
Here are the young men, the weight on their shoulders Here are the young men, well where have they been?
domingo, 24 de janeiro de 2010
Filmes do Festival Sundance no Youtube

sábado, 23 de janeiro de 2010
Paul Simon e Art Garfunkel também ainda mexem
Paul Simon e Art Garfunkel vão voltar a estar juntos no mesmo palco no próximo dia 24 de Abril. O concerto no New Orleans Jazz and Heritage Festival marca a segunda reunião em um ano da dupla que ficou celebrizada como Simon & Garfunkel, depois de um espectáculo em Nova Iorque, em Fevereiro de 2009.Esta será a estreia de Art Garfunkel no festival da cidade que viu nascer o jazz. De acordo com o New York Times, este será também o único concerto do duo em solo norte-americano este ano. Os rumores de uma possível reunião começaram o ano passado depois do concerto em Nova Iorque, mas o regresso a tempo inteiro dos autores de 'Mrs Robinson' não parece estar para breve.Lionel Ritchie, My Morning Jacket, Pearl Jam, Aretha Franklin, Van Morrison e B.B. King são outros dos nomes do cartaz de luxo da edição deste ano do JazzFest de New Orleans.sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Stephin Merritt em documentário

Stephin Merritt, dos Magnetic Fields, vai ser protagonista de um documentário sobre a sua vida e obra. Kerthy Fix e Gail O’Hara, que assinam a realização, acompanharam-no e ao seu o grupo (e projectos paralelos) durante dez anos, muitas vezes observando espaços da sua vida pessoal, juntando ainda à música um olhar sobre o seu trabalho de escrita, da Spin à Time Out nova-iorquina. O filme, ainda sem título anunciado, deverá ser estreado em São Francisco esta primavera.
fonte: http://sound--vision.blogspot.com/
As Praias de Agnès (Les plages d'Agnès),
Sobre uma velhinha, falante e gorda
“Se você abrir uma pessoa, irá achar paisagens. Se me abrir, encontrará praias”. É assim que Agnès Varda apresenta seu mais novo (e, segundo ela, último) filme. Através das praias, ela atualiza seu passado, a infância em Bruxelas, a juventude no Mediterrâneo, para onde sua família se mudou durante a Segunda Guerra, o período como fotógrafa, o casamento com Jacques Demy, o feminismo, as viagens. Com entrevistas, fotografias, reportagens e trechos de suas obras, tudo empregado como uma espécie de álbum de família, Varda monta um ensaio sobre sua vida e obra. Uma tentativa exploratória e aberta de compreender retrospectivamente as formas em que sua vida e seu cinema evoluíram juntos, de maneira indissociável, organicamente.
"Praias não têm idade", diz Varda. Aqui, elas funcionam como máquinas do tempo. São também espaços privilegiados para o tipo de jogo criativo que interessa a Varda: da recriação de memórias de infância evocadas por fotografias de família, à construção de uma espécie de instalação ao ar livre composta por uma série de espelhos. As paisagens e retratos espontâneos capturados pelos espelhos expressam uma reflexão colocada no e pelo filme a respeito das limitações do cinema, que, para Varda, transborda um caráter inextricavelmente autobiográfico. Afinal, olhar para os outros é também colocar-se à vista. E ao se olhar no espelho, Varda vê Jean Vilar, Alain Resnais, Jean-Luc Godard, Jane Birkin, Jim Morrison, Chris Marker (materializado na forma de seu gato cartoon, uma espécie de marca do recluso cineasta), e, claro, acima de todos, Jacques Demy, o núcleo emocional do filme.
"Eu estou fazendo o papel de uma velhinha, falante e gorda", nos diz Varda (aos 81 anos) logo na primeira seqüência do filme. Simples, direta e bem humorada, a cineasta expressa seu engajamento, afetividade e humor. O filme se afirma em uma subjetividade assumida. É importante, neste sentido, ressaltar a narração em off feita por uma mulher. Pode parecer banal, mas é algo que até bem pouco tempo inexistia na tradição do cinema documental. Curioso como as escolhas de Varda são sempre evidentes. Ela não parece se preocupar com uma idéia de totalidade dos objetos, pessoas e espaços que retrata, fazendo escolhas por vezes arbitrárias, deixando de lado uma série de elementos representativos. Durante qualquer documentário, é natural que o cineasta se depare com um sem-número de situações paralelas que, apesar de interessantes, não se relacionam em nada com o assunto central do filme. Varda se deixar levar por elas.
A cineasta não está mais em um lugar a ser documentado ou meramente explorado com a câmera. O que se vê é tentativa de inventar formas de explorar lugares que se ligam à vezes por tênues linhas de conexão. Ou seja: Varda reivindica para si o filme. Sua câmera parece ter uma existência própria. Talvez, dessa impressão de uma subjetividade sempre presente, venha a sensação de que seus filmes têm um teor de autobiografia: não porque falam de narrativas de um suposto mundo real da cineasta, mas porque ela faz uso desse poder da observação, da manifestação do seu olhar. Mais do que isso. Podemos pensar nos espelhos estendidos na praia. Ali temos alguém que assiste as imagens, temos alguém que fabrica imagens, e alguém que atua nessas imagens. Ator, espectador e realizador em um mesmo dispositivo e pessoa – algo que já marcava Os Catadores e Eu, um filme irmão deste As Praias.
A subjetividade nesse filme está muito mais ligada a uma certa maneira de olhar o mundo em um determinado momento do que às histórias de vida do diretor. Este é o tipo de articulação que Varda estabelece entre a sua subjetividade e as coisas e pessoas que ela filma. Mesmo quando a cineasta protagoniza as atenções, é sempre em relação a algo que não é ela. Não é à toa que Varda constrói dispositivos de filmagem para se liberar de suas histórias pessoais. A idéia é sempre capturar o que surge deste encontro com o mundo. O que interessa a Varda, como ela não se cansa de repetir, são os outros. Em determina seqüência, Varda monta uma reunião de família puramente cinematográfica entre um ator há muito falecido (amigo da cineasta que participou das filmagens de seu primeiro longa, La pointe courte) e os filhos dele, ambos já em seus 50 anos. Varda monta um dispositivo curioso: um projetor colocado numa carroça; os filhos empurram a carroça, enquanto o projetor exibe imagens recentemente descobertas do pai deles, registradas pouco antes da morte prematura do intérprete, no período de filmagens de La pointe courte. Esta bela cena sublinha a intimidade incomum que os filmes Varda alimentam com seus personagens e situações, deixando claro ao mesmo tempo a visão de cinema da cineasta como um ato essencialmente generoso, um compromisso com o mundo que deseja sempre dar algo de volta para as pessoas e lugares que a inspiram.
Assim como em Catadores e Eu, em As Praias a dimensão ensaística do documentário de Varda surge como um exercício de pensamento, como lugar e meio de uma reflexão sobre o tempo, a imagem e o cinema. Este é um filme que carrega em suas imagens a marca indelével da contingência, da fragilidade do momento mesmo em que elas foram filmadas. E assim, Varda enseja cinematograficamente a idéia de que a memória não é algo arquivado, inerte. Suas memórias são ativas, sempre em movimento, prestes a serem atualizadas em um exercício brincalhão. A cineasta tampouco acessa suas lembranças, mas é por elas tomada: "Eu estou viva, e eu me lembro", diz a cineasta na última cena do filme. Varda abraça mais uma vez a natureza frágil, lacunar e misteriosa da imagem. As Praias é um filme voltado para o presente, menos a exploração da memória e do passado do que a narrativa de um aprendizado, um processo de criação que concede a um complexo e virtual objeto/tema uma imagem atual, particular e contingente. A maior alegria, porém, é o espírito lúdico com o qual Varda anima os que estão ao seu redor, incluindo nós, espectadores, e o seu próprio filme. Com um bom humor e uma curiosidade intransigentes, ela compartilha cada descoberta e pequenos momentos de prazer e tristeza. Difícil não ser seduzido.
fonte: http://www.revistacinetica.com.br/praiasdeagnesjulio.htm
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Smashing Pumpkins ainda mexem

A canção dos Smashing Pumpkins 'Widow Wake My Mind' vai estar disponível para download livre no MySpace do grupo e também no site oficial. Basta clicar na barra do topo do MySpace para poder ter em sua posse o tema..
Depois de 'A Song for a Son', 'Widow Wake My Mind' é a segunda canção de "Teargarden By Kaleidyscope" de acesso grátis a todos os internautas.
"Teargarden By Kaleidyscope" é o primeiro lançamento não-convencional dos Smashing Pumpkins, que passaram a prescindir das edições tradicionais. A banda, que tem como único fundador resistente o líder de sempre Billy Corgan, vai lançar à vez cada um dos 44 temas alinhados para "Teargarden By Kaleidyscope" que será uma caixa de 4 EPs de 11 temas cada.
Os Smashing Pumpkins foram uma das maiores bandas de rock alternativo dos anos 1990, tendo ganho nome com álbuns de referência como "Siamese Dream" (de 1993) e o duplo "Mellon Collie and the Infinite Sadness" (de 1995).
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Erich Segal ( 1937 - 2010)

Se há filme que pode simbolizar a decomposição do imaginário hippie no cinema americano dos anos 60 e o retorno das matrizes românticas, é este: Love Story (1970), uma realização de Arthur Hiller, com o par Ryan O'Neal/Ali MacGraw. Uma das suas linhas de diálogo — "o amor significa nunca ter de pedir desculpa" [incluída no cartaz] — ficou como emblema de um tempo e uma geração. Quem a escreveu foi Erich Segal, autor do romance em que o filme se baseia — hoje chegou a notícia da sua morte, ocorrida a 17 de Janeiro, contava 72 anos.

Natural de Nova Iorque, formado pela Universidade de Harvard, Erich Segal iniciou-se no cinema como argumentista de O Submarino Amarelo (1968), o célebre filme de animação com os Beatles (Robert Zemeckis trabalha, actualmente, num remake com lançamento previsto para 2012). Love Story começou por ser um projecto de argumento: a sua transformação em romance transformá-lo-ia no maior sucesso literário nos EUA, em 1970; a adaptação cinematográfica, lançada no final desse ano, viria a ser recordista de receitas em 1971. Segal prosseguiu o seu trabalho em cinema, nomeadamente em Oliver's Story (1977), uma continuação de Love Story, publicando também mais alguns romances, embora nunca abandonando a actividade docente: deu aulas de Latim e Grego nas universidades de Harvard, Yale e Princeton, até integrar o Wolfson College (Oxford) como investigador e professor honorário. Atingido já há muitos anos pela doença de Parkinson, faleceu em Londres, vitimado por um ataque cardíaco.
>>> Obituário no New York Times.
Charlotte Gainsbourg e Beck
É uma das parcerias que mais prometem para este ano. Charlotte Gainsbourg e Beck juntaram-se para gravar um álbum (que apresentará como protagonista o nome da cantora). Com o título Irm, o disco será editado na próxima semana. Aqui fica um primeiro aperitivo, no teledisco de Heaven Can Wait, com realização de Keith Schofield.terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Joy Division cover designer Peter Saville makes rare LA appearance

Renowned designer Peter Saville, who created iconic album covers for bands including Joy Division, New Order, Suede and Roxy Music, gave his first ever public discussion in Los Angeles about his work last night (April 1).
The Manchester native took part in a Q&A in Beverly Hills in which he discussed his time working with Tony Wilson at Factory Records in the late 1970s and early 1980s, and the Hacienda nightclub, as well as his new role as Creative Director for the City of Manchester.
"We founded Factory Records out of idealism and naivety," he said of the legendary label that was home to Joy Division, New Order and Happy Mondays. He went on to explain that the first money the label made came after Joy Division's singer Ian Curtis died, and they didn't know what to do with it.
"There was a hole in the ground in Manchester and we proceeded to throw Joy Division's money into it and then New Order's," he said, referring to the Hacienda nightclub where the 'Madchester' scene was born.
Speaking about his design philosophy, he said, "I made things the way I wanted them to look. I made covers as objects I wanted to have in my life." He admitted to learning from his clients including Pulp's Jarvis Cocker and Roxy Music's Bryan Ferry.
Lastly, he touched on his new role promoting arts in the northern English industrial city. "Coming from a second city that's not the capitol helps you raise your game, and that's a good thing," he said.
The Charlatans frontman Tim Burgess spun tunes at a reception following the discussion.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Avatar foi o grande vencedor dos Globos de Ouro

Ao sucesso comercial (o filme parece estar a caminho de se tornar no "blockbuster" mais lucrativo de sempre), "Avatar" começa a juntar os prémios. James Cameron subiu esta madrugada por duas vezes ao palco, do Hotel Hilton de Beverly Hills, Califórnia, para receber os Globos de Ouro de Melhor Filme Dramático e de Melhor Realizador, algo que já lhe acontecera há 12 anos com "Titanic".
O sucesso nos Globos de Ouro - os prémios da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood - é considerado um bom presságio para os Óscares (o que aliás se verificou com "Titanic", que conquistaria depois 11 estatuetas douradas). Desta vez, em lugar de se declarar "Rei do Mundo", James Cameron disse ser o rei de território alienígena.
"Avatar pede-nos para percebermos que tudo está ligado, todos os seres humanos entre si, e nós com a Terra. E se precisamos de viajar quatro anos-luz e meio, até um planeta inventado para apreciarmos este milagre do mundo que temos aqui mesmo, bem sabem, esse é justamente o encanto do cinema, a sua magia", exclamou o realizador canadiano.
O Globo de Ouro para Melhor Actor em Drama foi para Jeff Bridges ("Crazy Heart"); Melhor Actriz em Drama: Sandra Bullock ("O Lado Cego"); Melhor Comédia ou Filme Musical: "Very Bad Trip"; Melhor Actriz em Comédia ou Filme Musical: Meryl Streep ("Julie & Julia"); Melhor Actor em Comédia ou Filme Musical: Robert Downey Jr ("Sherlock Holmes"); Melhor cenário: "Nas Nuvens"; Melhor actor secundário: Christoph Waltz ("Sacanas Sem Lei"); Melhor actriz secundária: Mónique ("Precious"); Melhor filme estrangeiro: "O Laço Branco"; Melhor filme de animação: "Up - Altamente".
Cerimónia marcada por apelos de ajuda ao Haiti
A 67ª cerimónia de entrega dos Globos de Ouro foi marcada pelo apelo à solidariedade para com as vítimas do sismo no Haiti com Nicole Kidman e Maggie Gyllenhaal pediram fundos para ajudar os haitianos.
A actriz australiana Nicole Kidman, que apresentou o primeiro prémio da noite, recordou o drama que vivem centenas de milhares de haitianos em consequência do forte sismo que devastou o país na passada terça-feira.
O actor George Clooney, que participa numa parte do programa que se realizará em Los Angeles, disse antes do início da gala esperar que a sua participação sirva para conseguir fundos apesar dos tempos difíceis que todos vivem.
Num outro momento da gala, a actriz Maggie Gyllenhaal apelou aos telespectadores para serem "generosos" nos donativos através do site do canal NBC, que transmitiu em directo a cerimónia.
O cómico britânico Rickye Gervais, o apresentador da gala, ostentou na lapela um laço de apoio às vítimas do sismo no Haiti, no que foi seguido por muitos dos artistas que subiram ao palco para anunciar os Globos de Ouro, entre outros, Paul McCartney, Cheer, Jane Krakowski, Harrison Ford, Tom Hanks, Cameron Díaz e Colin Farrell.
"Esta noite não podemos falar apenas de cinema. Temos a obrigação e a responsabilidade de ajudar no que pudermos", declarou a actriz espanhola Penélope Cruz, que mais uma vez viu escapar-lhe um Globo de Ouro.
domingo, 17 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
Art Vinyl ~ prémios

O prêmio Art Vinyl foi criado há cinco anos para valorizar o trabalho artístico das capas de disco de vinil.
A primeira edição foi realizada em 2005. Neste ano, um painel de especialistas em música da indústria fonográfica e da imprensa selecionou 50 capas, que em seguida foram disponibilizadas na internet para a votação popular.
A capa do disco The Resistance, da banda Muse, foi a mais votada, seguida pela do álbum Journal for Plagued Lovers, dos Manic Street Preachers, e da capa do álbum de Fever Ray.
"Mais uma vez, estamos promovendo a arte das capas de disco", disse o organizador e criador do prêmio Andrew Heeps. "A pesquisa sobre o Melhor da Arte em Vinil, já no seu quinto ano, nos dá um instantâneo único da arte popular e do design e este ano não é exceção."
"O prêmio Art Vinyl trata de comemorar a ressonância emocional dos melhores desenhos de capa de 2009 e homenagear alguns dos heróis desconhecidos da arte e do design, que oferecem identidade visual para tantas bandas e artistas", acrescentou Heeps.
As 50 capas selecionadas foram expostas em Londres, Birmingham e Folkestone. As vencedoras também serão expostas no mês de janeiro.

Foi o primeiro a abandonar o barco, quando se prenunciou o naufrágio. Quando a família já estava meio submersa pela tragédia. Anunciam-se ventos, intempéries, tormentas e vendavais, no novo filme de Coppola. Armam-se as velas, lançam-se os alertas, tocam os alarmes a rebate, preparamo-nos para enfrentar fatalidades e infortúnios. O filme arranca logo em estado de emergência, em alerta laranja ou quase vermelho. E afinal, a tormenta que se avizinha redunda numa vaga de molhar os pés. A tempestade pariu uma ondinha, e a montanha uma ratazana – com a dimensão trágica de um hamster.Por ter este anti-clímax decepcionante, Tetro não deixa de ser um filme extraordinário. Porque tem um realizador extraordinário, que agora nesta fase já faz o que quer e como quer, corre os riscos que lhe apetece (como fazer um filme a preto e branco parcialmente falado em castelhano da argentina), sem se deixar marionetar (esta palavra existe?) pelos grandes produtores de Hollywood. E porque tem uma fotografia a preto e branco poderosíssima (a cargo do jovem romeno Mihai Malaimare, com quem Coppola já trabalhara em Juventude sem Juventude – e que, por acaso, também esteve com o realizador em Portugal, durante o Estoril Film Festival).Depois de Rumble Fish (1983), Tetro marca o regresso de Coppola ao preto e branco, como o dos grandes realizadores que admira. Noventa por cento de Tetro tem esta tonalidade sombria, dramática e poética (porque o preto e branco não é só ausência de cor).
Também como em Rumble Fish há apontamentos de cor. Coppola inverte as convenções. O presente retrata-se a preto e branco, muito clássico e contrastante, cheio de cinzentos, boas composições de luz e sombra, captadas com uma câmara estática. O passado é a cores, em tons meio esborratados e uma câmara mexida, como as imagens de um homevídeo.Também como em Rumble Fish, o filme fala da relação entre dois irmãos. Vicent Gallo é o irmão mais velho que abandonou a família nos EUA e foi viver para a Argentina – por meras conveniências de produção, explica Coppola, que procura situar os seus filmes em países, onde o câmbio para o dólar seja favorável, como a Argentina ou a Roménia. Por isso, explicou quando esteve cá, é que nunca fará um filme passado em Portugal ou na Europa, onde o euro está demasiado alto.Também escolheu a Argentina para localizar a sua história porque era um pais, explicou, com boa comida, boa música, um país agradável, onde não se importaria de passar os 13 meses de rodagem.Vicent Gallo tem aquele ar meio selvagem e alucinado. Coppola achou-o parecido com o poeta maldito Antonin Artaud. E de facto ele encaixa bem na pele de personagem maldita.O filme tem uma possante introdução de personagem. Tal como se deveria aprender nas escolas de cinema. Ainda antes de aparecer a personagem anuncia-se em todo o seu esplendor. Instala-se com uma força medonha, quase operática. A sua primeira aparição é fantástica, primeiro apenas um gesto que empurra brutalmente uma porta, depois aparece de corpo inteiro, a empurrar cadeiras, a provocar estrondos, com muletas e uma perna engessada. Parece temível, uma espécie de Heathcliff de O Monte dos Vendavais, de espírito irascível e de humores ferozes. Só que, ao contrário, da terrível personagem de Emily Bronte, neste filme todos os argentinos simpatizam imenso com este Tetro, não se percebendo exactamente porquê.
Ele é o homem dos holofotes . As traças atraídas pela sua luz queimam as asas – é a alegoria inicial do filme. Tetro trabalha num teatro de bairro um bocado (um bocado muito) bizarro, e é um poeta incompreendido, um dramaturgo cheio de talento sepultado, mas muito apreciado por outra muito bizarra criatura, uma crítica literária da Patagónia, interpretada por Carmem Maura, que comparece num dos momentos mais descarrilados do filme.Tetro é um ser torturado, porque tem um pai dominador, director de orquestra famoso de ascendência italiana (tal como o pai de Coppola), que impõe que naquela família só haja lugar para um génio. Algo na personagem faz lembrar James Dean em A Leste do Paraíso, de Elia Kazan. O mesmo génio atormentado e muito revoltado, que não consegue agradar ao pai e também tem um irmão bonzinho. Tetro remete para tantos lados, para tantas referências (algumas antagónicas) que não se consegue fixar em nenhuma. E pura e simplesmente a emoção dilui-se. E não transita.
Entretanto, o irmão mais novo chega ao bairro de La Boca, em Buenos Aires, a bordo de um paquete. Todo o que em Tetro é yin, nocturno, sinistro e malévolo, no irmão mais novo é yang, solar, luminoso, simpático, curioso, sorridente. Tudo nele irradia luz e juventude, até o uniforme branco e brilhante, que contrasta com as cores escuras e os blusões de couro envergados pelo seu amargo misterioso irmão.
Alden Ehrenreich foi a grande descoberta de Coppola neste filme. É um novo Leonardo Di Caprio (aliás, parecidíssimo), que tinha apenas 17 anos, quando o realizador lhe fez o casting e lhe deu a ler, não por acaso, Uma Agulha num Palheiro, de J.D. Salinger.
Foi assim que Coppola idealizou a sua vida, a escrever e a realizar os seus próprios argumentos originais. Talvez seja esta tripla combinação (Coppola integralmente dono de um filme seu, Coppola enquanto cineasta de autor – ele é argumentista, realizador e produtor), que faz com que algo não funcione. E com que Tetro seduza tanto e convença tão pouco. Às vezes, estas improváveis coincidências acontecem.
in: http://finalcut-visao.blogspot.com/
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Trocas e baldrocas
Baixista do New Order vai reabrir a Factory
O espaço está desocupado desde 1993, quando o empresário Tony Wilson anunciou o fim da gravadora. A Factory lançou nomes importantes do pós-punk como Joy Division, New Order e Happy Mondays.
As instalações da FAC251 terão assinatura de Ben Kelly, o arquiteto responsável pelo projeto do Hacienda - casa noturna considerada o embrião da cena clubber na Inglaterra. A história da famosa disco é contada no filme “A festa nunca termina”, de Michael Winterbottom.
O novo clube terá três andares, com capacidade para 350 pessoas.
Hook promete se apresentar nas festas do FAC251 tocando hits que fizeram parte do catálogo da Factory, mas também dará espaço para novas bandas.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Dexter tem cancro

Hall foi diagnosticado com Linfoma de Hodgkin, cancro que estará já em remissão, segundo o comunicado divulgado esta quarta-feira pelo actor de 38 anos.
«Tenho a sorte de ter sido diagnosticado com uma doença eminentemente tratável e curável. Agradeço aos meus médicos e enfermeiras pela sua sabedoria e cuidados», escreveu.
São desconhecidos detalhes sobre quando foi feito o diagnóstico e em que unidade hospitalar está Michael C. Hall a receber tratamento.
Hall, também conhecido pela sua participação na série «Sete Palmos de Terra», deverá comparecer, este domingo, na cerimónia dos Globos de Ouro, juntamente com a sua mulher e colega, Jennifer Carpenter ( na foto), que em «Dexter» faz o papel de irmã do assassino em série mais simpático da televisão norte-americana.
Realism is available here... click me!
Singer-songwriter Stephin Merritt originally conceived Realism, The Magnetic Fields’ third Nonesuch release, as a companion to the group’s brash 2008 Distortion, though the more tremulous listeners among us can rest assured they won’t have to frantically reach for the volume-control knob this time. Realism, at least on its decorous surface, comes across as a flipside to Distortion, the aural opposite of that clangorous homage to industrial pop of the Jesus and Mary Chain.
“I thought of the two records as a pair,” Merritt reveals, “and I kind of wanted them to be called True and False. But I couldn’t decide which I wanted to be called True and which I wanted to be called False. They both have to do with the notions of truth and falsehood in recording and music—not particularly with the lyrics but with the production style. Distortion went as far as one could really go in the direction of stylized noise-pop, which is probably the limit of stylization in rock before it turns into some other genre. And Realism is folk, although I couldn’t really bring myself to go all the way with folk. I can’t stand the sound of an acoustic guitar for more than three minutes at a time. So I didn’t go really, really folk, I thought I would go in a ’variety folk’ format, like a Judy Collins or a Judy Henkse album. Most of my favorite records are variety records. Distortion was one monolithic production idea and Realism is a more kaleidoscopic approach to a genre.”
Merritt was inspired by the orchestrated British folk of the late ’60s / early ’70s, which had evolved beyond the strictures of traditional music following sustained exposure to the psychedelic movement, and by the groundbreaking work of arranger-producer Joshua Rifkin on Collins’ In My Life and Wildflowers. Says Merritt, “It was as if the world were put on one record, where you have absolutely no idea what’s coming next. I like that in radio programming. I like it when I’m deejaying, I like doing it on my own records. With Collins’ records, there are hardly any musicians in common from track to track and each song is written by a different person.” Merritt, of course, writes everything himself. “I just pretend to be a lot of different writers.”
He brings the concision of a three-minute pop-song to each of the 13 tracks on Realism. As he puts it, “I like songs short; I don’t go for big statements in general. I find it difficult to listen, say, to Beethoven. I prefer small cozy, charming, subtle things, not masterpieces and epics.” The tracks here range from the trippy, toy-box melodies of "The Dolls' Tea Party" and "Painted Flower" to the almost alarmingly insistent, group sing-along of “We Are Having a Hootenany.” “Seduced and Abandoned,” in which Merritt himself essays the role of a woman impregnated then spurned at the altar, features a sad circus-like melody with mournful tuba; “Interlude” is a spare, elegant ballroom dance, dreamily recalled from afar. There's even a deceptively festive holiday number, “Everything Is One Big Christmas Tree,” featuring a lusty chorus sung in German.
Track Listing:
1. You Must Be Out of Your Mind
2. Interlude
3. We Are Having a Hootenanny
4. I Don't Know What to Say
5. The Dolls' Tea Party
6. Everything Is One Big Christmas Tree
7. Walk a Lonely Road
8. Always Already Gone
9. Seduced and Abandoned
10. Better Things
11. Painted Flower
12. The Dada Polka
13. From a Sinking Boat
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Antichrist
A atmosfera sombria do filme e algumas cenas realmente perturbadoras de sexo e mutilação fizeram com que parte dos jornalistas presentes à sessão neste domingo caísse na gargalhada. Riram de nervosismo, por certo. Pois o anticristo de Von Trier não tem nada, nada mesmo de engraçado.



