quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Erich Segal ( 1937 - 2010)



Se há filme que pode simbolizar a decomposição do imaginário hippie no cinema americano dos anos 60 e o retorno das matrizes românticas, é este: Love Story (1970), uma realização de Arthur Hiller, com o par Ryan O'Neal/Ali MacGraw. Uma das suas linhas de diálogo — "o amor significa nunca ter de pedir desculpa" [incluída no cartaz] — ficou como emblema de um tempo e uma geração. Quem a escreveu foi Erich Segal, autor do romance em que o filme se baseia — hoje chegou a notícia da sua morte, ocorrida a 17 de Janeiro, contava 72 anos.

Natural de Nova Iorque, formado pela Universidade de Harvard, Erich Segal iniciou-se no cinema como argumentista de O Submarino Amarelo (1968), o célebre filme de animação com os Beatles (Robert Zemeckis trabalha, actualmente, num remake com lançamento previsto para 2012). Love Story começou por ser um projecto de argumento: a sua transformação em romance transformá-lo-ia no maior sucesso literário nos EUA, em 1970; a adaptação cinematográfica, lançada no final desse ano, viria a ser recordista de receitas em 1971. Segal prosseguiu o seu trabalho em cinema, nomeadamente em Oliver's Story (1977), uma continuação de Love Story, publicando também mais alguns romances, embora nunca abandonando a actividade docente: deu aulas de Latim e Grego nas universidades de Harvard, Yale e Princeton, até integrar o Wolfson College (Oxford) como investigador e professor honorário. Atingido já há muitos anos pela doença de Parkinson, faleceu em Londres, vitimado por um ataque cardíaco.

>>> Obituário no New York Times.

Charlotte Gainsbourg e Beck

É uma das parcerias que mais prometem para este ano. Charlotte Gainsbourg e Beck juntaram-se para gravar um álbum (que apresentará como protagonista o nome da cantora). Com o título Irm, o disco será editado na próxima semana. Aqui fica um primeiro aperitivo, no teledisco de Heaven Can Wait, com realização de Keith Schofield.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Photo of the day

Joy Division cover designer Peter Saville makes rare LA appearance


The renowned designer discusses his time at Factory Records, new job



Renowned designer Peter Saville, who created iconic album covers for bands including Joy Division, New Order, Suede and Roxy Music, gave his first ever public discussion in Los Angeles about his work last night (April 1).

The Manchester native took part in a Q&A in Beverly Hills in which he discussed his time working with Tony Wilson at Factory Records in the late 1970s and early 1980s, and the Hacienda nightclub, as well as his new role as Creative Director for the City of Manchester.

"We founded Factory Records out of idealism and naivety," he said of the legendary label that was home to Joy Division, New Order and Happy Mondays. He went on to explain that the first money the label made came after Joy Division's singer Ian Curtis died, and they didn't know what to do with it.

"There was a hole in the ground in Manchester and we proceeded to throw Joy Division's money into it and then New Order's," he said, referring to the Hacienda nightclub where the 'Madchester' scene was born.

Speaking about his design philosophy, he said, "I made things the way I wanted them to look. I made covers as objects I wanted to have in my life." He admitted to learning from his clients including Pulp's Jarvis Cocker and Roxy Music's Bryan Ferry.

Lastly, he touched on his new role promoting arts in the northern English industrial city. "Coming from a second city that's not the capitol helps you raise your game, and that's a good thing," he said.

The Charlatans frontman Tim Burgess spun tunes at a reception following the discussion.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Avatar foi o grande vencedor dos Globos de Ouro


O blockbuster de ficção futurista em 3D, "Avatar", valeu a James Cameron a repetição do feito alcançado há 12 anos com "Titanic", conquistando os Globos de Ouro de Melhor Filme Dramático e de Melhor Realizador.

Ao sucesso comercial (o filme parece estar a caminho de se tornar no "blockbuster" mais lucrativo de sempre), "Avatar" começa a juntar os prémios. James Cameron subiu esta madrugada por duas vezes ao palco, do Hotel Hilton de Beverly Hills, Califórnia, para receber os Globos de Ouro de Melhor Filme Dramático e de Melhor Realizador, algo que já lhe acontecera há 12 anos com "Titanic".

O sucesso nos Globos de Ouro - os prémios da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood - é considerado um bom presságio para os Óscares (o que aliás se verificou com "Titanic", que conquistaria depois 11 estatuetas douradas). Desta vez, em lugar de se declarar "Rei do Mundo", James Cameron disse ser o rei de território alienígena.

"Avatar pede-nos para percebermos que tudo está ligado, todos os seres humanos entre si, e nós com a Terra. E se precisamos de viajar quatro anos-luz e meio, até um planeta inventado para apreciarmos este milagre do mundo que temos aqui mesmo, bem sabem, esse é justamente o encanto do cinema, a sua magia", exclamou o realizador canadiano.

O Globo de Ouro para Melhor Actor em Drama foi para Jeff Bridges ("Crazy Heart"); Melhor Actriz em Drama: Sandra Bullock ("O Lado Cego"); Melhor Comédia ou Filme Musical: "Very Bad Trip"; Melhor Actriz em Comédia ou Filme Musical: Meryl Streep ("Julie & Julia"); Melhor Actor em Comédia ou Filme Musical: Robert Downey Jr ("Sherlock Holmes"); Melhor cenário: "Nas Nuvens"; Melhor actor secundário: Christoph Waltz ("Sacanas Sem Lei"); Melhor actriz secundária: Mónique ("Precious"); Melhor filme estrangeiro: "O Laço Branco"; Melhor filme de animação: "Up - Altamente".

Cerimónia marcada por apelos de ajuda ao Haiti
A 67ª cerimónia de entrega dos Globos de Ouro foi marcada pelo apelo à solidariedade para com as vítimas do sismo no Haiti com Nicole Kidman e Maggie Gyllenhaal pediram fundos para ajudar os haitianos.

A actriz australiana Nicole Kidman, que apresentou o primeiro prémio da noite, recordou o drama que vivem centenas de milhares de haitianos em consequência do forte sismo que devastou o país na passada terça-feira.

O actor George Clooney, que participa numa parte do programa que se realizará em Los Angeles, disse antes do início da gala esperar que a sua participação sirva para conseguir fundos apesar dos tempos difíceis que todos vivem.

Num outro momento da gala, a actriz Maggie Gyllenhaal apelou aos telespectadores para serem "generosos" nos donativos através do site do canal NBC, que transmitiu em directo a cerimónia.

O cómico britânico Rickye Gervais, o apresentador da gala, ostentou na lapela um laço de apoio às vítimas do sismo no Haiti, no que foi seguido por muitos dos artistas que subiram ao palco para anunciar os Globos de Ouro, entre outros, Paul McCartney, Cheer, Jane Krakowski, Harrison Ford, Tom Hanks, Cameron Díaz e Colin Farrell.

"Esta noite não podemos falar apenas de cinema. Temos a obrigação e a responsabilidade de ajudar no que pudermos", declarou a actriz espanhola Penélope Cruz, que mais uma vez viu escapar-lhe um Globo de Ouro.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Art Vinyl ~ prémios



O prêmio Art Vinyl foi criado há cinco anos para valorizar o trabalho artístico das capas de disco de vinil.

A primeira edição foi realizada em 2005. Neste ano, um painel de especialistas em música da indústria fonográfica e da imprensa selecionou 50 capas, que em seguida foram disponibilizadas na internet para a votação popular.

A capa do disco The Resistance, da banda Muse, foi a mais votada, seguida pela do álbum Journal for Plagued Lovers, dos Manic Street Preachers, e da capa do álbum de Fever Ray.

"Mais uma vez, estamos promovendo a arte das capas de disco", disse o organizador e criador do prêmio Andrew Heeps. "A pesquisa sobre o Melhor da Arte em Vinil, já no seu quinto ano, nos dá um instantâneo único da arte popular e do design e este ano não é exceção."

"O prêmio Art Vinyl trata de comemorar a ressonância emocional dos melhores desenhos de capa de 2009 e homenagear alguns dos heróis desconhecidos da arte e do design, que oferecem identidade visual para tantas bandas e artistas", acrescentou Heeps.

As 50 capas selecionadas foram expostas em Londres, Birmingham e Folkestone. As vencedoras também serão expostas no mês de janeiro.



FUCK THE WEATHER


Todos os barcos precisam da sua ratazana. É um facto. Tetro, a personagem que dá título ao novo filme de Coppola, é uma ratazana.
Foi o primeiro a abandonar o barco, quando se prenunciou o naufrágio. Quando a família já estava meio submersa pela tragédia. Anunciam-se ventos, intempéries, tormentas e vendavais, no novo filme de Coppola. Armam-se as velas, lançam-se os alertas, tocam os alarmes a rebate, preparamo-nos para enfrentar fatalidades e infortúnios. O filme arranca logo em estado de emergência, em alerta laranja ou quase vermelho. E afinal, a tormenta que se avizinha redunda numa vaga de molhar os pés. A tempestade pariu uma ondinha, e a montanha uma ratazana – com a dimensão trágica de um hamster.Por ter este anti-clímax decepcionante, Tetro não deixa de ser um filme extraordinário. Porque tem um realizador extraordinário, que agora nesta fase já faz o que quer e como quer, corre os riscos que lhe apetece (como fazer um filme a preto e branco parcialmente falado em castelhano da argentina), sem se deixar marionetar (esta palavra existe?) pelos grandes produtores de Hollywood. E porque tem uma fotografia a preto e branco poderosíssima (a cargo do jovem romeno Mihai Malaimare, com quem Coppola já trabalhara em Juventude sem Juventude – e que, por acaso, também esteve com o realizador em Portugal, durante o Estoril Film Festival).Depois de Rumble Fish (1983), Tetro marca o regresso de Coppola ao preto e branco, como o dos grandes realizadores que admira. Noventa por cento de Tetro tem esta tonalidade sombria, dramática e poética (porque o preto e branco não é só ausência de cor).
Também como em Rumble Fish há apontamentos de cor. Coppola inverte as convenções. O presente retrata-se a preto e branco, muito clássico e contrastante, cheio de cinzentos, boas composições de luz e sombra, captadas com uma câmara estática. O passado é a cores, em tons meio esborratados e uma câmara mexida, como as imagens de um homevídeo.Também como em Rumble Fish, o filme fala da relação entre dois irmãos. Vicent Gallo é o irmão mais velho que abandonou a família nos EUA e foi viver para a Argentina – por meras conveniências de produção, explica Coppola, que procura situar os seus filmes em países, onde o câmbio para o dólar seja favorável, como a Argentina ou a Roménia. Por isso, explicou quando esteve cá, é que nunca fará um filme passado em Portugal ou na Europa, onde o euro está demasiado alto.Também escolheu a Argentina para localizar a sua história porque era um pais, explicou, com boa comida, boa música, um país agradável, onde não se importaria de passar os 13 meses de rodagem.Vicent Gallo tem aquele ar meio selvagem e alucinado. Coppola achou-o parecido com o poeta maldito Antonin Artaud. E de facto ele encaixa bem na pele de personagem maldita.O filme tem uma possante introdução de personagem. Tal como se deveria aprender nas escolas de cinema. Ainda antes de aparecer a personagem anuncia-se em todo o seu esplendor. Instala-se com uma força medonha, quase operática. A sua primeira aparição é fantástica, primeiro apenas um gesto que empurra brutalmente uma porta, depois aparece de corpo inteiro, a empurrar cadeiras, a provocar estrondos, com muletas e uma perna engessada. Parece temível, uma espécie de Heathcliff de O Monte dos Vendavais, de espírito irascível e de humores ferozes. Só que, ao contrário, da terrível personagem de Emily Bronte, neste filme todos os argentinos simpatizam imenso com este Tetro, não se percebendo exactamente porquê.
Ele é o homem dos holofotes . As traças atraídas pela sua luz queimam as asas – é a alegoria inicial do filme. Tetro trabalha num teatro de bairro um bocado (um bocado muito) bizarro, e é um poeta incompreendido, um dramaturgo cheio de talento sepultado, mas muito apreciado por outra muito bizarra criatura, uma crítica literária da Patagónia, interpretada por Carmem Maura, que comparece num dos momentos mais descarrilados do filme.Tetro é um ser torturado, porque tem um pai dominador, director de orquestra famoso de ascendência italiana (tal como o pai de Coppola), que impõe que naquela família só haja lugar para um génio. Algo na personagem faz lembrar James Dean em A Leste do Paraíso, de Elia Kazan. O mesmo génio atormentado e muito revoltado, que não consegue agradar ao pai e também tem um irmão bonzinho. Tetro remete para tantos lados, para tantas referências (algumas antagónicas) que não se consegue fixar em nenhuma. E pura e simplesmente a emoção dilui-se. E não transita.
Entretanto, o irmão mais novo chega ao bairro de La Boca, em Buenos Aires, a bordo de um paquete. Todo o que em Tetro é yin, nocturno, sinistro e malévolo, no irmão mais novo é yang, solar, luminoso, simpático, curioso, sorridente. Tudo nele irradia luz e juventude, até o uniforme branco e brilhante, que contrasta com as cores escuras e os blusões de couro envergados pelo seu amargo misterioso irmão.
Alden Ehrenreich foi a grande descoberta de Coppola neste filme. É um novo Leonardo Di Caprio (aliás, parecidíssimo), que tinha apenas 17 anos, quando o realizador lhe fez o casting e lhe deu a ler, não por acaso, Uma Agulha num Palheiro, de J.D. Salinger.
Foi assim que Coppola idealizou a sua vida, a escrever e a realizar os seus próprios argumentos originais. Talvez seja esta tripla combinação (Coppola integralmente dono de um filme seu, Coppola enquanto cineasta de autor – ele é argumentista, realizador e produtor), que faz com que algo não funcione. E com que Tetro seduza tanto e convença tão pouco. Às vezes, estas improváveis coincidências acontecem.

in: http://finalcut-visao.blogspot.com/

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Trocas e baldrocas

A primeira das trocas toma-lá-dá-cá que Peter Gabriel está a construir em torno do seu novo álbum tem como parceiro Stephin Merritt e os seus Magnetic Fields. Assim sendo, o primeiro single a extraír do novo álbum de Peter Gabriel será uma versão de The Book Of Love, dos Magnetic Fields. No mesmo single, a editar a 30 de Janeiro, os Magnetic Fields apresentam uma versão de Not One Of Us, original de Gabriel.

Baixista do New Order vai reabrir a Factory


Peter Hook vai transformar o antigo prédio da editora em discoteca.FAC251 promete hits do Happy Mondays, Joy Division e novas bandas



A editora Factory – um dos nomes mais importantes para a divulgação da música eletrônica inglesa nos anos 80 – vai reabrir suas portas em Manchester. Segundo informa a BBC nesta quarta-feira (13), Peter Hook, baixista do New Order, inaugura no próximo dia 29 no mesmo local onde funcionavam os escritórios da empresa, a casa de shows FAC251.

O espaço está desocupado desde 1993, quando o empresário Tony Wilson anunciou o fim da gravadora. A Factory lançou nomes importantes do pós-punk como Joy Division, New Order e Happy Mondays.

As instalações da FAC251 terão assinatura de Ben Kelly, o arquiteto responsável pelo projeto do Hacienda - casa noturna considerada o embrião da cena clubber na Inglaterra. A história da famosa disco é contada no filme “A festa nunca termina”, de Michael Winterbottom.

O novo clube terá três andares, com capacidade para 350 pessoas.

Hook promete se apresentar nas festas do FAC251 tocando hits que fizeram parte do catálogo da Factory, mas também dará espaço para novas bandas.





quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Dexter tem cancro


O actor Michael C. Hall, o detective Dexter Morgan da série televisiva «Dexter», anunciou que está a ser submetido a um cancro do sistema linfático, noticia o jornal «The Huffington Post».

Hall foi diagnosticado com Linfoma de Hodgkin, cancro que estará já em remissão, segundo o comunicado divulgado esta quarta-feira pelo actor de 38 anos.

«Tenho a sorte de ter sido diagnosticado com uma doença eminentemente tratável e curável. Agradeço aos meus médicos e enfermeiras pela sua sabedoria e cuidados», escreveu.

São desconhecidos detalhes sobre quando foi feito o diagnóstico e em que unidade hospitalar está Michael C. Hall a receber tratamento.

Hall, também conhecido pela sua participação na série «Sete Palmos de Terra», deverá comparecer, este domingo, na cerimónia dos Globos de Ouro, juntamente com a sua mulher e colega, Jennifer Carpenter ( na foto), que em «Dexter» faz o papel de irmã do assassino em série mais simpático da televisão norte-americana.

Realism is available here... click me!

To me is the first great album of the year...

Singer-songwriter Stephin Merritt originally conceived Realism, The Magnetic Fields’ third Nonesuch release, as a companion to the group’s brash 2008 Distortion, though the more tremulous listeners among us can rest assured they won’t have to frantically reach for the volume-control knob this time. Realism, at least on its decorous surface, comes across as a flipside to Distortion, the aural opposite of that clangorous homage to industrial pop of the Jesus and Mary Chain.
“I thought of the two records as a pair,” Merritt reveals, “and I kind of wanted them to be called True and False. But I couldn’t decide which I wanted to be called True and which I wanted to be called False. They both have to do with the notions of truth and falsehood in recording and music—not particularly with the lyrics but with the production style. Distortion went as far as one could really go in the direction of stylized noise-pop, which is probably the limit of stylization in rock before it turns into some other genre. And Realism is folk, although I couldn’t really bring myself to go all the way with folk. I can’t stand the sound of an acoustic guitar for more than three minutes at a time. So I didn’t go really, really folk, I thought I would go in a ’variety folk’ format, like a Judy Collins or a Judy Henkse album. Most of my favorite records are variety records. Distortion was one monolithic production idea and Realism is a more kaleidoscopic approach to a genre.”
Merritt was inspired by the orchestrated British folk of the late ’60s / early ’70s, which had evolved beyond the strictures of traditional music following sustained exposure to the psychedelic movement, and by the groundbreaking work of arranger-producer Joshua Rifkin on Collins’ In My Life and Wildflowers. Says Merritt, “It was as if the world were put on one record, where you have absolutely no idea what’s coming next. I like that in radio programming. I like it when I’m deejaying, I like doing it on my own records. With Collins’ records, there are hardly any musicians in common from track to track and each song is written by a different person.” Merritt, of course, writes everything himself. “I just pretend to be a lot of different writers.”
He brings the concision of a three-minute pop-song to each of the 13 tracks on Realism. As he puts it, “I like songs short; I don’t go for big statements in general. I find it difficult to listen, say, to Beethoven. I prefer small cozy, charming, subtle things, not masterpieces and epics.” The tracks here range from the trippy, toy-box melodies of "The Dolls' Tea Party" and "Painted Flower" to the almost alarmingly insistent, group sing-along of “We Are Having a Hootenany.” “Seduced and Abandoned,” in which Merritt himself essays the role of a woman impregnated then spurned at the altar, features a sad circus-like melody with mournful tuba; “Interlude” is a spare, elegant ballroom dance, dreamily recalled from afar. There's even a deceptively festive holiday number, “Everything Is One Big Christmas Tree,” featuring a lusty chorus sung in German.
Track Listing:

1. You Must Be Out of Your Mind
2. Interlude
3. We Are Having a Hootenanny
4. I Don't Know What to Say
5. The Dolls' Tea Party
6. Everything Is One Big Christmas Tree
7. Walk a Lonely Road
8. Always Already Gone
9. Seduced and Abandoned
10. Better Things
11. Painted Flower
12. The Dada Polka
13. From a Sinking Boat

in: http://www.houseoftomorrow.com/tmf_cd_realism.php

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Antichrist

Von Trier e seu cristo.

Mergulhado, ele próprio, em um período de profunda depressão durante as filmagens de "Antichrist", Von Trier parece desacreditar dos artíficios da razão. "Freud morreu", sugere. "O caos reina". Árvores retorcidas com galhos que lembram chifres, filhotes de animais mortos e sons de gelar a espinha compõem o cenário perfeito para ilustrar a tese do diretor de que "a natureza é a igreja de Satanás". Não se trata da natureza em seu sentido mais geral, entretanto. A fonte de todo o mal que transborda de "Antichrist" está na natureza humana, mais especificamente - como já apontavam os detratores da bruxaria do passado - nos mistérios do sexo feminino. É assim que, aos poucos, o que era para ser uma experiência terapêutica vai se transformando em uma sessão de tortura digna dos mais sanguinários filmes do gênero (e com requintes de perversidade, aliás, nada estranhos a outros longas do diretor, como "Dogville" e "Manderlay").

A atmosfera sombria do filme e algumas cenas realmente perturbadoras de sexo e mutilação fizeram com que parte dos jornalistas presentes à sessão neste domingo caísse na gargalhada. Riram de nervosismo, por certo. Pois o anticristo de Von Trier não tem nada, nada mesmo de engraçado.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

New Jimi Hendrix material to be released ~ Great News

An album of previously unheard recordings is to hit the shelves 40 years after the legendary guitarist's death

Songs of Experience ... Jimi Hendrix in 1967. Photograph: Marc Sharratt/Rex Features

This year will see a spate of new – sorry, old – Jimi Hendrix material, according to his estate, honouring the 40th anniversary of the guitarist's death. Valleys of Neptune, the first compilation of unreleased music, will be issued in March.
"It's wonderfully fresh material," Eddie Kramer, a former Hendrix engineer, told USA Today. "You hear the pure essence of the band, an in-your-face vibrancy. There were only four tracks and no overdubs, with Jimi singing as if he's in concert. He's at the top of his game." Valleys of Neptune's 12 songs were taken mostly from sessions at London's Olympic Studios and New York's Record Plant in 1969. Intended for the follow-up album to Electric Ladyland, they feature Hendrix's first work with bassist Billy Cox and his final recordings with the original Jimi Hendrix Experience lineup. Kramer, who recorded the tracks, was brought back for new digital mixes.
Besides the title track, a favourite of Hendrix collectors, Valley of Neptune's highlights include the only Jimi Hendrix Experience studio recording of Hear My Train a Comin', an instrumental rendition of Cream's Sunshine of Your Love, new versions of Fire and Red House, and the early original Mr Bad Luck. According to Hendrix's sister Janie, who now oversees his estate, the guitarist's "brilliance shines through on every one of these precious tracks".
The compilation will be released on 9 March, together with deluxe reissues of Are You Experienced, Axis, Electric Ladyland and First Rays of the New Rising Sun, each with a bonus documentary directed by Beatles Anthology creator Bob Smeaton. More re-releases are planned for later in the year, including the 1968 best-of Smash Hits, a Blu-Ray edition of Live at Woodstock. As for the rest of the unreleased music, Kramer claims there's loads to sort through. "[It's] a strong vault," he said, "a lot of live stuff, that we have yet to tap into." The estate made similar promises last year, announcing a DVD with backstage footage of Hendrix, which has yet to be released.

in: http://www.guardian.co.uk/music/2010/jan/12/new-jimi-hendrix-material



Jon Savage


Jon Savage (born 1953), real name Jonathon Sage, is a Cambridge-educated writer, broadcaster and music journalist, best known for his award winning history of the Sex Pistols and punk music, England's Dreaming, published in 1991.

Career
He was a high-profile writer during the glory days of British punk and wrote articles on all the major punk acts. Savage wrote and published a fanzine called London's Outrage in 1976, and in 1977 began working as a journalist for Sounds. Sounds was, at that time, one of the UK's three major music papers, along with the New Musical Express and Melody Maker. Savage interviewed punk, New Wave and electronic music artists for Sounds until 1979, when he moved to Melody Maker, and then in 1980 to the newly founded pop culture magazine The Face.
Throughout the 1980s, Savage wrote for The Observer and the New Statesman, providing high-brow commentary on popular culture.
In 1991, Savage designed a record sleeve for the (then little-known) Welsh rock band Manic Street Preachers. The single was called "Feminine Is Beautiful".
England's Dreaming, published by Faber and Faber in 1991, was lauded as the definitive history of punk music, and remains the single most comprehensive analysis of the phenomenon. It was used as the basis for a television programme, "Punk and the Pistols", shown on BBC2 in 1995, and an updated edition in 2001 featured a new introduction which made mention of the Pistols' 1996 reunion and the release of the 2000 Pistols documentary film, The Filth and The Fury. A companion piece, The England's Dreaming Tapes, was published in 2009.
Savage continues to write on punk and other genres in a variety of publications, most notably Mojo magazine and The Observer Music Monthly. He wrote the introduction to Mitch Ikeda's Forever Delayed (2002), an official photobook of the Manic Street Preachers.
Savage has appeared in the documentaries Live Forever and NewOrderStory.
Several compilation CDs based on his tracklistings have also been released, including England's Dreaming (2004) and Meridian 1970 (2005), the latter of which puts forward the argument that 1970 was a high-point for popular music, contrary to critical opinion. His most recent compilation has been Queer Noises 1961-1978 (2006), a compilation of largely overlooked pop songs from that period that carried overt or coded gay messages.
Jon Savage's latest book, Teenage: The Creation of Youth Culture, was published in 2007. It is a history of the concept of teenagers, which begins in the 1870s and ends in 1945. Teenage aims to tell the story of youth culture's prehistory, and dates the advent of today's form of "teenagers" to 1945.
Works
The Kinks: The Official Biography Publisher: (Faber and Faber, 1984, ISBN 9780571133796)
England's Dreaming: Sex Pistols and Punk Rock (Faber and Faber, 1991, ISBN 9780571139750)
Picture Post Idols Publisher: London, Collins & Brown, 1992 ISBN 9781855850835
The Faber Book of Pop (edited with Hanif Kureishi) (Faber and Faber, 1995, ISBN 9780571179800)
Time Travel: From the Sex Pistols to Nirvana - Pop, Media and Sexuality, 1977-96 Publisher: London, Chatto & Windus, 1996 ISBN 9780701163600
Teenage: The Creation of Youth Culture Publisher: Viking Books, 2007 ISBN 9780670038374
Joy Division documentary film, screenwriter, 2008
The England's Dreaming Tapes (Faber and Faber, 2009)
Music compilations
England's Dreaming (Trikont 2004)
Meridian 1970 (Forever Heavenly 2005)
Queer Noises - From the Closet to the Charts (Trikont 2006)
The Shadows Of Love - Intense Tamla 1966-1968 (Commercial Marketing 2006)
Dreams come true - Classic wave electro 1982-87 (Domino Records 2008)
Teenage - the invention of youth 1911-1945 (Trikont 2009)


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A edição nº 1096, a Rolling Stone propõe um dossier sobre os dramas do aquecimento global, incluindo o apontar do dedo a algumas das poderosas personalidades que, segundo a revista, são "os piores inimigos do planeta"

Os Monstros Precisam de Amigos


A primeira grande estreia nos ecrãs de 2010 chama a atenção para o poder visual (e depois, naturalmente também narrativo) que a fantasia pode alcançar quando opta pelas representações de “carne e osso” em detrimento do poderio esmagador e “espectacular” do digital. E é mesmo da quase verosimilhança dos monstros depressivos, que partilham com o pequeno Max o protagonismo de O Sítio das Coisas Selvagens, que vive a força desta adaptação, por Spike Jonze, de um conto homónimo de Maurice Sendak (disponível entre nós em livro).

Com a alma de uma fábula, esta é uma história de alguém que, por si e num mundo desconhecido e diferente, acaba por aprender o que é a solidão e como lidamos com os outros. Ele chama-se Max, é ignorado pela irmã adolescente e não tolera o facto de a mãe, separada, estar a aceitar a entrada de mais alguém na sua vida… Foge de casa, encontra um barco e dá por si numa ilha onde conhece uns monstros bonacheirões, com ar de primos dos Marretas (foram, de resto, concebidos pela Jim Henson’s Creature Shop). As histórias que Max lhes conta deixam-nos impressionados e, em vez de o comer, elegem-no rei. Porém, Max vai entender que reinar não é fácil. Até porque cada monstro tem uma personalidade vincada, todos eles perfeitos candidatos ao sofá de um psicoterapeuta, desde uma insistente “downer” com mau feitio a uma cabra sempre resignada, a quem ninguém liga… Com vozes de figuras como Paul Dano ou James Gandolfini e a música de Karen O (dos Yeah Yeah Yeahs) e de alguns amigos mais, O Sítio das Coisas Selvagens reencontra o poder de encantar do cinema e é mesmo o primeiro grande acontecimento no grande ecrã de 2010.
Imagens do trailer de O Sítio das Coisas Selvagens, que usa música dos Arcade Fire (todavia não representada depois no filme).
fonte: http://sound--vision.blogspot.com/

domingo, 10 de janeiro de 2010

A Estrada ~Cheira-me a filmaço

Que acontece no último terço do filme A Estrada (The Road), de John Hillcoat, baseado no romance de Cormac McCarthy? Dir-se-ia que a parábola filosófica sobre um pai e um filho em cenário apocalíptico se desmancha, dando lugar a uma tipificada aventura de sobrevivência em que a "reconstituição" da família emerge como escape dramático e moral... Provavelmente, o filme reflecte as atribulações da sua produção (como todos, hélas!) e, nem que seja por reacção de defesa, não consegue sustentar de forma dramaticamente coerente aquilo que o coloca em marcha. A saber: o esvaziamento de qualquer réstea de sagrado, ou ainda, o total cepticismo face ao conceito de humanidade.Seja como for, A Estrada deixa-nos algo de cinematograficamente precioso, por assim dizer o anti-2012 [Emmerich]. Assim, em vez de um cataclismo digital, reduzido ao look pueril de um banal jogo de video, este é, insolitamente, um filme sobre o retorno do material [contra o virtual]. O espantoso trabalho da equipa cenográfica — Chris Kennedy (production design), Gershon Ginsburg (art direction) e Robert Greenfield (set decoration) — vai, todo ele, no sentido de reforçar uma intensa verdade das paisagens, dos objectos e, em particular, de tudo aquilo que é detrito ou ruína. Dir-se-ia que reencontramos, aqui, a paixão do real que perpassa também por O Sítio das Coisas Selvagens. Ou como algum cinema americano quer, literalmente, descer à terra.
fonte: http://sound--vision.blogspot.com/