórias para nos entretar. Hoje em dia, basta ligar a consola para viajarmos para esses mundos com um toque do comando.12 – Serious Man -> O regresso às origens dos Irmãos Coen, mas com ainda mais qualidade. Ao nível do melhor deles (Fargo, No Country, Burn), mas diferente J Sempre a inovar.13 – Funny People –> E porque os comediantes são as minhas pessoas preferidas da nossa sociedade, não poderia deixar de colocar este filme nos melhores do ano. Consegue, a par do filme “Comedian” do Jerry Seinfeld mostrar-nos este mundo e consegue nos explicar como é a vida destas pessoas. Os comediantes são pessoas assombradas, pois são normalmente pessoas inteligentes e muito sensíveis a tudo o que as rodeia. Por isso mesmo, conseguem captar o ridículo que é a nossa vida quotidiana em sociedade. Não deixam de se rir por isso (pois qualquer bom comediante só lhe interessa uma coisa acima de tudo: rir de uma boa piada ou de uma situação cómica seja ela qual for), mas também sofrem por essa mesma razão pois apercebem-se melhor do que muitas pessoas a incoerência que a nossa sociedade representa hoje em dia. O Adam Sandler merecia mais reconhecimento pelo seu papel. Já vem demonstrando que é um bom actor e neste filme está ao melhor nível.14 – Drag me to hell -> Acho que fui o único que gostou deste filme. Mas estou tão contente por ter o Sam Raimi de volta e em tão boa forma, que não posso deixar de o colocar aqui. Quem gosta de terror e comédia, está nas nuvens com Sam Raimi.15 – Whatever Works -> Não sei se este filme é de 2009 ou 2010, mas só sei que o Woody Allen também voltou à sua excelente forma (sim, aquela antiga que já não víamos á muito tempo) e isso é sempre um motivo de felicidade J. O Match Point foi genial, mas este filme é o regresso aos filmes iniciais de Allen. E quem é fã de Allen como eu, deveria estar cheio de saudades.


Escrito por *Gonçalo Fonseca é gestor de marca e publicado em: http://finalcut-visao.blogspot.com/2010/02/o-gosto-de-goncalo-fonseca.html

True Blood

"I Wanna do bad things with you!"
Waiting eagerly for the third season...



domingo, 28 de fevereiro de 2010

Helmut Newton


Digamos que é uma notícia de peso, ma non troppo... Está de volta Sumo, o livro de Helmut Newton (1920-2004) que, na edição original, media 50 cm x 70 cm, pesava 35,4 quilos e necessitava de uma base metálica para ser pousado e manuseado. Agora, a editora Taschen assinala os dez anos do aparecimento de Sumo em versão mais ligeira, formato 26,7 cm x 37,4 cm, embora incluindo também uma peça de suporte para a sua leitura — a edição original vendia-se a 10 mil euros; a nova edição custa 99,99 euros.É uma síntese delirante da obra de um dos maiores fotógrafos do século XX — retratista cool da nitidez da morte, Newton foi um artista que se moveu com nonchalance através dos mais diversos domínios criativos, circulando sem preconceitos através de revistas, museus, moda e publicidade: do retrato ao nu, do calor da pele à frieza do metal.>>> Site da editora Taschen: página de Sumo.>>> Site oficial de Helmut Newton.






fonte: http://sound--vision.blogspot.com/

sábado, 27 de fevereiro de 2010

The Plasticines ~ Punk com rendinhas


São francesas e não encaixam exactamente no modelo tradicional da "girls band": The Plasticines cantam uma pop apimentada por um punk muito retro, tudo misturado com agressividade e pose comme il faut. Cantam normalmente em inglês, of course, até porque, como informa a BBC, nasceram de uma fixação por The Libertines (nada é em vão, camarada Doherty)... A sua juventude valeu-lhes o cognome local de "les bébés rockers" e o seu hit do momento responde pelo título exemplar de Bitch [magnífico teledisco, em baixo, de Bridget Palardy]. São genuínas, o que, nos tempos que correm, não é pouco.
PS (nostálgico, ma non troppo): o nome da banda provém de "plasticine porters with looking glass ties", verso de Lucy in the Sky with Diamonds (1967), dos Beatles.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Woodstock 40



"Woodstock 40" é uma reedição que actualiza a velhinha compilação ao vivo "Best of Woodstock", que captava alguns dos melhores momentos do histórico festival de 1969 - talvez o mais importante festival de sempre da música popular e glória máxima dos férteis anos 60 musicais.
"Woodstock 40" segue a ordem cronológica do festival, do primeiro dia ao terceiro, numa leitura diagonal - em dois CDs e 21 músicas - que passa por cima de outras estrelas do cartaz como os mal documentados Grateful Dead e Ravi Shankar.
Ao pé do oscarizado documentário de Michael Wadleigh "Woodstock", "Woodstock 40" parece magrinho e raquítico: sem aquelas imagens em duplicado que revolucionaram a montagem no cinema, sem o calor do ambiente atrás e à frente do palco e a quinhento metros dele, sem a percepção real de que aquele foi um evento especial. Trata-se apenas de um CD de boa música ao vivo. Se há um sítio onde o DVD pode triunfar sobre o CD, ele acontece em Woodstock, em 1969.
Como as limitações de conteúdo de um disco não permitem fazer sentir ao ouvinte que houve no recinto um valente temporal que interrompeu o programa, que o evento foi preparado em cima do joelho e que os engarrafamentos e consequentes atrasos de artistas transformaram o Woodstock num festival sem horários, há sempre um livrete de CD que pode esclarecer isso. Mas está em "Woodstock 40" aquilo que mais interessa e que move tudo o resto: a música.
Com um reforço não desprezível de 6 gravações inéditas face a anteriores edições, o raio de Woodstock 40 é praticamente o mesmo do festival: consegue o apanhado do melhor que se fazia no super-ano de 1969, incluindo artistas que a grande multidão hippie norte-americana desconhecia então como Santana ou Joe Cocker.
Os resquícios da febre revivalista da folk da primeira metade dos anos 60 passaram por Woodstock. Pode ouvir-se o cantautor negro Richie Havens, o antecessor de Ben Harper que prova que a soul também pode ser acústica para se agigantar. Ou a grande voz (mesmo grávida) de Joan Baez a devastar tudo, incluindo as suas próprias canções.
O melhor blues-rock não podia ser desprezado, dos infernais Canned Heat ao monstro chamado Janis Joplin, a diva que exorcizava todos os seus males em grandes interpretações, apanhada aqui num bem sucedido encore em Ball and Chain.
Num programa improvisado que percorria tardes, noites, madrugadas e manhãs, o psicadelismo também fez das suas. Nesse campo, a Incredible String Band assegurou a representação da folk-rock britânica sobre o assunto; já os Jefferson Airplane viram o nascer-do-sol do palco enquanto davam o melhor psicadelismo de São Francisco ao povo de Woodstock, rematando uma festa non-stop da banda que durava há 24 horas ininterruptas.
Em termos de grandes medleys, Woodstock 40 é também generoso. Temos o mítico e superanímico medley dos campeões do funk psicadélico Sly & The Family Stone, Dance To The Music/Music Lover/I Want To Take You Higher, tocado a altas horas da madrugada. Pode ouvir-se os Who, no meio do seu apogeu ao vivo, a darem música ao despertar cantarolante das galinhas das quintas vizinhas, numa sessão fogosa de We're Not Gonna Take It"/"See Me, Feel Me. E podemos concluir a escuta da compilação com o TGV Jimi Hendrix, e a sua cartilha de blues-rock, a fazer história durante a debandada da multidão para a sua vida real. Só 40 mil o viram, mas um dos pontos altos da sua performance, Voodoo Child (Slight Return)/Stepping Stone/The Star-Spangled Banner/Purple Haze, está também a salvo neste disco duplo.
Woodstock 40 é uma compilação que vale por si mesma. A história recomenda-a.Gonçalo Palma

Alinhamento:
1. Freedom - Havens, Richie
2. Look Out - Sweetwater
3. Hang On To A Dream - Hardin, Tim
4. Wheel Of Fortune - Guthrie, Arlo
5. Drug Store Truck Drivin' Man - Baez, Joan & Jeffrey Shurtleff
6. Fish Cheer, The/I Feel Like I'm Fixin' To Die Rag - McDonald, Country Joe
7. Soul Sacrifice - Santana
8. How Have You Been - Sebastian, John
9. Letter, The - Incredible String Band
10. Going Up The Country - Canned Heat
11. Theme For An Imaginary Western - Mountain
12. Bad Moon Rising - Creedence Clearwater Revival
13. Ball And Chain - Joplin, Janis
1. Dance To The Music/Music Lover/I Want To Take You Higher - Sly & The Family Stone
2. We're Not Gonna Take It - Who
3. Somebody To Love - Jefferson Airplane
4. With A Little Help From My Friends - Cocker, Joe
5. Mean Town Blues - Winter, Johnny Crosby Stills & Nash
6. Suite Judy Blue Eyes
7. Love March - Butterfield, Paul Blues Band
8. Star Spangled Banner/Purple Haze/Instrumental Solo - Hendrix, Jimi


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Shutter Island



Adoro thrillers[ponto final parágrafo]

>>> Mesmo tendo em conta o papel que a tecnologia vai ter no futuro do cinema, para mim o mais importante é a história. Se não me sentir emocionalmente envolvido com a personagem, se tenho de fazer de actor sabendo que as linhas que tenho para dizer significam apenas o que nelas se diz, esse é, para mim, um dia de trabalho aborrecido. <<<

Leonardo DiCaprio responde assim a uma pergunta do crítico Roger Ebert sobre a sua preferência por thrillers baseados em "atmosfera, personagem e história", em vez de apenas ancorados na "acção". É uma afirmação contida num diálogo que vale a pena ler no espaço de Ebert no Chicago Sun-Times. O pretexto é o trabalho do actor com Martin Scorsese e, em particular, a sua composição em Shutter Island [estreia portuguesa: dia 25]. Pode ser uma boa introdução a um filme que, de uma maneira ou de outra, ficará como um dos grandes acontecimentos de 2010: um prodigioso retorno aos mecanismos do film noir, incluindo a sua vocação filosófica de problematização da verdade e das respectivas condições de enunciação.

fonte:http://sound--vision.blogspot.com/

Beach House - Teen Dream ( o álbum em palavras)




Os flirts bucólicos dos Beach House têm-lhes corrido bem. Crítica e um público fiel (cada vez maior) não hesitaram em declarar paixão aos primeiros álbuns, "Beach House" (de 2006) e "Devotion" (de 2008). Um novo culto nasceu.
A dupla de dream pop formada por Victoria Legrand (nas vozes e órgão) e Alex Scally (na guitarra eléctrica e teclas) tirou do sedentarismo a música de câmara lenta e artysanal dos Young Marble Giants e lançou-a às noites de luar no campo e ao contacto com a sonoridade americana dos Mazzy Star. Que boa ideia.
As novas canções de "Teen Dream" voltam a pedir a mesma exclusividade de atenção. Naquele minimalismo shoegazer, os Beach House voltam a confiar o poder da canção às atmosferas em detrimento da técnica, dizendo-nos que os decoradores de ambientes também podem pertencer à classe de músicos - não é um direito único dos instrumentistas virtuosamente habilitados, diz o regulamento de "Teen Dream". Que atrevimento.
Os Beach House conseguem repetir os mesmos truques da sua magia espiritual sem se repetirem. A guitarra de Alex Scally, que tem feitiço, elege um acorde por canção, e usa-o até à exaustão. E, seguindo a mesma economia de meios, a caixa de ritmos não sai da mesma programação ao longo de cada tema.
O som do teclado parece que está em fade out desde o início da canção, mas nós gostamos dessa despedida infinita, como se o som pudesse ter a eternidade fixa de uma fotografia. A bateria volta a ser o objecto menos manuseado do espaço. E a voz hermafrodita de Victoria Legrand mistura inocência com austeridade, e pede direito a ocasião religiosa. Pedido aceite, claro.
Qual é então a grande novidade de "Teen Dream" que não essa multiplicação luxuosa dos mesmos dons sempre com resultados entusiasmantes? Pois bem, os Beach House traíram o nome e afastaram-se da costa para uma floresta mais densa, onde se encontra o som lenhador dos freakadélicos Fleet Foxes. Não se sabe se houve algum transplante das cordas vocais de Robin Pecknold dos Fleet Foxes para a garganta de Victoria Legrand mas, pelo menos, as harmonias vocais tornaram-se espelhos um do outro, para proveito autoral dos Beach House.
A dezena de canções de "Teen Dream" impõe, de facto, respeito. 'Norway', 'Used To Be' e 'Take Care' ganham passe vitalício para entrarem na nossa frágil memória. Devagar se volta a ir longe.


Tracks
Zebra
Silver Soul
Norway
Walk in the Park
Used to Be
Lover of Mine
Better Times
10 Mile Stereo
Real Love
Take Care

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Legos, MOCs,e afins

E agora algo completamente diferente...
LEGO


O meu irmão desde criança que é um apaixonado pelos legos e ultimamente tem vindo a participar em várias competições e até tem ganho alguns prémios. Tem-me falado numa comunidade onlineforum 0937
Para além do contacto virtual que realizam diariamente também realizam Shows/apresentações?nem sei bem que nome dar... mano perdoa-me...:); jantares, viagens, lembro-me de uma bem interessante que vão realizar a
Billund na Dinamarca em Abril.


Isto é um MOC do EvilDead também conhecido como Ricardo( meu mano).

Deixo aqui o link
link para um ficheiro PDF com as melhores construções de 2009 da Comunidade 0937.

Doors Documentary When You’re Strange

Tom DiCillo’s Doors Film Narrated by Johnny Depp

Few rock stars have thrown such a long shadow over contemporary culture as Jim Morrison, the lead singer and primary songwriter of The Doors. In this beautifully crafted and visually rich documentary, veteran director Tom DiCillo (The Real Blonde, Living in Oblivion) weaves what must have been the mother of all lost footage finds and both studio and live recordings into a seamless and hypnotic 90-minute encounter with the Lizard King. About the only thing one can hold against When You’re Strange is the way the Morrison story turns out, and that’s not really the filmmakers’ fault. Nor does it seem to be anyone else’s but Morrison’s. He was clearly as hellbent on self-destruction as any rocker yet, and it would have taken some extraordinary deus ex machina to pull him from the wreckage of his behavior.

The well-known ending of the Jim Morrison story doesn’t stop DiCillo from finding new ways to get there. The editing of all that juicy footage from the late 1960s and early 1970s waxes lyrical, borrowing its tone and style from the chaotic breakdowns and booming climaxes of The Doors’s music. With re-issuer extraordinaire Rhino Records on board as a producer, the film, unlike many lesser rock-docs, never pulls up short when it comes to rolling out the classic songs.

While not a concert film by any means, When You’re Strange nevertheless manages to reveal a whole lot more about the stage persona of one James Morrison than any mere recording of a single performance likely could. Morrison’s onstage hi-jinks were part of a concerted effort to push the envelope of what was permitted, and the inevitable conflicts with the law that they occasioned were seemingly a necessary, if costly, part of the process. In the famous Miami lewd conduct incident, the film at once partially exonerates Morrison — out of dozens and dozens of photos, none can apparently be found documenting his alleged self-exposure — and makes it abundantly clear that Morrison had long been courting this kind of response from law enforcement.

Even as When You’re Strange succeeds as a study in the social dynamics of rock stars’ anti-social behavior, it also provides us with a fresh sense of what made The Doors so popular. Robbie Krieger, Ray Manzarek, and John Densmore were and are all clearly exceptional musicians, and they fight a valiant battle to sustain the band against the whimsical nature of its shaman lead singer. And Morrison, more than virtually any other rock star, had the ultimate in bad boy charisma. He’s constantly caught looking directly at the camera, and the eye contact invariably elicits from him a radiant grin. Here’s looking at you, Jim.
Link do trailer actualizado( Thanks Brother): http://trailers.apple.com/trailers/independent/whenyourestrange/

Madonna e Kobain na sétima arte

Madonna vai voltar à realização em cinema com o filme "W.E.". Depois de filmar Eugene Hutz dos Gogol Bordello no undergroundlondrino em "Sujidade e Sabedoria", a Rainha da Pop prepara-se para levar ao grande ecrã a história de amor entre Eduardo VIII de Inglaterra e a plebeia Wallis Simpson, uma paixão pouco monárquica que levou mesmo a que Eduardo abdicasse do trono, poucos meses depois de se tornar Rei, em 1936. Eduardo VIII e Wallis Simpson passaram então a ser o Duque e a Duquesa de Windsor.Além de tomar as rédeas da realização, Madonna também assina o argumento, em parceria com Alex Keshishian.
A cantora também já escolheu a actriz Vera Farmiga para interpretar a sua heroína. Farmiga está nomeada para o Óscar de Melhor Actriz Secundária este ano, pelo seu papel em "Nas Nuvens", ao lado de George Clooney. Ainda não se sabe quem vai dar corpo a Eduardo VIII.
Quem também está prestes a regressar ao cinema, mas na condição de retratado, é o desaparecido líder dos Nirvana, Kurt Cobain.Segundo o site Hollywood Reporter, a Universal Pictures confirmou que está em negociações com Oren Moverman - realizador do filme "The Messenger" - para levar à sétima arte uma adaptação da biografia de Cobain, "Heavier Than Heaven" de Charles R. Cross. O argumento estará a cargo de David Benioff, autor dos guiões de "Wolverine" e "O Menino de Cabul".Cross, o autor do livro, vai trabalhar como consultor do biopic. O jornalista mostra-se optimista com a escolha de Moverman para tomar conta da realização: «Moverman já trabalhou em filmes sérios e em filmes sobre músicos, como é o caso de "I'm Not There" sobre Bob Dylan, o que só pode ser um bom antecedente para se fazer um filme sobre a vida de Cobain", comentou Cross à Rolling Stone.
A mesma fonte indica que a Universal já garantiu todos os direitos necessários para usar as composições originais de Cobain e dos Nirvana no filme. Recorde-se que, em 2005, Gus Van Sant já tinha retratado os últimos momentos da vida de Kurt Cobain no filme "The Last Days", mas sem usar a música e o nome do falecido compositor. Em 2007, também se estreou um filme chamado "Kurt Cobain: About a Son", sem que qualquer tema dos Nirvana fizesse parte da banda sonora.A confirmação de um novo biopic sobre Kurt Cobain coincidiu com aquele que seria o 43º aniversário do músico. Cobain nasceu no dia 20 de Fevereiro de 1967.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Álbum solo de Slash terá Ozzy Osbourne e Lemmy Kilmister, do Motorhead



Iggy Pop, Kid Rock e Fergie também participam do projeto.Lançamento está previsto para abril


Ozzy Osbourne, ex-vocalista dos Black Sabbath, e Lemmy Kilmister, cantor do Motorhead, são alguns dos artistas que colaboraram com Slash no álbum solo do guitarrista, com lançamento previsto para abril, informou o site da revista norte-americana “Rolling Stone”.“Ouço Ozzy desde os meus 13 anos. Sentar ao seu lado enquanto ele está compondo e praticando os vocais foi realmente uma viagem”, disse o ex-músico do Guns and Roses à publicação. Já Lemmy, a quem Slash chama de “personificação do rock and roll”, fez algumas “exigências” para participar do projeto. “Antes de irmos para o estúdio, ele me ligou e disse: ‘Precisamos de batatas fritas e Jack Daniels’, o que me fez lembrar muito de mim mesmo. Ele apareceu com seu baixo e foi ótimo”, contou Slash.
Burocracia
O guitarrista explica que levou mais tempo cuidando da parte burocrática do projecto do que propriamente compondo o reportório.“Ao todo foram quatro meses de trabalho. Compus todo o material e gravei demos para enviar aos cantores. Mas o que me tomou mais tempo foi conseguir licenciamento para os diferentes cantores junto às gravadoras”, revelou. O disco também terá as participações de Iggy Pop, Kid Rock, Adam Levine e Fergie, dos Black Eyed Peas, com quem Slash se apresentou numa festa pré-Grammy promovida pelo executivo da indústria fonográfica americana Clive Davis, no mês passado.“Acho que as pessoas vão pirar quando ouvirem do que Fergie é capaz. Eu realmente queria fazer algo com ela para que as pessoas pudessem conhecer seu lado rock and roll”, disse.
Shows
Slash, que está montando uma banda para entrar em turnê durante o verão americano, adiantou que já contratou o cantor Myles Kennedy, da banda Alter Bridge, para os vocais.“Ele pode cantar qualquer coisa, tanto as músicas do novo disco, como as do Velvet Revolver, do Guns and Roses e do Snakepit. Será um ótimo show”, destacou o Guitarrista



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Prémios Bafta


No calendário anglo-saxónico, os BAFTA — atribuídos pela British Academy of Film and Television Arts — constituem uma das derradeiras etapas antes dos Oscars. Em cerimónia realizada em Londres (Theater Royal), na noite de domingo, Estado de Guerra/The Hurt Locker, sobre a guerra no Iraque, foi distinguido como melhor filme de 2009, com a sua autora, Kathryn Bigelow [foto], a receber o prémio de melhor realização. Primeira mulher a conquistar esta distinção, Bigelow disse no seu discurso de agradecimento: "Gostava de dedicar este prémio à persistência na necessidade de encontrar uma solução para a paz".Estado de Guerra arrecadou seis prémios, acrescentando aos dois já referidos os de argumento original, fotografia, montagem e som. Fish Tank, de Andre Arnold, e Moon/O Outro Lado da Lua, de Duncan Jones, foram os eleitos em duas categorias nacionais: melhor filme britânico e melhor primeiro filme britânico, respectivamente. Na área de interpretação, os premiados foram Colin Firth (actor, Um Homem Singular), Carey Mulligan (actriz, Uma Outra Educação), Christoph Waltz (actor secundário, Sacanas Sem Lei) e Mo'Nique (actriz secundária, Precious). Vanessa Redgrave foi homenageada com um prémio honorário — no site dos BAFTA, encontramos o balanço da cerimónia e a lista dos vencedores.
fonte: sound+vision

sábado, 20 de fevereiro de 2010

The Madcap Laughs 40 anos depois


Continua a ser um álbum que ouço quase semanalmente. Genial!
O afastamento de Syd Barrett dos Pink Floyd não representou um imediato ponto final na sua carreira na música. Ainda em 1968, Barrett registou uma série de sessões, que todavia deixou incompletas. Retomado mais tarde, o trabalho do qual nasceria o primeiro álbum a solo de Syd Barrett envolveu músicos dos Soft Machine e Humble Pie, trabalhando estes sobre esboços e maquetes para voz e guitarra gravados pelo ex-Pink Floyd. Roger Waters e David Gilmour chegaram também a colaborar na etapa final da produção de um álbum que acabaria editado em Janeiro de 1970. É um disco assombrado, belo, frágil. E em tudo herdeiro das mesmas visões que, três anos antes, haviam gerado os melhores momentos de toda a obra dos Pink Floyd, mas caminhando agora por caminhos mais sombrios. 40 anos depois, a evocação de The Madcap Laughs (e da figura e obra de Syd Barrett) são justificado tema de capa da mais recente edição da Mojo.


Os 40 anos da edição de The Madcap Laughs geraram não apenas um dossier alargado na mais recente edição da revista Mojo (capa ao lado), como foi ponto de partida para a criação de mais um disco de tributo, na mesma linha dos que, nos tempos mais recentes, esta publicação britânica dedicou a álbuns como Abbey Road, dos Beatles, ou The Wall, dos Pink Floyd. Com o título The Madcap Laughs Again, o disco de tributo revisita na íntegra o álbum de Syd Barrett, entregando cada um dos temas a um nome diferente. Assim, entre outras, aqui contamos com versões de Terrapin pelo colectivo Field Music, No Good Trying por J Mascis, Dark Globe pelos R.E.M., Octopus por Captain Sensible, Golden Hair por Hope Sandoval com os The Warm Intentions, Feel por Cate Le Bom, Late Night por Marc Almond ou ainda Gark Globe (em segunda leitura, esta gravada ao vivo), por Robyn Hitchcock.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Bob Dylan , Joan Baez e Obama

Bob Dylan e Joan Baez (os dois na foto) são dois dos músicos convidados pelo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para tocarem num evento dedicado à música de intervenção que vai 'invadir' esta noite a Casa Branca, em Washington.Obama e a esposa Michelle estão a celebrar o mês da história afro-americana nos EUA. Esta gala recorda os movimentos pelos direitos civis dos anos 60, uma época em que a música e os artistas tiveram uma importância fundamental para a eminente mudança de mentalidades.
Se Dylan e Baez tocarem de facto juntos esta noite, este será um momento único e de certa forma histórico, já que os dois compositores e símbolos de uma geração já não actuam juntos desde os anos 70. Os dois intérpretes foram uma das faces da Marcha Pelo Trabalho e Pela Liberdade, organizada por Martin Luther King em 1963, naquela que marcou a primeira vez que os dois cantores estiveram na Casa Branca.
John Legend, John Mellencamp, Bernice Johnson Reagon, Natalie Cole e Jennifer Hudson, entre muito outros, acompanham os dois míticos cantautores no evento desta noite. Robert De Niro, Morgan Freeman, Queen Latifah e Joanne Woodward são os oradores convidados.O evento vai ser transmitido em directo no site whitehouse.gov.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

My Way do Sinatra é Mortal !


Uma reportagem do New York Times apurou que o clássico de Frank Sinatra, 'My Way', tem contribuído para vários assassinatos e outras situações de grande violência nos numerosos bares de karaoke que se espalham pelas Filipinas. A famosa canção consta já numa subcategoria de crimes, definido como «The My Way Killings». Segundo os relatórios policiais filipinos, a música popularizada por Sinatra provocou no mínimo seis mortes na passada década.


Segundo o jornal nova-iorquino, há varios factores que alimentam este sinistro fenómeno:
- a violência social das Filipinas.
- o porte descontrolado de armas no país asiático.
- a exagerada importância dada aos karaokes e às várias normas de etiqueta nas suas interpretações.
- o conhecimento profundo da letra de 'My Way' pelos filipinos.
- o orgulho a que apela a canção na versão inglesa escrita por Paul Anka, pensada para a personalidade forte e caprichosa de Frank Sinatra.


A música tem vindo a ser banida das playlists das máquinas de karaoke que abundam nas áreas rurais e urbanas do país. A desafinação ou as gargalhadas da assistência são outras situações que conduzem à violência nos vários bares de karaoke filipinos, especialmente se for 'My Way' a canção interpretada.
Trocas de murros e uso de armas brancas são outras situações de distúrbios relatadas.