sábado, 31 de outubro de 2009

Taylor Mitchell morta por coiotes


Taylor Mitchell tinha 19 anos e sucumbiu ao ataque de dois coiotes, num parque natural no Canadá.
A cantora canadiana Taylor Mitchell, de 19 anos, faleceu esta semana após ser atacada por dois coiotes. A jovem encontrava-se a passear sozinha num parque natural do Canadá quando os animais a atacaram. Um dos coiotes fugiu e outro acabou por ser abatido pelos guardas do parque, alertados para a situação por outros visitantes do parque, que ouviram a vítima gritar. As mortes causadas por coiotes acontecem com tão pouca frequência que há quem especule que os animais que atacaram a cantora estivessem infectados com raiva, ou que fossem arraçados de lobos. Os admiradores da cantora têm deixado mensagens de condolência no myspace de Taylor Mitchell , que recentemente fora nomeada para os prémios de Música Folk do Canadá, na categoria de Revelação do Ano. Fã de Led Zeppelin, Emmylou Harris ou Neil Young, Taylor Mitchell deixa um álbum, de título For Your Consideration .

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Caim ( parte I)

Enquanto não leio...
"Caim, de José Saramago (Caminho; Lisboa, 2009) começa com “o senhor, também conhecido por deus” a oferecer o privilégio da fala aos habitantes do “jardim do éden”. Isto porque “adão e eva, perfeitos em tudo o que apresentavam à vista, não lhes saía uma palavra da boca” [pág. 11]. Quer isto dizer que estamos perante um romance sobre o poder fundador da fala — logo, a vocação transfiguradora da escrita.Nessa medida, este é um livro que se quer ligado a uma vocação antiga e nobre de que o escritor é, nos fúteis tempos “mediáticos” em que vivemos, o maravilhoso símbolo anacrónico. Mais do que isso: o escritor sabe que uma verdade umbilical o liga aos mais remotos contadores de histórias. A ponto de se situar a partir do reconhecimento do tempo como herança visceral: “Por motivos que não está nas nossas mãos dilucidar, simples repetidores de histórias antigas que somos, passando continuamente da credulidade mais ingénua ao cepticismo mais resoluto (...)” [pág. 107] — o sublinhado é meu.Na prática, isto instaura um pletora de possibilidades que, em última instância, se confunde com o próprio labor da escrita. Caim está mesmo pontuado por uma série de frases de relançamento de tais possibilidades, verdadeiras embraiagens da escrita. Exemplos:- “Tudo pode ser” [pág. 12].- “Tudo pode acontecer” [pág. 24].- “Veremos como acabará tudo isto” [pág. 65].- “Temamos portanto o pior” [pág. 66].- “(...) e, como era de prever, de acordo com as regras destas narrativas (...)” [pág. 131].Dito de outro modo: Caim não é um romance “his-tórico”, de evocação de um qualquer passado palpável, porque o seu único passado é a própria palavra escrita, isto é, a Bíblia de Deus, Abel, Caim e mais algumas personagens secundárias. Aliás, a própria constituição de Caim em viajante do tempo é esclarecedora: no ziguezague entre vários “presentes”, nunca saímos deste lugar que o escritor, porque escreve, delimita com o leitor: “Então estamos no futuro, perguntamos nós, é que temos visto por aí uns filmes que tratam do assunto, e uns livros também” [pág. 80].Dito ainda de outro modo: Caim colhe na persistente energia literária da Bíblia essa força peculiar que justifica que, por intransigente amor da liberdade das linguagens, se expanda o país da escrita para além das coordenadas do “razoável”, esse mesmo “razoável” todos os dias consagrado pela estupidez televisiva que quer impor a qualquer discurso artístico — até mesmo a uma simples imagem — um significado “único”, “unívoco”, “li-near” e “intermutável”. Como se não fossemos todos herdeiros de Caim, errantes e erráticos no labirinto do mundo.Resta sublinhar a evidência: Saramago escreveu uma deliciosa comédia espiritual, mostrando-nos que, mesmo ancorados nas certezas das palavras herdadas, não podemos deixar de receber a diversidade do mundo como um desafio às nossas escolhas. Afinal, a certa altura, o nosso confundido Caim “vem montado num vulgar jerico e sem guia michelin” (pág. 153). Por ironia ou crueldade, Deus deixou de fabricar mapas."

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Stones 40 anos depois

A edição em DVD de Gimme Shelter — sobre a digressão americana dos Rolling Stones, em 1969 — devolve-nos uma referência incontornável do documentarismo musical. E também uma memória trágica da história do rock: o concerto de Altamonte, em que os Hells Angels mataram um espectador — este texto foi publicado no Diário de Notícias (23 de Outubro), com o título 'Para além da lenda'.Quando vemos ou revemos Gimme Shelter, é inevitável interrogarmo-nos sobre as razões que fazem com que um filme tão admirável, tão cinematograficamente poderoso, seja quase sempre reduzido a uma referência apenas curiosa na história das relações do documentarismo com a música e, em particular, com o rock dos anos 60/70. Há uma explicação simples para tal “esquecimento”: Gimme Shelter foi lançado em finais de 1970, poucos meses depois de Woodstock, o filme de Michael Wadleigh que rapidamente adquiriu um estatuto lendário.Mesmo não contestando o valor de Woodstock (bem pelo contrário), importa sublinhar que as singularidades de Gimme Shelter começam na sua resistência a qualquer discurso lendário ou tendencialmente mitológico. Os irmãos Albert e David Maysles, neste caso assinando a realização com Charlotte Zwerin, nunca foram defensores da opção (televisiva) que consiste em colar de forma mais ou menos arbitrária os registos de “reportagem” com algumas entrevistas. Inseridos no Cinema Directo da época (e nas transformações da “nova vaga” da costa leste dos EUA), os Maysles praticaram um cinema de absoluta paixão pelos factos vividos, resistindo a todas as formas de determinismo narrativo ou simbólico.Daí as espantosas cenas de Gimme Shelter em que Mick Jagger e os seus companheiros são confrontados com as imagens do concerto de Altamonte. Trata-se de aplicar o cinema, não como mera “transcrição” seja do que for, antes como uma máquina de imagens (e sons) que desafia a percepção corrente do mundo. Por alguma razão, em 2006, quando filmou Shine a Light, também com os Rolling Stones, Martin Scorsese convidou Albert Maysles (David faleceu em 1987) a acompanhar a rodagem na qualidade de operador. As heranças são isso mesmo: não referências datadas, mas forças criativas em permanente movimento.
fonte: http://sound--vision.blogspot.com/

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Para quem gosta de legos...

Aqui: http://sound--vision.blogspot.com/2009/10/depois-dos-alter-egos-o-alter-lego.html

Julian Casablancas em Paris

Julian Casablancas, o vocalista dos Strokes, anunciou uma digressão europeia para acompanhar o lançamento do seu primeiro álbum a solo Phrazes For The Young, a editar na próxima semana. Os concertos decorrem entre 30 de Novembro (em Copenhaga) e 16 de Dezembro (no London Forum, em Londres). Portugal e Espanha ficaram de fora destas datas agora anunciadas. O concerto mais próximo, por enquanto, terá lugar em Paris, no Le Bataclan, a 8 de Dezembro

Please ... take a look

Watch the FULL U2 concert on my blog...
The world's greatest band on the world's largest stage - U2 on YouTube. Watch the rebroadcast of the full live streaming performance from the Rose Bowl. Recorded on Sunday, October 25th. ...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

The Life and Times of Rosa Lee ~ The Library

Continuing with the stream of CMJ-bound artists, The Library are a bit different from what many expect at a festival of CMJ’s often frenetic vein. Often popular for artists that tout theatrical art-rock, synth-pounding dance-pop, or other forms of danceable bliss with high tempos, the audience at CMJ may initially be startled to hear this Brooklyn five-piece’s serene interpretation of folk. Deriving members from The Mayflies USA and The Comas, The Library draw most prominently from influences of ’70s. Neil Young’s more reflective material (On the Beach) is one of them, as are others that were precursors to the psyche-folk movement of the ’70s. The Library tend to integrate these influences with retrospective views of ’90s alternative-rock, even if the components are so subtle that only committed fans of certain artists could recognize them. Maybe it was how bands in the vein of Slowdive, Ride, and Spiritualized collided defiant alternative-rock with reverb-heavy doses of ’70s pop and folk, resulting in a path between shoegaze and nostalgic pop that established such artists as the most effective of the ’90s. Either way, The Library are safely following a similar path in attaining success through manipulating our perceptions of a style or genre often deemed as nostalgic.
Vocalist Matt Long is hardly a far cry from The Clientele’s Alasdair MacLean in vocal range and delivery, both using their admiration for ’60s pop and its subsequent sub-genre concoctions to create a world where melodies are both frail and beauty, with the emitted emotions being genuine and memorable. The Library’s new album, The Life and Times of Rosa Lee, combines this emotive sensibility with nostalgic stylistic references to compel listeners into a substantial accomplishment. “Tomorrow is Better” adds a slight twang to the predictably smooth accompaniment of hazy acoustics and usable percussion, adding in a harmonica for further effect over the subtle accompaniment of keys. This natural arsenal of instrumentation – guitar, rhythm, lap steel, and harmonica – generally compares to their earlier influences, even if the production is polished enough to easily spot its origination in the ’90s or ’00s. Slight components, like the lap steel arpeggio during the first verse, tend to sound more modernistic, while the beautiful bridge into a simplistically alluring chorus sounds like the work of a lost legend from the ’60s. “Tomorrow is Better” summarizes the sound of The Library exceptionally, it being a soothing and ethereal journey into the derivations of ’60s pop and folk while maintaining an emphasis on contemporary folk The romanticized contemplation expressed in “Tomorrow Is Better” serves well for the album’s general theme, with the opening “Wish I Knew” also expressing similar sentiments. Long’s vocals are particularly high-pitched but also relaxed here, probably adjusted for the use of strings that are similar in pitch. The result is a cohesively masterful arrangement that collides Long’s tenderly forlorn vocals, slow and emotive strings, and moderately paced acoustics into a breathtakingly exceptional track that serves as the perfect opener for The Life and Times of Rosa Lee. “You can call me up most anytime at all,” Long offers, merely requesting one chance to prove his point, “I promise not to be like them.” The Library are hardly like the others after all, abiding by their own standard and interpretation of nostalgic pop despite prevalent resemblances to The Clientele and other mood-based groups. Although it is certainly more of a mood track than one bursting with hooks, there are other tracks like “Tomorrow Is Better” and “Club Amnesia” on The Life and Times of Rosa Lee that emphasize more hooks than mood, with the self-titled cut also being one of them Keys and strings take over in absence of the initial acoustics on “The Life and Times of Rosa Lee”, leaving little room for vocal errors on Long’s part. The performance, barring one or two melodic miscues, is extremely commendable and genuine, its lo-fi production serving as the perfect closer to a highly impressive release that should provide some nice press for The Library before their CMJ appearance later this week. When the acoustics pick up after Long’s lyrics compel the listener about the overdue formation of a certain band, one can sense the passion for musical ingenuity within the songwriting and delivery. That their styles may derive from the past should only serve to supplement The Library’s amiable level of enjoyment. After all, in kicking off a decade of supposed stylistic declassification, everything seems fair game at this point.
RIYL: The Clientele, Slowdive, Belle & Sebastian, Felt, Neil Young, Ride

domingo, 25 de outubro de 2009

Invictus

Teve como título de trabalho The Human Factor — mas acabou por ficar Invictus: o novo filme de Clint Eastwood retrata a realização da Taça do Mundo de Râguebi, em 1995, na África do Sul, numa conjuntura em que o Presidente Nelson Mandela compreende que o evento pode ser um decisivo factor de união num país a tentar superar a pesada herança do apartheid. Com Morgan Freeman (Mandela) e Matt Damon (François Pienaar, capitão da selecção nacional), Invictus tem estreia americana marcada para 11 de Dezembro, perfilando-se como um dos mais óbvios candidatos às principais nomeações para os Oscars. Para já, este é o primeiro cartaz.
Fonte: sound vision

sábado, 24 de outubro de 2009

Alice in Chains ~ Black Gives Way to Blue



Os Alice in Chains sempre foram muito mais uma banda para músicos e para legiões fiéis de fãs do que uma banda para críticos.
Aquilo que parecia a fortuna de estar no local certo e no momento certo, falamos da explosão do grunge em Seattle de que os Alice in Chains foram parte activa, tornou-se num chavão redutor para o grupo, como se a banda de Jerry Cantrell se tivesse limitado a apanhar apenas os efeitos da vizinhança com bandas gigantes como os Nirvana e os Pearl Jam.
Mas ultrapassados o temporal grunger e algumas ilusões dos hypes da época, sobem à tona dados mais lúcidos. E um deles é o facto da influência dos Alice in Chains no rock actual prosperar como bem maior do que aquela que julgamos. Ela estende-se do indie rock musculoso dos Queens of the Stone Age de Josh Homme ao western-folk dos Woven Hand de David Eugene Edwards. Os Alice in Chains estão bem presentes no imaginário musical de hoje, seja nas memórias sobre os próprios, seja nas canções de outros.
Se pensarmos bem, as valias dos Alice in Chains eram consideráveis. O falecido Layne Staley era uma espécie de Álvaro Cunhal do rock & roll. Tinha à sua volta uma aura austera e um charme enigmático, nunca se sabia muito bem onde estava e raramente era visto. Além deste dom de raposa, Layne Staley tornou-se em mais um mártir do grunge, transformando o fatalismo da sua música na sua própria vida. Staley era mesmo real.
Depois, havia aquele tecido empoeirado e escuro, oriundo de uma cave ou de um sótão, que era o som que Jerry Cantrell sempre comandou nos Alice in Chains.
Vários anos após a morte de Layne Staley por overdose de drogas, os Alice in Chains regressam agora aos álbuns de originais. A obra recente, "Black Gives Way to Blue", tem um título esperançoso. Mas em rigor, este é o disco mais pesado do grupo e o mais próximo das referências heavy metal do guitarrista e líder Jerry Cantrell.
A instalação sonora do grupo está lá e é reconhecível. Mas as guitarras estão ainda mais inclinadas para as notas graves. A densidade dos power chords é maior. E o mistério atmosférico que rodeia os Alice in Chains está ainda mais soturno, sobretudo nas canções mais acústicas (como 'Your Decision' ou 'When the Sun Rose Again', olá David Eugene Edwards!?).
Quanto à substituição do vocalista, ela é cirúrgica: os Alice in Chains conseguiram desencantar alguém com a exacta tonalidade sombria de Layne Staley, William DuVall. Os efeitos nefastos da ausência de Staley são assim estancados ao mínimo.
A força de "Black Gives Way to Blue" é, de facto, majestosa. E os Alice in Chains conseguem convencer-nos que este é, realmente, um dos grandes álbuns de rock pesado do ano.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Eels ~ End Times

Os Eels lançam o novo disco "End Times" (capa na foto) no dia 19 de Janeiro de 2010.
O oitavo longa-duração de Mark Everett e companhia traz 14 temas no seu alinhamento. O trabalho gráfico esteve a cargo de Adrian Tomine.
Aqui fica o alinhamento na íntegra de "End Times" dos Eels:
The Beginnin
Gone Man'
In My Younger Days
Mansions Of Los Feliz
A Line In The Dirt''End Times
Apple Trees
Paradise Blues
Nowadays
Unhinged
High And Lonesome
I Need A Mother
Little Bird
On My Feet

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

"Biblia é manual de maus costumes"


Corro o risco de não ser imparcial pois Saramago é provavelmente o melhor escritor português de romances de todos os tempos. Adorei o Evanjelho e logo que surja a oportunidade irei ler o Caim e aqui irei expor a minha opinião... para já coloco cá o artigo que saiu no Público on line intitulado de "Biblia é manual de maus costumes"

"Sobre o livro Caim, que é apresentado hoje a nível mundial, o escritor defendeu que “na Igreja Católica não vai causar problemas porque os católicos não lêem a Bíblia". Mas admitiu que poderá gerar reacções entre os judeus.“A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!”, criticou, em Penafiel, numa entrevista à agência Lusa, o Nobel da Literatura de 1998, para quem não existe nada de divino na Bíblia, nem no Corão.“O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!” afirmou.Saramago sublinhou que “as guerras de religião estão na História, sabemos a tragédia que foram”. E considerou que as Cruzadas são um crime do Cristianismo, porque morreram milhares e milhares de pessoas, culpados e inocentes, ao abrigo da palavra de ordem "Deus o quer", tal como acontece hoje com a Jihad (Guerra Santa). Saramago lamenta que todo esse “horror” tenha feito em nome de “um Deus que não existe, nunca ninguém o viu”.“O teólogo Hans Kung disse sobre isto uma frase que considero definitiva, que as religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos uns dos outros. Só isto basta para acabar com isso de Deus”, afirmou.O escritor criticou também o conceito de inferno: "No Catolicismo os pecados são castigados com o inferno eterno. Isto é completamente idiota!”.“Nós, os humanos somos muito mais misericordiosos. Quando alguém comete um delito vai cinco, dez ou 15 anos para a prisão e depois é reintegrado na sociedade, se quer”, disse.“Mas há coisas muito mais idiotas, por exemplo: antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?”, perguntou.“Deus só existe na nossa cabeça, é o único lugar em que nós podemos confrontar-nos com a ideia de Deus. É isso que tenho feito, na parte que me toca”."

Oasis ~ Never More

Liam Gallagher dos Oasis veio a público confirmar que o grupo de Manchester terminou de vez, meses depois do irmão, Noel, ter anunciado a saída da banda.«Bem, Oasis nunca mais! Acho que já todos percebemos. Isso está terminado. É uma pena, mas é a vida. Divertimo-nos imenso. Para que fique esclarecido fomos nós que acabámos com os Oasis. Ninguém acabou por nós», disse Liam Gallagher ao jornal britânico The Times.
Entre os planos próximos de Liam Gallagher está lançar uma nova colecção da sua marca de roupa Pretty Green. Quanto a Noel, saiu da banda para continuar a carreira a solo.Os Oasis nasceram em 1991, na altura apenas com Liam Gallagher nas fileiras. Noel entrou mais tarde e contribuiu em definitivo para os temas que viriam a figurar no álbum de estreia "Definitely Maybe", de 1994. Seguiram-se mais seis discos, incluindo o popular "(What's The Story) Morning Glory?" (1995) e o mais recente "Dig Out Your Soul" (2008) que, a confirmar-se o final do grupo, figurará como a última edição de um dos nomes grandes do britpop dos anos 90.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dos Beatles a Bowie

Está patente na londrina National Portrait uma exposição que evoca a cultura pop dos anos 60. Beatles To Bowie – The 60’s Exposed recolhe uma série de fotografias e capas de publicações que arrumam, de 1060 a 69, dez anos de intensa vida pop. Dos dias de Cliff Richard e das primeiras estrelas pop aos ecos do Verão de Woodstock, são dez anos de imagens que contam histórias igualmente feitas de sons, que ali estarão em exposição até 24 de Janeiro.
A capa do catálogo (e cartaz da exposição) recorre a uma icónica fotografia do Beatles tirada em 1964 por Robert Whitaker. Uma capa alternativa surge também usando uma fotografia de David Bowie tirada em 1966 por David Wedgbury.Como complemento a este olhar pelos anos 60, a National Portrait Gallery propõe, também neste momento, uma outra exposição temporária sobre a modelo Twiggy.
Mais informações sobre esta exposição aqui, no site oficial do museu.

Fonte: http://sound--vision.blogspot.com/


terça-feira, 20 de outubro de 2009

U2 outra vez... nova data

O site dos U2 confirma o esperado segundo concerto do grupo de Bono no Estádio Cidade de Coimbra, marcado para dia 3 de Outubro de 2010, um dia depois da primeira data.Os bilhetes vão estar à venda no próximo sábado, dia 25.
A venda rápida dos 42 mil bilhetes num só dia, para o espectáculo de 2 de Outubro, levou a que a actuação dupla dos U2 na cidade dos estudantes fosse uma realidade.É a primeira vez que os U2 dão dois concertos seguidos em Portugal. A nível de concertos de estádio no nosso país, apenas os Pink Floyd atingiram tamanho feito, em 1992, no antigo Estádio de Alvalade.

Don't Look Back

Um absoluto clássico do documentarismo rock’n’roll passa hoje no DocLisboa. Trata-se de Don’t Look Back, de D.A. Pennebaker, filme que documenta a histórica digressão britânica de Bob Dylan em 1965. Pelo ecrã passam, entre outros, nomes como os de Allen Ginsberg, Donovan, Joan Baez, Alan Price ou Marianne Faithfull e espaços que nos levam de quartos de hotel a bastidores, passando inevitavelmente pelo palco do Royal Albert Hall. A sequência de abertura do filme representa uma das primeiras manifestações de uma ideia que mais adiante no tempo acabaria por gerar a noção de teledisco, mostrando Dylan, desvendando vários cartões, ao som de Subterranean Homesick Blues. Don’t Look Back passa hoje no Cinema São Jorge, pelas 19.30.
fonte: http://sound--vision.blogspot.com/

Dark Side Of The Moon por Flaming Lips

O seu novo álbum pode ter ficado uns pontos abaixo das expectativas (havendo contudo quem pense o contrário). Mas mais estimulante parece ser mesmo a ideia que se segue: a recriação, pelos mesmos The Flamimg Lips, do clássico The Dark Side of The Moon, dos Pink Floyd. A recriação, que contará com alguns convidados, entre os quais Henry Rollins e Peaches, deverá ter apenas edição digital…

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

U2--- Está a ser bom... não foi?


Pois é assim tão rápido... 42050 ingressos vendidos ao ritmo de 30 por minuto. Promotora diz que fará tudo para marcar uma segunda data em solo nacional.
O concerto dos U2 que se realiza daqui a um ano (2 de Outubro de 2010) no Estádio Cidade de Coimbra esgotou em apenas seis horas, depois de os bilhetes terem sido colocados à venda hoje às 10h00. Foram 42050 ingressos vendidos ao ritmo de 30 por minuto nos 32 postos de venda.
Segundo comunicado da Ritmos e Blues, trata-se de um recorde absoluto em termos de vendas de bilheteira em Portugal. Como anunciado ontem, vários foram os fãs que fizeram fila nos vários postos de venda, mas o local mais concorrido foi mesmo o site www.blueticket.pt que registou mais de 100 mil visitas durante as quatro horas que demorou a vender os 16 mil bilhetes que disponibiizou (1 milhão e 450 mil pageviews durante este período).
A promotora diz também que, porque a procura excedeu largamente a oferta, "em nome de todos os que querem ver os U2 ao vivo e não conseguiram comprar bilhete, tudo fará para fazer uma 2ª data em Portugal - algo que seria inédito no nosso país".

sábado, 17 de outubro de 2009

Total Babe

The importance of a first impression is something that has been stressed since humanity’s inception, with philosophers as early as Socrates noting its role in developing biases. Subsequent eras such as the Tudor period, Enlightenment, and others focused on the importance of social class emphasized the importance in keeping with appearances. This prompted a development of high culture that tended to rely on class distinctions instead of one’s origin or set of beliefs. First impressions were encouraged as a means to maintain this specific class, as the elite class tended to classify themselves not according to ideologies but instead more material things. An instance would be how salon culture during the Enlightenment practically mocked the importance of philosophers, as the upper class invited these prominent thinkers not to converse with them but rather to show off their capability in attaining them for leisure. This all relates to the importance of a first impression, as a system without hierarchy would have no need for such superficial requests. Our contemporary society remains similarly superficial, but its difference now is in how technology has made us become accustomed to instantaneous automation, leaving little room for individuals to reason beyond their first impression when discovering something new.
With this, the difficulty for an artist to differentiate their work becomes even more apparent. You can listen to hundreds of artists on this site and others, so how much time does an artist truly have to grab your attention before you move on? We now have such a broad output of available information and media that becoming more specific in our tastes is merely to be expected. But honestly, are we demanding accessibility over intricacy as a result? I hold the belief that the majority of art requires time and patience to truly appreciate, and I could not tell you how many classic albums I could have missed out on if I turned it off after the first listen. When we look at the most successful independent artists of the past decade, names like The Strokes, Arcade Fire, TV on the Radio, and Animal Collective come to mind. On the surface their styles do not possess many similarities, but they are all synonymous in creating stylistically distinctive material that packs just the right amount of accessibility to hook the listener and lure them in. Their mastery of their genres is led by the recognition of their audience, wisely seeing that their attention span in regard to new music is severely limited due to the rampant automation within our culture.
Their great songwriting and level of performance is likely enough to propel the Minnesota-based Total Babe to soaring heights. But what really alerts me about their potential is that Total Babe’s accessible frame of mind correlates with this decade’s biggest indie-rock successes in infusing innovation and accessibility. Gentle acoustic strums and hazy keys comprise the majority of this trio’s sound, establishing a breezy type of indie-pop that clashes with the grittiness of early ’90s alternative-rock to produce what sounds like a mix of lighthearted exuberance and tested experience. What brings much of this contemporary liking is Total Babe’s main vocalist, Clara Salyer. Her voice is a knockout force that maintains extreme ferocity throughout the six tracks on their debut EP, Heatwave. Think perhaps a more toned-down version of Neko Case or Karen O, as these vocalists also make extraordinary use of their femininely high-pitched vocal chords without resorting to the obnoxious twee-pop that many similar vocalists due undertake for its sheer ease. They are able to sound like a glowing angel at some points with a coo that demands affection, while also showing a transitional dependency to resort to yelps and screams in case the guitar amp is turned up a few notches. Salyer’s slurs and whispers make her delivery sound stream-of-conscious, which she uses to her advantage through invoking a sense of melodic wizardry that relies on word delivery and tone instead of its actual content.
The generally indistinguishable lyrical content could only exist in few genres while retaining success. Luckily, Total Babe’s lovely form of chamber-pop relies so much on sweeping arrangements and voracious hooks that Salyer’s incoherency actually adds some allure and mystery to the sound. Her most distinguishable phrases are often muttered in short bursts, varying from situations that are both cute and eerie. When she hums “oh me, oh my!” on “Short Stories”, it is hard not to succumb to the oh-so-cute vibe that the acoustics and subtle strings establish. The melody almost sounds like a medieval dance-about, with the ceaseless rush of alternating chords and accompanying strings providing excitement that most indie-rock rookies fail to even touch upon. “Bearbones” is more conventional in its indie-pop workings, introducing an array of twinkling organs over a basic acoustic guitar whose benefits are provided by Salyer’s reflective whimper. It is a sure winner though and I would be surprised if it is not their first single. Its main competition for that title is “Gary Coleman”, another strong effort lavished in delicate strings and strongly presented keyboard chords. The latter provide a sort of layer supplementation, making the area between acoustics and keyboard notes fuller and more satisfying. German readers may find that it sounds familiar, which is because it was featured in a German candy commercial. Tracks like these are indicative of Total Babe’s evident ability to produce top-notch indie-pop, finding a safe haven between chamber-pop and indie-rock to produce work that is strikingly memorable through its lavish hooks and outstanding vocal work.
in: http://obscuresound.com/?p=3377



sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Morrer Como um Homem





João Pedro Rodrigues chamou-lhe “um musical sem música”. E tem razão, mesmo tendo trazido a Morrer Como Um Homem canções de António Variações ou Paulo Bragança (colocadas na voz de Fernando Santos) ou o magnífico Calvary, de Baby Dee, que protagoniza uma das mais belas sequências. O filme parte de uma observação do real, procurando primeiras âncoras no real em figuras, gestos, ambientes, histórias e vivências entre o universo dos espectáculos de travesti. Mas ruma depois a um terreno distante de qualquer patamar realista, investindo mesmo por vezes num registo de certa fantasia (não perdendo nunca o realizador, como nos mostrara já em filmes anteriores, as rédeas de uma narrativa que se apresenta).
A terceira longa-metragem de João Pedro Rodrigues aprofunda e leva bem mais longe (e a melhor destino) uma série de reflexões sobre a identidade de género que já haviam aflorado em Odete. É a história de Tónia (Fernando Santos), veterana do espectáculo de travesti, com 20 anos de palcos, um filho em fuga e uma relação instável com um jovem que nela procura um aconchego quase maternal. Encontramos Tónia algures em Lisboa, numa etapa já decadente da sua vida profissional, questionando a eventualidade de u(ma operação de mudança de sexo, seguindo-a depois numa viagem na qual procura segurar perto de si os pedaços de chão seguro que tem à sua volta. E acompanhamo-la mais tarde, já assombrada pela doença (de que faz segredo a todos), num definitivo debate interior, sobre a sua própria identidade.
Trabalhando com actores não profissionais (opção arriscada, mas aqui com final feliz), propondo um argumento sólido e uma cada vez mais evidente afirmação de marcas de uma identidade cinematográfica muito pessoal, João Pedro Rodrigues traz-nos em Morrer Como Um Homem um filme em tudo capaz de secundar os feitos de O Fantasma, senão mesmo superá-los. É, sem dúvida, um dos grandes filmes do ano. E a definitiva consagração de um dos nomes maiores do cinema português do nosso tempo.

Imagens do trailer de Morrer como um Homem, filme que desde ontem está em exibição nas salas portuguesas.
Fonte: Sound+vision

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A MTV acabou?!

A MTV acabou? Acabou, pelo menos, a estação que apostava na experimentação e na pluralidade — este texto foi publicado no Diário de Notícias (9 de Outubro), com o título :
'O envelhecimento da MTV'.

"Quando descobrimos telediscos dos Police, George Michael ou Pet Shop Boys a serem evocados de forma mais ou menos “nostálgica” em canais como o VH1, percebemos que a cultura audiovisual dominante conseguiu impor calendários cada vez mais curtos para o “envelhecimento” público. Em boa verdade, o fenómeno não se explica apenas pela natural alternância de gerações, com todas as suas diferenças de sensibilidade e percepção do mundo. Nem se trata de um episódio isolado do VH1, afinal de contas um dos espaços mais abertos e diversificados nesta área. A questão é outra: em termos especificamente televisivos, tudo passa pela progressiva e trágica decomposição dos conceitos criativos (e de difusão) que, em 1981, deram origem à MTV.Escusado será lembrar que todos os canais “musicais” (incluindo os da chamada música erudita) são derivados mais ou menos evidentes do modelo fundador da MTV. Acontece que a MTV há muito abandonou o seu próprio modelo. Por um lado, assistiu-se a uma brutal restrição de “conteúdos” (como agora se diz), deixando sistematicamente de fora muitos telediscos que se distinguem por apostas criativas realmente originais e inovadoras; por outro lado, a integração (?) de programas filiados no estilo mais obsceno da reality TV contaminou quase tudo, além do mais favorecendo a imagem quotidiana da juventude como uma colecção de indivíduos que só se distinguem por dizerem coisas patetas com ar pateticamente “divertido”.Nada disto está a ser “compensado” por programas propostos pelos canais generalistas, também eles enredados nas rotinas do modelo “Top +”: a preguiçosa colagem aos movimentos mais óbvios do mercado faz com que o imenso espaço dos telediscos, sendo um dos mais abertos à experimentação e à pluralidade, seja também um dos mais afogados pelas leis dominantes da difusão audiovisual. Dir-se-ia que a MTV não tem sabido envelhecer... O que nos conduz à incontornável pergunta: será possível envelhecer tanto em menos de três décadas? Pelos vistos, o feitiço virou-se contra o feiticeiro."
Fonte: Sound + Vision